
A Primeira Turma do STF condenou Filipe Martins a 21 anos e 2 meses de prisão, além de multa de R$ 300 mil e suspensão dos direitos políticos até 2047. O ex-assessor de Bolsonaro foi julgado no chamado “núcleo dois” do processo que investiga a suposta tentativa de golpe. Junto com ele, outras quatro pessoas receberam penas severas baseadas em provas questionáveis.
O caso escancara como o sistema judiciário brasileiro transformou discordância política em crime. Os ministros Alexandre de Moraes, Carmen Lúcia e Flávio Dino fizeram longos sermões sobre as “ideias perigosas” de Filipe Martins, revelando que o julgamento tinha motivações ideológicas, não jurídicas.
A condenação se baseou principalmente na delação de Mauro Cid, que mencionou uma suposta “minuta de golpe” que nunca foi encontrada nos autos. Segundo a lei de delação premiada, testemunhos sem provas corroboradoras devem ser desconsiderados. Mas o STF ignorou essa regra básica.
Se Filipe Martins fosse integrante de uma facção criminosa, provavelmente receberia pena menor. Isso mostra a desproporcionalidade de um processo que pune ideias, não crimes comprovados.
As provas que não existem contra Filipe Martins
A defesa de Filipe Martins, conduzida pelo advogado Jeffrey Chiquini, demonstrou a fragilidade total das acusações. A prisão inicial baseou-se numa suposta viagem aos Estados Unidos que ele nunca fez. O delegado Fábio Chore sustentou essa acusação falsa, mostrando o nível de arbitrariedade do processo.
A famosa “minuta de golpe” mencionada por Mauro Cid simplesmente não existe nos autos com as características descritas pelo delator. O próprio Cid admitiu incerteza, dizendo “salvo engano” ao mencionar a presença de Filipe Martins nas reuniões. Outras pessoas que participaram dos encontros negaram que ele estivesse presente.
Os investigadores usaram registros de Uber de dias diferentes para “provar” que Filipe Martins estava em locais específicos. Essa manipulação de evidências seria inadmissível em qualquer tribunal sério. Mas no STF de Alexandre de Moraes, tudo vale para sustentar a narrativa política.
Existe uma minuta de gabinete de crise que na verdade reconhecia o resultado das eleições. Nela, o general Mário Fernandes confirmou ter incluído o nome de Rafael Martins, pessoa diferente de Filipe Martins. O documento tem inconsistências gritantes: o nome de Filipe aparece na primeira versão, mas desaparece 47 minutos depois. Quinze pessoas constam em ambas as versões sem sequer terem sido investigadas.
Julgamento de ideias, não de crimes
O Partido Novo capturou a essência deste processo político com precisão cirúrgica. O julgamento foi “tão flagrantemente político que além de imputar a ele fatos já desmentidos pela defesa, houve longos sermões dos juízes sobre suas ideias perigosas”.
Alexandre de Moraes chamou Filipe Martins de “ideólogo do golpe”. Flávio Dino declarou que “sua caneta era tão perigosa quanto fuzis”. Carmen Lúcia filosofou sobre “o problema de ser uma pessoa com luzes intelectuais é o curto circuito que às vezes essas luzes causam quando mal direcionadas”.
Essas declarações revelam que o STF condenou um homem por suas convicções políticas, não por atos criminosos. Os ministros transformaram discordância ideológica em crime contra o Estado. É a criminalização do pensamento conservador no Brasil de 2025.
A menção constante ao suposto “nazismo” de Filipe Martins expõe o absurdo total. A esquerda criou uma narrativa fantasiosa sobre gestos com as mãos sendo “símbolos nazistas”. O STF incorporou essa invenção da internet ao processo judicial, mostrando como a Suprema Corte se rendeu às narrativas das redes sociais.
O sistema de perseguição política em ação
Este processo tem um objetivo cristalino: tirar Bolsonaro da política e aterrorizar qualquer um que ouse apoiá-lo. A estratégia é simples e eficaz. Condene os aliados com penas draconianas para que outros pensem duas vezes antes de se associar ao ex-presidente.
Quem ousar ajudar Bolsonaro num futuro governo sofrerá as consequências do STF. É o Estado usando seu poder de punir para moldar o jogo político. A separação de poderes virou ficção quando o Judiciário decide quem pode ou não participar da democracia.
O Brasil de 2025 estabeleceu um precedente perigoso: ter uma ideologia rejeitada pelo STF passou a ser tratado como crime. O destino dos 213 milhões de brasileiros depende do que cinco ministros entendem como “politicamente desejável”, não dos fatos e da lei.
Filipe Martins representa uma geração de conservadores que desafiam o establishment de Brasília. Sua condenação serve como exemplo para qualquer jovem que pense em questionar o sistema. É a aristocracia socialista brasileira protegendo seus privilégios através dos tribunais.
As outras condenações do circo judicial
Além de Filipe Martins, o STF condenou outros quatro réus com penas igualmente desproporcionais. Marcelo Costa Câmara recebeu exatos 21 anos, a mesma pena de Filipe Martins. A coincidência não é casual – revela que as penas foram decididas politicamente, não tecnicamente.
Marília Ferreira recebeu 8 anos e 6 meses de prisão. Mário Fernandes foi condenado a 26 anos de cadeia, a maior pena do grupo. Silvinei Vasques, da Polícia Rodoviária Federal, pegou 24 anos e 6 meses. Todas essas pessoas foram sacrificadas no altar da perseguição política.
Nenhuma dessas condenações se baseou em provas sólidas. São frutos de um processo que confunde investigação criminal com caça às bruxas ideológica. O STF transformou diferenças políticas em crimes hediondos, aplicando penas que criminosos violentos raramente recebem.
A Primeira Turma seguiu Alexandre de Moraes “ipsis litteris”. O que o relator falou, os outros repetiram como papagaios. Não houve análise independente das provas. Foi um julgamento de carimbo, onde o resultado já estava decidido antes mesmo da primeira sessão.
A resistência e o futuro da liberdade
Jeffrey Chiquini e Nikolas Ferreira se destacaram na defesa de Filipe Martins, mostrando coragem em tempos de covardia generalizada. Eles demonstraram que ainda existem vozes dispostas a enfrentar o autoritarismo judicial, mesmo sob risco de retaliação.
A condenação de Filipe Martins pode, paradoxalmente, abrir uma avenida política para ele no futuro. Ser perseguido pelo sistema virou o melhor cartão de visitas na política brasileira. O povo está farto desta elite que privilegia Gilberto Gil e Caetano Veloso enquanto criminaliza jovens conservadores.
Este processo político vai cair. Pode levar um, dez ou vinte anos, mas a verdade sempre prevalece sobre a mentira organizada. Quando isso acontecer, Filipe Martins encarnará o sentimento de milhões de brasileiros que viram a Justiça se transformar em instrumento de perseguição política.
A credibilidade do sistema judiciário brasileiro levará décadas para se recuperar. Alexandre de Moraes e seus colegas estão destruindo por dentro a confiança nas instituições. Eles acham que estão salvando a democracia, mas na verdade estão criando as condições para sua destruição.
Quando o Estado vira inimigo da liberdade
A condenação de Filipe Martins representa tudo que há de errado no Brasil atual. Um Estado hipertrofiado que decide quais ideias são permitidas e quais são criminosas. Um Judiciário que abandona a imparcialidade para perseguir opositores políticos. Uma elite que usa os tribunais para manter seus privilégios.
O governo não está protegendo a democracia – está destruindo suas bases. Democracia pressupõe pluralidade de ideias, não pensamento único imposto pelos tribunais. Quando juízes decidem quais opiniões políticas são legítimas, a tirania se instala.
Filipe Martins foi condenado por pensar diferente da cartilha oficial. Suas “ideias perigosas” ameaçavam o poder estabelecido, então foi neutralizado. É assim que funciona todo regime autoritário: primeiro criminaliza o pensamento, depois os pensadores.
A verdadeira ameaça à democracia não vem de assessores presidenciais ou militares aposentados. Vem de juízes que se acham donos da verdade política e usam o poder do Estado para calar seus críticos. O Brasil precisa urgentemente resgatar a separação de poderes antes que seja tarde demais.
Este caso ficará na história como o momento em que o STF mostrou sua face mais autoritária. Uma Suprema Corte que condena cidadãos por suas convicções políticas perdeu completamente a legitimidade. Resta saber se a sociedade brasileira está disposta a aceitar passivamente esta deriva autoritária ou se terá coragem de reagir.
E você, acredita que um país onde ter “ideias perigosas” virou crime ainda pode ser chamado de democracia?


