
Três oitão, Bernardo Braga e outros grandes nomes do mercado cripto brasileiro estão deixando o país. O êxodo não é coincidência. É estratégia de sobrevivência para quem entende que o Brasil virou uma armadilha para pessoas produtivas.
A migração em massa acontece agora, justamente quando o governo mostra suas verdadeiras intenções com Bitcoin e criptomoedas. Aquela promessa de “declare que você não paga imposto” virou cobrança de 20% sobre valorização. Exatamente como foi previsto por quem conhece a natureza do Estado brasileiro.
Os números mostram por que essa fuga faz sentido. E por que você deveria prestar atenção.
A pirâmide que explica o problema brasileiro
Os dados são brutais. Apenas 2% da população brasileira são empregadores – pessoas que geram empregos e movimentam a economia. Somados aos 18% de trabalhadores com carteira assinada, temos apenas 20% de pessoas produtivas no país.
O resto da pirâmide revela a tragédia nacional. Na base, o que mais cresce são beneficiários do Bolsa Família e programas assistenciais. São pessoas que o sistema incentiva a não produzir, porque trabalhar significa perder a “ajuda” do governo.
Essa estrutura cria um ciclo vicioso mortal. Os 20% produtivos sustentam os 80% improdutivos. E como os improdutivos são maioria, eles votam em quem promete roubar mais dos produtivos para sustentar o esquema.
É matematicamente impossível um país funcionar assim. Mas é politicamente rentável manter essa estrutura, porque garante votos e poder para quem está no comando.
O empresário virou vilão nacional. Quem gera emprego é tratado como explorador. Quem produz riqueza é visto como criminoso que precisa ser punido com mais impostos e regulações.
Como o governo armou a cilada cripto
A estratégia foi milimetricamente calculada. Primeiro, criaram a isca: “declare suas criptomoedas que você não paga imposto”. Boa parte dos investidores caiu na armadilha e declarou seus bitcoins e altcoins.
Depois que mapearam quem tinha o quê, mudaram as regras do jogo. Agora é 20% de imposto sobre valorização, declaração obrigatória de tudo, e fiscalização pesada sobre quem tentou se proteger da inflação com criptomoedas.
Mas a coisa não para por aí. Além de roubar sua propriedade, o governo ainda quer calar quem denuncia o esquema. As leis de censura crescem, a liberdade de expressão diminui, e influenciadores são perseguidos por alertar seus seguidores.
É o modelo clássico de país banana. Não conseguem convencer pela qualidade dos serviços, então apelam para a força bruta. Países desenvolvidos pelo menos tentam oferecer algo em troca dos impostos. Aqui é só cobrança sem contrapartida.
A diferença é clara: EUA e Europa querem atrair Bitcoin e bitcoiners com regras claras e ambiente favorável. Brasil quer confiscar Bitcoin na porrada, mudando regras de um ano pro outro.
O movimento das baleias que poucos percebem
Enquanto o varejão se desespera e vende bitcoins, as baleias fazem o movimento oposto. Desde outubro, quando Bitcoin bateu no topo e começou a cair, as pessoas físicas entraram em pânico e começaram a se desfazer de suas moedas.
No mesmo período, quem tem mais de 1000 bitcoins começou a acumular pesado. Michael Saylor da MicroStrategy indo visitar o JP Morgan não é coincidência. É coordenação entre grandes players para sugar bitcoins das mãos do povo.
A estratégia é simples: pump violento seguido de dump que gera medo. Bitcoin sobe de 89 para 94 mil dólares, depois despenca para 90 mil. O padrão se repete toda semana. Formato “Bart Simpson” no gráfico.
Isso permite acumulação institucional enquanto assusta as sardinhas. O preço sobe na vertical, gera pânico, desce de novo. Mas cada fundo é mais alto que o anterior. É região de acumulação disfarçada de bear market.
Mais de 70% dos bitcoins ainda estão na mão do povão. Mas empresas públicas têm apenas 4,4% e governos 2,4%. Eles precisam reverter essa distribuição, e estão fazendo isso através de medo e manipulação de mercado.
O que os gráficos revelam sobre o futuro
O gráfico arco-íris do Bitcoin mostra que estamos na faixa azul – zona de “fire sale” (promoção relâmpago). Historicamente, essa é zona de compra, não de venda. Quem vende aqui sempre se arrepende depois.
A comparação com NASDAQ é reveladora. Lá, rompeu a média de 50 semanal, caiu 16%, todo mundo achou que era bear market. Depois disparou 58% sem as sardinhas que venderam no desespero. Bitcoin fez movimento similar: rompeu média de 50, caiu 20%.
O famoso ciclo de 4 anos pode estar se desconfigurando. 2025 deveria ser ano verde, mas está negativo. Se o padrão quebrou, 2026 pode ser o ano de disparada, contrariando expectativas de bear market.
Temos poucos dias para Bitcoin definir direção. Ou rompe para cima e dispara, ou rompe o fundo do canal e desaba mais. Mas todos os indicadores históricos apontam que estamos mais próximos de fundo que de topo.
Quando todo mundo está com medo e desinteressado, é exatamente quando Michael Saylor está comprando e visitando bancos. Smart money acumula enquanto dumb money vende por medo.
Por que as sanções não salvam ninguém
Muita gente ainda acredita que sanções internacionais vão resolver os problemas internos do Brasil. Sonho puro. Estados Unidos retiraram Moraes da lista de sanções da Lei Magnitsky exatamente quando ele mais atacava liberdades individuais.
Sanções são moeda de troca política, não instrumento de justiça. “Faz um favor que eu te ajudo aqui” é como funciona a diplomacia real. Aliados políticos são rapidamente esquecidos quando convém.
Ninguém lá fora está nem aí para essa pirâmide de improdutividade brasileira. O que interessa são as trocas que beneficiam políticos, não populações. Brasil é apenas peça no tabuleiro geopolítico.
Por isso apostar em mudança através do voto é ilusão. Apertar teclinha de urna eletrônica não vai resolver estrutura que beneficia 80% de improdutivos às custas de 20% de produtivos.
O único sistema que não trai é Bitcoin. Prometeu 21 milhões de unidades e entrega. Independe de quem está no poder. Por isso é ameaça para parasitas que vivem de esquemas estatais.
O plano B que você precisa considerar
Bitcoin é ferramenta de liberdade e proteção patrimonial, mas é apenas uma das ferramentas. Você precisa de um plano B completo que inclua segunda cidadania e possibilidade de migração.
Vários países estão abertos para pessoas que possuem Bitcoin e prezam propriedade privada. Portugal, Suíça, Paraguai, Estados Unidos – todos criando ambientes mais favoráveis que o Brasil.
A lógica é simples: quando você perdeu dinheiro nas quedas do Bitcoin, ninguém quis dividir prejuízo. Agora que sobe, querem tomar seu dinheiro. Não é justo nem sustentável.
Países inteligentes entendem que atrair bitcoiners produtivos é bom negócio. Ao invés de financiar parasitas, você contribui para progresso de sociedades que respeitam propriedade privada.
Proteger família, patrimônio e liberdade de expressão não é covardia. É responsabilidade de quem entende que ficar não vai mudar nada, mas sair pode salvar tudo que você construiu.
O êxodo dos influenciadores cripto é apenas o começo. Quem tem condições de sair está saindo. Quem fica vai enfrentar escalada ainda maior de perseguição e confisco.
A pergunta que fica é: até quando você vai aguentar sustentar um sistema que te trata como criminoso por ser produtivo? O debate está aberto, mas o tempo para decidir está acabando.


