
Lula passou por três fases distintas sobre o envolvimento do filho no escândalo do INSS. Primeiro ficou preocupado quando as notícias surgiram. Depois se mostrou confiante de que nada comprometedor seria encontrado. Na semana passada, voltou a ficar preocupado. O presidente finalmente entendeu o tamanho do buraco em que se meteu.
A informação foi revelada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, baseada em relatos de assessores presidenciais. A mudança no comportamento de Lula reflete a gravidade crescente das investigações que envolvem Lulinha no esquema de corrupção do Instituto Nacional do Seguro Social.
O nervosismo presidencial não é coincidência. Se alguma coisa chega no Lulinha, automaticamente atinge o pai. Diferente dos filhos de outros políticos que construíram carreiras independentes, o primogênito de Lula sempre viveu na sombra paterna, sem fazer nada relevante por conta própria.
A situação atual lembra o episódio dos contratos de software no primeiro governo Lula. Na época, Lulinha era estagiário no zoológico de São Paulo, limpando jaulas de elefantes. Quando o pai virou presidente, ele misteriosamente fechou contratos milionários para desenvolver sistemas para empresas de telefonia.
Do zoológico aos contratos milionários: a evolução do esquema
O caso que ficou conhecido como “Ronaldinho Gaúcho dos negócios” marcou o início das suspeitas sobre o filho de Lula. Questionado sobre como um estagiário de zoológico conseguiu contratos tão vultosos, Lula respondeu que o filho era “o Ronaldinho Gaúcho dos negócios”. A comparação com o jogador foi no mínimo inadequada para descrever um caso claro de tráfico de influência.
Hoje, décadas depois, Lulinha evoluiu do “Ronaldinho Gaúcho dos negócios” para o “Ronaldinho Gaúcho de roubar aposentado”. É exatamente isso que ele tem feito ultimamente através do esquema montado no INSS, segundo as investigações em curso.
A mudança de perfil revela a sofisticação crescente dos esquemas. Se antes o alvo eram empresas de telefonia buscando favores governamentais, agora a vítima é o aposentado brasileiro. O dinheiro continua fluindo para o mesmo círculo, mas as fontes se diversificaram.
As investigações da Polícia Federal mostram que o esquema saiu completamente do controle. Os envolvidos se sentiram tão protegidos que perderam qualquer discrição. Essa falta de cuidado pode ser fatal para o grupo, incluindo o próprio presidente.
STF dividido: Mendonça versus Toffoli na disputa pelo caso
O caso do INSS está nas mãos do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Esta distribuição foi crucial para o desenrolar das investigações. Se tivesse caído com Dias Toffoli, como era a intenção original, provavelmente tudo seria abafado.
Toffoli é conhecido aliado de Lula e certamente encontraria maneiras de proteger o governo. O ministro tem histórico de decisões favoráveis ao ex-presidente e não mediria esforços para ajudar seu “camarada” político.
André Mendonça, por outro lado, não é inimigo declarado de Lula, mas age de forma mais isenta. Essa postura técnica é suficiente para causar enormes problemas ao presidente, já que os crimes são evidentes para qualquer observador imparcial.
O governo tentou controlar também a CPMI do INSS, mas não conseguiu totalmente. Embora tenha maioria para bloquear alguns pedidos, não consegue impedir as investigações da Polícia Federal. É justamente essa frente que está causando o desespero presidencial.
Fim do mandato: quando o poder político não consegue mais proteger
No início do governo, Lula teria força suficiente no STF para abafar qualquer escândalo. A situação mudou drasticamente com o fim do mandato se aproximando. Todos já se preparam para o próximo presidente, sabendo que Lula não tem chances reais de reeleição.
Esta mudança no cenário político tira a proteção que antes blindava a família presidencial. Ministros que antes cediam às pressões do Planalto agora calculam seus movimentos pensando no futuro. Ninguém quer ficar marcado como protetor de esquemas de corrupção.
O presidente começa a ver o fantasma de repetir tudo que viveu durante a Lava Jato. A perspectiva de voltar à prisão assombra não apenas Lula, mas todo seu círculo familiar e político. O padrão se repete porque as práticas nunca mudaram.
A eleição de 2026 pode escapar das mãos de Lula exatamente por causa deste escândalo. A população brasileira não tolera mais os mesmos esquemas de sempre, especialmente quando envolvem roubo de aposentadorias.
O padrão que nunca mudou: Estado grande, amigos ricos
Lula mantém exatamente a mesma mentalidade de décadas atrás. Acredita que um Estado gigantesco resolverá todos os problemas sociais, quando na verdade apenas enriquece quem está no aparelho estatal. O discurso em favor dos pobres mascara um projeto de poder que beneficia exclusivamente o círculo próximo.
Os “amiguinhos” do presidente nunca foram pobres de verdade. Sindicalistas ganham bem, muito acima da média salarial brasileira. O metalúrgico que opera torno nas indústrias do ABC sempre teve remuneração digna. Quem é pobre de verdade pertence a outro patamar social, completamente ignorado pelo governo.
Esta confusão conceitual não é acidental. Lula chama de “pobres” pessoas de classe média que ganham salários razoáveis, enquanto ignora os verdadeiramente necessitados. Assim justifica políticas que favorecem aliados políticos em nome de uma suposta justiça social.
O resultado é sempre o mesmo: Estado grande roubando da sociedade para sustentar uma elite política parasitária. A Petrobras da era Lula exemplifica perfeitamente este modelo, com diretorias ocupadas por indicados políticos que saquearam a empresa sistematicamente.
Roberta Luxinga: a peça que pode derrubar o castelo
A prisão de Roberta Luxinga marcou o momento exato em que Lula voltou a ficar preocupado. Ela conhece detalhes suficientes para comprometer todo o esquema, incluindo a participação direta do filho presidencial. Provavelmente já conversou com autoridades e revelou informações comprometedoras.
No começo, o governo achava que conseguiria abafar o escândalo do INSS. A estratégia incluía controlar a CPMI e direcionar as investigações para ministros amigáveis no STF. A realidade se mostrou bem diferente dos planos iniciais.
A Polícia Federal não pode ser controlada da mesma forma que uma comissão parlamentar. Os investigadores seguem as evidências independentemente das pressões políticas. Esta autonomia está sendo fatal para os esquemas presidenciais.
O desespero atual de Lula contrasta com a confiança demonstrada meses atrás. A mudança de humor reflete a percepção de que desta vez não haverá como escapar das consequências. As evidências são robustas demais para serem ignoradas.
O fim inevitável: quando a corrupção alcança o corrupto
Todo mundo sabe que Lula é corrupto. Esta não é opinião, mas constatação baseada em décadas de evidências. Basta alguém isento analisando os fatos para que toda a verdade venha à tona. É exatamente isso que está acontecendo agora.
O padrão se repete porque Lula nunca mudou. Continua acreditando que pode usar o Estado como instrumento pessoal de poder e enriquecimento. A diferença é que agora não tem mais a proteção política necessária para sustentar os esquemas.
A eleição de 2026 pode escapar completamente de suas mãos por causa deste escândalo. Nenhum eleitor honesto aceita votar em quem rouba aposentadorias. O timing não poderia ser pior para as pretensões reeleitorais presidenciais.
“Um Estado grande só resolve o problema de quem está no Estado”. Esta frase resume perfeitamente a tragédia brasileira dos últimos anos. Enquanto a sociedade trabalha e produz, uma elite política parasitária se apropria dos recursos através de esquemas cada vez mais sofisticados.
O caso do INSS representa apenas a ponta do iceberg. Quantos outros esquemas similares operam silenciosamente em outros órgãos governamentais? A resposta assusta qualquer brasileiro consciente da realidade nacional.
Lula pode estar vivendo seus últimos meses de liberdade. O filho que sempre protegeu pode ser justamente quem o leva de volta à prisão. A ironia é cruel, mas perfeitamente justa diante dos crimes cometidos contra aposentados brasileiros.
Resta saber se a Justiça terá coragem de ir até o fim desta vez. O país não aguenta mais cycles intermináveis de corrupção seguidos de impunidade. Chegou a hora de pagar a conta.
Que lições você tira desta situação? O sistema político brasileiro tem solução?


