Na madrugada do sábado, 3 de janeiro de 2026, os Estados Unidos executaram uma operação militar em larga escala contra a Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, segundo anúncio de Donald Trump em sua plataforma Truth Social. A operação gera debates intensos sobre os métodos empregados e possíveis acordos nos bastidores.
Nota editorial: Este conteúdo tem caráter analítico e opinativo, baseado em informações públicas e reportagens amplamente divulgadas (com links para as fontes). Não afirma como fatos comprovados a prática de crimes ou ilícitos, nem substitui decisões judiciais. Seu objetivo é promover reflexão crítica sob uma perspectiva editorial libertária.
A Operação que Surpreendeu Observadores
Uma série de explosões atingiu Caracas na madrugada deste sábado, com ao menos sete detonações em cerca de 30 minutos. As explosões foram sentidas em diversos pontos da capital venezuelana. Moradores de diferentes bairros reportaram tremores intensos, o barulho constante de aeronaves sobrevoando a cidade em baixa altitude e correria nas ruas.
Explosões foram registradas em Caracas e em estados vizinhos, atingindo infraestruturas estratégicas como a base aérea de La Carlota e o Forte Tiuna, sede do Ministério da Defesa. A precisão dos ataques levanta questionamentos no debate público sobre possível colaboração interna.
A ação militar, descrita pelo presidente Donald Trump como uma “operação brilhante” e de “grande escala”, durou menos de 30 minutos. A rapidez da operação alimenta especulações sobre os métodos empregados.
O general John Daniel ‘Raizin’ Cane, presidente do Estado-Maior Conjunto, disse que 150 aeronaves militares dos EUA estacionadas em todo o hemisfério ocidental esperaram semanas pelo momento perfeito para atacar. Os preparativos para capturar Maduro e sua esposa Cilia começaram em agosto de 2025, quando espiões da CIA começaram a monitorar os movimentos de Maduro.
Três Cenários em Debate
Analistas levantam três interpretações para explicar a eficiência da operação americana. Primeiro: há debates sobre possível negociação direta entre Trump e Maduro. O líder venezuelano estaria ciente do cerco militar americano e teria buscado uma saída negociada.
Segunda possibilidade ventilada é o envolvimento de informantes do círculo íntimo de Maduro. Os EUA tinham aumentado a recompensa por informações sobre o paradeiro do líder venezuelano para 50 milhões de dólares. Críticos sugerem que essa quantia poderia ter motivado colaboração interna.
A terceira interpretação é a versão oficial: superioridade militar pura e simples, com uso de inteligência e tecnologia para localizar e capturar Maduro sem qualquer acordo prévio.
Especialistas observam que a ausência de resistência significativa e a precisão cirúrgica dos ataques geram questionamentos sobre os métodos empregados na operação.
Antecedentes que Alimentam Especulações
Vários aspectos anteriores à operação são objeto de análise. Delcy Rodríguez, a vice-presidente venezuelana, exigiu provas de vida do presidente Maduro: “Não sabemos o paradeiro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores. Exigimos do presidente Donald Trump uma prova de vida imediata para o presidente Maduro e a primeira-dama”.
Observadores notam que Delcy Rodríguez viajou para Moscou na véspera do ataque, o que alguns interpretam como coincidência significativa para quem deveria estar ao lado do presidente em momento de crise.
Outro ponto analisado: Diosdado Cabello, considerado figura próxima a Maduro, permaneceu na Venezuela. Em seu pronunciamento, condenou a operação americana, mas não mencionou especificamente Maduro, gerando interpretações variadas sobre seu conhecimento dos eventos.
Trump havia mantido uma conversa telefônica com Maduro em novembro de 2025, que durou menos de 15 minutos, segundo fontes informadas sobre a chamada. Trump descreveu a ligação como “nem boa nem má. Foi uma chamada telefônica”. Alguns interpretam essa comunicação como possível início de negociações que poderiam ter culminado nos eventos de janeiro.
A Superioridade Militar Americana
Por outro lado, a diferença de capacidade militar entre Venezuela e Estados Unidos é reconhecidamente significativa. A Venezuela não participa de conflitos armados há décadas, enquanto seu exército não possui experiência real de combate contra uma potência militar moderna.
Os Estados Unidos, em contraste, mantêm operações militares ativas no mundo inteiro. A Casa Blanca afirmou a finais de 2025 que Washington se encontrava em “conflicto armado” com os cárteles de la droga para detener el flujo de narcóticos hacia Estados Unidos. Ou seja, já estavam mobilizados na região.
Após meses de trabalho dos colegas de inteligência para encontrar Maduro e entender como ele se movia, onde morava, para onde viajava, as 150 aeronaves – incluindo bombardeiros, caças, aviões de vigilância, inteligência e reconhecimento, bem como helicópteros e drones – subiram aos céus a partir de 20 bases diferentes.
Com esse aparato, analistas militares observam que seria tecnicamente possível capturar qualquer líder mundial, independentemente de acordos prévios. A superioridade tecnológica americana dispensaria negociações quando há determinação política para agir.
Implicações das Acusações Criminais
Um fator relevante nessa situação são as acusações formais que pesam sobre Maduro. Maduro e sua mulher foram indiciados no Distrito Sul de Nova York. Ele foi acusado de conspiração para narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos.
Segundo autoridades americanas, a eventual colaboração de Maduro com a Justiça americana pode revelar informações sobre redes internacionais. Não é só o Brasil que acompanha com atenção as revelações potenciais de Maduro. Rússia e Cuba também observam os desdobramentos, considerando suas relações com o governo venezuelano.
Para os Estados Unidos, ter Maduro sob custódia representa uma oportunidade de investigar redes que, segundo Washington, operam na América do Sul. Para outros governos, representa uma fonte de preocupação pelos possíveis desdobramentos.
As Reações Sul-Americanas
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional. Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo”.
Gustavo Petro, da Colômbia, expressou reação imediata: “En este momento bombardean Caracas. Alerta a todo el mundo, han atacado a Venezuela. Bombardean con misiles”, demonstrando preocupação com as ações na região.
Em contrapartida, Javier Milei, da Argentina, celebrou os eventos nas redes sociais, afirmando que “La libertad Avanza. Viva la libertad carajo”. A divisão entre os presidentes sul-americanos é evidente.
Trump declarou que EE.UU. controlará Venezuela “até que chegue o momento de uma transição” do poder, indicando que os Estados Unidos pretendem participar ativamente da administração venezuelana.
Perspectivas sobre a Verdade dos Fatos
Se houve acordo prévio, é improvável que qualquer das partes tenha interesse em admiti-lo publicamente. Para Trump, é estrategicamente vantajoso apresentar a operação como demonstração de força militar. Para eventuais colaboradores venezuelanos, admitir participação seria comprometer sua segurança pessoal.
Se Maduro negociou aspectos de sua captura, também não seria esperado que confessasse publicamente. A narrativa de captura contra sua vontade é mais palatável do que a de colaboração voluntária.
As informações sobre possíveis acordos podem emergir apenas anos depois, quando os envolvidos não estejam mais em posições vulneráveis. É assim que frequentemente funciona a geopolítica: revelações surgem quando não comprometem mais os atores principais.
Enquanto isso, a população venezuelana permanece em situação de incerteza, sem clareza se deve considerar positiva a queda do governo anterior ou preocupar-se com a presença americana. O restante da América do Sul observa atentamente, ciente de que os precedentes estabelecidos podem afetar a região.
A operação que capturou Maduro foi um sucesso militar indiscutível pelos parâmetros americanos. Se foi executada com base em inteligência pura, negociações prévias ou informações privilegiadas, isso permanece no reino das especulações informadas. E talvez seja estrategicamente conveniente manter essa ambiguidade.
O que emerge claramente é que a era Maduro chegou ao fim. Como exatamente ela terminou – se por força militar, acordo negociado ou colaboração interna – pode permanecer objeto de debate indefinidamente. Mas um aspecto se torna evidente: quando os Estados Unidos estabelecem como prioridade estratégica a mudança de um governo, possuem os recursos para implementar essa decisão.
Fontes e Referências
- CNN en Español – Cobertura ao vivo dos ataques
- Telemundo – Relatório sobre captura de Maduro
- CNN Brasil – Análise do ataque americano
- Infobae – Detalhes da conversa Trump-Maduro
- Departamento de Estado – Recompensa por Maduro
- Agência Brasil – Reação do presidente Lula
- Infobae – Reação do presidente Petro
- Infobae – Reação do presidente Milei



