dezembro 8, 2025

Ludwig M

STF em pânico: blindagem pode sair pela culatra em 2026

STF em pânico: blindagem pode sair pela culatra em 2026

A decisão de Gilmar Mendes de blindar o STF contra impeachments pode ter criado o pior cenário possível para a esquerda em 2026. O que parecia uma jogada estratégica para proteger os ministros está gerando uma reação em cadeia que pode transformar o Congresso em um verdadeiro campo minado para o Supremo.

A revista Veja, tradicionalmente alinhada com a esquerda, admite que existe um “dano colateral” na decisão sobre impeachment. Mas o problema é muito maior do que eles imaginam. Não se trata apenas de um efeito secundário. É uma bomba-relógio que pode explodir nas mãos de quem pensou estar se protegendo.

O mais irônico é que Gilmar Mendes justifica sua decisão criticando o “constitucionalismo abusivo”. Ou seja, seguir a Constituição demais não pode. O STF, criado justamente para defender a Constituição, agora a considera um empecilho aos seus planos políticos.

A reação do Congresso que ninguém esperava

A blindagem criada por Gilmar Mendes não passou despercebida no Senado. Pelo contrário, gerou uma série de propostas que podem mudar completamente a forma como o STF funciona. O líder do PL, Carlos Portinho, apresentou uma PEC que revoluciona a escolha dos ministros.

A nova regra seria a seguinte: primeiro, uma lista sêxtupla seria elaborada por juízes, membros do Ministério Público e da Defensoria Pública. Dessa lista, o presidente escolheria três nomes. Esses três passariam por sabatina no Senado, que decidiria o vencedor final.

Mas as mudanças não param por aí. Os novos ministros teriam mandato limitado a 10 anos, sem possibilidade de recondução. Além disso, só juízes de carreira poderiam ser indicados. Na atual composição do STF, apenas Luiz Fux se encaixa nesse perfil.

Essa última exigência eliminaria completamente os “amigos do rei” – advogados de partido, ex-ministros da Justiça e secretários de segurança que chegam ao STF por afinidade política. É uma mudança que pode desagradar profundamente a máquina do poder.

O tiro que saiu pela culatra

Fernando Schuler, colunista do Estadão, identificou o problema central: o STF roubou o espaço do Senado porque o Senado permitiu. A passividade do Congresso diante dos abusos criou um vácuo de poder que o Supremo se apressou em ocupar.

Agora, quando tentam exercer esse poder de forma descarada, enfrentam uma resistência que não existia antes. O que deveria ser uma vitória estratégica pode se tornar a origem da própria destruição política.

A decisão de Gilmar Mendes foi claramente motivada pelo medo de impeachments em 2027. Dentro do próprio STF, os pedidos de impeachment eram vistos como “discurso de palanque” e “assédio inócuo”. O que mudou? Simples: agora todo mundo vê os absurdos que o STF comete diariamente.

Durante anos, o STF operou na sombra, tomando decisões questionáveis sem grande repercussão. Mas a perseguição sistemática a Bolsonaro e seus apoiadores colocou os ministros sob os holofotes. E o que o povo viu não gostou nem um pouco.

Quando a esquerda começou a se preocupar

O mais revelador de toda essa situação é que até mesmo setores da esquerda começam a demonstrar preocupação. O Diário do Centro do Mundo, veículo notoriamente esquerdista, publicou artigo com o título sugestivo: “Moraes e Mendes podem nos pegar, companheiro”.

Essa mudança de tom não é casual. Surgiu exatamente quando Alexandre de Moraes se posicionou contra a indicação de Messias para o STF, preferindo Pacheco. A briga interna no próprio campo progressista acendeu o alerta: o poder concentrado demais pode se voltar contra qualquer um.

Jornalistas que antes aplaudiam cada decisão do STF agora começam a questionar se os ministros não foram longe demais. Quando até os aliados ficam desconfortáveis, é sinal de que a situação saiu completamente do controle.

A blindagem de Gilmar Mendes expôs uma verdade incômoda: o STF age preventivamente porque sabe que está errado. Não é perseguição política quando há motivos reais para questionamento. É accountability democrático.

O constitucionalismo que incomoda

A crítica ao “constitucionalismo abusivo” revela a mentalidade autoritária que tomou conta do STF. Gilmar Mendes considera que seguir rigorosamente a Constituição é um exagero perigoso. Prefere a “hermenêutica pentadimensional” – interpretações criativas que permitem qualquer decisão.

Essa postura não é nova, mas nunca foi tão explícita. Durante o governo Bolsonaro, o STF sistematicamente derrubou decretos que facilitavam o acesso a armas de fogo. A Constituição não proíbe esse acesso, mas os ministros inventaram uma “avaliação principiológica” para justificar suas decisões.

O princípio da segurança pública, segundo eles, impede que cidadãos honestos tenham armas. É uma lógica torta que só faz sentido quando o objetivo é político, não jurídico. A Constituição virou papel rabiscado nas mãos de quem deveria protegê-la.

Essa instrumentalização do direito começou em 2018, quando a esquerda se viu derrotada eleitoralmente. Incapaz de aceitar a vontade popular, usou o STF como último bastião de resistência. O resultado é um Judiciário completamente politizado e deslegitimado.

A direita que não para de crescer

O grande erro de cálculo da esquerda foi acreditar que poderia conter o crescimento da direita através de decisões judiciais. Cada perseguição a Bolsonaro resulta em mais apoio popular. Cada abuso do STF gera mais revolta nas ruas.

A estratégia de usar o Supremo como escudo político está produzindo o efeito contrário ao desejado. Em vez de enfraquecer a direita, fortalece seus líderes e radicaliza seus apoiadores. Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Tarcísio – todos se beneficiam da perseguição judicial.

O povo brasileiro caminha para a direita independentemente dos obstáculos criados pelo establishment. Quanto mais resistência encontra, mais determinado fica. É um movimento histórico que não se detém com liminares ou inquéritos fabricados.

A tentativa de se agarrar ao poder institucional para forçar uma mudança ideológica está fadada ao fracasso. Não se muda o coração de uma nação com decretos. Não se conquista legitimidade através da força.

O preço da arrogância institutional

Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes construíram um castelo de cartas que pode desabar a qualquer momento. A blindagem criada hoje pode se tornar a própria armadilha amanhã. Quando o poder muda de mãos – e sempre muda – os precedentes criados se voltam contra seus criadores.

A limitação de mandatos a 10 anos, se aprovada, não resolve o problema atual, mas estabelece um princípio importante. Messias ainda poderia ficar uma década no cargo, mas seria muito menos que os 30 anos possíveis sob a regra atual.

A exigência de que ministros sejam juízes de carreira eliminaria completamente o aspecto mais tóxico do atual sistema: as indicações por fidelidade política. Advogados de partido e ex-autoridades do Executivo não poderiam mais chegar ao STF apenas por serem “amigos do rei”.

É uma mudança que despolitiza as indicações e profissionaliza o Supremo. Pode não agradar a quem se beneficia do sistema atual, mas certamente serve melhor ao interesse público.

O futuro que se desenha

A blindagem de Gilmar Mendes pode ser lembrada como o momento em que o STF cavou a própria sepultura política. Ao tentar se proteger preventivamente, expôs suas fraquezas e motivações. Mostrou que age por medo, não por convicção jurídica.

As propostas em tramitação no Congresso ganham força exatamente porque respondem a uma demanda popular real. O povo está cansado de ver a Constituição sendo pisoteada por quem deveria defendê-la. Está farto de decisões políticas disfarçadas de jurisprudência.

O constitucionalismo que Gilmar Mendes considera “abusivo” é simplesmente o respeito às regras do jogo democrático. Quando essas regras incomodam, é sinal de que algo está muito errado com quem reclama delas.

A verdade é simples: quem não tem nada a esconder não precisa de blindagem. Quem age dentro da legalidade não teme o escrutínio público. O medo do impeachment revela a consciência da própria culpa.

A estratégia de blindagem pode funcionar no curto prazo, mas tem prazo de validade. Em 2026, quando os ventos políticos mudarem, essa proteção artificial pode se transformar no maior passivo da esquerda brasileira.

Diante dessa escalada autoritária disfarçada de proteção institucional, resta uma pergunta: até quando o povo brasileiro vai aceitar que sua vontade seja sistematicamente contrariada por quem deveria servi-lo?

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