dezembro 19, 2025

Ludwig M

PF confirma: Bolsonaro precisa de cirurgia urgente

PF confirma: Bolsonaro precisa de cirurgia urgente

A Polícia Federal confirmou o que qualquer pessoa com bom senso já sabia: Jair Bolsonaro precisa de cirurgia urgente. Depois de 10 dias de enrolação desnecessária, a perícia médica do Instituto Nacional de Criminalística da PF concluiu que o ex-presidente deve passar pelo procedimento “o mais breve possível” para tratar dos soluços crônicos que o afligem desde a facada de 2018.

O documento da PF é categórico. Bolsonaro sofre até 40 soluços por minuto, condição que causa prejuízo na alimentação e no sono, refluxo gástrico e tosse crônica. O quadro é resistente a tratamentos convencionais como medicamentos, acupuntura e eletroestimulação. Mais grave: o relatório aponta piora progressiva do quadro herniário durante esses 10 dias de espera.

A primeira solicitação de cirurgia foi protocolada no dia 15 de dezembro. Enquanto Alexandre de Moraes exigia perícia para “decidir sobre autorização”, como se alguém pedisse cirurgia por diversão, a condição de saúde do ex-presidente se deteriorava. O bloqueio do nervo frênico, segundo a junta médica da PF, é “tecnicamente pertinente” e deve ser realizado com urgência.

Esta situação revela muito sobre o funcionamento do sistema judiciário brasileiro. Quando um cidadão comum precisa de cirurgia, ele simplesmente vai ao médico e agenda o procedimento. Quando se trata de Bolsonaro, vira caso de Estado, com perícias desnecessárias e burocracias que colocam a saúde em risco.

O absurdo da desconfiança judicial

Quem é que pede cirurgia “de sacanagem”? Esta foi, na prática, a postura de Alexandre de Moraes ao exigir nova perícia médica. Como se Bolsonaro estivesse tentando “enganar” o sistema para passar uns dias no hospital. Cirurgia não é férias na praia. É procedimento invasivo, arriscado, que ninguém faz por prazer.

A defesa de Bolsonaro chegou a apresentar nova ultrassonografia para agilizar o processo. Mesmo com exames frescos confirmando a hérnia inguinal e a necessidade do procedimento, Moraes manteve a exigência da perícia da PF. O resultado? Dez dias perdidos enquanto o quadro se agravava.

O próprio laudo da PF reconhece que não há “situação de emergência como estrangulamento da hérnia”, mas recomenda a cirurgia “o mais breve possível para evitar complicações futuras”. Ou seja: a demora pode transformar um procedimento eletivo em emergência médica.

Esta desconfiança sistemática não é incompetência. É projeto. O sistema judiciário brasileiro transformou-se em ferramenta de perseguição política, onde até questões básicas de saúde viram instrumentos de pressão. Nenhum juiz comum trataria um pedido de cirurgia com essa paranoia.

A situação fica ainda mais absurda quando consideramos o timing. O resultado da perícia saiu numa sexta-feira, véspera de fim de semana. Moraes pode muito bem “curtir o final de semana” e deixar a autorização para a semana do Natal, prolongando ainda mais o sofrimento desnecessário.

Os números que escandalizam

Quarenta soluços por minuto. Este é o dado mais chocante do laudo da PF. Para ter uma ideia do que isso significa na prática: são 2.400 soluços por hora, 57.600 por dia. Imaginem tentar dormir, comer ou simplesmente conversar com essa frequência de espasmos involuntários.

O relatório detalha como essa condição afeta a vida básica do ex-presidente. Prejuízo na alimentação significa dificuldade para se nutrir adequadamente. Problemas no sono levam ao esgotamento físico e mental. Refluxo gástrico e tosse crônica causam desgaste adicional ao organismo.

Bolsonaro convive com soluços desde setembro de 2018, mês da facada de Adélio Bispo. Mas o quadro se tornou persistente após a última cirurgia abdominal, há sete meses. Ou seja: não é problema novo, não é fingimento, não é estratégia política. É consequência direta do atentado que quase custou sua vida.

A condição é tão severa que não responde a tratamentos convencionais. Medicamentos são vomitados antes de fazer efeito. Acupuntura e eletroestimulação não resolvem. A única opção eficaz é o bloqueio do nervo frênico, procedimento cirúrgico que a PF reconheceu como “tecnicamente pertinente”.

Estes números não mentem. Não são opinião política ou interpretação partidária. São fatos médicos documentados por peritos da própria Polícia Federal, órgão que não pode ser acusado de “bolsonarismo”.

A estratégia que sai pela culatra

Toda essa perseguição tem um efeito colateral que a esquerda não previu: fortalece Bolsonaro politicamente. Quanto mais o sistema o trata como inimigo público, mais ele se consolida como símbolo de resistência ao establishment. Cada arbitrariedade, cada exagero, cada crueldade desnecessária adiciona combustível à narrativa anti-sistema.

A esquerda tenta argumentar que “Bolsonaro está fraco”, que perdeu relevância política. Se isso fosse verdade, por que mobilizar o sistema judiciário inteiro contra ele? Por que transformar um pedido de cirurgia em caso de segurança nacional? A própria reação desproporcional do sistema revela o medo que têm de sua força política.

O brasileiro médio consegue entender facilmente a situação. Homem leva facada, fica com sequelas, precisa de cirurgia, juiz dificulta o tratamento por birra política. Não precisa ser cientista político para identificar perseguição quando ela é tão óbvia assim.

Esta perseguição sistemática cola em Bolsonaro a imagem de “antissistema” com muito mais eficiência do que qualquer campanha publicitária conseguiria. Cada arbitrariedade de Moraes é um comercial gratuito mostrando como o sistema trata quem ousa desafiá-lo.

O histórico de atleta que a esquerda tanto ridiculariza é exatamente o que mantém Bolsonaro vivo e resistindo. Se ele fosse fisicamente frágil, já teria sucumbido à pressão psicológica e às sequelas da facada. Sua resistência física se tornou símbolo de resistência política.

Hipocrisia da militância progressista

A reação da militância de esquerda à situação médica de Bolsonaro revela a podridão moral que contamina o debate público brasileiro. Pessoas que se dizem “humanistas” e “defensoras dos direitos humanos” torcem abertamente contra a recuperação de um ser humano que sofre.

Comentários como o de Cristian Medev, questionando a “perícia real da Polícia Federal” mesmo depois que ela confirmou a necessidade da cirurgia, mostram como a ideologia pode cegar completamente o bom senso. A PF já fez a perícia. Ela confirmou tudo. Qual é a próxima desculpa?

O bolsonarismo supostamente deveria “se decidir” se Bolsonaro é forte ou fraco, segundo críticos de má-fé. Como se força física e necessidade médica fossem contraditórias. Um atleta pode ter câncer. Um lutador pode precisar de cirurgia. Resistência não significa invulnerabilidade.

A narrativa de que “Bolsonaro está fingindo” para “enganar o sistema” é tão infantil quanto perversa. Fingir soluços crônicos 24 horas por dia, durante meses, resistindo a todos os tratamentos, seria interpretação digna de Oscar. Mais simples é aceitar a realidade: ele precisa de cirurgia porque está doente.

Esta desumanização do adversário político é característica de regimes autoritários. Quando você nega a humanidade básica do oponente, justifica qualquer crueldade contra ele. É exatamente isso que estamos presenciando: a transformação de Bolsonaro em “não-pessoa” que não merece nem tratamento médico adequado.

O precedente perigoso para todos

O que acontece com Bolsonaro hoje pode acontecer com qualquer cidadão amanhã. Quando o Poder Judiciário se arroga o direito de questionar decisões médicas por critérios políticos, todos os brasileiros ficam vulneráveis. Se um juiz pode negar cirurgia a um ex-presidente, imagine o que pode fazer com você.

A medicina não deveria ser politizada. Diagnósticos e tratamentos deveriam seguir critérios técnicos, não ideológicos. Quando magistrados começam a “segunda opinião” em questões de saúde baseados em preconceito político, toda a população perde garantias fundamentais.

O Sistema Único de Saúde, por todos os seus defeitos, não costuma questionar se o paciente “merece” cirurgia baseado em suas opiniões políticas. Cidadãos comuns não precisam de “perícia da PF” para confirmar que estão doentes. Esta é prerrogativa que deveria se estender a todos, independentemente de posição política.

A burocratização da medicina por motivação política é precedente gravíssimo. Se aceito no caso Bolsonaro, pode ser usado contra qualquer cidadão que desagrade o establishment. Hoje é o ex-presidente, amanhã pode ser o empresário que critica o governo, depois o jornalista inconveniente.

Esta é a diferença entre Estado de Direito e regime autoritário. No primeiro, as regras valem para todos igualmente. No segundo, a lei é arma para perseguir inimigos políticos. Estamos claramente caminhando para o segundo cenário.

O que vem pela frente

A situação de Bolsonaro está longe de se resolver com a autorização da cirurgia. O ex-presidente também solicitou prisão domiciliar por outros motivos médicos, pedido que conta com apoio de Tarcísio de Freitas e Flávio Bolsonaro junto ao STF. A questão é saber se Moraes aplicará o mesmo critério de obstaculização.

O calendário adiciona pressão extra à situação. Bolsonaro tem entrevista marcada com o programa Metrópolis no dia 23 de dezembro. A cirurgia precisa acontecer antes ou depois? Como conciliar tratamento médico com agenda política em meio a perseguição judicial?

A demora já causou “piora progressiva do quadro herniário”, segundo o laudo da PF. Cada dia adicional de enrolação pode complicar ainda mais o procedimento. Alexandre de Moraes carrega agora a responsabilidade por qualquer agravamento decorrente da demora que ele mesmo causou.

O resultado da perícia saiu numa sexta-feira. Se Moraes resolver “curtir o fim de semana” e deixar a autorização para depois do Natal, será mais uma demonstração clara de que critérios políticos superam considerações médicas em suas decisões.

Esta situação se tornou teste definitivo sobre o caráter do magistrado e sobre o estado da democracia brasileira. A resposta dirá muito sobre qual país somos e para onde estamos caminhando.

Fontes

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