dezembro 12, 2025

Ludwig M

Trump traiu Bolsonaro por negócios com Lula e Joesley

Trump traiu Bolsonaro por negócios com Lula e Joesley

A promessa que ninguém acredita: governo diz que vai diminuir censura

O advogado de Trump, Martin de Luca, revelou que o governo brasileiro prometeu “minimizar a censura” em troca da retirada de Alexandre de Moraes da Lei Magnitsky. O problema é que essa promessa não vale o papel em que foi escrita.

Na prática, nada mudou no Brasil. A decisão do STF que impôs uma “lei das fake news” continua valendo normalmente. As punições contra as big techs permanecem. A Lei Felca segue em vigor. Todas as medidas autoritárias que foram implementadas nos últimos anos continuam exatamente como estavam antes.

Como disse Martin de Luca: “Esperamos que as autoridades brasileiras cumpram os compromissos que assumiram”. Essa frase é um atestado de ingenuidade completa. Quem conhece minimamente a política brasileira sabe que Lula não vai cumprir absolutamente nada do que prometeu.

O governo petista conseguiu exatamente o que queria: enganar Trump e livrar Moraes das sanções. Agora podem se gabar de ter “engrupido o gringo idiota” e seguir em frente com a mesma agenda autoritária de sempre.

Por que a dosimetria não explica a retirada das sanções

Algumas fontes americanas tentaram justificar a decisão alegando que a aprovação da dosimetria pela Câmara dos Deputados teria pesado na balança. Essa explicação não faz sentido por um motivo muito simples: o timing não bate.

Paulo Figueiredo já havia dado pistas há pelo menos uma semana de que algo iria acontecer com as sanções. Ele sinalizou que “as coisas não estavam bem nos Estados Unidos” e que a Magnitsky “queria cair”. Isso foi antes da aprovação da dosimetria.

Além disso, a dosimetria já tinha sido aceita por Davi Alcolumbre em julho de 2025. Ou seja, não se tratava de nenhuma novidade ou concessão especial do governo brasileiro. Era apenas uma questão de tramitação que já estava encaminhada há meses.

O Departamento do Tesouro americano disse que “a designação contínua é inconsistente com os interesses da política externa dos Estados Unidos”. Traduzindo: eles queriam sair dessa situação por outros motivos que nada têm a ver com melhorias na situação dos direitos humanos no Brasil.

O jogo sujo por trás dos bastidores

A verdade é que Trump fez um cálculo puramente comercial. Ele percebeu que estava “saindo caro” apoiar Bolsonaro e o lado certo da questão. Decidiu que era melhor fazer negócios com quem está no poder no Brasil, mesmo que isso signifique trair seus antigos aliados.

Não é coincidência que Joesley Batista tenha estado envolvido nas negociações. Trump provavelmente está armando algum tipo de acordo comercial que beneficia seus próprios interesses empresariais. É corrupção pura e simples, travestida de “diplomacia”.

Esse comportamento de Trump não é novidade. Na questão da Ucrânia e Rússia, ele também está priorizando seus interesses pessoais em detrimento de fazer “a coisa certa”. O padrão se repete: onde há oportunidade de lucro pessoal, princípios e alianças são descartados sem cerimônia.

Eduardo Bolsonaro expressou sua decepção de forma diplomática, mas a mensagem estava clara: “Recebemos com pesar a notícia da mais recente decisão anunciada pelo governo americano”. A direita brasileira foi abandonada pelo homem em quem depositava suas esperanças.

A farsa do “não vai ter mais censura”

A promessa de diminuir a censura no Brasil é uma piada de mau gosto. Como é que vão “recuar” agora, depois que já fizeram tudo o que queriam fazer? Já perseguiram Bolsonaro, já tornaram o bolsonarismo praticamente ilegal, já prenderam pessoas do governo anterior.

Já censuraram tudo que queriam censurar. Já colocaram a “corda no pescoço” de todos os opositores que consideravam perigosos. Agora vão dizer que “não vão fazer mais nada”? É como um ladrão que promete não roubar mais depois de já ter levado tudo da sua casa.

Martin de Luca ainda tem a ingenuidade de acreditar que “o que vem a seguir dependerá de saber se essa correção será real”. Esqueceu que no Brasil, promessa de político vale menos que cheque sem fundo. Especialmente quando se trata de um governo que chegou ao poder justamente para implementar essa agenda autoritária.

Trump agora não pode mais colocar Moraes na Magnitsky novamente. Seria politicamente muito custoso para ele voltar atrás numa decisão que já tomou publicamente. Lula e seus aliados sabem disso perfeitamente. Jogaram o jogo e ganharam.

Eduardo Bolsonaro erra ao culpar os brasileiros

Eduardo Bolsonaro disse que “a sociedade brasileira não conseguiu construir a unidade política necessária para enfrentar seus próprios problemas”. Essa análise é injusta com quem realmente lutou.

Os parlamentares da direita fizeram todo o possível dentro das limitações impostas pelo sistema. Hugo Mota estava completamente controlado por Lula e pelo STF. Não havia margem de manobra política real para mudanças estruturais.

As pessoas que acreditavam na causa foram às manifestações que foram convocadas. O problema não foi falta de mobilização popular, mas sim a total captura das instituições por um grupo que não tem nenhum compromisso com a democracia.

Carlos Jordi foi mais direto em sua decepção: “Infelizmente, colocamos esperanças em alguém que só queria negociar. Uma grande decepção com o presidente americano”. Pelo menos ele foi honesto sobre o que realmente aconteceu.

A solução não vem de fora

Essa situação toda ensina uma lição fundamental: soluções autoritárias não resolvem problemas criados pelo autoritarismo. Pedir para Trump resolver os problemas do Brasil era uma solução estatal – mais força, mais pressão, mais conflito.

A verdadeira solução é libertária: convencimento e modificação da opinião das pessoas. É conquistar corações e mentes, não impor mudanças de cima para baixo através da força ou pressão internacional.

O próximo presidente do Brasil vai nomear três ministros do STF. Se conseguirmos eleger alguém comprometido com a liberdade, podemos virar o jogo e desfazer todas essas medidas autoritárias que foram implementadas.

Não é uma tarefa fácil, mas é a única que realmente funciona a longo prazo. Como disse Eduardo Bolsonaro: “Continuaremos trabalhando de maneira firme e resoluta para encontrar um caminho que permita a libertação do nosso país”.

Trump mostrou quem realmente é

A retirada de Moraes da Lei Magnitsky revelou a verdadeira face de Donald Trump. Ele não é o defensor da liberdade que muitos imaginavam. É apenas mais um político que coloca seus interesses comerciais acima de qualquer princípio.

Carlos Jordi resumiu perfeitamente: “Não existe ex-violador de direitos humanos”. Alexandre de Moraes continua sendo exatamente o mesmo homem que censurou brasileiros, perseguiu opositores e pisoteou a Constituição. A única coisa que mudou foi que agora ele tem o aval implícito dos Estados Unidos.

A Magnitsky foi banalizada por Trump. Uma lei criada para punir violadores de direitos humanos foi transformada em moeda de troca para negócios escusos. Isso mancha a credibilidade de qualquer sanção futura que os americanos queiram aplicar.

Quem vai acreditar na seriedade dos Estados Unidos quando eles colocarem sanções em outros países? Todos vão saber que é questão de tempo até que algum interesse comercial faça essas sanções desaparecerem.

A lição que fica é cristalina: não podemos terceirizar nossa responsabilidade. Os brasileiros que querem liberdade precisam conquistá-la com as próprias mãos. Nenhum salvador da pátria virá de fora para resolver nossos problemas.

Trump fez sua escolha. Preferiu os negócios com Lula aos princípios que dizia defender. Agora cabe aos brasileiros mostrar que a luta pela liberdade não depende de políticos estrangeiros, por mais poderosos que sejam.

Se queremos um país livre, vamos ter que construí-lo nós mesmos. Sem atalhos, sem messias, sem soluções mágicas vindas de Washington. A liberdade se conquista com trabalho, persistência e coragem – não com promessas vazias de políticos que só pensam no próprio umbigo.

Será que finalmente aprendemos que nossa salvação está nas nossas próprias mãos?

Fontes

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