janeiro 4, 2026

Ludwig M

Estados Unidos atacam Venezuela, capturam Maduro e negociam com vice-presidente Delcy Rodriguez

Os Estados Unidos confirmaram uma operação militar em larga escala na Venezuela na madrugada de sábado, que resultou na captura de Nicolás Maduro. A decisão americana de trabalhar com Delcy Rodriguez, vice-presidente de Maduro, deixou a oposição venezuelana em estado de alerta e marca uma mudança na estratégia americana para a região.

Nota editorial: Este conteúdo tem caráter analítico e opinativo, baseado em informações públicas e reportagens amplamente divulgadas (com links para as fontes). Não afirma como fatos comprovados a prática de crimes ou ilícitos, nem substitui decisões judiciais. Seu objetivo é promover reflexão crítica sob uma perspectiva editorial libertária.

A Suprema Corte chavista legitima a sucessão constitucional

Seguindo os artigos 233 e 234 da Constituição venezuelana, Delcy Rodriguez assumiu automaticamente a presidência após a captura de Maduro. Segundo analistas, os artigos determinam que a vice-presidente assuma as funções presidenciais em caso de ausência do presidente, seja temporária ou absoluta.

A Suprema Corte da Venezuela, controlada pelo chavismo, oficializou a decisão de Rodriguez assumir o cargo de presidente interina. Esta é a mesma corte que historicamente legitimou as eleições questionáveis do regime bolivariano.

Rodriguez assumiu o comando no sábado à tarde e imediatamente presidiu uma reunião do Conselho Nacional de Defesa, rodeada por outros ministros e altos funcionários. Durante a sessão, segundo relatos da imprensa, exigiu a libertação imediata de Maduro e sua esposa Cilia Flores.

O Brasil de Lula já reconheceu Delcy Rodriguez como nova presidente da Venezuela. A rapidez do reconhecimento brasileiro revela o alinhamento entre os regimes de esquerda da região, que gera debate sobre se preferem manter a continuidade chavista a apostar na oposição democrática.

Trump descarta Maria Corina Machado segundo analistas

Em declaração que causou reações entre venezuelanos, Trump disse que Maria Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2024, não tem apoio suficiente para governar o país. A decisão gera questionamentos sobre o padrão americano de avaliar líderes quando considera conveniente.

Segundo análises de especialistas americanos, Marco Rubio conversou diretamente com Delcy Rodriguez, que teria se mostrado disposta a trabalhar com Washington em uma nova fase para a Venezuela. O secretário de Estado havia exigido da oposição venezuelana os nomes dos militares que apoiariam uma transição democrática.

Segundo análises, Maria Corina Machado não conseguiu apresentar essa lista. Observadores apontam que todos os militares venezuelanos mantêm lealdade ao regime chavista, tornando qualquer mudança real desafiadora sem apoio das Forças Armadas. Trump teria considerado esse fator ao avaliar a oposição.

Analistas sugerem que a mesma lógica pode ter se aplicado ao Brasil. Há interpretações de que Trump pode ter concluído que Bolsonaro não tinha força suficiente contra a elite judiciária brasileira, preferindo negociar diretamente com Lula. O resultado levanta questionamentos sobre o abandono de líderes democráticos em favor de ditadores obedientes.

A doutrina Monroe em ação: controle sem democracia

Trump declarou que Rodriguez está disposta a “fazer o que for necessário para tornar a Venezuela grande novamente”, após conversa com Marco Rubio em que ela teria dito: “Faremos o que vocês precisarem”. A frase resume a nova estratégia americana: controle geopolítico sem compromisso explícito com a democracia.

Há interpretações de que o objetivo americano não é necessariamente libertar a Venezuela ou o Brasil das ditaduras. Analistas sugerem que é manter esses países longe da influência chinesa, preparando-se para o confronto esperado com Pequim entre 2027 e 2028. A questão não seria ideológica, mas estratégica.

A preocupação dos Estados Unidos parece ser militar. Segundo análises estratégicas, um míssil lançado da China demora vários minutos para atingir território americano, permitindo defesas antiaéreas. Um míssil lançado de Cuba ou Venezuela chegaria à Flórida em três minutos, tempo insuficiente para qualquer resposta.

Por isso Trump aparenta aceitar qualquer ditadura na América Latina, desde que seja subserviente aos interesses americanos. A doutrina Monroe retorna em sua forma mais crua: o quintal americano deve obedecer, não importa se é democrático ou ditatorial.

O plano para a Venezuela: chavismo sob controle americano

O acordo negociado parece prever que Delcy Rodriguez estabilize o país com apoio americano e convoque eleições em dois ou três anos. Coincidentemente, será quando Trump estiver deixando o governo americano. O timing gera questionamentos.

Rodriguez mantém os cargos de ministra das Finanças e do Petróleo, concentrando o controle econômico. A oposição venezuelana considera fraudulentas as eleições de 2024 e defende que Edmundo González Urrutia foi o verdadeiro vencedor.

Mas Trump ignorou completamente González Urrutia. A estratégia americana parece ser manter o regime chavista intacto, apenas substituindo Maduro por uma figura mais palatável aos Estados Unidos. Rodriguez possui décadas de experiência no governo e conhece profundamente o sistema venezuelano.

O problema real, segundo analistas, são as gangues paramilitares alegadamente controladas pelo regime e pela inteligência cubana espalhadas por toda a Venezuela. Rodriguez terá que lidar com essas milícias se quiser realmente pacificar o país. Resta saber se ela tem poder para enfrentá-las ou se manterá o status quo violento.

Humilhação de Maduro serve como exemplo

Os Estados Unidos fazem questão de humilhar Maduro publicamente. Rodriguez inicialmente exigiu provas de que Maduro estava vivo, depois endureceu o discurso, condenando a operação americana. Apesar das circunstâncias, insistiu que “há apenas um presidente na Venezuela, e seu nome é Nicolás Maduro Moros”.

Maduro foi levado para uma prisão no Brooklyn, em condições que os americanos consideram “horripilantes”. Para padrões brasileiros, seria um hotel cinco estrelas. Mas nos Estados Unidos, representa o tratamento dado a criminosos comuns, não a ex-presidentes.

Segundo relatos, bombardearam também o túmulo de Hugo Chávez, numa mensagem simbólica clara. O recado parece ser direto: a rebeldia anti-americana é inaceitável. Explorar o povo venezuelano não é problema, desde que seja feito por empresas americanas e com obediência política total.

A destruição do túmulo de Chávez serve como aviso para outros líderes latino-americanos. Podem manter seus regimes autoritários, mas jamais devem desafiar a hegemonia americana. É uma lição que Lula parece ter aprendido rapidamente.

Lula entende o recado e muda de rumo

No Brasil, Lula captou perfeitamente a mensagem trumpiana. Parou de falar sobre moeda única com a China, abandonou a retórica dos BRICS e moderou drasticamente o discurso anti-americano. A mudança foi tão rápida quanto necessária para sua sobrevivência política.

Trump teria “jogado Bolsonaro debaixo do trem” porque considera o ex-presidente brasileiro incapaz de enfrentar a elite judiciária de Brasília. Melhor manter Lula no poder, desde que obediente, do que arriscar uma instabilidade que poderia beneficiar a China.

O regime brasileiro prometeu entregar Alexandre de Moraes, o que Trump considera fundamental. Moraes brigou com figuras importantes do cenário político americano e se tornou um obstáculo nas relações bilaterais. Sua queda é questão de tempo.

Mas fora isso, Trump não se preocupa se o Brasil terá um presidente decente. Lula pode continuar destruindo a economia brasileira, aumentando impostos e expandindo o Estado. Desde que não se alinhe com a China, está tudo bem para Washington.

Investimento americano versus soberania nacional

A questão do controle americano sobre as riquezas venezuelanas gera debate desnecessário. Investimento estrangeiro é sempre positivo quando gera empregos, transfere tecnologia e desenvolve a economia local. O problema não é ter empresas americanas explorando petróleo venezuelano.

A questão real é manter o chavismo no poder. Um regime que concentra riqueza, persegue opositores e destrói instituições não se torna melhor só porque obedece aos Estados Unidos em política externa. O povo venezuelano continuará sofrendo sob um governo autoritário.

As gangues paramilitares que aterrorizam a população continuarão existindo. A corrupção sistêmica permanecerá intocada. A repressão política seguirá sendo rotina. A única mudança será a obediência externa aos comandos de Washington.

É o mesmo padrão que Trump aplica ao Brasil. Lula pode manter seu projeto de poder, expandir o Estado e prejudicar a economia. Desde que não desafie os interesses geopolíticos americanos, tem carta branca para governar como quiser.

A decepção da diáspora venezuelana

Venezuelanos que celebravam em Miami a captura de Maduro não conseguiram acreditar na decisão de Trump. Esperavam a ascensão de Edmundo González Urrutia ou pelo menos de Maria Corina Machado. Em vez disso, viram o regime chavista ganhar uma nova roupagem.

A frustração é compreensível. Milhões de venezuelanos fugiram do país nos últimos anos, buscando liberdade em outras nações. Viam na mudança de governo americano uma oportunidade real de reconstruir sua pátria sob bases democráticas.

Mas Trump não governa para venezuelanos exilados. Governa para americanos e seus interesses nacionais. Se manter um ditador chavista obediente serve melhor aos Estados Unidos do que apostar numa oposição fraca, a escolha está feita.

O plano parece ser uma “solução boliviana” para a Venezuela. Na Bolívia, após um período de transição, o povo acabou elegendo a direita novamente. Trump pode estar apostando que algo similar acontecerá na Venezuela em alguns anos, quando ele não estiver mais no poder.

Consequências para o futuro da América Latina

A estratégia trumpiana estabelece um precedente perigoso para toda a região. Líderes autoritários agora sabem que podem manter seus regimes desde que aceitem a tutela americana. A democracia se torna opcional, a obediência é obrigatória.

Para o cidadão comum, pouco muda. Venezuelanos continuarão vivendo sob um regime repressor, só que agora com benção americana. Brasileiros permanecerão sob um governo que aumenta impostos e destrói empregos, mas com apoio de Washington.

A única diferença real será geopolítica. China e Rússia perdem influência na região, Estados Unidos consolida sua hegemonia. Para as populações locais, é apenas uma troca de senhores externos, mantendo os mesmos senhores internos.

Isso mostra a ilusão de quem esperava que Trump fosse um defensor global da liberdade. Ele defende os interesses americanos, ponto. Se isso significa apoiar ditadores obedientes contra democratas rebeldes, assim será feito sem hesitação.

A situação venezuelana confirma uma verdade desconfortável: grandes potências não se preocupam com a liberdade de outros povos. Preocupam-se com seus próprios interesses estratégicos. Quem quiser liberdade terá que conquistá-la por si mesmo, sem esperar salvadores externos.

Resta saber se essa estratégia funcionará a longo prazo. Regimes impostos de fora raramente geram estabilidade duradoura. Mas para Trump, basta que funcionem durante seu mandato. O que vier depois será problema de seu sucessor.


Fontes e Referências

  1. CNN Brasil – Confirmação da operação militar americana
  2. Gazeta do Povo – Suprema Corte ordena Rodriguez como presidente
  3. Revista Fórum – Brasil reconhece Delcy Rodriguez
  4. Exame – Trump descarta Maria Corina Machado
  5. CNN Brasil – Conversa Rubio-Rodriguez
  6. Poder360 – Perfil de Delcy Rodriguez
  7. RTP – Detalhes da operação e prisão
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