dezembro 9, 2025

Ludwig M

EUA reafirmam sanções contra Moraes: acordo com Lula fracassou

EUA reafirmam sanções contra Moraes: acordo com Lula fracassou

A coincidência temporal não poderia ser mais simbólica. Enquanto o governo americano justifica as sanções por “prisões arbitrárias e ataques à liberdade de expressão”, descobrimos que o ministro sancionado tem vínculos financeiros suspeitos com uma instituição envolvida em escândalos.

Esse tipo de revelação só reforça a posição americana. Como retirar sanções de alguém que continua acumulando controvérsias? O Departamento do Tesouro americano não precisa nem se justificar – os fatos falam por si.

Para os investigadores americanos, cada nova informação sobre Moraes valida a decisão de mantê-lo na lista da Magnitsky. E agora, sem a possibilidade de um acordo diplomático envolvendo a Venezuela, essas sanções tendem a se tornar permanentes.

A verdadeira negociação pode ser entre Trump e Putin

Existe uma possibilidade ainda mais preocupante por trás dessa história toda. Trump pode estar tentando trocar a Ucrânia pela Venezuela em uma negociação direta com Putin. Isso explicaria sua insistência para que Zelensky aceite um acordo de paz que é, na prática, uma rendição.

Putin tem influência real sobre Maduro através do Grupo Wagner e do apoio militar direto. Se Trump conseguisse convencer Putin a abandonar Maduro, isso seria uma vitória geopolítica significativa. O problema é que Trump estaria oferecendo territórios ucranianos como moeda de troca.

Zelensky já rejeitou a proposta americana, que incluía cessar territórios que a Rússia sequer conquistou completamente. A Europa também se posicionou contra qualquer acordo que legitime a invasão russa. Trump ficou isolado nessa estratégia.

Se essa hipótese estiver correta, Trump se meteu em uma armadilha ao tentar negociar com territórios que não são seus. Agora ele corre o risco de ficar sem conseguir resolver nem a situação na Ucrânia nem na Venezuela, perdendo credibilidade em ambas as frentes.

As consequências para o Brasil de Lula

A manutenção das sanções contra Alexandre de Moraes representa mais do que um problema para o ministro. É um sinal de que o governo Lula perdeu uma oportunidade histórica de melhorar suas relações com os Estados Unidos.

Pior ainda: ao escolher proteger Maduro em detrimento de resolver um problema interno, Lula mostrou onde estão suas prioridades. Preferiu manter a solidariedade ideológica com um ditador a resolver uma questão que afeta diretamente a imagem do Judiciário brasileiro no exterior.

Para Alexandre de Moraes, as sanções continuadas significam restrições permanentes de viagem e financeiras. Mais importante: significam que suas ações continuam sendo monitoradas e documentadas pelos serviços de inteligência americanos.

Para o Brasil como um todo, representa a continuidade de uma situação constrangedora. Ter um ministro da suprema corte sancionado por violações aos direitos humanos não é algo que desaparece facilmente das relações diplomáticas. Cada encontro internacional, cada negociação comercial, cada acordo bilateral carrega esse peso.

O governo Lula tentou usar Moraes como moeda de troca e descobriu que nem mesmo um ditador venezuelano vale tanto quanto imaginava. Agora terá que conviver com as consequências dessa aposta fracassada pelos próximos anos.

Enquanto isso, Alexandre de Moraes continua tomando decisões que afetam milhões de brasileiros, sabendo que suas ações repercutem até em departamentos do governo americano. A pergunta que permanece é: até quando o Brasil aceitará ter sua imagem internacional manchada por conta das escolhas de um único ministro?

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