dezembro 20, 2025

Ludwig M

Faria Lima se rende: mercado vai apoiar Flávio Bolsonaro

Faria Lima se rende: mercado vai apoiar Flávio Bolsonaro

O mercado financeiro brasileiro está resignado. Depois de apostar suas fichas no retorno do PSDB através de uma manobra que envolvia eleger Lula para derrubar Bolsonaro, a Faria Lima se vê forçada a aceitar o óbvio: Flávio Bolsonaro será o candidato da direita em 2026. E terá o apoio do mercado, mesmo contrariado.

A estratégia fracassou de forma estrondosa. Henrique Meirelles, Armínio Fraga e outros gestores famosos avalizaram Lula na expectativa de que o PSDB ressuscitasse das cinzas. Resultado: criaram um monstro que está devorando a economia brasileira enquanto o PSDB continua irrelevante.

Segundo análise publicada na Gazeta do Povo, o mercado não reagiu bem ao anúncio de Flávio Bolsonaro como pré-candidato. A bolsa caiu e o dólar subiu. Mas não por rejeição ao filho do ex-presidente. A preocupação é com sua capacidade competitiva contra Lula, já que Tarcísio de Freitas teria maior chance de vitória devido à menor rejeição.

O plano que virou pesadelo para a Faria Lima

Para entender o movimento atual, é preciso revisitar a estratégia suicida da elite financeira paulista. Em 2018, quando Bolsonaro ganhou, o mercado não ficou satisfeito. Esperavam que o PSDB conseguisse tirá-lo do poder rapidamente.

As tentativas começaram já em 2019. A Rede Globo fabricou o escândalo do porteiro do condomínio de Bolsonaro, tentando conectá-lo aos assassinos da vereadora Marielle Franco. Uma acusação sem pé nem cabeça que foi completamente desmentida.

Com a pandemia, figuras como João Dória ficaram confiantes. Era a oportunidade perfeita para derrubar Bolsonaro e abrir caminho para o retorno tucano. Quando isso também falhou, restou a cartada final: ressuscitar Lula.

A lógica era simples e burra. Primeiro, Lula derrotaria Bolsonaro. Depois, o povo ficaria decepcionado com o petista e migraria naturalmente para o PSDB. O plano ignorou completamente a capacidade do brasileiro de pensar por conta própria.

Por que investidores preferem Paulo Guedes a Haddad

A realidade pragmática se impõe sobre as preferências ideológicas. Investidores e analistas sabem que Paulo Guedes, mesmo com suas limitações, é infinitamente superior a Fernando Haddad na condução da economia.

Flávio Bolsonaro demonstra inteligência política ao buscar essa aproximação. Ele se reuniu com Paulo Guedes, que se recusou a voltar como ministro da Economia, mas pode contribuir de outras formas importantes.

O ex-ministro foi atacado por questões absurdas durante o governo Bolsonaro. Como pessoa inteligente, decidiu não se submeter novamente ao circo político. Mas isso não impede que ajude indicando nomes competentes para a equipe econômica.

Uma indicação de Paulo Guedes carrega peso significativo na Faria Lima. Mesmo não sendo ele próprio o ministro, sua chancela melhora substancialmente as credenciais de Flávio Bolsonaro junto ao mercado financeiro.

São Paulo decidiu a eleição de 2022, não o Nordeste

Um mito precisa ser desfeito: o Nordeste não foi responsável pela derrota de Bolsonaro em 2022. Os números mostram exatamente o contrário. Bolsonaro teve mais votos na região nordestina em 2022 do que em 2018.

Quem derrotou Bolsonaro foi São Paulo, com participação menor do Rio de Janeiro e Brasília. A elite paulista, embalada pela nostalgia do PSDB, acreditou na farsa de que eleger Lula ressuscitaria o tucanato.

Essa isentosfera de São Paulo se tornou idiota útil do projeto de poder petista. Legitimaram Lula na expectativa de que ele seria moderado, como no primeiro mandato. Ledo engano.

Lula entrou com as quatro patas na economia, roubando como se não houvesse amanhã. Os mesmos que o avalizaram agora somem de vergonha, sem ter onde esconder a cara após tamanha irresponsabilidade.

O trabalho de formiguinha de Flávio Bolsonaro

Diferente do pai, Flávio Bolsonaro demonstra habilidade para construir alianças políticas. Sua ida a Goiás para conversar com Ronaldo Caiado exemplifica essa estratégia inteligente.

Caiado representa o agronegócio, setor onde Flávio ainda enfrenta resistências. Muitos produtores rurais prefeririam Tarcísio de Freitas ou mesmo figuras ligadas ao PSDB. Quebrar essa resistência é fundamental.

O agronegócio movimenta a economia brasileira e tem peso eleitoral significativo. Conquistar esse apoio através de alianças estratégicas pode ser decisivo para 2026.

Flávio tem tempo para fazer esse trabalho de formiguinha. Conversar, negociar, construir pontes. Sua inteligência política, superior à do pai, pode render frutos importantes nos próximos meses.

Paulo Guedes não é Milei, mas pode ajudar

Há quem sonhe com Paulo Guedes assumindo um papel mais protagonista, como o economista Javier Milei na Argentina. Mas existe uma diferença fundamental: Paulo Guedes não é libertário nem antissistema.

Milei se elegeu prometendo derrubar o establishment argentino. Paulo Guedes, apesar de liberal na economia, mantém posições moderadas e não demonstra vontade de enfrentar o sistema político brasileiro de forma radical.

Isso não diminui sua importância. Mesmo não sendo candidato, Paulo Guedes pode contribuir significativamente indicando nomes técnicos competentes. Sua experiência no mercado financeiro e conhecimento da máquina pública são valiosos.

Entre as opções disponíveis no cenário político brasileiro, Paulo Guedes continua sendo uma das figuras mais respeitadas no meio empresarial, mesmo com ressalvas ideológicas.

A mídia tradicional perdeu o poder de influência

Um fenômeno interessante marca a política brasileira atual: quando a Rede Globo elogia alguém, isso prejudica a pessoa. O povo brasileiro desenvolveu anticorpos contra a manipulação midiática tradicional.

Essa mudança de paradigma explica por que as tentativas de derrubar Bolsonaro através de escândalos fabricados falharam sistematicamente. A população não confia mais nos grandes veículos de comunicação.

Ser criticado pela mídia mainstream virou quase um selo de qualidade para políticos conservadores. Transmite a impressão de que a pessoa é genuinamente antissistema, mesmo quando não é.

Flávio Bolsonaro se beneficia desse fenômeno. Os ataques que certamente virão da grande mídia podem, paradoxalmente, fortalecer sua candidatura junto ao eleitorado de direita.

O mercado não tem alternativa viável

Por mais que a Faria Lima tenha preferências pessoais diferentes, a matemática política é implacável. Não existe candidato liberal viável além de Flávio Bolsonaro para enfrentar Lula em 2026.

O PSDB continua irrelevante após décadas de derrotas. Tarcísio de Freitas, apesar de competente, não demonstra interesse em disputar a presidência neste momento. Sobra Flávio.

O pragmatismo vencerá o romantismo. Investidores que sonhavam com um retorno tucano terão que engolir Flávio Bolsonaro. É isso ou aceitar mais quatro anos de petismo destruindo a economia.

Essa resignação forçada pode se transformar em apoio genuíno se Flávio conseguir montar uma equipe econômica competente. O mercado perdoa muita coisa quando vê perspectiva de lucro e estabilidade.

O fracasso da estratégia anti-Bolsonaro da elite financeira paulista deixa uma lição clara: subestimar a inteligência do povo brasileiro é um erro fatal. A Faria Lima aprendeu isso da pior forma possível, ajudando a eleger um presidente que está destruindo o país que eles mesmos precisam para prosperar.

Agora, sem alternativas viáveis, terão que apoiar Flávio Bolsonaro. Não por amor, mas por necessidade. E talvez essa seja a melhor base para uma aliança política duradoura: o interesse mútuo na prosperidade do Brasil.

Será que o mercado financeiro finalmente aprendeu que conspirar contra candidatos populares pode sair pela culatra? Ou continuará cometendo os mesmos erros estratégicos?

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