dezembro 11, 2025

Ludwig M

PT convoca manifestação contra dosimetria que STF já acordou

PT convoca manifestação contra dosimetria que STF já acordou

O PT convocou manifestação para este sábado, dia 14, tentando barrar o PL da Dosimetria no Senado. A estratégia é a mesma usada para derrubar a PEC das Prerrogativas: mobilizar a militância enquanto confunde a população sobre o verdadeiro conteúdo do projeto. Mas desta vez pode não funcionar.

A diferença é que agora o acordo já está fechado nos bastidores. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, confirmou que vai pautar a dosimetria na próxima quarta-feira, dia 17. A votação deve acontecer pela manhã na CCJ e à tarde no plenário.

Segundo a Gazeta do Povo, o PT tenta misturar o debate da dosimetria com o marco temporal indígena para gerar confusão. A tática é clara: se não conseguem derrotar o projeto no mérito, apostam na desinformação.

O timing da manifestação revela o desespero da esquerda. Com o final do ano chegando e os jovens preocupados com provas e compromissos, dificilmente conseguirão a mobilização necessária para pressionar o Senado.

Senado pode transformar dosimetria em anistia mais ampla

O relator no Senado, Espiridião Amin, sinalizou que o texto pode ser alterado para incluir uma anistia mais abrangente. De acordo com o Correio Braziliense, Amin questionou: “O que impede de incluir anistia no projeto?”

A declaração gerou expectativas, mas mudanças no texto criariam uma complicação. Se o Senado alterar o projeto, ele precisará retornar à Câmara para nova votação. Isso dependeria novamente do presidente Hugo Mota e dos acordos já estabelecidos.

A melhor estratégia seria aprovar o texto exatamente como veio da Câmara. Qualquer modificação pode atrasar o processo e até inviabilizar a aprovação antes do recesso parlamentar.

O próprio Alcolumbre foi um dos articuladores originais da proposta de dosimetria. Isso explica por que ele se comprometeu a pautar rapidamente o projeto, mesmo com a pressão contrária.

Os números reais que a mídia esconde sobre as penas

A mídia de esquerda está espalhando desinformação sobre os efeitos da dosimetria. O jornalista Mateus Leitão, da Veja, afirmou que a pena de Bolsonaro cairia “de 27 anos para pouco mais de 2 anos”. Isso é falso.

A confusão é proposital entre pena total e regime fechado. Bolsonaro tem 27 anos de pena total, mas o regime fechado já seria de apenas 4 anos e meio. Com a dosimetria, o regime fechado cairia para cerca de 2 anos e 4 meses.

A pena total permanece praticamente a mesma: de 27 anos para 23 anos. Durante todo esse período, Bolsonaro continuará inelegível pela Lei da Ficha Limpa. A diferença é que cumprirá menos tempo em regime fechado.

No Brasil, essa progressão já é normal. Quem comete homicídio pega 8 anos de pena, mas fica cerca de 1 ano em regime fechado. O sistema penitenciário brasileiro já funciona com essa lógica de progressão de regime.

Acordo entre Alcolumbre e STF facilita tramitação

O projeto tem grandes chances de aprovação porque foi negociado previamente entre Alcolumbre e ministros do STF. A própria proposta de dosimetria partiu do presidente do Senado em conversas com o tribunal.

Essa coordenação explica por que o STF não deve tentar barrar o projeto. Ao contrário do que sugere a mídia de esquerda, os ministros sabem que as penas do 8 de janeiro foram intencionalmente exageradas.

O objetivo era criar um “julgamento-show” para intimidar eleitores de Bolsonaro. A mensagem subliminar era: “quem vota em Bolsonaro pega 17 anos de cadeia”. Agora que Bolsonaro já foi condenado, podem flexibilizar as penas.

Para o STF, a dosimetria resolve um problema criado por eles mesmos. As penas desproporcionais geravam críticas até de juristas não alinhados com Bolsonaro. Era insustentável manter pessoas presas por tanto tempo por invasão de prédio público.

Centrão pressiona por Tarcísio mas dosimetria não basta

Segundo O Globo, partidos do Centrão defenderam o nome de Tarcísio de Freitas em reunião recente. Teriam dado “ultimato” a Flávio Bolsonaro: “dosimetria ou nada”. A informação precisa ser vista com cautela.

A dosimetria é pouco para tirar Flávio da disputa presidencial. O projeto beneficia principalmente os presos do 8 de janeiro, que poderão sair da cadeia. Para a família Bolsonaro, as mudanças são marginais.

Flávio deve crescer nas pesquisas durante 2026. A discussão sobre candidatura alternativa da direita tende a perder força conforme ele se consolide como opção viável contra a esquerda.

O Centrão sempre negocia com quem tem mais chances de vencer. Se Flávio mostrar força nas pesquisas, esses mesmos partidos migrarão rapidamente para o lado dele. É assim que funciona a política brasileira.

Timing perfeito: votação durante recesso paralisa Lula

A estratégia de votar na quarta-feira é calculada. Aprovando agora, o prazo de 45 dias para sanção ou veto de Lula começará a contar durante o recesso parlamentar.

Lula não vai sancionar o projeto. Vai vetar, mas provavelmente esperará os 45 dias completos para fazê-lo. Se vetasse imediatamente, o Congresso poderia derrubar o veto ainda este ano.

Esperando até o limite do prazo, Lula empurra a derrubada do veto para fevereiro de 2026, quando o Congresso retornar do recesso. Mas isso não impede o resultado final: o veto será derrubado.

Com a derrubada do veto, a dosimetria entra em vigor automaticamente. O pessoal do 8 de janeiro que ainda está preso poderá ir para casa. É uma vitória concreta, mesmo que parcial.

Por que a esquerda está desesperada com a dosimetria

A reação histérica da esquerda revela o que realmente está em jogo. Não é sobre justiça ou proporcionalidade das penas. É sobre manter o terrorismo judicial como arma política.

Cada pessoa do 8 de janeiro que sair da prisão é um símbolo vivo de que a perseguição foi exagerada. Cada família reunida desmonta a narrativa de “tentativa de golpe” que sustenta a polarização atual.

O PT precisa manter viva a imagem de Bolsonaro como “ameaça à democracia”. Pessoas presas injustamente atrapalham essa narrativa. Por isso a militância foi convocada para as ruas neste sábado.

Mas a estratégia tem limites. A população está cansada de manifestações políticas. Quer soluções para problemas concretos: inflação, desemprego, insegurança. Protesto contra dosimetria não empolga ninguém.

A aprovação da dosimetria marca o início do fim do ciclo de perseguição política no Brasil. É um primeiro passo para normalizar o debate democrático, mesmo que ainda insuficiente para resolver todos os abusos cometidos.

O que deveria ser anistia ampla virou dosimetria limitada. O que deveria ser anulação de processos viciados virou redução de penas. Mas em política, os avanços são graduais.

A pergunta que fica é: depois da dosimetria, qual será o próximo passo para restaurar a justiça no país?

Fontes

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