dezembro 7, 2025

Ludwig M

Governo Lula quer cobrar INSS de entregadores de aplicativo

Governo Lula quer cobrar INSS de entregadores de aplicativo

Por que as empresas não são vilãs

O discurso comum é que iFood, Uber e 99 exploram os trabalhadores. Que ganham muito cobrando pouco do cliente e pagando menos ainda para quem entrega. Essa narrativa ignora a realidade econômica básica.

Manter uma plataforma digital custa caro. Servidores, manutenção, desenvolvimento, suporte ao cliente. A própria prefeitura do Rio tentou criar um aplicativo de transporte. Resultado: não funciona nem no iPhone.

A Uber trabalhou com prejuízo durante anos. Preferiu ganhar mercado a ter lucro imediato. Por quê? Porque atrair investimento era mais importante que rentabilidade no curto prazo.

As empresas cobram o que cobram porque esse é o valor que maximiza o volume total de negócios. Se cobrarem menos, perdem dinheiro. Se cobrarem mais, têm menos pedidos. É matemática simples que qualquer entregador experiente entende na prática.

A realidade crua do mercado de entregas

Um sindicalista de Juiz de Fora reclama que a maior empresa paga R$ 3,30 por entrega quando “deveria” ser R$ 10. A lógica dele: o trabalhador precisa pagar moradia digna, educação e não sei mais o quê.

Essa mentalidade ignora como funciona o mercado. Se o preço por entrega subir para R$ 10, o número de pedidos vai despencar. Muito menos gente vai pedir comida ou outros produtos. No final, o entregador ganha menos.

A empresa paga R$ 3,30 porque descobriu que esse é o valor ótimo. Maximiza o volume total de entregas e a receita dos trabalhadores. É a lei da oferta e procura funcionando. Quem tenta desafiar essa lei sempre se dá mal.

O trabalhador de aplicativo entende isso na prática. Ele sabe que se cobrar muito caro, fica sem pedidos. Se aceitar qualquer coisa, não vale o combustível. Encontra o equilíbrio sozinho, sem precisar de burocrata para explicar.

O governo quer menos concorrência e mais arrecadação

Por que o governo está de olho nos aplicativos? Simples: perdeu arrecadação. A CLT é uma máquina de impostos disfarçados. Cada empregado formal gera uma montanha de tributos para o Estado.

Os aplicativos pagam impostos, mas não tanto quanto o governo gostaria. E pior: os trabalhadores descobriram que podem ganhar mais sem carteira assinada. Isso é um problema para quem vive da burocracia trabalhista.

A Justiça do Trabalho inteira é um exército de funcionários públicos que vive da ignorância do trabalhador brasileiro. Eles precisam que o trabalhador acredite que precisa de proteção. Os aplicativos provaram que essa proteção é desnecessária.

Quando Boulos fala em “direitos previdenciários”, está falando em transferir 11% da renda dos entregadores para o governo. É dinheiro que sai do bolso de quem trabalha e vai para quem parasita o sistema.

A liberdade que incomoda

O grande “crime” dos aplicativos é dar liberdade ao trabalhador. Você escolhe quando trabalhar, quanto trabalhar e onde trabalhar. Quer folgar hoje? Pode. Quer trabalhar 12 horas e folgar amanhã? Também pode.

Essa flexibilidade tem valor real. É a diferença entre ser dono do seu tempo e ser escravo de um patrão e de um governo que regulamenta cada minuto da sua jornada.

O governo, “na ânsia de proteger o trabalhador”, impede qualquer arranjo que não seja a jornada de 8 horas engessada. Proíbe acordos que beneficiariam ambas as partes. Tudo em nome da proteção.

Mas proteção de quê? No dia que não interessar mais ao patrão, ele demite. CLT ou PJ, tanto faz. A diferença é que o PJ negocia seu preço livremente. O CLT aceita o que o governo deixa.

O que acontece quando o governo “resolve” problemas

Os entregadores que apoiam a proposta de Boulos vão descobrir a realidade na prática. Sempre que o governo promete ajudar o trabalhador, quem paga a conta é o próprio trabalhador.

A remuneração mínima vai reduzir o valor das entregas produtivas. Os “direitos previdenciários” vão sugar 11% da renda. A regulamentação vai burocratizar um sistema que funciona justamente por ser simples.

O custo de qualquer “benefício” vai sair de algum lugar. Se aumentar o preço final, o cliente compra menos. Se tirar da margem da empresa, ela repassa para o trabalhador. Se tirar do trabalhador… bom, aí nem precisa repassar.

É sempre a mesma história. O governo cria um problema, oferece uma solução que piora tudo e ainda cobra por isso. No final, o trabalhador fica pior e ainda tem que agradecer pela “proteção”.

A pergunta que fica é: os entregadores vão cair nessa conversa? Ou vão defender a liberdade que conquistaram longe da burocracia estatal?

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