dezembro 20, 2025

Ludwig M

Centrão se rende: Flávio é candidato e tem chances reais

Centrão se rende: Flávio é candidato e tem chances reais

O que parecia impossível há apenas um mês está acontecendo mais rápido do que qualquer analista político previu. O centrão brasileiro já mostra sinais claros de conformação com a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República em 2026. As pesquisas recentes confirmam: o senador aparece em segundo lugar no primeiro turno, à frente de todos os outros nomes da direita, incluindo Tarcísio de Freitas.

Segundo a pesquisa Genial Quest, Flávio surge como o principal adversário de Lula no cenário eleitoral. O dado não é coincidência. É o reflexo direto do apoio público de Jair Bolsonaro ao filho. Como bem observa Ciro Nogueira, “na direita, o dono dos votos é o Bolsonaro”.

A esquerda já demonstra sinais de desespero. Lula chegou a declarar que “vai dar uma surra em quem acha que a extrema direita vai voltar a governar este país”. A frase revela mais nervosismo do que confiança. Quando se tem certeza da vitória, não se faz ameaças.

O nome que ajuda e “atrapalha” segundo os críticos

O Estadão publicou análise reconhecendo a força eleitoral do sobrenome Bolsonaro. Segundo o jornal, “o sobrenome que impulsiona o senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas é o mesmo que coloca rejeição elevada”. A observação revela mais sobre o incômodo da mídia tradicional do que sobre a realidade eleitoral.

A verdade é simples: o nome Bolsonaro representa oposição ao sistema. Cada ataque do STF ao ex-presidente fortalece essa percepção. O brasileiro comum vê um homem sendo perseguido pelas instituições e identifica ali um símbolo de resistência.

Flávio não cresceu nas pesquisas apenas por ter o sobrenome Bolsonaro. Outros membros da família têm o mesmo nome. O diferencial está no apoio explícito do pai. Quando Jair Bolsonaro declarou que Flávio seria seu candidato, mudou completamente o jogo político brasileiro.

A rejeição existe, é verdade. Mas grande parte dessa rejeição vinha de eleitores de direita que preferiam Tarcísio de Freitas. À medida que esses eleitores percebem que a candidatura de Flávio é definitiva, a tendência é natural acomodação. No segundo turno contra Lula, a escolha ficará clara para qualquer eleitor conservador.

Centrão calcula chances e condiciona apoio

Ciro Nogueira foi direto ao ponto: “rejeição é o principal obstáculo para candidatura de Flávio Bolsonaro”. Ao mesmo tempo, o líder do centrão condiciona o apoio à redução desses índices negativos. É política pura. O centrão quer ganhar, não fazer oposição romântica.

As contas do centrão são realistas. Flávio já está no segundo turno, segundo as pesquisas. A partir daí, a disputa se resume a provar que é melhor opção que Lula. Para um eleitorado cansado de corrupção, inflação e desemprego, essa não é tarefa impossível.

O senador tem demonstrado habilidade política superior à imaginada por críticos. Mantém unidade com Tarcísio de Freitas, busca diálogo com diferentes setores e evita polarizações desnecessárias. É pragmatismo político, não fraqueza.

Caciques do centrão avaliam que “Flávio não vai desistir da candidatura”. A percepção de que a candidatura é definitiva muda o cálculo de todos os atores políticos. Quem ainda apostava na desistência precisa revisar estratégias.

O “Bolsonaro moderado” que se vacinou

Ciro Nogueira fez observação interessante: “Flávio é um Bolsonaro que se vacinou”. A frase captura uma diferença importante entre pai e filho. Flávio adotou postura menos confrontativa em questões polêmicas da pandemia.

A vacinação foi tema divisivo nas eleições de 2022. Milhões de brasileiros se vacinaram e aprovaram as medidas sanitárias. Flávio, ao se vacinar sem criar polêmica, sinaliza disposição para ampliar base eleitoral além do núcleo bolsonarista mais radical.

Isso não significa abandono de princípios. Significa compreensão de que governar exige diálogo com diferentes grupos sociais. A postura conciliatória de Flávio aparece até mesmo em relação ao STF. Declarou que “pede oração para perdoar Alexandre de Moraes”.

A frase pode soar estranha para setores mais radicais da direita. Mas revela maturidade política. Flávio entende que não se governa o Brasil batendo de frente com todas as instituições simultaneamente. É realismo, não submissão.

Tarcísio apoia e fortalece candidatura

Tarcísio de Freitas, cotado como alternativa ao nome Bolsonaro, tomou decisão estratégica importante. Declarou apoio à candidatura de Flávio e defendeu que o senador “vai dialogar com o judiciário”. É aval fundamental para eleitorado paulista.

A aliança Flávio-Tarcísio resolve problema estratégico da direita. Unifica lideranças regionais importantes em torno de projeto nacional comum. São Paulo, maior colégio eleitoral do país, terá governador engajado na campanha presidencial.

Críticos questionaram Tarcísio por manter diálogo com ministros do STF. Agora criticam Flávio pela mesma postura. A incoerência revela incompreensão sobre funcionamento da política democrática. Diálogo institucional não é capitulação.

O governador paulista entende que política não é torcida organizada. Na torcida, você só conversa com aliados e xinga adversários. Na política, você precisa construir pontes mesmo com opositores. Especialmente com opositores que têm poder institucional.

Resistências internas e apoios inesperados

Silas Malafaia ainda demonstra resistência à candidatura de Flávio. O pastor defende chapa Tarcísio-Michelle Bolsonaro e critica o que chama de “exploração da fragilidade do pai”. É voz isolada em movimento de acomodação geral da direita.

Do lado oposto, Pablo Marçal surpreendeu ao declarar apoio a Flávio. Chamou o senador de “o Bolsonaro que a gente sempre quis”. O apoio do influenciador pode ampliar alcance da candidatura entre público mais jovem.

A diversidade de apoios mostra capacidade de Flávio para construir coalizão ampla. Não se limita ao núcleo tradicional bolsonarista. Busca ampliar base eleitoral sem perder identidade política.

Malafaia eventualmente se acomodará ao fato consumado. Lideranças religiosas entendem que unidade da direita é prioridade maior que preferências individuais. A alternativa seria entregar o país novamente à esquerda.

Esquerda demonstra nervosismo crescente

A declaração de Lula sobre dar “surra na extrema direita” revela mais do que retórica eleitoral. Demonstra preocupação real com crescimento de Flávio nas pesquisas. Presidente confiante não faz ameaças públicas.

O petista sabe que enfrenta cenário eleitoral completamente diferente de 2022. Não há mais pandemia para justificar gastos excepcionais. A economia mostra sinais de deterioração. O discurso de salvação da democracia perdeu força.

Flávio representa renovação dentro da direita conservadora. É mais jovem que Lula, tem menos passado controverso e simboliza mudança geracional. Para eleitorado cansado de polarização extrema, pode representar opção atrativa.

A esquerda tentará repetir estratégia de demonização que funcionou parcialmente em 2022. Mas Flávio não é Jair Bolsonaro. Tem perfil diferente, postura mais conciliatória e habilidade para neutralizar ataques mais grosseiros.

Cenário eleitoral se define rapidamente

O que parecia impossível há poucos meses se torna realidade. Flávio Bolsonaro consolida posição como candidato único da direita à Presidência. O movimento de acomodação do centrão acelera esse processo.

As pesquisas confirmam tendência que analistas sérios já identificavam. Nome Bolsonaro mantém força eleitoral significativa. Ataques do sistema judicial fortalecem, não enfraquecem, essa percepção popular.

Flávio ainda tem potencial de crescimento. Parte significativa do eleitorado não o conhece bem. À medida que construir nome próprio, pode ampliar base além do núcleo bolsonarista tradicional.

A política brasileira está se acomodando rapidamente à nova realidade. Quem ainda aposta em terceiras vias ou candidaturas alternativas perde tempo precioso. O jogo está definido: será Lula contra Flávio em 2026.

Resta saber se o atual presidente aceita essa realidade ou tentará algum movimento desesperado para alterar as regras do jogo. A democracia brasileira será testada mais uma vez. E você, acredita que Flávio tem chances reais de derrotar Lula?

Fontes

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