dezembro 19, 2025

Ludwig M

Escândalo do INSS: R$ 2 bilhões roubados e Lulinha no centro

Escândalo do INSS: R$ 2 bilhões roubados e Lulinha no centro

O governo Lula enfrenta sua maior crise de corrupção desde que assumiu o terceiro mandato. O escândalo do INSS já movimentou R$ 2 bilhões roubados de aposentados e pensionistas, e agora chegou até a família presidencial. O filho do presidente, Fábio Luiz Lula da Silva, conhecido como Lulinha, aparece em conversas interceptadas pela Polícia Federal.

A situação se tornou tão grave que o próprio Lula, em entrevista coletiva nesta semana, foi obrigado a dizer que qualquer familiar envolvido no esquema deve ser investigado. Era para ser uma conversa sobre as “conquistas” do governo. Virou interrogatório sobre corrupção.

A operação da PF encontrou um envelope com “o nome do nosso amigo” durante busca e apreensão. Quando o “careca do INSS” – apelido dado ao pivô do esquema – soube da descoberta, respondeu: “Putz, fodeu, que merda”. O “amigo” seria Lulinha, segundo as investigações.

Como R$ 2 bilhões saíram do bolso dos aposentados

O esquema funcionava de forma simples e devastadora. Empresas faziam descontos automáticos nos benefícios de milhões de aposentados e pensionistas, sem autorização. O dinheiro era desviado através de uma rede que envolvia sindicalistas, empresários e políticos ligados ao PT.

Segundo a Gazeta do Povo, o volume de recursos desviados explodiu a partir de 2023, primeiro ano do terceiro mandato de Lula. Não foi coincidência. O presidente queria agradar quem o ajudou a se reeleger, e a conta chegou para os aposentados.

A Polícia Federal descobriu planilhas com nomes de receptores de propina. Entre eles está o secretário executivo do Ministério da Previdência, Volneiro Queiroz. Ele foi nomeado depois que o escândalo estourou. Ou seja: Lula sabia do esquema e mesmo assim colocou pessoas comprometidas em cargos estratégicos.

O senador Everton Santos, vice-líder do governo no Senado e ligado ao ministro Flávio Dino, também aparece como sócio oculto do esquema. Um ex-assessor seu, nomeado para o INSS após as investigações começarem, foi preso por receber propina do “careca do INSS”.

A mulher que a imprensa não quer falar

Nos bastidores da operação está Roberta Luxinger, herdeira de banqueiro e empresária próxima de Lulinha. Segundo O Globo, ela é apontada como sócia do pivô do esquema das fraudes. Em outras palavras: a verdadeira mandante da operação.

Roberta aparece em conversas interceptadas falando sobre o misterioso envelope encontrado pela PF. Foi ela quem avisou ao “careca do INSS” que a polícia tinha achado o documento com o nome do “amigo”. A reação desesperada dele mostra que o envelope contém informações comprometedoras.

O padrão é conhecido. Na Lava Jato, o empresário Marcelo Odebrecht chamava Lula de “amigo do meu pai”. Agora, o “nosso amigo” do envelope seria Lulinha ou o próprio Lula. A PF continua investigando para identificar exatamente quem é mencionado no documento.

A participação de Roberta Luxinger revela como o esquema misturava interesses políticos e empresariais. Herdeira de banco, ela tinha acesso privilegiado ao sistema financeiro. Próxima da família Lula, tinha proteção política. A combinação perfeita para organizar uma operação bilionária.

Lula joga o filho debaixo do ônibus

Pressionado pelos jornalistas, Lula repetiu a estratégia de Gustavo Petro na Colômbia. O presidente colombiano também jogou o próprio filho “debaixo do trem” quando ele foi pego recebendo dinheiro de traficantes para financiar a campanha paterna.

“Se houver qualquer familiar meu envolvido nos escândalos da aposentadoria, deve ser investigado”, declarou Lula. A fala soa como pai preocupado, mas é cálculo político frio. Ele sabe que Lulinha está comprometido e tenta se proteger.

O mais grave: Lula certamente sabia do envolvimento do filho. Como o presidente não saberia que Lulinha mantinha contato com os operadores do esquema? Como não saberia que o nome da família apareceria nas investigações? A ignorância do pai é tão improvável quanto a inocência do filho.

A CPMI do INSS agora tem munição para convocar Lulinha. O próprio Lula disse que familiares envolvidos devem ser investigados. Os parlamentares podem usar essa declaração para quebrar sigilos bancário e fiscal do filho presidencial, mesmo que ele esteja na Espanha.

A imprensa em pânico defende o corrupto

O mais vergonhoso não é nem a corrupção em si. É a reação da imprensa tradicional. Segundo O Globo, a jornalista Vera Magalhães está “inconsolável” porque o escândalo “azedou o Natal do Lula”. Tadinho do presidente corrupto, não pode ser constrangido.

Ao invés de cobrar explicações sobre os R$ 2 bilhões roubados dos aposentados, Vera Magalhães se preocupa com outra coisa: o escândalo vai favorecer Bolsonaro. “As menções a Lulinha são um prato cheio para o bolsonarismo”, lamenta ela na coluna.

Essa inversão de valores revela o estado da imprensa brasileira. O problema não são os aposentados roubados. O problema é que isso pode ajudar a oposição. O jornalismo virou assessoria de imprensa do governo petista.

Uma pesquisa Queste divulgada esta semana mostra que 55% dos brasileiros consideram ruim ou péssima a forma como Lula lida com a corrupção. Só 55%. Deveria ser 100%, mas a propaganda governista ainda funciona com parte da população.

Como Lula criou o monstro que o devorará

O esquema do INSS existe desde a primeira gestão Lula, quando ele autorizou desconto automático em folha de pagamento. Antes disso, não havia essa possibilidade no Brasil. Foi Lula quem criou a ferramenta que permitiu o roubo sistematizado dos aposentados.

Vera Magalhães tenta culpar Bolsonaro, mas as próprias investigações mostram o contrário. A Polícia Federal começou a investigar ainda no governo Dilma. O esquema atravessou os governos Dilma, Temer e Bolsonaro. Mas explodiu em 2023, primeiro ano do retorno de Lula.

A diferença é clara: nos governos anteriores, a roubalheira era contida. Com Lula de volta, os valores dispararam. O presidente liberou geral para agradar a militância sindical que o elegeu. O resultado foram R$ 2 bilhões a menos no bolso dos aposentados.

O governo tentou jogar a culpa na gestão anterior, mas os fatos não sustentam a narrativa. Todas as entidades envolvidas no esquema são ligadas ao PT. Todos os operadores têm histórico sindicalista. Todos os beneficiados fazem parte do núcleo duro petista.

Bolsonaro se fortalece com cada escândalo

A estratégia da esquerda está dando errado. Cada tentativa de abafar o escândalo fortalece mais Bolsonaro. O ex-presidente se apresenta como antissistema, e o sistema comprova isso batendo nele o tempo todo.

Alexandre de Moraes persegue Bolsonaro judicialmente. A imprensa ataca Bolsonaro diariamente. O governo tenta prender Bolsonaro por qualquer motivo. Resultado: o público vê Bolsonaro como vítima do sistema corrupto.

Enquanto isso, Flávio Dino autoriza busca e apreensão contra deputados da oposição por “desvio de verba parlamentar”. São R$ 40 mil que podem ter sido mal utilizados. Contra R$ 2 bilhões comprovadamente roubados do INSS. A diferença de tratamento é gritante.

A esquerda brasileira conseguiu a proeza de transformar Lula em vítima na Lava Jato. Agora tenta repetir a dose, mas o cenário mudou. O escândalo do INSS é grande demais para ser abafado. Os envolvidos são próximos demais de Lula para serem descartados.

Por que a esquerda sempre se autodestrói

Em 2022, a esquerda teve a “brilhante” ideia de reabilitar Lula para derrotar Bolsonaro. Conseguiram eleger o petista, mas não pensaram no dia seguinte. Lula é corrupto por natureza. Gosta de Estado grande e de distribuir dinheiro para os amigos.

Era óbvio que ia dar problema. Lula não mudou. Nunca mudaria. Aos 79 anos, ele continua o mesmo político que sempre foi: habilidoso, carismático e corrupto. A diferença é que agora o país está mais polarizado e a tolerância à corrupção diminuiu.

Tinham 200 milhões de pessoas melhores que Lula para enfrentar Bolsonaro. Escolheram exatamente o cara com mais rabo preso do país. Agora colhem o que plantaram: mais um escândalo de corrupção que pode levar ao impeachment.

O governo mal completou dois anos e já enfrenta crise política gravíssima. O presidente está queimado, o filho está comprometido, os ministros estão sob suspeita. É a receita perfeita para fortalecer Bolsonaro em 2026.

A conta chegou para os aposentados, que perderam R$ 2 bilhões. Mas também chegou para o governo, que perdeu credibilidade. E chegará para o país, que pode ter Bolsonaro de volta porque a esquerda não soube escolher um candidato decente.

Diante desse cenário de corrupção sistêmica e blindagem midiática, uma pergunta se impõe: até quando o brasileiro vai aceitar que roubem seu dinheiro em nome da governabilidade?

Fontes

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