
Uma nova pesquisa do Real Time Big Data revelou dados que expõem a tentativa desesperada do establishment de minimizar o crescimento de Flávio Bolsonaro nas intenções de voto para 2026. Os números mostram Lula com 35% contra apenas 17% de Flávio, mas a metodologia questionável da pesquisa levanta suspeitas sobre manipulação dos resultados.
O instituto adotou uma estratégia curiosa: colocou Flávio dividindo votos com outros candidatos da direita, enquanto apresentou Tarcísio de Freitas sozinho contra Lula. Quando isolado, Tarcísio alcança 26% contra os mesmos 35% do presidente. A diferença na metodologia não é coincidência – é estratégia para criar uma narrativa conveniente.
Essa manipulação revela o pânico que tomou conta de três grupos poderosos: o Centrão, a Faria Lima e a grande mídia. Todos unidos no mesmo objetivo: convencer a população de que Bolsonaro acabou e que sua influência não existe mais. O problema é que os números reais mostram exatamente o contrário.
A metodologia suspeita que esconde a verdade
A pesquisa Real Time Big Data usou critérios diferentes para cada candidato de direita. Enquanto Flávio aparece competindo simultaneamente com Ratinho Júnior (12%) e Eduardo Leite (7%), Tarcísio foi testado isoladamente. Essa diferença metodológica não é acidente técnico – é manipulação deliberada dos dados.
Se aplicassem o mesmo critério para todos, colocando Flávio sozinho contra Lula, os números seriam bem diferentes. A própria pesquisa Quaest já demonstrou que Flávio vai para o segundo turno contra qualquer combinação de adversários. Não importa quem entre na disputa, ele se mantém como segundo colocado.
O instituto também manteve os mesmos candidatos menores (do governador Zema para baixo) em todos os cenários, mas alterou apenas os principais nomes da direita. Essa “alternância estranha” serve para fragmentar os votos conservadores e inflar artificialmente os números de candidatos mais palatáveis ao establishment.
A estratégia fica ainda mais clara quando observamos que Flávio começou sua pré-campanha recentemente, enquanto Tarcísio, Eduardo Leite e Ratinho Júnior são comentados como possíveis candidatos há muito mais tempo. O reconhecimento público natural ainda está sendo construído, mas já mostra força suficiente para assustar adversários.
O desespero que une inimigos históricos
Centrão, Faria Lima e mídia tradicional encontraram um ponto de convergência inédito: impedir que Flávio Bolsonaro consolide sua candidatura. Grupos que normalmente se atacam agora trabalham juntos para promover alternativas “mais viáveis” dentro da direita.
O Centrão avalia que a rejeição de Flávio inviabilizaria sua candidatura no segundo turno. Essa análise não está errada – rejeição alta dificulta qualquer campanha. Mas comete o erro de considerar esses números imutáveis. Rejeição é fácil de reverter durante uma campanha, especialmente com o apoio da máquina bolsonarista.
Para a Faria Lima, a situação é ainda mais desesperadora. O mercado financeiro apostou suas fichas em Lula durante 2022, acreditando na narrativa da “frente ampla democrática”. Nomes como Armínio Fraga defenderam publicamente o petista como opção responsável. O resultado foi um governo que aumenta impostos, desfaz privatizações e gasta sem controle.
A mídia tradicional também sente o chão fugir dos pés. Durante anos construiu a narrativa de que Bolsonaro estava politicamente morto, que sua influência havia acabado com as investigações do 8 de janeiro. A ascensão de Flávio nas pesquisas destroi completamente essa versão dos fatos.
Por que Lula teme mais Flávio que Tarcísio
O governo petista mantém discurso público de que “não tem medo” de enfrentar Flávio Bolsonaro em 2026. Internamente, porém, a preocupação é evidente. Perder para Flávio seria simbolicamente muito mais devastador que uma derrota para Tarcísio de Freitas.
Tarcísio permite ao lulopetismo uma derrota “digna”. Perdeu, mas para um candidato de centro-direita, moderado, que não representa ameaça ao projeto de poder construído desde 2003. É o tipo de alternância aceitável dentro do jogo político tradicional.
Flávio representa continuidade direta do bolsonarismo. Sua vitória significaria que toda a operação para destruir politicamente Jair Bolsonaro fracassou completamente. Seria o reconhecimento público de que a perseguição judicial, as investigações, as tentativas de inelegibilidade não passaram de teatro político.
A diferença fica clara nos números de rejeição e aceitação. Enquanto 54% dizem que não votariam em Lula “de jeito nenhum”, 60% afirmam o mesmo sobre Flávio. Matematicamente, isso deixaria ambos inviáveis. Na prática, significa que o voto útil e a campanha eleitoral definirão o resultado.
A farsa das pesquisas “técnicas”
O Real Time Big Data não é instituto neutro. Como a maioria das empresas de pesquisa, possui vínculos políticos que influenciam metodologia e apresentação dos dados. A “gambiarra” metodológica desta pesquisa é prova de como números podem ser manipulados para criar narrativas convenientes.
Institutos sérios aplicam a mesma metodologia para todos os candidatos testados. Não fazem “alternâncias estranhas” que beneficiem uns e prejudiquem outros. Quando isso acontece, não é erro técnico – é direcionamento político deliberado.
A população em geral ainda não conhece profundamente todos os pré-candidatos para 2026. Muitas pessoas ainda não sabem que Flávio foi oficialmente indicado por Jair Bolsonaro como seu sucessor. À medida que essa informação se espalhar, os números tendem a mudar significativamente.
Pesquisas desta fase servem mais para influenciar opinião pública que para medir intenções reais. São instrumentos de guerra política disfarçados de levantamentos técnicos. O objetivo é criar momentum artificial para candidatos preferidos pelo establishment.
O poder real ainda está com Bolsonaro
Toda a operação contra Bolsonaro desde janeiro de 2023 tinha um objetivo claro: convencer a população de que ele perdeu relevância política. As investigações, inelegibilidades e perseguições serviriam para demonstrar que “Bolsonaro acabou”.
A estratégia fracassou completamente. Bastou Bolsonaro indicar Flávio como seu sucessor para os números decolarem nas pesquisas. Isso prova que o capital político continua intacto, apenas transferido para o filho. O bolsonarismo como movimento não morreu – evoluiu.
Alexandre de Moraes poderia ter prendido Bolsonaro a qualquer momento se quisesse. Tem histórico de prisões arbitrárias e não precisaria de mais justificativas legais. Não o fez porque a prisão criaria um mártir político ainda mais poderoso que o político livre.
O objetivo real era o descrédito, não a prisão. Queriam mostrar Bolsonaro como figura diminuída, sem capacidade de influenciar eleições futuras. A ascensão de Flávio prova que calcularam errado. O transferência do capital político para a nova geração funcionou perfeitamente.
O que esperar dos próximos meses
A situação tende a piorar conforme Flávio se consolide como candidato e cresça nas pesquisas. O desespero atual é apenas o começo de uma campanha de terra arrasada contra sua candidatura.
Centrão, esquerda e mídia intensificarão os ataques nos próximos meses. Veremos pesquisas cada vez mais criativas para diminuir Flávio e inflar outros candidatos. A manipulação metodológica se tornará mais sofisticada, mas também mais óbvia para quem souber interpretar os dados.
O início de 2026 promete ser especialmente turbulento. Quando Flávio começar a se aproximar de Lula nas pesquisas, a histeria será generalizada. A imprensa tradicional entrará em modo desespero total, abandonando qualquer pretensão de neutralidade jornalística.
Essa união forçada de adversários históricos contra Flávio também criará oportunidades. Mostrará claramente quem defende o establishment e quem realmente representa mudança. A população terá que escolher entre a continuidade do sistema ou a verdadeira alternativa de poder.
Independente das preferências pessoais sobre Tarcísio ou outros nomes, a realidade política é clara: o candidato é Flávio Bolsonaro. Essa “porta já fechou”, nas palavras do próprio comentarista. Resta ao eleitorado de direita decidir se apoia o candidato real ou se deixa fragmentar o voto em utopias eleitorais.
O establishment mostrou suas cartas cedo demais. Revelou o medo que sente da continuidade bolsonarista e os métodos que usará para impedi-la. Agora é questão de ver se a população aceita a manipulação ou escolhe seus próprios representantes.
Diante desse cenário de guerra política disfarçada de pesquisa eleitoral, uma pergunta fica no ar: até que ponto a democracia brasileira permitirá que o establishment manipule o processo eleitoral para impedir a vontade popular?


