Gráfico do Bitcoin mostrando cotação próxima a US$ 95 mil com análise técnica e resistência em US$ 100 mil

janeiro 15, 2026

Ludwig M

Bitcoin bate US$ 95 mil: analistas debatem se hora é de vender ou aguardar os US$ 100 mil

O Bitcoin voltou a testar níveis próximos a US$ 95 mil nesta terça-feira (14), confirmando padrões históricos que podem determinar o futuro da criptomoeda. Segundo dados do Yahoo Finance, a maior criptomoeda do mundo registrou alta de 3,24% nas últimas 24 horas. A pergunta que analistas fazem é se este movimento representa uma oportunidade de realização antes de uma correção histórica, ou se o Bitcoin seguirá para sua tão aguardada marca psicológica de US$ 100.000.

Nota editorial: Este artigo tem caráter analítico e opinativo, baseado em informações públicas e reportagens jornalísticas (com links para as fontes). Não imputa crimes, ilegalidades ou intenções a pessoas ou instituições. Limita-se à análise crítica de decisões e seus efeitos no debate público, sob perspectiva editorial libertária.

O padrão histórico dos 50 semanas se confirma novamente

Especialistas em análise técnica têm observado um comportamento recorrente nos últimos ciclos do Bitcoin. Após atingir topos históricos, a criptomoeda tradicionalmente despenca, mas depois retorna para testar a média de 50 semanas. Esse movimento já aconteceu nos ciclos de 2016-2018 e 2020-2021.

No ciclo atual, esse padrão parece estar se repetindo mais uma vez. Analistas projetam que o preço do Bitcoin pode variar entre US$ 62.000 e US$ 138.000 em 2026, com a média de 50 semanas posicionada justamente ao redor dos US$ 100.000.

O que torna este momento especialmente interessante é que, historicamente, quando o Bitcoin atinge essa média, ele não rompe imediatamente. Na verdade, muitas vezes serve como uma “armadilha para os touros”. O preço testa a resistência, falha em rompê-la e depois retorna para quedas mais significativas.

Na perspectiva libertária, isso demonstra como os mercados funcionam naturalmente, sem necessidade de intervenção estatal. Os padrões emergem da própria dinâmica de oferta e demanda, criando oportunidades para quem consegue interpretá-los corretamente — sem depender de políticas governamentais ou manipulações de bancos centrais.

A desconfiguração do ciclo de 4 anos muda tudo

Um dos aspectos mais importantes desta análise é a aparente quebra do tradicional ciclo de 4 anos do Bitcoin. Segundo o padrão histórico, 2025 deveria ter sido um ano de alta significativa, já que era o ano pós-halving. No entanto, o Bitcoin fechou 2025 negativo, quebrando esse padrão estabelecido.

Essa ruptura tem implicações profundas para quem investe na criptomoeda. Se o ciclo de 4 anos realmente foi desconfigurado, isso significa que estamos operando em território desconhecido. Por outro lado, o modelo Stock-to-Flow ainda sugere que o Bitcoin tem espaço para crescer significativamente nos próximos dois anos.

Defensores do mercado livre veem essa incerteza como natural nos mercados descentralizados. Padrões podem se quebrar, novos paradigmas podem emergir, e é justamente essa imprevisibilidade que torna os mercados eficientes na alocação de recursos. Ninguém — nem governos, nem bancos centrais — pode controlar totalmente essas dinâmicas.

Mais de 70 especialistas em Bitcoin participaram de uma pesquisa sobre previsões para 2026. A média das expectativas ficou em torno de US$ 197.000, praticamente US$ 200.000. Isso mostra que o mercado ainda mantém otimismo, mesmo diante das incertezas.

DeFi como alternativa à venda antecipada

Uma estratégia inovadora que está ganhando tração é o uso de protocolos DeFi para gerar renda com Bitcoin sem precisar vendê-lo. Essa abordagem permite que os holders mantenham sua exposição ao ativo enquanto geram fluxo de caixa para cobrir custos de vida.

Essa solução é particularmente interessante para quem está considerando mudanças de país ou tem custos elevados para cobrir. Em vez de vender Bitcoin e perder a exposição ao ativo, é possível alocar uma parte em protocolos DeFi e usar o rendimento para despesas correntes.

Do ponto de vista da liberdade financeira, isso representa uma evolução natural dos mercados. As pessoas podem manter sua “bateria de energia do trabalho” (como o dinheiro deveria funcionar) enquanto ainda conseguem utilizá-la para necessidades imediatas. É uma forma de ter liquidez sem abrir mão da reserva de valor.

Claro que isso envolve riscos, e é fundamental entender os protocolos antes de alocar recursos significativos. Mas demonstra como a inovação financeira descentralizada está criando novas possibilidades que simplesmente não existiam no sistema financeiro tradicional.

Bitcoin versus S&P 500: sinais de reversão

Um indicador importante a ser observado é a relação entre Bitcoin e o S&P 500. Historicamente, o Bitcoin segue um padrão de três anos de alta em relação à bolsa americana, seguido por um ano de queda. O ano de 2025 foi justamente esse ano de correção, onde o Bitcoin perdeu valor relativo para as ações americanas.

Essa dinâmica é especialmente relevante considerando as tensões políticas nos EUA. O presidente Donald Trump indicou que deve anunciar ainda em janeiro o nome para substituir Jerome Powell no comando do Federal Reserve.

Essa tensão entre governo e banco central americano é crucial para os bitcoinhers. Se o Fed realmente perder sua independência e começar a seguir ordens do governo, isso pode minar a confiança no dólar americano. E quando as moedas estatais perdem credibilidade, as pessoas historicamente migram para ativos mais escassos e descentralizados.

O gráfico atual sugere que já passamos pelo “bear market” desse ciclo e que agora o Bitcoin deveria começar a ganhar valor sobre o S&P 500 novamente. Se essa análise estiver correta, estaríamos no início de um novo período de alta para a criptomoeda em relação aos ativos tradicionais.

O exemplo global e a fuga das moedas estatais

Um dos casos mais emblemáticos recentes foi o que aconteceu no Irã, onde a moeda local desabou e o Bitcoin subiu literalmente na vertical em termos da moeda iraniana. Esse é um exemplo prático de como as pessoas reagem quando perdem confiança no dinheiro estatal.

O importante é entender que essa migração não acontece gradualmente. Quando a confiança se quebra, as pessoas migram “de uma vez só” para alternativas mais seguras. E cada vez mais países estão mostrando sinais de instabilidade monetária e política.

No Brasil, conhecemos bem essa dinâmica. Vivemos décadas de inflação descontrolada, confiscos e políticas econômicas desastrosas. O Bitcoin representa uma forma de se proteger dessa instabilidade, uma “bateria” que realmente mantém o valor do trabalho ao longo do tempo.

A questão é que muitas pessoas só procuram essa proteção quando já é tarde demais — quando o preço do Bitcoin já disparou devido à crise em seu país. A estratégia mais inteligente é se posicionar antes que isso aconteça, enquanto ainda há liberdade e capacidade financeira para fazê-lo de forma organizada.

Dados atuais confirmam movimento de alta

O retorno dos fluxos institucionais está criando uma dinâmica interessante no mercado. Embora os ETFs de Bitcoin tenham registrado saídas de quase US$ 750 milhões na primeira semana de janeiro, isso pode estar criando oportunidades de compra.

No início do mês, os ETFs registraram impressionantes US$ 645,8 milhões em entradas, mostrando que o apetite institucional continua forte, apenas com mais volatilidade.

Isso é economia básica: quando grandes instituições realizam lucros no curto prazo, criam oportunidades para novos compradores entrarem a preços melhores. A demanda estrutural por Bitcoin continua crescendo, especialmente entre investidores que entendem seu papel como proteção contra a desvalorização das moedas estatais.

Para os investidores conscientes, isso significa que o ambiente está se tornando mais favorável para ativos alternativos como o Bitcoin. A instabilidade política e monetária nos EUA tende a aumentar o apetite por ativos que funcionam como proteção contra políticas inflacionárias e intervenções governamentais.

Estratégia: realizar parcialmente ou manter posição?

Diante de todo esse cenário, qual seria a estratégia mais prudente? A resposta depende do perfil e da situação de cada investidor. Para quem está muito tenso com a volatilidade e “passou mal” com a queda recente, pode fazer sentido realizar parcialmente entre 20% a 30% da posição.

A lógica é simples: se estivermos entrando em um bear market, ter algum dinheiro de lado permite recomprar Bitcoin a preços mais baixos. Se você está 100% posicionado e o preço despenca, só resta lamentar — não há como aproveitar a queda para aumentar a posição.

Por outro lado, vender 100% da posição pode ser um erro caro se o Bitcoin realmente seguir para US$ 150.000 ou US$ 200.000 como muitos especialistas projetam. O histórico de quem tenta “timerar” o mercado de Bitcoin não é dos melhores.

A perspectiva libertária sugere que cada pessoa deve tomar suas próprias decisões baseadas em sua situação individual, sem depender de “autoridades” financeiras ou governamentais para dizer o que fazer. O importante é fazer aquilo que causa menos dano emocional e psicológico, porque passar anos sofrendo com decisões de investimento é extremamente desgastante.

Resistência dos US$ 100 mil: o momento da verdade

Especialistas apontam que a maior criptomoeda do mundo ainda pode voltar a superar o importante nível dos US$ 100 mil, mas é necessário maior demanda institucional do que ocorre no momento atual.

Mas é importante entender que chegar aos US$ 100.000 não significa que o Bitcoin vai romper essa resistência imediatamente. Historicamente, quando ativos financeiros encontram resistências importantes, é normal haver correções no curto prazo. Isso não significa necessariamente o fim da alta, apenas uma consolidação natural.

Para os holders de longo prazo, essas flutuações são apenas ruído. O importante é entender que o Bitcoin representa uma revolução monetária, uma forma de se libertar do sistema financeiro tradicional que está cada vez mais controlador e inflacionário. Nenhum governo pode imprimir mais Bitcoin, nenhum banco central pode manipular sua oferta, e nenhuma autoridade pode confiscar uma carteira bem protegida.

A região dos US$ 100.000 será um teste importante não apenas tecnicamente, mas psicologicamente. Se o Bitcoin conseguir se estabelecer acima desse nível de forma sustentável, pode abrir caminho para os próximos patamares de valorização que muitos especialistas projetam para os próximos anos.

O momento atual exige calma e racionalidade. Pode ser apenas mais um degrau na escada de adoção global da criptomoeda como reserva de valor descentralizada.

Em um mundo onde governos gastam sem limites, bancos centrais imprimem dinheiro sem critério e políticos usam o sistema financeiro como arma política, o Bitcoin representa liberdade. E a liberdade, como sabemos, não tem preço. Mas tem cotação — e ela continua subindo.

A pergunta final que cada investidor deve se fazer não é se o Bitcoin vai subir ou descer no curto prazo, mas se acredita no futuro da liberdade financeira individual. Porque no fim das contas, é disso que se trata essa revolução silenciosa que está acontecendo bem diante dos nossos olhos.

Este artigo pode ser atualizado caso surjam novos fatos ou manifestações dos citados.

Versão: 15/01/2026 10:30

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