dezembro 17, 2025

Ludwig M

Pesquisa Quaest confirma: Flávio é o nome da direita

Pesquisa Quaest confirma: Flávio é o nome da direita

A nova pesquisa Quaest jogou um balde de água fria no sonho do Centrão. Os números mostram que não adianta insistir em Tarcísio de Freitas, Ratinho Júnior ou qualquer outro nome. O candidato da direita em 2026 é Flávio Bolsonaro. Ponto final.

A primeira pesquisa feita após o anúncio da candidatura de Flávio trouxe uma realidade incômoda para quem apostava na divisão da direita. Mesmo com vários nomes no páreo, o filho do ex-presidente aparece disparado na frente. Contra Ratinho Júnior, a diferença é de 10 pontos. Contra Tarcísio, a vantagem é de 13 pontos.

O recado está dado. Quem tem os votos da direita é Jair Bolsonaro. E quem Bolsonaro escolher será o candidato. Não existe terceira via que funcione. Não existe centro que se sustente. A polarização está consolidada.

A estratégia da esquerda de destruir Bolsonaro através de perseguição judicial fracassou completamente. Mais do que isso: transformou o ex-presidente em um herói ainda mais forte aos olhos de seus eleitores.

Os números que sepultam as ilusões do Centrão

A pesquisa Quaest testou diferentes cenários para 2026. Em todos eles, Flávio Bolsonaro aparece como segundo colocado, garantindo vaga no segundo turno. Contra Lula, a diferença fica em torno de 10 pontos – margem que pode ser revertida ao longo da campanha.

No cenário com Ratinho Júnior, Flávio marca 23% contra 13% do governador do Paraná. Uma diferença brutal de 10 pontos percentuais que seria muito difícil de reverter. Isso enterrou de vez os planos do deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) de lançar o nome paranaense.

Contra Tarcísio de Freitas, a situação fica ainda mais clara. Flávio alcança 23% enquanto o governador paulista fica com apenas 10%. Uma diferença que mostra por que o próprio Tarcísio já disse que não concorrerá contra os filhos de Bolsonaro.

Com Romeu Zema, a distância é ainda maior. O governador de Minas Gerais fica mais distante ainda, mostrando que não tem apelo nacional suficiente. Os números confirmam que fora do eixo Bolsonaro, não existe candidatura viável na direita.

A pesquisa incluiu ainda outros nomes como Ciro Gomes e Aldo Rebelo, mas o resultado permanece o mesmo. Flávio consolida a segunda posição em todos os cenários testados. É ele quem enfrentará Lula no segundo turno.

O mais impressionante é que isso acontece logo no início da pré-campanha. Flávio ainda não fez movimentos políticos significativos. Não percorreu o país, não construiu alianças estaduais. Os números tendem a melhorar conforme ele ganhe exposição.

A estratégia fracassada de criminalizar Bolsonaro

A esquerda apostou todas as fichas em uma estratégia simples: criminalizar Bolsonaro para sepultá-lo politicamente. Acusações de tentativa de golpe, inquéritos sem fim, prisões de aliados, proibição de viagem. O objetivo era claro – fazer o eleitorado abandonar o ex-presidente.

O plano não funcionou. Pior: saiu pela culatra. Cada investida de Alexandre de Moraes contra Bolsonaro só aumenta sua relevância política. Cada nova acusação fortalece a narrativa de perseguição. O sistema criou seu próprio pesadelo.

Se quisessem prender Bolsonaro de verdade, teriam feito isso no dia em que ele voltou dos Estados Unidos. Alexandre de Moraes poderia ter expedido uma ordem de prisão imediata. Não fizeram porque o objetivo nunca foi prender – era descredibilizar.

A população percebe a diferença entre justiça e perseguição. Quando o sistema inteiro se volta contra uma pessoa, essa pessoa automaticamente vira símbolo de resistência. Foi exatamente isso que aconteceu com Bolsonaro no Brasil e com Trump nos Estados Unidos.

Há 20 anos, essa estratégia funcionaria. A Rede Globo elegia e derrubava presidentes. Foi assim com Collor – elegeu quando quis, derrubou quando se cansou. Mas os tempos mudaram. A mídia tradicional perdeu o monopólio da informação.

Hoje existe internet, redes sociais, canais independentes. A população tem acesso a múltiplas versões dos fatos. Não precisa mais aceitar passivamente a narrativa oficial. E quando compara o que vê na prática com o que ouve na televisão, tira suas próprias conclusões.

Por que os votos pertencem a Bolsonaro

O eleitorado brasileiro quer o candidato antisistema. E quem é mais antisistema que aquele com quem o sistema inteiro está brigando? A lógica é simples e cristalina. Quanto mais o establishment ataca, mais forte fica o atacado.

Bolsonaro se tornou o símbolo da resistência contra um sistema que a população percebe como corrupto e autoritário. Não importa se ele pode ou não concorrer. Os votos continuam sendo dele. E ele decide para quem transferi-los.

Tarcísio de Freitas entendeu isso perfeitamente. Por isso disse que não concorreria contra os filhos de Bolsonaro. Ele sabe que perderia e que isso prejudicaria tanto a ele quanto à direita como um todo. É um político inteligente que não cai em armadilhas óbvias.

O mesmo vale para qualquer outro nome que o Centrão queira lançar. Ratinho Júnior, Zema, Caiado – todos esbarram na mesma realidade. Sem o apoio de Bolsonaro, não saem do lugar. Com a oposição dele, são derrotados no primeiro turno.

Essa dinâmica não vai mudar até 2026. Se alguma coisa, tende a se intensificar. Cada nova investida contra Bolsonaro fortalece ainda mais sua base. Cada tentativa de criar candidatura alternativa na direita apenas confirma que não existe alternativa.

Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo, foi o primeiro político de peso a reconhecer essa realidade. Declarou apoio a Flávio Bolsonaro, mesmo sabendo que provavelmente preferia Tarcísio. Política é a arte do possível, não do desejável.

As limitações reais de Flávio Bolsonaro

Seria desonesto ignorar os desafios que Flávio enfrentará. Ele não tem o carisma natural do pai. Não tem a mesma facilidade para se comunicar com as massas. E vai carregar tanto os benefícios quanto os ônus do sobrenome Bolsonaro.

A rejeição ao nome Bolsonaro existe e é significativa. Parte do eleitorado jamais votará em qualquer membro da família, independente de suas qualidades individuais. Isso cria um teto eleitoral que pode ser difícil de romper.

Tarcísio teria mais facilidade para navegar essas águas. Tem menos rejeição, imagem mais moderada, capacidade de atrair votos do centro. Em uma eleição normal, seria de fato um candidato mais forte que Flávio.

Mas esta não é uma eleição normal. É uma eleição polarizada entre dois projetos antagônicos de país. Nesse cenário, importa mais a capacidade de mobilizar a base do que de conquistar o centro. E ninguém mobiliza a base da direita como os Bolsonaro.

Flávio vem mostrando evolução na comunicação. Suas últimas entrevistas foram bem avaliadas. Ele se posiciona de forma mais moderada que o pai, o que pode ajudar a diminuir a rejeição. Ainda vive na sombra de Jair Bolsonaro, mas isso pode mudar com a exposição.

A campanha será a oportunidade para que Flávio mostre suas próprias qualidades. Se conseguir se descolar da imagem de “filho do Bolsonaro” e construir identidade própria, pode surpreender. Os números da pesquisa mostram que ele tem margem para crescer.

O Centrão diante do fato consumado

O Centrão está aprendendo na prática que não manda na direita. Durante décadas, esses partidos funcionaram como fiel da balança. Apoiavam quem oferecesse mais cargos e recursos. Achavam que em 2026 não seria diferente.

A realidade os atingiu como um soco no estômago. Eles não têm votos próprios suficientes para lançar candidato competitivo. Dependem de alguém que mobilize as massas. E na direita, só existe uma pessoa capaz disso: Bolsonaro.

Por isso as críticas ao modo como Flávio anunciou a candidatura soam tão vazias. Reclamam que ele não consultou os partidos, não fez diálogo prévio. Mas que diálogo? Jair Bolsonaro está impedido de fazer articulação política por decisão judicial.

O próprio Valdemar Costa Neto, presidente do PL, já cobrou apoio do Centrão a Flávio. A mensagem é clara: “ponham a cabeça no lugar”. Não adianta ficar criando fantasias. A realidade é que sem Bolsonaro, a direita não tem candidato viável.

Ricardo Nunes entendeu o recado e foi o primeiro a declarar apoio. Outros seguirão o mesmo caminho. Não por amor a Flávio Bolsonaro, mas porque não têm alternativa. É apoiar ou ficar de fora do jogo.

O Centrão sempre foi pragmático. Na hora do vamos ver, vão calcular friamente onde têm mais chance de se dar bem. E todos os cálculos apontam para o mesmo resultado: Flávio Bolsonaro no segundo turno contra Lula.

O cenário real para 2026

A eleição de 2026 já está desenhada. Será Lula versus Flávio Bolsonaro no segundo turno. Não existe terceira via viável. Não existe candidato de centro que se sustente. A polarização está consolidada e não vai mudar.

Os 10 pontos de diferença que a pesquisa Quaest mostra entre Lula e Flávio não são intransponíveis. Em agosto, essa diferença era maior – chegou a 16 pontos. A tendência é de aproximação conforme a economia se deteriorar e o governo Lula mostrar suas limitações.

O próximo ano será muito difícil economicamente. O governo está quebrado, gastando como se não houvesse amanhã. A conta vai chegar. E quando chegar, a popularidade de Lula vai despencar. Foi assim em todos os seus mandatos anteriores.

Flávio tem tempo para construir sua candidatura. Pode viajar pelo país, conhecer lideranças regionais, apresentar propostas. Tem a máquina do PL e provavelmente terá o apoio do Centrão. Os recursos não faltarão.

Mais importante: tem a base bolsonarista mobilizada e fiel. São cerca de 30% do eleitorado que votarão nele independente de qualquer coisa. Para vencer, precisa conquistar apenas mais alguns pontos percentuais. É perfeitamente factível.

O que a pesquisa Quaest realmente mostra é que a estratégia da esquerda de eliminar Bolsonaro do jogo político fracassou completamente. Em vez de enfraquecer, fortaleceu. Em vez de dividir a direita, a unificou. Foi um tiro que saiu pela culatra.

Fontes

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