Relatos controversos emergem sobre a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela em 3 de janeiro, incluindo especulações no debate público sobre o possível uso de tecnologias não convencionais. Embora não haja confirmação oficial, discussões em veículos internacionais abordam alegações sobre dispositivos acústicos durante a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Nota editorial: Este artigo tem caráter analítico e opinativo, baseado em informações públicas e reportagens jornalísticas amplamente divulgadas (com links para as fontes). Não imputa crimes, ilegalidades ou intenções subjetivas a pessoas ou instituições. As alegações sobre tecnologias específicas são apresentadas como parte do debate público, não como fatos comprovados. Limita-se à análise crítica de eventos internacionais sob perspectiva editorial libertária.
Alegações controversas sobre a operação
Segundo reportagem da CBS News, a operação que levou à captura de Maduro foi conduzida pela Delta Force com apoio tecnológico avançado.
Há relatos não confirmados que circulam em veículos internacionais sobre o uso de tecnologias não letais durante a operação. Essas alegações incluem descrições de dispositivos acústicos que teriam causado desorientação e incapacitação temporária, embora a veracidade desses relatos seja questionável e possa conter elementos de propaganda.
Segundo a CNN, forças americanas enfrentaram resistência limitada durante a operação, que durou aproximadamente duas horas.
Tecnologia de armas sônicas: realidade científica
Independentemente das alegações específicas sobre a Venezuela, as armas sônicas são uma realidade tecnológica documentada. Conhecidas como LRAD (Long Range Acoustic Device), esses dispositivos emitem ondas sonoras direcionadas que podem causar desorientação e dor.
Segundo explicação técnica do HowStuffWorks, o princípio básico envolve ondas sonoras que podem atingir até 162 decibéis, bem acima do limite de dor humana de 130 decibéis.
A Popular Mechanics descreve que o dispositivo funciona em duas modalidades: como amplificador de voz para comunicação à distância e como “tom deterrente” capaz de causar danos auditivos permanentes.
Organizações de direitos humanos alertam que armas acústicas podem causar danos permanentes, incluindo perda auditiva e trauma psicológico.
Precedente documentado: protestos na Sérvia
Um caso bem documentado de alegado uso de armas sônicas ocorreu na Sérvia em março de 2025. Segundo a NPR, durante protestos em Belgrado, manifestantes relataram sintomas consistentes com exposição a dispositivos acústicos.
Documentos da Wikipédia mostram que o governo sérvio inicialmente negou possuir tais dispositivos, mas posteriormente admitiu ter LRADs, embora tenha negado seu uso contra manifestantes.
A CNN reportou que manifestantes descreveram “dor aguda no ouvido, desorientação e pânico” durante o incidente. A Corte Europeia de Direitos Humanos solicitou esclarecimentos das autoridades sérvias sobre o caso.
A rápida mudança de postura venezuelana
A velocidade com que líderes venezuelanos modificaram seu discurso após a operação americana é notável. Diosdado Cabello, que anteriormente afirmava resistência total aos Estados Unidos, rapidamente mudou o tom para cooperação.
A vice-presidente Delcy Rodríguez já anunciou preparativos para visitar Washington, algo impensável semanas antes. A Venezuela também anunciou a reabertura das embaixadas com os Estados Unidos.
Até o momento, 18 prisioneiros políticos foram liberados de um total estimado de mais de 800, segundo grupos de direitos humanos.
Trump consolida estratégia regional
Trump deixou claro que o acesso ao petróleo venezuelano foi motivação central da operação. A Venezuela detém aproximadamente 17% das reservas globais, estimadas em 300 bilhões de barris.
O México rapidamente recuou de promessas de apoio a Cuba após sinalizações de Trump. A presidente Claudia Sheinbaum negou qualquer aumento nas exportações de petróleo para Cuba.
Cuba também recebeu ultimato direto via Truth Social, com Trump postando que “não haverá mais petróleo ou dinheiro para Cuba. Zero.”
Questões sobre direito internacional
Analistas do Chatham House afirmam que a operação não possui justificativa legal no direito internacional, não havendo mandato do Conselho de Segurança da ONU ou situação de legítima defesa.
O governo Trump justifica a ação como “operação de aplicação da lei” para cumprir mandados contra Maduro por narcoterrorismo.
Reações internacionais foram mistas, com países da OTAN apoiando majoritariamente a ação, enquanto nações da África, Ásia e América Latina expressaram condenação.
Implicações tecnológicas e estratégicas
Independentemente da veracidade dos relatos específicos sobre armas sônicas na Venezuela, a operação demonstrou superioridade tecnológica americana. A capacidade de conduzir operações complexas com contingentes reduzidos reflete avanços em tecnologia militar.
Empresas americanas condicionam investimentos na Venezuela a garantias de que não haverá novos confiscos ou nacionalizações.
Maria Corina Machado declarou que o governo interino é “absolutamente temporário” e alinhado com a estratégia de Trump. Ela chegou a sugerir dar o Prêmio Nobel da Paz ao presidente americano, embora a instituição Nobel tenha recusado.
Nova realidade regional
A operação na Venezuela marca uma mudança paradigmática na estratégia americana para a América Latina. Em vez de mudanças de regime tradicionais, Trump parece focar em “domesticação” de governos hostis através de demonstrações de força.
Para o Brasil, a situação é particularmente delicada dado o histórico de apoio do PT ao projeto bolivariano. O presidente Lula condenou a operação como “afronta à soberania” e “precedente extremamente perigoso”.
A nova realidade regional é clara: na América Latina de Trump, governos podem manter orientação ideológica de esquerda, mas devem demonstrar obediência aos interesses americanos. É o fim da era de desafio aberto aos Estados Unidos na região.
Resta avaliar se essa demonstração de superioridade tecnológica e militar será suficiente para manter estabilidade de longo prazo, ou se criará as sementes de futuros conflitos. O que está definido é que as regras do jogo geopolítico regional mudaram definitivamente.
A questão central permanece: presenciamos o início de uma nova era de intervenções baseadas em superioridade tecnológica, onde métodos tradicionais de resistência se tornam obsoletos?
Este artigo pode ser atualizado caso surjam novos fatos ou manifestações dos citados.
Versão: 11/01/2026 21:34



