Petroleiro carregando combustível para Cuba enquanto população enfrenta apagões prolongados no país

fevereiro 2, 2026

Ludwig M

Cuba vendia 60% do petróleo ‘humanitário’ para financiar repressão enquanto povo vivia no escuro

Cerca de 60% do petróleo que a Venezuela enviava para Cuba entre 2024 e 2025 nunca chegava às termoelétricas da ilha. De acordo com um funcionário citado por el periódico Miami Herald, el régimen cubano revendió cerca del 60% del crudo importado desde Venezuela entre finales de 2024 y 2025, enquanto os cubanos enfrentavam apagões de mais de 20 horas por dia. O dinheiro dessa operação não alimentava geradores – alimentava o aparelho repressivo do regime.

Nota editorial: Este artigo tem caráter analítico e opinativo, baseado em informações públicas e reportagens jornalísticas (com links para as fontes). Não imputa crimes, ilegalidades ou intenções a pessoas ou instituições. Limita-se à análise crítica de decisões e seus efeitos no debate público, sob perspectiva editorial libertária.

O esquema que escandaliza até quem conhece ditaduras

O regime de Miguel Díaz-Canel transformou “ajuda humanitária” em fonte de renda para manter o controle sobre 11 milhões de cubanos. “La Habana dispone de reservas de unos 14.500 millones de dólares, como demostró la investigación del Miami Herald sobre las finanzas del grupo militar GAESA, y ha estado involucrada por años en el comercio ilegal de petróleo”, revelou o ativista Rolando Cartaya ao Infobae.

A manobra funcionava assim: Venezuela enviava petróleo subsidiado para Cuba sob o pretexto de manter as luzes acesas na ilha. Los activistas Rolando Cartaya y Javier Larrondo señalaron a Infobae que la dictadura canalizó ingresos del comercio petrolero hacia el fortalecimiento del control estatal. Mas ao invés de usar esse combustível para gerar energia, o regime revendia 40.000 barris diários aos mercados asiáticos, especialmente à China.

Os cubanos pagavam a conta na escuridão. En amplias zonas del país superan las 20 horas diarias. Enquanto isso, a elite militar acumulava divisas para sustentar prisões, censura e perseguição política.

A queda de Maduro em janeiro deste ano expôs a extensão do esquema. Sem o petróleo venezuelano para revender, Cuba enfrenta sua pior crise energética em décadas.

Os números que revelam a farsa humanitária

Cuba precisa actualmente de unos 110 mil barriles de petróleo al día. De ellos, algo más de 40 mil diarios se obtienen de pozos en la costa norte de la isla. Cuba debe importar los restantes 70 mil. Em 2025, a Venezuela fornecia 27.000 barris diários – quantidade que deveria cobrir quase 40% das necessidades cubanas.

Se esse petróleo fosse realmente usado para energia elétrica, os apagões não deveriam ultrapassar algumas horas por dia. Mas en amplias zonas del país superan las 20 horas diarias. A matemática é cruel: não faltava petróleo – faltava honestidade do regime.

A rede de revenda envolvia empresários como o panamenho Ramón Carretero, já sancionado pelo Tesouro americano. De acuerdo con la información, el empresario panameño Ramón Carretero es la persona que gestiona este intercambio de petróleo entre Cuba y Venezuela. O sistema funcionava através de petroleiros que oficialmente se dirigiam a Cuba, mas na prática descarregavam a maior parte da carga na China.

Um exemplo concreto: Aunque la compañía Cubemetales afirmó que el “Skipper” se dirigía a la isla con 1.1 millones de barriles, el petrolero finalmente llegó a China. Sólo una parte del petróleo fue descartado al “Neptune 6” para enviarla a Cuba. A operação revelou uma rede que conecta “los cuatro adversarios de Estados Unidos: Venezuela, Cuba, Irán y Rusia”.

PT sai em defesa do indefensável

Enquanto cubanos vivem no escuro, o PT brasileiro defende o direito do regime de continuar recebendo petróleo subsidiado. “Não podemos aceitar mais um ataque à soberania de um país da América Latina e esta ameaça criminosa contra o povo cubano. Seguiremos defendendo o povo cubano, seu direito à autodeterminação, sua soberania, a Revolução Cubana e seus ideais de justiça social”, declarou a Executiva Nacional do partido no último sábado.

A ironia é brutal: o PT condena como “ameaça criminosa” justamente as medidas que podem impedir o regime cubano de continuar desviando recursos destinados ao povo. “Cuba já sofre um bloqueio unilateral criminoso há mais de 65 anos. O governo Trump quer agora sufocar totalmente a economia cubana ao impor mais um bloqueio e evitar que combustíveis cheguem à ilha”.

O partido de Lula repete a narrativa oficial cubana: tudo culpa do embargo americano. Mas convenientemente ignora que Cuba revendía parte del petróleo venezolano a China, en busca de divisas ante la disminución del turismo y las remesas. O problema não é a falta de petróleo – é o que o regime faz com ele.

Lula também já sinalizou apoio. “Durante o discurso, Lula também defendeu Cuba. ‘Cuba não é um país de exportação de terroristas. Cuba é um exemplo de povo e de dignidade'”. Difícil enxergar “dignidade” em um governo que deixa seu povo no escuro para enriquecer a elite militar.

México: o novo fornecedor da farsa

Com a Venezuela fora do jogo, México se tornou a última esperança do regime cubano. “Tras la caída de Maduro el foco mediático ha pasado a México. Sin embargo, la actual presidenta de México, Claudia Sheinbaum, no ha confirmado ni desmentido el supuesto envío de combustibles. Lo que sí afirmó es que continuarán mandando ayuda humanitaria y que México ‘determinará’ si eso incluye el crudo”.

A presidente mexicana usa o mesmo eufemismo: “ajuda humanitária”. Mas depois de décadas de evidências, ainda é possível acreditar que petróleo para Cuba tem propósito humanitário? Solo a inicios de mes arribó a la bahía de La Habana el buque petrolero Ocean Mariner, cargado con unos 86 mil barriles de combustible procedente de México.

A pressão americana sobre o México tem lógica estratégica. La presión sobre México desde Washington coincide con la revisión este año del tratado comercial que sostiene con Estados Unidos y Canadá (T-MEC). Trump usa todas as ferramentas disponíveis para cortar o financiamento ao regime cubano.

O cálculo é simples: sem petróleo para revender, Cuba não tem como manter o aparato repressivo no atual nível. “Los ingresos sobre los que se está intentando poner freno, son ingresos que no se dirigen al pueblo, ya que el petróleo importado por Cuba se dedicaba en su mayoría a ser revendido y permitir el sostenimiento del sistema represivo. Al régimen nunca le ha importado la situación paupérrima del pueblo”.

Os interesses em jogo: quem ganha com o caos

O esquema cubano beneficia múltiplos atores. A China recebe petróleo venezuelano a preços abaixo do mercado, pagando ao regime cubano como intermediário. Pequim ganha energia barata e influência geopolítica.

Para o regime cubano, a revenda gera divisas essenciais para manter o controle. “Hace tiempo el régimen ha colapsado en su labor como Estado. No hay electricidad, salvo a ráfagas, no hay agua corriente en infinidad de localidades, hay carencia de personal médico, carencia de medicinas, una situación paupérrima del transporte y la distribución, al borde de no tener tesorería. El régimen es únicamente, hoy más que nunca, una mera banda criminal con el único ánimo de seguir en el poder”.

A elite militar cubana, agrupada na holding GAESA, controla tanto a comercialização do petróleo quanto os principais negócios da ilha. Beginning in the early 2000s, Venezuela guaranteed regular oil shipments to Cuba in exchange for professional services and cooperation. Regarding Cuba’s quid pro quo, an exchange of commodities, including sugar and traditional exports, as well as the provision of services.

Do lado americano, cortar esse financiamento é estratégia de longo prazo para desestabilizar regimes adversários sem intervenção militar direta. Trump prefere asfixia econômica a invasões custosas. O resultado pode ser o mesmo – colapso do regime – mas com menor custo político e financeiro.

O futuro sem petróleo venezuelano

Una caída del 30% en la disponibilidad de combustible en la isla provocaría una contracción del 27% del PIB, un aumento del 60% en los precios de los alimentos, del 75% en los del transporte y una disminución del 30% en el consumo de los hogares. Esses números mostram a dependência extrema do regime em recursos externos.

A situação se tornou insustentável. Cuba não tem alternativas viáveis. A Venezuela está fora de jogo, a Rússia fornece apenas 6.000 barris diários, e o México agora hesita sob pressão americana.

O colapso energético pode forçar mudanças políticas que décadas de embargo não conseguiram. Sem dinheiro para sustentar o aparato repressivo, o regime pode enfrentar a primeira crise existencial desde a queda da União Soviética.

Brasil: próximo na fila dos financiadores?

O histórico do PT sugere que o Brasil pode se tornar o novo fornecedor de Cuba. Durante os governos Lula e Dilma, o país financiou obras em Cuba através do BNDES, empréstimos que nunca foram pagos. A tendência é repetir o padrão: dinheiro público brasileiro sustentando regimes aliados ideologicamente.

Lula já sinalizou disposição para ajudar. “O petista afirmou que ao longo de seus primeiros mandatos na presidência, entre 2002 e 2010, a América do Sul viveu seu ‘melhor momento político, ideológico e social’. Lula elogiou diversos líderes de esquerda com quem conviveu, citando inclusive o ‘companheiro’ Hugo Chávez”.

O risco é concreto: Petrobras pode ser pressionada a vender petróleo subsidiado para Cuba, repetindo o modelo venezuelano. O contribuinte brasileiro pagaria a conta para manter um regime que oprime seu próprio povo. Seria o ápice da ironia: usar recursos de um país livre para financiar a repressão em outro.

A estratégia de Trump visa justamente impedir esse tipo de transferência. Ao ameaçar países que fornecem petróleo a Cuba com tarifas de 100%, ele torna economicamente inviável sustentar o regime. É política externa através de incentivos econômicos – mais eficaz que sanções tradicionais.

A lição sobre regimes autoritários

O caso cubano é manual de como ditaduras funcionam: prometem servir o povo, mas usam recursos “humanitários” para manter o poder. “Al régimen nunca le ha importado la situación paupérrima del pueblo”. O que importa é sobrevivência da elite no comando.

Comunismo funciona perfeitamente – para quem está no topo da pirâmide. A família Castro e seus sucessores vivem confortavelmente enquanto cubanos comuns fazem fila por comida e passam horas sem energia elétrica. O petróleo venezuelano financiava esse estilo de vida, não o bem-estar da população.

A diferença entre discurso e prática é brutal. O PT fala em “ideais de justiça social” enquanto defende um regime que desvia recursos destinados a necessidades básicas da população. Não há maior injustiça social que deixar pessoas no escuro para enriquecer burocratas.

Trump entendeu algo que a esquerda latino-americana não quer admitir: cortar financiamento é mais eficaz que retórica moral. Regimes autoritários só mudam quando os custos de manter o poder superam os benefícios. Sem petróleo para revender, Cuba pode finalmente ser forçada a reformas reais.

A pergunta que fica é simples: quantos cubanos precisam viver no escuro para que políticos brasileiros entendam que defender esse regime não é questão de soberania, mas de cumplicidade com opressão?

Este artigo pode ser atualizado caso surjam novos fatos ou manifestações dos citados.

Versão: 02/02/2026 10:33

Fontes

Infobae – Como el régimen cubano revendió gran parte del petróleo importado

LatinUS – Venezuela entrega petróleo a Cuba, pero la mayor parte llega a China

CubaNet – Régimen cubano revende el petróleo de Venezuela

Milenio – De Rusia a Venezuela hasta México: ¿qué países proveen petróleo a Cuba?

El Financiero – ¿Seguirán del lado de Cuba? Estos países envían petróleo a la isla

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