dezembro 25, 2025

Ludwig M

Direita vence em Honduras: esquerda não aceita e quer anular

Direita vence em Honduras: esquerda não aceita e quer anular

O candidato de direita Nasri Asfura venceu as eleições presidenciais em Honduras com 40,52% dos votos, derrotando o rival de centro-direita Salvador Nasralla por uma margem de menos de 50 mil votos. A candidata da esquerda, Rixi Moncada, ficou em terceiro lugar com apenas 19,29% – uma derrota humilhante para o partido governista Libre, ligado ao Foro de São Paulo.

Mas a vitória não foi simples. O que deveria ser uma transição democrática normal se transformou em uma crise institucional. O partido da esquerda derrotada se recusa a reconhecer o resultado e pede anulação total das eleições.

Com 99,40% das urnas apuradas, Asfura obteve 1.298.000 votos contra 1.256.000 de Nasralla. A diferença apertada serviu de pretexto para a esquerda questionar a legitimidade do pleito. Segundo o CNE (equivalente ao TSE brasileiro), conselheiros acusaram os partidos Libre e Liberal de paralisar propositalmente a contagem dos votos.

O resultado representa mais um revés para a esquerda latino-americana e uma vitória estratégica para Donald Trump, que apoiou abertamente Asfura durante a campanha.

Esquerda hondurenha copia cartilha conhecida: questiona eleição que perde

O comportamento da esquerda hondurenha segue um padrão previsível. Quando ganham eleições, são os maiores defensores da democracia. Quando perdem, imediatamente questionam a legitimidade do processo eleitoral.

O partido Libre, da atual presidente e da derrotada Rixi Moncada, anunciou que não fará a transição de poder. Alegam fraude sem apresentar evidências concretas. Uma conselheira do CNE denunciou que os partidos de oposição criaram “um clima de absoluta impunidade” para atrasar a divulgação dos resultados.

Até mesmo Nasralla, que ficou em segundo lugar, entrou na dança. Ele declarou nas redes sociais que “os corruptos têm atrasado o processo eleitoral porque não aceitam a decisão do povo” e que seria ele o verdadeiro presidente. Uma confusão total entre os perdedores.

A diferença é que, desta vez, as Forças Armadas hondurenhas já avisaram que darão posse ao presidente eleito conforme determina a lei. Não haverá golpe para manter a esquerda no poder.

Números mostram rejeição massiva à agenda esquerdista

Os dados eleitorais revelam uma rejeição clara ao projeto da esquerda hondurenha. Com sistema de turno único, Rixi Moncada conseguiu apenas 618.000 votos em um país de quase 10 milhões de habitantes.

A soma dos dois candidatos de direita (Asfura) e centro-direita (Nasralla) chegou a quase 80% dos votos válidos. Isso significa que 8 em cada 10 hondurenhos rejeitaram explicitamente a continuidade do governo esquerdista.

Honduras não tem segundo turno, então a eleição se decidiu na primeira votação. O sistema favorece candidatos com bases eleitorais mais sólidas, não permite que minorias organizadas se beneficiem de polarizações artificiais.

A apuração demorou mais de um mês para ser concluída, gerando desconfiança. Para um país pequeno como Honduras, esse prazo é desproporcional. A suspeita é que grupos interessados tentaram atrasar ao máximo a divulgação do resultado definitivo.

Trump marca ponto estratégico na América Central

A vitória de Asfura representa um trunfo importante para Donald Trump na região. O presidente americano apoiou publicamente o candidato hondurenho durante toda a campanha, investindo capital político na disputa.

O sucesso dessa estratégia pode sinalizar como Trump pretende atuar na América Latina durante seu segundo mandato. Ao contrário da tradicional diplomacia americana que evita se expor em eleições locais, Trump optou pelo apoio direto.

Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Javier Milei foram alguns dos primeiros a parabenizar Asfura pela vitória. Essa rede de apoio mostra como se forma um eixo de direita na região, contrapondo-se ao Foro de São Paulo.

A situação pode impactar as eleições brasileiras de 2026. Se Trump se mostrar disposto a apoiar candidatos alinhados com sua agenda, isso pode influenciar a disputa presidencial no Brasil. A relação entre Trump e Lula, apesar dos acenos diplomáticos, permanece instável.

Lições sobre democracia e aceitação de derrotas

O caso hondurenho expõe uma contradição fundamental da esquerda latino-americana. Os mesmos que exigem respeito absoluto aos resultados eleitorais quando vencem se recusam a aceitá-los quando perdem.

No Brasil, a esquerda passou anos criticando Bolsonaro por questionar o sistema eletrônico de votação. Agora, curiosamente, muitos esquerdistas brasileiros já antecipam que Trump “interferirá” nas eleições de 2026 – ou seja, questionam um resultado antes mesmo da eleição acontecer.

A verdade é que desconfiança com sistemas eleitorais não é privilégio da direita nem da esquerda. É um comportamento humano natural quando se perde algo importante. A diferença está na proporção e nas consequências dessa desconfiança.

Em Honduras, o exército garantiu que a transição será respeitada. No Brasil, as instituições também funcionaram em 2022, independentemente das críticas ao processo. A democracia sobrevive quando há contrabalanceamentos efetivos entre os poderes.

América Latina e a nova onda conservadora

Honduras se junta a uma lista crescente de países latino-americanos que rejeitaram governos de esquerda nas urnas. Argentina elegeu Milei, Equador escolheu Daniel Noboa, e agora Honduras opta por Asfura.

O movimento não é casual. Depois de décadas de experimentos socialistas que resultaram em crise econômica, corrupção e autoritarismo, os eleitores começam a buscar alternativas.

O Foro de São Paulo, articulação política que reúne partidos de esquerda da região, perde influência gradualmente. Países que antes seguiam automaticamente a cartilha esquerdista agora questionam esse modelo.

A mudança reflete também o cansaço popular com retóricas vazias sobre “justiça social” enquanto a pobreza aumenta. Eleitores preferem candidatos que prometem crescimento econômico real em vez de discursos ideológicos.

O que isso significa para o brasileiro

A vitória conservadora em Honduras pode parecer distante da realidade brasileira, mas há lições importantes. Primeiro, mostra que é possível derrotar a esquerda estabelecida, mesmo quando ela controla o aparelho estatal.

Segundo, confirma que o apoio internacional pode ser decisivo. Trump não hesitou em se posicionar claramente, enquanto outros líderes mundiais mantiveram neutralidade diplomática tradicional.

Para 2026, a configuração geopolítica pode favorecer candidatos brasileiros alinhados com essa onda conservadora global. A questão é se haverá candidatos capazes de capitalizar essa oportunidade.

O caso também alerta para possíveis turbulências pós-eleitorais. Se a esquerda brasileira seguir o padrão hondurenho, venezuelano e boliviano, pode questionar resultados desfavoráveis e criar crises institucionais.

A preparação para esse cenário inclui fortalecer instituições democráticas e garantir que as Forças Armadas mantenham sua tradição de respeito à Constituição. Honduras mostra que isso pode fazer toda a diferença.

Resta saber se os brasileiros aprenderão com os exemplos regionais ou se precisarão passar pelos mesmos erros para chegarem às mesmas conclusões. A história não se repete, mas certamente ecoa.

E você, acredita que o Brasil seguirá essa tendência regional de rejeição aos governos de esquerda? O debate está aberto.

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