Na madrugada de 3 de janeiro de 2026, forças americanas teriam capturado Nicolás Maduro em uma operação militar de grande escala que atingiu a Venezuela, segundo informações amplamente divulgadas na imprensa internacional. O homem que oprimiu milhões de venezuelanos com sua ditadura socialista estava finalmente algemado. Mas antes de celebrarmos, uma pergunta fundamental surge: trocar um ditador por uma administração militar estrangeira é realmente liberdade?
Nota editorial: Este conteúdo tem caráter analítico e opinativo, baseado em informações públicas e reportagens amplamente divulgadas. Não afirma como fatos comprovados a prática de crimes ou ilícitos, nem substitui decisões judiciais. Seu objetivo é promover reflexão crítica sob uma perspectiva editorial libertária.
A operação que mudou a América do Sul
Segundo reportagens internacionais, a operação iniciada às 3h da madrugada atingiu Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira, com Maduro e sua esposa Cilia Flores sendo retirados do território venezuelano. O que chamaram de “Operação Resolução Absoluta” envolveu um aparato militar impressionante, com 150 aeronaves partindo de 20 bases militares no continente, mostrando o poder de fogo que apenas os Estados Unidos possuem.
Uma força de helicópteros teria decolado às 23h46, voando a 30 metros de altura sobre o mar para evitar detecção por radar, transportando militares da unidade Delta do Exército Americano. A precisão cirúrgica da operação contrasta brutalmente com a incompetência que o regime venezuelano demonstrou durante décadas administrando seu próprio país.
O simbolismo é claro: as agências de inteligência teriam atuado por meses para localizar Maduro, descobrindo onde vivia, para onde viajava, o que comia e até seus animais de estimação. O Estado americano conhecia melhor a rotina de Maduro do que o próprio ditador conhecia as necessidades de seu povo.
Segundo informações oficiais, os helicópteros ficaram sob fogo e responderam com força esmagadora de autodefesa, resultando em pelo menos 40 mortes entre militares e civis. Uma aeronave americana foi atingida, mas todas retornaram. A eficiência militar americana contrastou com a resistência venezuelana, que desmoronou em questão de horas.
Trump promete governar a Venezuela temporariamente
A declaração mais reveladora veio do próprio Trump. Ele teria afirmado que os Estados Unidos passarão a governar a Venezuela por algum tempo, até realizar uma transição segura e apropriada. Essa não é linguagem de libertação. É linguagem de ocupação.
Para qualquer libertário, isso deveria acender todos os alarmes. Trocar um socialista venezuelano por burocratas americanos não é progresso na direção da liberdade. É apenas uma mudança na nacionalidade dos opressores. O povo venezuelano continua sem poder sobre seu próprio destino.
Trump teria concentrado suas declarações na exploração e venda do petróleo venezuelano, e mencionou que Marco Rubio conversou com a vice-presidente Delcy Rodríguez, que manifestou disposição para cooperar. O interesse real fica evidente: recursos naturais e controle geopolítico.
“Não se fala em privatizar a PDVSA e devolver o que foi roubado aos cidadãos”, como observam críticos. Fala-se em controlar o fluxo de recursos. A elite bolivariana sai, a elite corporativista ligada a Washington entra. Para o cidadão comum venezuelano, pode não fazer grande diferença quem está sugando sua riqueza.
O colapso inevitável do socialismo
A economia venezuelana já estava destroçada muito antes dos alegados mísseis americanos. Maduro era acusado desde 2020 de narcoterrorismo, com os EUA oferecendo recompensa de 50 milhões de dólares por informações sobre ele. O socialismo fez seu trabalho destrutivo com eficiência brutal.
Em janeiro de 2026, o dólar oficial custava mais de 300 bolívares. No mercado paralelo, o valor real era quase o dobro. A inflação devorava o pouco que restava do poder de compra da população. A resposta do regime nunca foi liberar o mercado, foi sempre mais controle e mais perseguição.
A lei contra o fascismo, implementada no final de 2025, foi o último suspiro autoritário. Sob pretexto de combater o ódio, criminalizaram a oposição. Qualquer crítica à gestão econômica desastrosa virava fascismo. Qualquer defesa da propriedade privada virava discurso de ódio. Vemos o mesmo padrão se repetindo no Brasil contemporâneo.
O Estado venezuelano tentou proibir a realidade por decreto. Mas a realidade tem o hábito de se impor, seja pela fome, seja pela força bruta de um exército maior. Maduro matou a vaca que dava o leite e foi um colapso induzido pela própria ideologia que defendia.
A hipocrisia das reações internacionais
O espetáculo de reações internacionais revelou a verdadeira natureza dos líderes mundiais. Segundo informações da imprensa, Lula teria repudiado a alegada operação, dizendo que os EUA cometeram afronta gravíssima e ultrapassaram uma linha inaceitável. Gustavo Petro teria classificado as explosões como bombardeio com mísseis.
Onde estava essa indignação quando Maduro violava direitos dos venezuelanos? Quando torturava opositores, causava fome e expulsava milhões de pessoas de suas casas? Para esses estatistas, a soberania do Estado é sagrada. A vida e liberdade do indivíduo são irrelevantes.
O ministro das Relações Exteriores da França teria dito que a ação contrariou princípios do direito internacional, argumentando que nenhuma solução pode ser imposta de fora. António Guterres teria manifestado preocupação e considerado que a operação estabeleceu um precedente perigoso.
Por outro lado, Javier Milei teria comemorado a alegada prisão de Maduro, publicando que a liberdade avança. É compreensível ver o inimigo da liberdade cair dessa forma, mas não podemos confundir ação do Estado americano com libertarianismo. Trump não está lá para libertar verdadeiramente o povo.
O precedente perigoso para a América Latina
Trump teria agido sem autorização do Congresso americano, embora o senador Mike Lee posteriormente afirmou que a ação provavelmente se enquadra na autoridade inerente do presidente. Constituições são apenas pedaços de papel para quem detém o monopólio da força.
A justificativa foi combate ao narcotráfico e alegação de que o governo venezuelano representava ameaça aos Estados Unidos. Para legitimar a ação, os EUA teriam designado o Cartel de los Soles, supostamente liderado por Maduro, como organização terrorista, servindo como pilar legal para justificar a operação extraterritorial.
Transformar o exército em polícia global cria precedente perigoso. Hoje o alvo foi um ditador de esquerda. Amanhã pode ser qualquer nação que desagrade os interesses de Washington. A polícia do mundo não age por caridade, age por interesse.
A alegada captura de um chefe de estado em exercício estabelece precedente complexo e potencialmente desestabilizador, podendo redesenhar alianças e aprofundar divisões na América do Sul. Cada país da região agora sabe que sua soberania vale apenas enquanto não incomodar Washington.
O vácuo de poder e seus perigos
Pela Constituição venezuelana, o poder deveria ser exercido pela vice-presidente Delcy Rodríguez. Ela teria confirmado que Maduro e sua esposa não estavam no país e exigiu apresentação de provas imediatas de vida. O governo teria decretado estado de emergência nacional após o início das explosões.
O candidato da oposição Edmundo González Urrutia teria dito que a Venezuela está vivendo horas decisivas, enquanto María Corina Machado declarou que ele deveria assumir a presidência imediatamente. Mas Trump jogou um balde de água fria nessas pretensões, sugerindo que os Estados Unidos preferem alguém mais maleável.
Diversas áreas de Caracas teriam sofrido interrupção no fornecimento de energia elétrica, e a FAA proibiu aeronaves americanas de operar no espaço aéreo venezuelano. O Estado ferido tenta cegar a população para manter algum controle.
A situação interna agora é de incerteza absoluta. Grupos armados, militares corruptos e interesses estrangeiros disputam o espólio. A população cansada e faminta só quer paz, mas paz imposta por tanques é apenas trégua temporária.
Maduro rumo ao tribunal americano
Segundo informações da imprensa, Maduro seria levado para o centro de detenção metropolitano em Brooklyn e deve comparecer segunda-feira no tribunal do distrito sul de Nova York. O New York Times teria reportado que o casal foi transferido inicialmente para Guantánamo e depois levado até Nova York, pousando antes das 19h em um heliporto às margens do rio Hudson.
De acordo com o Departamento de Justiça, Maduro deverá responder por acusações de envolvimento com tráfico internacional de drogas e crimes relacionados a armas, com um novo indiciamento incluindo integrantes de sua família e aliados políticos.
Ver o ditador algemado é satisfatório para qualquer amante da liberdade. Mas o processo legal que se seguirá será conduzido pelo mesmo sistema estatal que viola direitos constitucionais de seus próprios cidadãos regularmente. A justiça americana pode ser mais previsível que a venezuelana, mas continua sendo justiça estatal.
“O governo não gasta o dinheiro dele. Gasta o seu.” E os contribuintes americanos agora pagarão pela manutenção de Maduro na prisão, pelos custos do julgamento e pela administração temporária da Venezuela. O Estado sempre encontra formas de socializar seus custos.
O que vem depois da ocupação
A economia venezuelana, já dolarizada na prática pela ação espontânea das pessoas, pode se estabilizar. Se o Banco Central da Venezuela for impedido de imprimir dinheiro, a hiperinflação cessará. Mas se a moeda for o dólar sob controle do Fed, a inflação será americana – melhor que a venezuelana, mas ainda roubo sistemático via desvalorização monetária.
Reconstruir um país destruído pelo socialismo levará muito tempo. Não podemos esquecer que o Estado venezuelano está aparelhado por simpatizantes colocados em posições de poder durante décadas de chavismo. Demitir toda essa estrutura e substituí-la por quem? Por burocratas americanos?
Analistas apontam o interesse estratégico nas reservas de petróleo da Venezuela como fator subjacente à intervenção, com o controle sobre a maior reserva petrolífera do mundo visto como objetivo vital para os interesses energéticos dos Estados Unidos.
A verdadeira libertação não virá de helicópteros Black Hawk. Ela só pode vir quando os indivíduos não precisarem de permissão para comercializar, produzir e viver. Enquanto houver um presidente decidindo quem pode vender petróleo ou comprar pão, a escravidão continua – seja sob o feitor socialista, seja sob o gerente imperialista.
Lições para o resto da América Latina
O intervencionismo militar custa caro – dinheiro dos pagadores de impostos americanos, estabilidade regional e precedentes que podem ser usados contra qualquer um no futuro. O Conselho de Segurança da ONU realizaria reunião de emergência segunda-feira sobre a operação.
A queda de Maduro prova que nenhum regime é eterno. A economia sempre vence a política no final, como mostrou o colapso da União Soviética. O socialismo destruiu a base material que sustentava o ditador. Ele caiu porque o país que sugou não tinha mais sangue para dar.
Os Estados Unidos apenas deram empurrão final em estrutura já apodrecida. Mas isso não significa que a solução veio de fora. A solução real teria vindo do próprio povo venezuelano, armado e organizado para defender sua liberdade. Em vez disso, trocaram dependência de Caracas por dependência de Washington.
“Informação é a melhor defesa contra o Estado.” E a informação mais importante aqui é que salvação não vem de políticos, nem de dentro nem de fora. Ela vem da capacidade humana de resistir, criar e trocar, apesar do Estado e não por causa dele.
O exemplo da Venezuela serve de aviso para toda América Latina. O caminho da servidão começa com promessas de igualdade e termina com mísseis na madrugada. Mas a alternativa não é aceitar outro senhor, mesmo que fale inglês. A alternativa é recusar qualquer senhor.
A celebração deve ser contida. O fim de Maduro é positivo para os venezuelanos escravizados. Menos um tirano no mundo é sempre bom. Mas a ascensão de governo de ocupação não é ideal libertário. A Venezuela precisa de livre mercado, propriedade privada e fim do Banco Central, não de novos burocratas falando inglês.
Que este episódio nos lembre: a verdadeira paz só existe com liberdade e poder nas mãos do povo, com armas nas mãos dos cidadãos e não dos capachos de ditador algum. A liberdade não se importa nem se exporta. Ela se conquista dia após dia, transação voluntária por transação voluntária.
E você, acredita que trocar um ditador por uma ocupação estrangeira representa verdadeiro avanço da liberdade, ou apenas uma mudança de gerência no mesmo sistema opressor?



