
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira uma nova fase da Operação Sem Desconto que promete abalar as estruturas do governo Lula. Com 16 mandados de prisão preventiva e 52 de busca e apreensão, a operação atingiu figuras próximas ao núcleo do poder. Entre os alvos está a empresária Roberta Moreira Luxinger, herdeira de banqueiro e petista declarada, cujas conexões chegam até o filho do presidente.
O caso ganhou contornos explosivos quando a PF encontrou mensagens entre Luxinger e Antônio Carlos Antunes, o “careca do INSS”, mencionando pagamentos para “o filho do rapaz”. A expressão, segundo as investigações, seria uma referência ao Lulinha, que já havia sido citado na CPMI do INSS como beneficiário de uma suposta mesada de R$ 300 mil.
O governo tentou blindar Luxinger durante a CPMI do INSS. Parlamentares de oposição apresentaram requerimentos de quebra de sigilo e convocação, mas a base governista barrou todas as iniciativas. Agora, com a operação da PF, essa proteção desmoronou como um castelo de cartas.
Os números encontrados pela investigação são estarrecedores. A empresa de Luxinger, a RL Consultoria, recebeu cinco pagamentos de R$ 300 mil cada, totalizando R$ 1,5 milhão. O valor coincide exatamente com as denúncias feitas por Edson Claro na CPMI, que afirmou que Lulinha recebia essa quantia mensalmente do esquema.
As mensagens que entregam o esquema
Os diálogos obtidos pela Polícia Federal revelam a dimensão do problema. Em uma das conversas, quando Luxinger soube das apreensões, orientou Antunes: “Some com os telefones, joga fora”. A empresária demonstrava conhecimento pleno do esquema criminoso e tentou destruir evidências.
Mais comprometedor ainda foi a descoberta de um envelope com “o nome do nosso amigo” durante a busca e apreensão. Os investigadores não revelaram o conteúdo, mas o contexto das mensagens indica tratar-se de referência direta ao presidente Lula ou sua família.
Antunes, questionado sobre o beneficiário final dos pagamentos à empresa de Luxinger, foi direto: “o filho do rapaz”. A PF considera que Luxinger fazia parte do núcleo político da organização criminosa, servindo como elo entre os corruptos do INSS e o alto escalão do governo.
O mais grave é que essas conversas continuaram mesmo após o início das investigações. Em maio de 2025, Luxinger enviou um áudio comparando a situação de Antunes com outros escândalos: “Na época do Flávio falaram da Freeby, um monte de coisa igual, igual agora com você”.
O perfil da empresária blindada pelo PT
Roberta Moreira Luxinger não é uma empresária comum. Ela é herdeira de um ex-acionista do banco Credit Suisse, ou seja, nasceu rica e nunca precisou trabalhar de verdade. Mesmo assim, apresenta-se como “empresária” e milita no PT, o partido que finge defender os trabalhadores.
A empresária já teve problemas com a Justiça. Foi condenada a pagar R$ 70 mil por xingar o ex-ministro Sergio Moro e sua esposa, chamando-os de “marrecos”. O episódio revela o tipo de pessoa que frequenta os círculos petistas: rica, mimada e acostumada a destilار ódio contra adversários políticos.
Luxinger mantinha agenda no Ministério da Saúde como representante de empresa de tecnologia em telesaúde. Embora a empresa negue vínculo formal, confirmou que ela apresentou institucionalmente a companhia ao governo federal. Ou seja: ela vendia acesso e influência política.
A proximidade com o “careca do INSS” não era casual. Os dois formaram uma sociedade que tinha como objetivo influenciar decisões da Anvisa e do Ministério da Saúde. Era lobby puro, transformando contatos políticos em dinheiro, às custas do contribuinte brasileiro.
Senador do PDT também na mira
Outro alvo da operação foi o senador Weverton Rocha (PDT-MA), que sofreu busca e apreensão em sua residência. Rocha é próximo do ministro Flávio Dino e foi eleito senador em 2018 com apoio direto do então governador do Maranhão.
O senador construiu sua carreira na União Nacional dos Estudantes (UNE) e sempre gravitou nos círculos da esquerda brasileira. Como era de esperar, está envolvido até o pescoço no esquema de desvios do INSS. A esquerda brasileira não consegue ficar longe de um esquema de corrupção.
Rocha representa o típico político de esquerda: surfou no movimento estudantil, trabalhou em prefeituras comandadas por aliados e chegou ao Congresso para se locupletar do dinheiro público. É o modelo de “carreira política” que assombra o país há décadas.
Em 2022, o senador tentou se candidatar a governador do Maranhão esperando o apoio de Flávio Dino, mas foi preterido em favor de Carlos Brandão. Mesmo assim, continuou fiel ao esquema e agora colhe os frutos podres dessa lealdade.
O número dois da Previdência vai preso
Um dos presos da operação foi Adroaldo Portal, secretário-executivo do Ministério da Previdência e braço direito do ministro. Portal foi afastado do cargo e teve prisão domiciliar decretada. É o famoso “número dois” da pasta, o que levanta questões sobre o conhecimento do titular.
Portal era ex-chefe de gabinete do senador Weverton Rocha, confirmando as conexões entre o esquema no INSS e o núcleo político comandado pelo parlamentar maranhense. A rede de corrupção tinha braços em diferentes órgãos do governo.
O caso é emblemático da gestão Lula III. O presidente fez alarde quando trocou a cúpula do INSS no início do ano, prometendo acabar com os desvios herdados do governo anterior. Na prática, manteve o mesmo esquema com pessoas diferentes.
Outros presos incluem Eric Fideles, filho de ex-diretor do INSS, e Rubens Oliveira Costa, economista apontado como braço financeiro do “careca do INSS”. A operação mostrou que o esquema tinha ramificações em diversos níveis da estrutura previdenciária.
A fuga do Lulinha para a Espanha
Uma coincidência chama atenção: Lulinha viajou para a Espanha exatamente quando o escândalo do INSS explodiu. Oficialmente, foi “passear”, mas o timing levanta suspeitas sobre uma possível fuga estratégica.
O filho do presidente já havia sido mencionado na CPMI do INSS como beneficiário de mesadas de R$ 300 mil. Agora, as mensagens entre Luxinger e Antunes reforçam essas suspeitas com evidências concretas dos pagamentos.
Lulinha tem histórico de negócios questionáveis. Durante o primeiro mandato do pai, conseguiu contratos milionários com empresas de telefonia para vender jogos de computador. Na época, Lula defendeu o filho dizendo que ele era “o Ronaldinho Gaúcho dos negócios”.
A expressão “filho do rapaz” nas mensagens não deixa dúvidas sobre a identidade do beneficiário final. O dinheiro desviado do INSS, que deveria garantir aposentadorias dignas aos brasileiros, estava sendo canalizado para sustentar o luxo da família presidencial.
André Mendonça não poupa ninguém
O caso subiu para o Supremo Tribunal Federal e ficou sob relatoria do ministro André Mendonça. Diferentemente de outros ministros que costumam blindar o governo, Mendonça tem conduzido as investigações com rigor técnico.
A postura do ministro incomoda o Palácio do Planalto. Lula esperava que seu indicado para o STF, Alexandre de Moraes, ficasse com o caso. Em vez disso, teve que lidar com alguém comprometido com a investigação séria dos fatos.
O resultado está aí: 16 pessoas presas, dezenas de mandados cumpridos e evidências robustas de um esquema que chega até a família presidencial. André Mendonça provou que a Justiça ainda pode funcionar quando não há interferência política.
A operação desta quinta-feira é apenas o começo. Com as evidências coletadas nos celulares e documentos apreendidos, novas fases da investigação devem atingir outros integrantes da rede criminosa.
A matriz do problema: o Estado inchado
Este escândalo expõe a raiz de todos os males: um Estado gigantesco, com orçamento trilionário e fiscalização deficiente. Enquanto o governo controlar recursos na casa dos trilhões, sempre haverá quem queira se apropriar dessa riqueza.
O INSS movimenta centenas de bilhões de reais anualmente. Com esse volume de dinheiro circulando em uma estrutura burocrática complexa, os desvios são inevitáveis. Não é falha do sistema: é o sistema funcionando como foi projetado.
A esquerda brasileira descobriu há décadas que é mais fácil viver do Estado do que trabalhar no mercado. Por isso incha a máquina pública, cria novos órgãos e multiplica as oportunidades de corrupção. É um modelo de negócio sustentado pelos impostos do contribuinte.
Enquanto não reduzirmos drasticamente o tamanho do Estado, casos como este continuarão se repetindo. A solução não é trocar pessoas: é mudar o sistema que permite esses abusos.
O que vem pela frente
Com as evidências coletadas, a Polícia Federal tem material para avançar nas investigações. As mensagens no celular do “careca do INSS” são uma mina de ouro para desvendar toda a rede de corrupção.
O governo tentará controlar os danos, como sempre faz. Dirá que são “casos isolados”, que já tomou providências e que está colaborando com as investigações. É o roteiro padrão para situações como esta.
Mas desta vez pode ser diferente. André Mendonça não parece disposto a aceitar pressões políticas, e as evidências são mais robustas que em casos anteriores. O “filho do rapaz” mencionado nas mensagens pode finalmente ser investigado como deveria.
A operação desta quinta-feira prova que a corrupção no governo Lula não é coisa do passado. É presente, ativa e envolvendo pessoas do círculo mais próximo do presidente. O contribuinte brasileiro paga a conta enquanto essa turma se locupleta do dinheiro público.
Resta saber se desta vez a Justiça irá até o fim ou se, mais uma vez, os poderosos escaparão impunes. O povo brasileiro merece respostas e, principalmente, merece que seus impostos parem de financiar a boa vida de corruptos e suas famílias.
E você, acredita que desta vez os envolvidos serão punidos de verdade ou assistiremos mais um episódio de impunidade brasileira?


