dezembro 24, 2025

Ludwig M

Foguete sul-coreano explode em Alcântara: Brasil paga caro

Foguete sul-coreano explode em Alcântara: Brasil paga caro

Um foguete comercial sul-coreano explodiu após decolar da base de Alcântara, no Maranhão, em dezembro de 2025. A falha técnica expôs uma estratégia política embaraçosa: o governo brasileiro estava preparado para tomar crédito de um sucesso que não era seu.

A CNN transmitiu o lançamento ao vivo, exibindo a bandeira do Brasil e símbolos da FAB. Mas a única coisa brasileira no projeto foi o aluguel da base espacial para a empresa sul-coreana. Zero peças brasileiras, zero tecnologia nacional, zero participação no desenvolvimento.

O foguete decolou normalmente da base de Alcântara, que fica do outro lado da baía de São Marcos, em frente a São Luís. Moradores da Praia do Calhau, na capital maranhense, filmaram o momento da explosão. As imagens mostram o foguete subindo e depois desaparecendo numa explosão controlada.

O Brasil tem uma das melhores bases de lançamento do mundo devido à proximidade com a linha do Equador. Quanto mais próximo do Equador, mais eficiente é o lançamento de foguetes. Mas essa vantagem geográfica não compensa décadas de incompetência estatal na área espacial.

A farsa da participação brasileira no projeto espacial

O governo Lula estava claramente preparado para capitalizar politicamente sobre um eventual sucesso do lançamento. As transmissões oficiais destacavam símbolos brasileiros, criando a impressão de que se tratava de uma conquista nacional.

A estratégia era óbvia: se o foguete chegasse ao espaço, o governo bradaria que o Brasil havia colocado um satélite em órbita. Lula poderia dizer que, ao contrário de suas críticas ao Elon Musk e à Starlink, o país tinha capacidade espacial própria.

A realidade é bem diferente. A empresa sul-coreana apenas alugou as instalações de Alcântara. Provavelmente por um preço baixo ou até simbólico, já que o governo brasileiro tinha interesse político no marketing da operação.

Você, contribuinte, pagou por essa encenação. O dinheiro público financiou a montagem de um espetáculo para promover um governo que não tem absolutamente nada a ver com a tecnologia envolvida.

Enquanto isso, o Brasil continua tentando criar alternativas nacionais à Starlink, mesmo sendo incapaz de desenvolver tecnologia espacial básica. É como querer construir um arranha-céu sem saber fazer tijolos.

Base de Alcântara: potencial desperdiçado há décadas

A base de lançamento de Alcântara é realmente excepcional do ponto de vista técnico. Sua localização a apenas 2,3 graus da linha do Equador oferece economia significativa de combustível para colocar satélites em órbita.

Essa vantagem geográfica deveria ter transformado o Brasil numa potência espacial regional décadas atrás. Em vez disso, o país acumula fracassos em projetos espaciais desde os anos 1980, com bilhões de reais desperdiçados.

O programa espacial brasileiro já teve explosões fatais, atrasos constantes e orçamentos que evaporam sem resultados práticos. Agora a estratégia é alugar a base para estrangeiros e fingir que os sucessos são nossos.

Empresas privadas sul-coreanas conseguem desenvolver foguetes funcionais enquanto o Brasil, com décadas de tentativas estatais, não sai do lugar. A diferença não é capacidade técnica ou recursos financeiros. É a diferença entre eficiência privada e incompetência estatal.

A base de Alcântara poderia ser um hub comercial internacional de lançamentos espaciais, gerando receita e empregos qualificados. Em vez disso, vira palco de encenações políticas baratas.

O azar do Lula ou a lógica do Estado brasileiro?

A explosão do foguete sul-coreano impediu que o governo Lula colhesse créditos imerecidos. Alguns podem chamar de azar, mas na verdade foi um alívio para quem preza pela honestidade intelectual.

Se o lançamento tivesse sido bem-sucedido, veríamos uma campanha massiva de propaganda governamental. Lula e seus aliados, incluindo o governador Flávio Dino no Maranhão, já estariam vendendo a narrativa de que colocaram o Brasil no espaço.

A mídia alinhada ao governo reproduziria acriticamente a versão oficial. Manchetes sobre “conquista espacial brasileira” e “marco histórico” dominariam os noticiários por semanas.

Essa tentativa de apropriação indevita revela o modus operandi do Estado brasileiro: tomar crédito pelos sucessos alheios enquanto socializa os prejuízos dos próprios fracassos.

A falha técnica do foguete, ironicamente, poupou o país de mais uma farsa institucional. Melhor uma verdade dolorosa que uma mentira reconfortante.

Por que foguetes explodem e o que isso ensina

Vídeos gravados da Praia do Calhau mostram que o foguete já apresentava problemas durante a subida. O brilho excessivo ao redor da estrutura indicava possível vazamento de combustível desde o início do voo.

A exploração espacial é realmente complexa e falhas são esperadas. Até mesmo Elon Musk teve vários foguetes da SpaceX que falharam antes dos sucessos atuais. A diferença está na abordagem: aprender com os erros e iterar rapidamente.

No caso do foguete sul-coreano, a equipe técnica decidiu acionar a autodestruição quando detectou problemas. Esse é o protocolo padrão para evitar que destroços causem danos no solo ou ferimentos em pessoas.

A explosão controlada, vista pelos moradores de São Luís, foi na verdade uma medida de segurança responsável. Mostra que a empresa sul-coreana seguiu procedimentos técnicos adequados, mesmo diante do fracasso.

O contraste é gritante: enquanto empresas privadas assumem riscos calculados e aprendem com falhas, o Estado brasileiro desperdiça recursos em projetos que nunca saem do papel ou explodem por incompetência.

Starlink vs. alternativas brasileiras: a ilusão da soberania

O episódio do foguete explosivo expõe a contradição da política espacial brasileira. Lula critica a Starlink de Elon Musk e promete alternativas nacionais, mas o país não consegue nem colocar um satélite no espaço.

Não existe outra empresa no mundo com uma rede de satélites comparável à Starlink. São milhares de satélites oferecendo internet de alta velocidade para áreas remotas. A rede brasileira mais próxima disso são as antenas parabólicas dos anos 1990.

A promessa de criar um “Starlink brasileiro” beira o ridículo diante da incapacidade técnica demonstrada pelo país. É como um time de várzea desafiar o Real Madrid para uma final de Champions League.

Enquanto isso, brasileiros em regiões isoladas da Amazônia poderiam se beneficiar da tecnologia da Starlink hoje, não em décadas quando talvez o governo consiga algo similar.

A verdadeira soberania nacional vem da capacidade de escolher as melhores soluções disponíveis, não de reinventar a roda por orgulho político mal resolvido.

O contribuinte paga a conta da encenação

Por trás da bandeirinha brasileira pintada no foguete sul-coreano está o dinheiro do contribuinte. Alguém pagou pelo aluguel da base, pela infraestrutura, pela logística e pela propaganda do evento.

Recursos que poderiam financiar hospitais, escolas ou infraestrutura básica foram destinados a uma encenação política. O objetivo não era desenvolver tecnologia nacional, mas criar uma narrativa de sucesso para o governo.

Essa é a lógica perversa do Estado brasileiro: privatizar os sucessos e socializar os fracassos. Quando algo dá certo, o governo toma o crédito. Quando falha, a conta fica para o povo.

O contribuinte financia décadas de fracassos espaciais brasileiros e ainda paga para fingir que os sucessos alheios são nossos. É uma dupla exploração: primeiro pela incompetência, depois pela desonestidade.

Enquanto empresas privadas sul-coreanas investem recursos próprios em pesquisa e desenvolvimento, assumindo os riscos, o Estado brasileiro quer apenas surfar na onda dos resultados.

Lições de um foguete que não voou

A explosão do foguete em Alcântara oferece lições valiosas sobre eficiência, honestidade e o papel do Estado na economia. Primeiro, mostra que a iniciativa privada assume riscos reais com recursos próprios.

Segundo, expõe a tentativa constante do Estado de se apropriar indevidamente de sucessos alheios. A máquina de propaganda estava pronta para funcionar, só faltou o sucesso para promover.

Terceiro, revela como recursos públicos são desperdiçados em projetos de marketing político disfarçados de desenvolvimento tecnológico. O contribuinte paga, mas não recebe os benefícios prometidos.

Por fim, demonstra que décadas de tentativas estatais de desenvolvimento espacial resultaram em fracasso completo. O Brasil continua dependendo de tecnologia estrangeira até para usar sua própria base de lançamento.

A base de Alcântara deveria ser um exemplo de como o Brasil pode se inserir na economia espacial global. Em vez disso, virou cenário de encenações políticas baratas e oportunidades perdidas.

Diante de mais esse episódio de incompetência estatal disfarçada de conquista nacional, uma pergunta se impõe: até quando o contribuinte brasileiro vai financiar esse teatro de ilusões espaciais?

Fontes

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