
O Tribunal de Contas da União descobriu um rombo de R$ 22 bilhões no Ministério da Cultura do governo Lula. São 29.000 projetos culturais sem fiscalização adequada, valor que supera o orçamento inteiro do Bolsa Família. Enquanto beneficiários pobres têm auxílios cortados, o governo distribui bilhões para “artistas” sem controle algum.
O relatório do TCU, publicado em 18 de novembro de 2025, expõe o que técnicos classificaram como “problema crônico e desgovernança generalizada”. A falta de fiscalização permite que irregularidades passem despercebidas, comprometendo futuros repasses ao setor cultural.
Parte desses projetos já perdeu o prazo para cobrança. O governo entregou dinheiro público, não acompanhou se os projetos foram executados e agora não pode mais cobrar prestação de contas. Um prejuízo potencial de R$ 1,2 bilhão já está consolidado.
Este é mais um capítulo na estratégia petista de usar dinheiro público para financiar aliados políticos. A diferença é a dimensão: R$ 22 bilhões representam recursos que poderiam resolver problemas reais do brasileiro trabalhador.
Como funciona o esquema de favorecimento cultural
O mecanismo é simples e eficiente para quem recebe. Interessados apresentam projetos culturais ao Ministério da Cultura. Após aprovação, recebem os recursos públicos. No final, deveriam prestar contas: mostrar que fizeram o show, a peça de teatro ou qualquer atividade cultural prometida.
Na prática, essa fiscalização não acontece. O Ministério entrega o dinheiro e “esquece” de acompanhar. Resultado: milhares de projetos sem prestação de contas analisada, envolvendo bilhões em verbas públicas sem destinação verificada.
O TCU descobriu que os prazos de prescrição eram controlados por uma planilha Excel alimentada manualmente. Técnicos consideraram a ferramenta inútil, pois ignora notificações e andamentos que reiniciam a contagem do prazo.
Segundo o relatório, houve “descumprimento crônico de prazos de análise” pelos mecanismos internos de controle. O problema se acumulou ao longo dos últimos 15 anos, mas explodiu no atual governo com a Lei Aldir Blanc e outros programas de fomento cultural.
Dinheiro da cultura financiou campanhas eleitorais de 2024
Investigações paralelas revelam que R$ 8,3 milhões foram aprovados para ONGs ligadas a petistas e aliados no Ministério da Cultura. Esses recursos coincidiram com o período das campanhas eleitorais municipais de 2024.
O esquema funcionava assim: aliados do PT recebiam repasses supostamente para atividades culturais, mas que serviam para fortalecer candidaturas da esquerda nas prefeituras. Mesmo com todo esse investimento, a direita ganhou muito mais prefeituras que a esquerda em 2024.
A ministra da cultura, Margarete Menezes, chegou a afirmar que o Programa Nacional de Cultura e Cidadania (PNCC) foi “uma ideia do Lula”. Do total de R$ 58 milhões separados para investimento em 2023 e 2024, praticamente todo dinheiro caiu na mão de organizações ligadas à esquerda.
Este não é caso isolado, mas estratégia sistemática. O PT utiliza o Ministério da Cultura como instrumento de financiamento político, transformando políticas públicas em máquina de favorecimento partidário.
Ministério culpa Bolsonaro por própria incompetência
Confrontado com os números, o Ministério da Cultura adotou a estratégia padrão do governo Lula: culpar Bolsonaro. Alegam que o ex-presidente não fazia controle adequado há quatro anos.
A justificativa não faz sentido por razão simples: no governo Bolsonaro havia muito poucos projetos culturais. Os eleitores de Bolsonaro são contra desperdiçar dinheiro suado do povo brasileiro com atividades culturais subsidiadas pelo Estado.
Bolsonaro reduziu drasticamente os repasses para o setor cultural, priorizando gastos essenciais. Não havia Lei Aldir Blanc nem programas bilionários para “artistas”. Menos projetos significam menos problemas de fiscalização.
O atual governo criou dezenas de milhares de novos projetos culturais e agora reclama que não consegue fiscalizar. É como derramar óleo no chão e depois reclamar que o piso está escorregadio.
A diferença entre cultura real e propaganda estatal
Artista de verdade é aquele que conquista público voluntariamente. Cria conteúdo que as pessoas querem consumir, sem obrigar ninguém a pagar. Oferece valor genuíno e recebe em troca o reconhecimento do mercado.
Diferente disso são os “artistas” subsidiados pelo Estado. Produzem filmes que ninguém assiste, peças que ninguém quer ver, shows que ninguém compraria ingresso. Dependem de dinheiro público porque não conseguem sustentação no mercado.
Filmes como “Ainda Estou Aqui” e outras produções nacionais fortemente subsidiadas pelo Ministério da Cultura exemplificam essa distorção. São obras de propaganda política disfarçadas de cultura.
Cultura verdadeira surge espontaneamente da sociedade. Propaganda é imposta pelo Estado. O governo Lula confunde deliberadamente esses conceitos para justificar o financiamento de aliados políticos com dinheiro do contribuinte.
O custo real para o trabalhador brasileiro
Os R$ 22 bilhões desperdiçados na cultura representam muito mais que números numa planilha. É dinheiro retirado do bolso do trabalhador através de impostos para financiar atividades que ele não escolheu apoiar.
Enquanto aposentados têm benefícios cortados e famílias pobres perdem o Bolsa Família, o governo mantém fartura para “artistas” ligados ao PT. A prioridade está invertida: necessidades básicas ficam em segundo plano diante de interesses partidários.
Cada real desperdiçado na cultura é menos investimento em saúde, educação, segurança e infraestrutura. São recursos que poderiam melhorar a vida concreta das pessoas, mas foram desviados para alimentar a máquina de favorecimento político.
O brasileiro trabalha cerca de cinco meses por ano apenas para pagar impostos. Parte significativa desses impostos vai para esquemas como este: dinheiro público transformado em moeda de troca eleitoral.
TCU expõe o tamanho da desgovernança
O relatório do Tribunal de Contas revela mais que irregularidades pontuais. Expõe desgovernança generalizada no Ministério da Cultura, com falhas sistêmicas nos mecanismos de controle.
A ausência de fiscalização não é acidental. É resultado de escolhas deliberadas que priorizaram a distribuição rápida de recursos sobre o controle de qualidade. O objetivo era beneficiar aliados, não garantir eficiência na aplicação dos recursos.
O saldo passivo de prestação de contas pendentes aumentou continuamente ao longo dos últimos 15 anos, mas explodiu no atual governo. A criação de novos programas culturais sem estrutura adequada de fiscalização era receita garantida para o descontrole.
As “últimas ações adotadas pelo Ministério para redução do estoque de processos” não surtiram efeito. O problema é estrutural, não operacional. Enquanto a prioridade for distribuir dinheiro para aliados, a fiscalização permanecerá ineficiente.
Consequências para o futuro da política cultural
A falta de controle compromete futuros repasses ao setor cultural, segundo o próprio TCU. Quando órgãos de controle perdem a capacidade de acompanhar gastos, a tendência é endurecer critérios ou cortar recursos.
Artistas legítimos, que realmente contribuem para a cultura brasileira, podem ser prejudicados pela má gestão atual. A desconfiança gerada pelos escândalos afeta todo o setor, incluindo profissionais sérios.
O caso também serve de munição para críticos do financiamento público à cultura. Argumentos contra políticas culturais ganham força quando bilhões são desperdiçados sem contrapartida adequada.
A recuperação da credibilidade do Ministério da Cultura exigirá mudanças profundas nos mecanismos de controle. Não bastam ajustes cosméticos; é necessária reformulação completa dos processos de aprovação e fiscalização.
Os R$ 22 bilhões perdidos na gestão cultural de Lula representam mais um capítulo na longa história de má gestão petista. Dinheiro público virou instrumento de favorecimento político, enquanto necessidades básicas do brasileiro ficam em segundo plano.
O padrão se repete: criar programas grandiosos, distribuir recursos sem critério, culpar adversários pelos problemas e manter a máquina de favorecimento funcionando. Enquanto isso, o trabalhador brasileiro paga a conta através de impostos cada vez maiores.
Até quando a sociedade brasileira aceitará que suas necessidades sejam sacrificadas para alimentar esquemas políticos disfarçados de políticas públicas?


