
O presidente Lula está enfrentando uma dura realidade: França e Itália travaram o acordo entre União Europeia e Mercosul que ele tanto queria assinar ainda em dezembro de 2025. A pressa não era por amor ao Brasil. Era pura estratégia eleitoral para as eleições de 2026.
O Brasil é presidente rotativo do Mercosul apenas até 31 de dezembro de 2025. Depois disso, Santiago Peña, do Paraguai, assume a presidência do bloco. Lula queria aparecer como o grande articulador do acordo histórico, usando isso como trunfo na campanha do ano que vem.
Tanto que o presidente chegou a adiar a reunião do Mercosul, originalmente marcada para o início de dezembro, para o final do mês. A esperança era fechar tudo a tempo de ele assinar como presidente do bloco. O PT até publicou um meme celebrando o “casamento” entre Mercosul e Europa, mas deletou depois que a França travou tudo.
Agora o tiro saiu pela culatra. A estratégia de forçar a barra para assinar “na marra” irritou os europeus. E o acordo que seria benéfico para o Brasil ficou mais distante.
A França não quer assinar: agricultores europeus em pânico
O primeiro-ministro francês Sebastian Lecornu foi direto: a França considera o acordo “inaceitável” nos moldes atuais. Segundo a Opera Mundi, os franceses pediram adiamento da votação para “obter proteções legítimas que nossa agricultura europeia precisa”.
A verdade é simples: os agricultores franceses têm medo da concorrência brasileira. Comida no Brasil é mais barata de produzir. Terras maiores, menos burocracia, custos menores. Na livre concorrência, o agronegócio brasileiro ganha fácil.
Por isso a resistência. Os agricultores europeus conseguem vender caro porque estão protegidos por barreiras comerciais. Com o acordo, essa proteção desaparece. Vão ter que competir de verdade.
O resultado? Comida mais barata para o consumidor europeu. Inflação menor. Mais dinheiro no bolso de quem trabalha. Mas menos lucro garantido para quem está acostumado com mercado protegido.
Itália também freia: “prematuro assinar agora”
A Itália seguiu o mesmo caminho da França. Segundo o Estadão, o governo italiano considera “prematuro” assinar o acordo nos próximos dias. A expectativa agora é que tudo fique para 2026.
Coincidência? Não existe. Os países europeus perceberam que Lula está desesperado para assinar. Quando alguém está desesperado numa negociação, perde poder de barganha.
Os italianos sabem que podem conseguir condições melhores se esperarem. Lula estava disposto a aceitar qualquer coisa para ter seu momento de glória. Essa pressa prejudica o Brasil nas negociações.
A Itália sugere assinatura no início de 2026. Ou seja: depois das eleições brasileiras. Quando não serve mais para Lula politicamente.
O acordo seria bom para o Brasil: menos impostos, mais competição
Apesar da politicagem, o acordo UE-Mercosul seria positivo para o país. Menos barreiras comerciais significa menos custos. E menos custos chegam no bolso do consumidor.
Os agricultores brasileiros ganhariam mercado na Europa. Produtos mais competitivos, vendas maiores, economia aquecida. O agronegócio nacional é forte e não precisa de proteção para competir.
Para o consumidor brasileiro, máquinas e equipamentos europeus chegariam mais baratos. Menos imposto de importação significa preços menores. Tecnologia europeia no Brasil por valores acessíveis.
Os únicos prejudicados seriam alguns industriais brasileiros que hoje vendem caro porque têm mercado protegido. Igual aos agricultores franceses: acostumados com pouca concorrência.
A hipocrisia da esquerda: sabotaram Bolsonaro, agora choram
A ironia dessa história é brutal. O acordo estava praticamente fechado em 2019, no governo Bolsonaro. Tudo certo para assinar. Aí veio a campanha orquestrada da esquerda mundial.
“Amazônia pegando fogo”, gritavam. Leonardo DiCaprio, Greta Thunberg, ativistas do mundo todo. Tudo para impedir que Bolsonaro tivesse uma vitória política. O Brasil foi queimado internacionalmente para prejudicar um presidente.
A mídia brasileira entrou na dança. Matéria atrás de matéria sobre desmatamento. Pressão internacional aumentando. O acordo travou por pura perseguição política.
Agora que querem assinar com Lula, não conseguem mais. A água foi envenenada pela própria esquerda. Os europeus continuam desconfiados, e o Brasil paga a conta dessa sabotagem.
Lula usa até a Enel como desculpa: sempre culpa dos outros
Vendo que o acordo não vai sair, Lula já procura culpados. Agora a narrativa é que a Itália pode barrar tudo por causa do fim do contrato da Enel em São Paulo. Conveniente, não?
Segundo a Veja, o governo tenta ligar o problema da empresa italiana em São Paulo com o acordo comercial. Ricardo Nunes e Tarcísio de Freitas viraram os vilões da história.
Mentira descarada. A França já havia travado o acordo antes do problema da Enel. A resistência européia vem de meses. Mas para Lula, a culpa nunca é dele.
É o padrão petista: sabotam o país para prejudicar adversários, depois culpam outros pelos próprios erros. O Brasil que se dane, desde que a narrativa seja preservada.
Brasil volta a ser presidente do Mercosul só em 2027
A matemática é cruel para Lula. Depois do Brasil, vem Paraguai (Santiago Peña), depois Uruguai. O Brasil só volta a presidir o bloco em 2027. Tarde demais para as eleições de 2026.
Por isso o desespero presidencial. Era agora ou nunca para usar o acordo como palanque eleitoral. A estratégia falhou porque foi transparente demais.
Os europeus não são ingênuos. Perceberam que estavam sendo usados numa jogada eleitoreira brasileira. Reagiram com frieza diplomática e adiamento das negociações.
O Brasil continua precisando do acordo. Mas agora vai ter que esperar, negociar sem pressa e aceitar que comércio não é cabo eleitoral.
No fim das contas, a lição é clara: quando o Estado coloca interesses políticos acima dos interesses nacionais, quem perde é sempre o cidadão. O livre comércio beneficia o povo, não políticos. Mas para nossa classe política, o poder sempre vem primeiro.
Agora resta torcer para que o acordo seja fechado em 2026, longe do circo eleitoral. Menos impostos e mais liberdade comercial são sempre bem-vindos, independente de quem esteja no Planalto. E você, acredita que esse acordo ainda tem chance de sair?


