dezembro 29, 2025

Ludwig M

Lula despenca nas pesquisas: 50,9% de rejeição em dezembro

Lula despenca nas pesquisas: 50,9% de rejeição em dezembro

A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua em queda livre. Pesquisa do Paraná Pesquisas divulgada em dezembro de 2025 mostra que 50,9% dos brasileiros desaprovam o governo, enquanto apenas 45,6% aprovam a gestão. Os números representam mais uma baixa na popularidade presidencial e derrubam a narrativa de “recuperação” que alguns tentavam construir.

Nota editorial: Este conteúdo tem caráter analítico e opinativo, baseado em debates públicos e fontes abertas. Não afirma como fatos comprovados condutas ilegais ou ilícitas. Seu objetivo é promover reflexão crítica sobre temas de interesse público.

O “Efeito Canadá” que Não Durou

A estratégia de confrontar Donald Trump rendeu a Lula um breve alívio nas pesquisas. Em agosto de 2023, o índice de aprovação chegou a 54,3%, o ponto mais alto registrado pelo instituto. A partir daí, a aprovação recuou de forma gradual, atingindo o menor nível em abril de 2025, quando caiu para 39,2%. O que analistas chamaram de “efeito Canadá” foi uma tentativa desesperada de recuperar terreno político.

Mas a recuperação foi artificial e temporária. Os dados indicam estabilidade em relação à pesquisa anterior, realizada em novembro, quando a desaprovação também era de 50,9% e a aprovação somava 45,9%. O resultado representa uma oscilação negativa de 0,3 ponto percentual na avaliação positiva do governo. Ou seja, Lula não só não conseguiu sustentar a melhora como voltou a cair.

A diferença em relação ao que aconteceu no Canadá é timing. Lá, o primeiro-ministro Justin Trudeau conseguiu surfar na onda anti-Trump bem próximo às eleições. Lula tentou a mesma estratégia muito cedo. O resultado é previsível: subida artificial seguida de queda natural.

Para defensores do livre mercado, essa manobra mostra como políticos tentam criar narrativas para mascarar o fracasso de suas políticas internas. Em vez de resolver os problemas econômicos do Brasil, Lula preferiu criar um inimigo externo.

Quem São os Apoiadores de Lula

Os dados demográficos da pesquisa revelam um padrão interessante sobre a base eleitoral petista. Entre homens a aprovação soma 41,4%, enquanto 54,8% desaprovam. Já entre as mulheres o índice de aprovação chega a 49,3%, frente a 47,4% de desaprovação. A diferença de gênero é significativa e mostra que homens rejeitam mais intensamente as políticas de Lula.

Por faixa etária, os percentuais de aprovação registrados foram: 47,7% (16 a 24 anos), 41,9% (25 a 34), 41,2% (35 a 44), 46,7% (45 a 59) e 50,1% (60 anos ou mais). Os jovens adultos entre 25 e 44 anos – justamente a faixa economicamente mais ativa – são os que mais rejeitam o governo. Coincidência? Dificilmente.

Essa é a geração que trabalha, produz, paga impostos e sustenta o sistema. É natural que sejam mais críticos a um governo que aumenta a carga tributária e expande o tamanho do Estado. Enquanto isso, jovens sem experiência no mercado de trabalho e idosos dependentes de benefícios tendem a apoiar mais as políticas assistencialistas.

A aprovação regional também é reveladora. Regionalmente, a aprovação indicada foi de 42,7% no Norte + Centro-Oeste, 58% no Nordeste, 41,6% no Sudeste e 36,6% no Sul. O Nordeste continua sendo o reduto petista, mas mesmo lá o apoio não é absoluto. No Sul, região mais próspera e industrializada, a rejeição é massiva.

A Questão Religiosa Como Termômetro Político

Um dado especialmente interessante da pesquisa é a relação entre frequência religiosa e aprovação do governo. Segundo analistas, pessoas que participam regularmente de celebrações religiosas tendem a desaprovar mais o governo Lula. O contrário acontece com quem não frequenta igrejas ou missas.

Isso não é coincidência. Comunidades religiosas ativas costumam valorizar trabalho, família e responsabilidade individual. São princípios que colidem frontalmente com a mentalidade estatista que prega dependência do governo para tudo. Quando o Estado se torna o provedor universal, ele compete diretamente com valores tradicionais.

A experiência internacional mostra que governos de esquerda tendem a ver as instituições religiosas como ameaças ao seu poder. Na Nicarágua, Daniel Ortega fechou igrejas e perseguiu líderes religiosos. Na Venezuela, Maduro faz o mesmo. Não seria surpresa se táticas similares fossem consideradas aqui.

Para defensores da liberdade religiosa, esses dados servem de alerta. Quando um governo perde o apoio das comunidades de fé, a tendência é reagir com autoritarismo em vez de mudanças de rumo. A história não mente.

Os Números Reais da Avaliação

Na avaliação qualitativa da administração federal, 12,9% classificam o governo como ótimo e 19,8% como bom. Já 34,8% consideram a gestão péssima e 8,0% a avaliam como ruim. Somando as avaliações negativas, chegamos a 42,8% que consideram o governo ruim ou péssimo. Outros 23,1% classificam como regular – um eufemismo para “não está bom, mas poderia ser pior”.

Esses números são devastadores para qualquer gestor público. Quando mais de 40% da população considera sua administração péssima ou ruim, não há como fingir que está tudo bem. Não é questão de polarização ou campanha antecipada. É avaliação concreta de resultados.

A diferença entre aprovação geral (45,6%) e avaliação positiva (32,7% que consideram ótimo ou bom) mostra algo interessante. Há um grupo que “aprova” Lula por outros motivos que não o desempenho administrativo. Pode ser lealdade partidária, rejeição à oposição ou simplesmente inércia política.

Para o cidadão comum, isso significa que mesmo quem ainda mantém algum apoio ao presidente reconhece que a coisa não vai bem. É um apoio condicionado e frágil, que pode desmoronar rapidamente diante de uma crise maior.

O Impacto da Crise do PIX

A queda mais dramática na popularidade de Lula aconteceu no início de 2025, quando o governo tentou implementar maior controle sobre transações via PIX. A medida foi apresentada como combate à sonegação, mas na prática significava maior espionagem sobre a vida financeira dos brasileiros.

O episódio ilustra perfeitamente como o Estado moderno funciona. Primeiro, cria-se um problema com excesso de impostos e burocracias que incentivam a informalidade. Depois, usa-se esse problema como justificativa para mais controle e vigilância. É o ciclo perfeito do crescimento estatal.

A reação da população foi imediata e furiosa. Brasileiros perceberam que o governo queria transformar cada transação em potencial motivo para investigação da Receita Federal. A privacidade financeira, já limitada, seria praticamente eliminada. A pressão popular forçou o recuo, mas o estrago na imagem presidencial foi feito.

Esse episódio mostra como a população ainda tem reflexos de defesa contra o autoritarismo fiscal. Quando tocam diretamente no bolso e na privacidade das pessoas, a reação é forte. O problema é que muitas outras medidas igualmente prejudiciais passam despercebidas por serem mais sutis.

Perspectivas Para 2026

Com esses índices de desaprovação, as perspectivas eleitorais de Lula para 2026 ficam comprometidas. Os números indicam que, apesar de uma leve recuperação recente, o governo Lula ainda enfrenta um cenário de desaprovação majoritária, com avaliações que variam conforme o perfil do eleitorado. A tendência é de piora, não melhora.

O ano de 2026 promete ser economicamente difícil. Os gastos eleitoreiros de 2025 vão gerar pressão inflacionária. O Congresso, vendo a fraqueza presidencial, tende a ser menos cooperativo. O cenário internacional também não favorece, com possível retorno de Trump aos Estados Unidos.

Para opositores do governo, os dados são animadores. Mostram que existe espaço político real para alternativas. Mas também servem de alerta: não basta criticar, é preciso apresentar propostas concretas de mudança que convençam os eleitores.

A polarização política brasileira pode fazer com que mesmo um presidente com alta rejeição consiga se reeleger, se a oposição não conseguir se organizar. O fundamental é apresentar uma alternativa clara e viável ao modelo estatista que tem fracassado sistematicamente.

O Que Esses Números Significam Para Você

Para além da política, esses dados de aprovação refletem o humor nacional sobre a economia e as perspectivas futuras. Um governo com alta rejeição tende a tomar decisões mais populistas e menos técnicas, o que pode prejudicar ainda mais a situação econômica.

Investidores atentos sabem que instabilidade política gera incerteza econômica. Empresários ficam mais cautelosos com novos projetos. Trabalhadores sentem a pressão do desemprego e da informalidade. É um círculo vicioso onde todos perdem, exceto quem vive do orçamento público.

A boa notícia é que a democracia ainda funciona como termômetro social. Quando as políticas não dão resultado, isso se reflete nas pesquisas. O problema é quando governos decidem atacar o termômetro em vez de tratar a febre.

Para cidadãos conscientes, o momento é de vigilância e participação. Não basta reclamar dos resultados, é preciso se engajar no processo político e buscar alternativas viáveis. A liberdade não se defende sozinha.

A queda na popularidade presidencial é sintoma, não a doença. A doença é um Estado inchado, ineficiente e cada vez mais intrusivo na vida das pessoas. Enquanto não atacarmos essa raiz do problema, vamos continuar alternando entre governos ruins e péssimos.

Diante desse cenário de crescente desaprovação popular e das perspectivas econômicas incertas para 2026, resta uma pergunta fundamental: o país está preparado para as mudanças estruturais que realmente precisa, ou vamos continuar no ciclo vicioso de trocar seis por meia dúzia?

Fontes

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