A Copa do Mundo de 2026 já registrou números históricos, com mais de 150 milhões de solicitações de ingressos em apenas 15 dias. A demanda recorde não impediu que alguns setores da esquerda brasileira propusessem boicotar o torneio, segundo debates públicos, em reação aos eventos recentes na Venezuela.
Nota editorial: Este conteúdo tem caráter analítico e opinativo, baseado em informações públicas e reportagens amplamente divulgadas (com links para as fontes). Não afirma como fatos comprovados a prática de crimes ou ilícitos, nem substitui decisões judiciais. Seu objetivo é promover reflexão crítica sob uma perspectiva editorial libertária.
Números recordes expõem irrealidade de qualquer boicote
Segundo a FIFA, a Copa do Mundo de 2026 já recebeu mais de 150 milhões de pedidos de ingressos por torcedores de mais de 200 países. A demanda é 30 vezes maior que a oferta disponível – um número jamais visto na história do futebol mundial.
Para dimensionar esses números: essa demanda representa 3,4 vezes mais do que o público total que compareceu às 964 partidas de todas as 22 edições da Copa desde 1930. As 22 Copas anteriores somaram cerca de 44 milhões de ingressos vendidos ao todo.
A FIFA teve que criar um sistema de sorteio para distribuir os ingressos disponíveis. A fase de sorteio permanece aberta até 13 de janeiro de 2026. Aqueles que não forem contemplados terão que torcer por novas fases de venda.
Segundo a FIFA, os torcedores dos Estados Unidos lideram as solicitações, seguidos por Alemanha e Reino Unido. Justamente o país que alguns setores querem boicotar é o que mais demonstra interesse em assistir aos jogos.
Proposta de boicote sem respaldo factual
Há relatos de que comentaristas sugeriram que o Brasil deveria boicotar a Copa do Mundo de 2026 em reação aos eventos na Venezuela. A sugestão, segundo os debates públicos, incluía até mesmo emissoras não transmitirem os jogos.
A proposta revela, segundo analistas, um completo descolamento da realidade brasileira. Enquanto se debate boicote, mais de 150 milhões de pessoas de mais de 200 países já solicitaram ingressos. O torneio acontecerá entre 11 de junho a 19 de julho de 2026, com 48 seleções e 104 partidas.
O timing da proposta é questionável pelos números. A procura já superou todos os recordes históricos. Propor boicote quando os ingressos já estão praticamente esgotados gera debates sobre a viabilidade prática da medida.
Por sinal, a própria FIFA teve que criar uma categoria especial de ingressos por US$ 60 para tornar mais acessível o acompanhamento das seleções, tamanho é o interesse global pelo torneio.
PSDB e centro-esquerda também criticaram intervenção
Não foi apenas a extrema esquerda que reagiu aos eventos na Venezuela. Aécio Neves, do PSDB, manifestou repúdio à “invasão norte-americana à Venezuela”. Eduardo Leite também criticou os “graves acontecimentos na Venezuela com invasão dos Estados Unidos”.
Essas reações revelam algo interessante sobre nosso cenário político. Políticos que durante décadas defenderam diferentes tipos de intervenções agora expressam preocupação com soberania nacional. O mesmo PSDB que em outras ocasiões apoiou interferências internacionais hoje critica quando a ação atinge um regime de esquerda.
A posição desses políticos gera debates sobre uma contradição: defendem soberania para proteger um regime que, segundo observadores independentes como o Carter Center, perdeu as eleições de 2024 para o opositor Edmundo González.
O interessante é que nem mesmo o Brasil reconheceu oficialmente a vitória eleitoral de Maduro em 2024. Praticamente nenhum país democrático reconheceu aquele resultado. Defender soberania para um governo contestado internacionalmente gera questionamentos no debate público.
Trump alterou dinâmica das eleições contestadas
A ação americana na Venezuela representa, segundo analistas, algo fundamental: a retirada do que se pode chamar de “proteção externa” para regimes que perdem eleições. Durante anos, alguns regimes autoritários de esquerda contaram com apoio internacional para se manterem no poder mesmo perdendo eleições.
Maduro perdeu claramente as eleições de 2024 para Edmundo González. Mesmo assim, permaneceu no cargo. A prisão do líder venezuelano sinaliza mudança nessa dinâmica.
Essa mudança é vista por alguns analistas como positiva tanto para a Venezuela quanto para o Brasil. Sem interferência externa protegendo derrotas eleitorais, a tendência natural é que prevaleça a vontade popular. No caso venezuelano, isso pode significar uma guinada à direita na próxima eleição livre.
No Brasil, o efeito pode ser semelhante. Sem a possibilidade de manipulações eleitorais protegidas externamente, as próximas eleições tendem a refletir mais fielmente o sentimento do eleitorado brasileiro. E há interpretações de que nossa população demonstra cansaço com o excesso de Estado, buscando alternativas de menor intervenção governamental.
A diferença entre operação pontual e invasão territorial
Críticos comparam a ação americana na Venezuela com a invasão russa da Ucrânia. A comparação gera debates por três diferenças fundamentais. Primeira: os Estados Unidos fizeram uma operação pontual, prenderam Maduro e se retiraram. Não ocuparam território venezuelano permanentemente.
Segunda diferença: existe debate sobre legitimidade. Maduro é contestado internacionalmente por ter perdido as eleições de 2024, enquanto Zelensky foi democraticamente eleito na Ucrânia com ampla margem de votos.
A terceira diferença é o resultado prático. Os americanos conseguiram o que pretendiam: remover um líder contestado e permitir transição. Os russos enfrentam resistência na Ucrânia há anos.
Essa distinção é importante porque mostra como operações dependem de legitimidade popular. O povo venezuelano, segundo pesquisas, não apoiava Maduro – por isso a operação foi rápida. O povo ucraniano apoia Zelensky – por isso a invasão russa encontra resistência.
Mídia tradicional defende posições controversas
Veículos como O Globo publicaram editoriais criticando a ação americana, com o título “Tirania de Maduro não justifica ataque de Trump”. A posição gera debates: defender um líder acusado de tráfico de drogas que perdeu eleições e enfrentou acusações de reprimir opositores políticos.
O editorial argumenta que a “violação da soberania venezuelana” pode estimular outras ações similares. O argumento ignora, segundo críticos, que Maduro não tem legitimidade democrática para representar soberania. Soberania pressupõe legitimidade eleitoral.
Manifestantes morreram nas últimas manifestações contra Maduro na Venezuela. Dezenas de outros já haviam morrido em protestos anteriores. Centenas de presos políticos estão detidos, segundo organizações de direitos humanos. Onde estava a preocupação com direitos humanos desses veículos, questionam analistas.
É uma inversão completa de valores, segundo críticos: a mesma mídia que fecha os olhos para regimes autoritários de esquerda descobre princípios democráticos quando esses regimes são ameaçados. Defendem líderes contestados e criticam quem os remove do poder.
Copa de 2026 será histórica mesmo sem boicote imaginário
O torneio acontecerá entre 11 de junho e 19 de julho de 2026, com 48 seleções e 104 partidas. Pela primeira vez será realizado conjuntamente em três países: Estados Unidos, México e Canadá.
Gianni Infantino, presidente da FIFA, afirmou que será “o maior e mais inclusivo espetáculo do planeta”. Os números já confirmam essa previsão: o volume de pedidos registrados em apenas 15 dias representa um recorde histórico de procura.
O Brasil estreará no dia 13 de junho contra Marrocos, em Nova York. A Seleção Brasileira está no Grupo C e terá pela frente jogos em estádios que já registram procura recorde. A festa do futebol acontecerá independentemente de qualquer boicote imaginário proposto por setores da esquerda.
Para quem realmente quer assistir aos jogos, a fase de sorteio de ingressos permanece aberta até 13 de janeiro de 2026, e os torcedores podem participar em FIFA.com/tickets. As chances são pequenas, mas ainda existem.
O fim da era dos regimes protegidos externamente
A prisão de Maduro marca, segundo analistas, o fim de uma era política. Durante décadas, alguns regimes autoritários de esquerda contaram com proteção internacional para se manterem no poder mesmo perdendo eleições. Essa proteção criava uma assimetria democrática: a direita tinha que ganhar eleições limpas, a esquerda podia contestar resultados com apoio externo.
Agora o jogo mudou completamente. Sem “proteção externa”, quem perde eleição sai do poder. Quem ganha eleição governa. É um princípio básico da democracia que finalmente pode funcionar sem interferências externas autoritárias.
Para o Brasil, isso pode significar eleições mais livres em 2026. Sem a possibilidade de manipulações protegidas, os resultados tenderão a refletir genuinamente a vontade popular brasileira. E essa vontade, tanto no Brasil quanto na Venezuela, segundo pesquisas, aponta para menos Estado e mais liberdade individual.
A reação histérica de parte da esquerda brasileira confirma exatamente isso, segundo analistas. Eles não estão preocupados com soberania – estão preocupados com a perda do mecanismo que os mantinha no poder mesmo perdendo eleições. O desespero é compreensível: sem proteção externa, terão que convencer eleitores de verdade.
Diante de números recordes de procura por ingressos da Copa do Mundo e do fim da era dos regimes protegidos externamente, uma pergunta fica no ar: será que a esquerda brasileira vai descobrir que democracia significa aceitar derrotas eleitorais? Só o tempo dirá…
Fontes e Referências
- Máquina do Esporte – 150 milhões de ingressos Copa 2026
- Marketing Esportivo – FIFA registra recorde de ingressos
- InfoMoney – Carter Center confirma vitória de González
- Gazeta do Povo – Blinken sobre eleições na Venezuela
- RTP – EUA confirmam captura de Maduro
- Gazeta Brasil – PSDB repudia invasão dos EUA
- Rádio Pampa – Eduardo Leite critica intervenção
- Folha Max – Editorial O Globo sobre Maduro



