dezembro 21, 2025

Ludwig M

Lulinha viajou primeira classe para Lisboa com careca do INSS

Lulinha viajou primeira classe para Lisboa com careca do INSS

Documentos da Polícia Federal revelam que Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, viajou de primeira classe para Lisboa ao lado de Antônio Carlos Camilos Antunes, conhecido como “careca do INSS”. A viagem aconteceu no dia 8 de novembro de 2024, no voo JJ8148, com passagens que custam entre R$ 14 mil e R$ 25 mil cada uma. Segundo o delator Edson Claro, ex-assessor do careca do INSS, foi o empresário quem pagou a viagem do filho do presidente.

O caso ganhou relevância após a CPMI do INSS tentar investigar essas conexões e encontrar resistência sistemática do governo. A “tropa de choque do Planalto”, como definiu o colunista Elio Gaspari, bloqueou todas as tentativas de ouvir Lulinha na comissão. Mais grave: impediram até mesmo o acesso à lista de passageiros do voo para Lisboa.

Essa blindagem excessiva está funcionando ao contrário. Em vez de proteger, expõe exatamente onde estão os pontos sensíveis da investigação. Quando o governo se desespera para esconder algo, geralmente é porque há muito a esconder.

O timing da viagem chama atenção. Meses depois desse passeio a Lisboa, Lulinha se mudou para Madrid, na Espanha. A mudança súbita para a Europa aconteceu exatamente quando as investigações da CPMI começaram a apertar o cerco em torno de suas atividades.

Seis viagens e uma amizade muito conveniente

Lulinha não viajava apenas com o careca do INSS. A Polícia Federal identificou pelo menos seis viagens que ele fez com a empresária e lobista Roberta Luxinger. Todas com reservas feitas sob o mesmo código localizador, indicando que uma única pessoa pagou as passagens de ambos.

Roberta Luxinger não é uma pessoa qualquer no cenário político brasileiro. Ela é herdeira do ex-banqueiro suíço Peter Paul Arnold Luxinga, ex-acionista do Credit Suisse, e foi casada com Protógenes Queiroz. Apresenta-se como “bem relacionada em Brasília”, com muitos contatos no governo Lula. É o exemplo perfeito da elite aristocrática socialista da capital federal.

A conexão entre Roberta e a família presidencial vai além dos negócios. Nas redes sociais, ela se declara “best friend forever” de Renata, esposa de Lulinha. As duas são tão próximas que fizeram tatuagens iguais: a letra R com um coração. Essa intimidade familiar facilitaria qualquer esquema de repasse de valores.

Segundo a investigação, Roberta seria o principal elo entre o careca do INSS e Lulinha. O dinheiro não podia ser depositado diretamente na conta do filho do presidente – isso seria muito óbvio. Então, seguia o caminho das empresas de Roberta, que recebiam por “projetos altamente aleatórios”, como descrevem os investigadores.

Mesada de R$ 300 mil e pagamento de R$ 25 milhões

O delator Edson Claro revelou informações explosivas sobre os valores envolvidos no esquema. Segundo ele, Lulinha recebia uma mesada mensal de R$ 300 mil do careca do INSS. Além disso, houve um pagamento único de R$ 25 milhões para o filho do presidente.

Nas conversas interceptadas entre o careca e Roberta Luxinger, eles mencionam cinco parcelas de R$ 300 mil, totalizando R$ 1,5 milhão. Mas os R$ 25 milhões aparecem como uma quantia separada, independente da “mesada” mensal. Isso sugere que o esquema era bem mais robusto do que se imaginava inicialmente.

A Polícia Federal tem condições de rastrear esses pagamentos. Se foi realmente o careca quem bancou as viagens de Lulinha, ficará registrado nos sistemas das companhias aéreas. Se Roberta intermediou transferências financeiras, aparecerá na quebra do sigilo bancário dela.

O artigo 332 do Código Penal tipifica essa conduta como tráfico de influência. A investigação já concluiu que não havia “relação de subordinação” entre Lulinha e o careca, mas sim uma “atuação societária”. Os dois frequentavam órgãos públicos juntos, citando projetos que seriam implementados no governo federal.

A fuga para Madrid e o desespero governamental

A mudança de Lulinha para Madrid não foi casual. Aconteceu exatamente quando a CPMI do INSS começou a investigar suas conexões com o careca. A decisão de se estabelecer na Espanha soa como uma fuga estratégica para escapar das investigações.

O comportamento do governo confirma essa suspeita. A resistência em permitir que Lulinha depusesse na CPMI foi sistemática e desesperada. Os deputados do PT fizeram de tudo para blindar o filho do presidente, assim como fizeram com o irmão de Lula.

Essa proteção excessiva entrega o problema. Se não houvesse nada a esconder, por que tamanha resistência? Se a viagem a Lisboa fosse inocente, por que impedir o acesso à lista de passageiros? O desespero do governo está expondo exatamente o que deveria proteger.

Lula chegou a declarar que “se tiver filho meu metido nisso, será investigado”. Mas na prática, a Polícia Federal não precisava de autorização do Planalto para investigar. A autorização era necessária apenas na CPMI, onde os próprios aliados do governo bloquearam qualquer avanço.

O luxo da primeira classe pago por terceiros

Voar de primeira classe para a Europa não é privilégio de qualquer cidadão brasileiro. As passagens custam entre R$ 14 mil e R$ 25 mil, com poltronas que reclinam 180 graus e viram camas, serviço personalizado e carta de vinhos com rótulos de até R$ 800.

Para um jovem empresário, mesmo sendo filho do presidente, custear viagens dessa categoria com frequência exigiria uma fonte de renda robusta e constante. As investigações sugerem que essa fonte era exatamente o esquema de tráfico de influência envolvendo o careca do INSS.

Os documentos da PF mostram que Lulinha ocupou a poltrona 6J, enquanto o careca ficou na 3A. Ambos na primeira classe, mas em assentos separados para não chamar atenção. Uma estratégia básica para quem não quer que a proximidade física evidencie a relação de negócios.

A mesma pessoa que pagou a viagem para Lisboa provavelmente bancou outras mordomias. Se o padrão se repetiu ao longo dos meses, estamos falando de centenas de milhares de reais apenas em passagens aéreas premium.

A elite aristocrática socialista em ação

O caso exemplifica perfeitamente como funciona a elite aristocrática socialista brasileira. Roberta Luxinger, herdeira de banqueiro suíço, se movimenta entre o setor privado e o governo com desenvoltura impressionante. Esteve duas vezes na sede do Executivo, obviamente com a ajuda da proximidade com a família presidencial.

Essa classe privilegiada se beneficia diretamente do poder estatal para ampliar seus negócios. Não é mérito empresarial nem competência no mercado. É pura conexão política transformada em vantagem econômica. O cidadão comum paga a conta através dos impostos que financiam os órgãos públicos saqueados.

A intimidade entre Roberta e a esposa de Lulinha facilitava todo o esquema. Tatuagens iguais, declarações de “irmã de alma” e “best friend forever” nas redes sociais criavam o ambiente perfeito para negócios pouco transparentes. Afinal, quem suspeitaria de uma “amizade” tão próxima?

O poder de influência do filho do presidente não vem de capacidade própria ou conhecimento técnico. Vem exclusivamente da possibilidade de “pedir coisa pro pai”. E quando o pai ocupa o cargo mais alto da República, essa influência vale milhões.

Por que isso importa para cada brasileiro

Esse caso não é apenas mais um escândalo político distante da realidade do cidadão comum. Representa algo muito mais grave: a transformação do Estado em instrumento de enriquecimento pessoal de quem está no poder.

O INSS é o órgão responsável pela aposentadoria e benefícios de milhões de brasileiros. Quando seus dirigentes usam a posição para negócios escusos, comprometem exatamente os recursos destinados aos trabalhadores que mais precisam. Cada real desviado é um real a menos para quem contribuiu a vida inteira.

O tráfico de influência distorce completamente as regras do jogo econômico. Enquanto empresários honestos competem em condições normais de mercado, os “amigos do rei” conseguem contratos e facilidades através de conexões políticas. Isso prejudica a concorrência e encarece produtos e serviços para todos.

A blindagem sistemática dessas investigações mostra como o poder público protege seus próprios interesses em detrimento da transparência devida ao povo. O brasileiro paga impostos altíssimos e tem direito de saber como esse dinheiro é usado e quem se beneficia indevidamente dele.

O que vem pela frente

A Polícia Federal tem elementos suficientes para avançar na investigação. Os sigilos bancários quebrados, as listas de passageiros e as conversas interceptadas formam um conjunto probatório robusto. A questão agora é saber se haverá independência suficiente para levar o caso até as últimas consequências.

Lulinha pode ter fugido para a Espanha, mas isso não o coloca fora do alcance da Justiça brasileira indefinidamente. Se comprovado o tráfico de influência, ele poderá responder criminalmente pelos atos praticados em território nacional.

O caso também pode respingar no próprio presidente Lula. Como observam os investigadores, “que poder tem o Lulinha que não é o poder de pedir coisa pro pai dele?”. Se os pedidos realmente aconteceram e resultaram em benefícios irregulares, a responsabilidade sobe na hierarquia.

A pressão pública será fundamental para que as investigações não sejam engavetadas. Quanto mais a sociedade acompanhar e cobrar transparência, menor será a margem para manobras protecionistas do governo.

A elite aristocrática socialista brasileira funciona há décadas sugando recursos públicos através de conexões políticas. Esse caso pode ser a oportunidade de expor definitivamente esse mecanismo e gerar as mudanças institucionais necessárias para coibi-lo.

O brasileiro trabalhador, que sustenta essa festa com seus impostos, merece saber a verdade completa sobre como seu dinheiro foi parar no bolso de quem nunca trabalhou de verdade na vida. A conta sempre chega para quem produz riqueza genuína neste país.

E você, acredita que essas investigações chegarão até o fim ou serão mais uma vez abafadas pelos tentáculos do poder?

Fontes

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