Quando seus adversários políticos já falam abertamente em ‘perder por pouco é bom’, você sabe que venceu antes mesmo da largada. É exatamente isso que acontece com Tarcísio de Freitas (Republicanos), que mantém aprovação estável entre 60% e 67% há mais de um ano em São Paulo, enquanto o PT entra em pânico total ao admitir que não tem “plano B, C ou D” para enfrentar o governador em 2026.
A confissão veio numa matéria do Portal Metrópoles, onde a ministra Simone Tebet negou conversa com Lula sobre candidatura a São Paulo, deixando claro que o partido está sem opções viáveis. Para completar o cenário desesperador, o PT vai forçar Fernando Haddad a mais uma derrota eleitoral – a quarta consecutiva desde 2016, quando perdeu a reeleição como prefeito de SP, depois perdeu para Bolsonaro em 2018 e foi derrotado por Tarcísio em 2022.
Nota editorial: Este artigo tem caráter analítico e opinativo, baseado em informações públicas e reportagens jornalísticas (com links para as fontes). Não imputa crimes, ilegalidades ou intenções a pessoas ou instituições. Limita-se à análise crítica de decisões e seus efeitos no debate público, sob perspectiva editorial libertária.
Os números que assombram o PT: Tarcísio domina há 3 anos
Enquanto o PT tenta criar narrativas de “processo natural de escolha”, os números mostram uma realidade bem diferente. Tarcísio chegou a 60,5% de aprovação em março de 2025 segundo o Paraná Pesquisas, subindo para 66,8% em maio e mantendo-se estável com 65,8% em fevereiro e 66,8% em maio.
Mais impressionante ainda: esse é o maior índice desde julho de 2024, quando o instituto iniciou a série de pesquisas, e a aprovação se mantém consistentemente acima dos 55% há mais de um ano. Nas simulações de segundo turno, Tarcísio venceria Alckmin por 56,4% a 33,3% e Márcio França por 61,6% a 24,3%.
Para um partido que não ganha o governo de São Paulo há mais de 20 anos – a última vez foi José Genoino em 2002, que perdeu para Alckmin por 58,64% a 41,36% – esses números representam um pesadelo eleitoral sem precedentes.
Haddad: o homem das quatro derrotas consecutivas
A situação fica ainda mais constrangedora quando analisamos o histórico eleitoral de Fernando Haddad, que o PT insiste em usar como “candidato natural”. Em 2016, Haddad tentou a reeleição à Prefeitura de São Paulo e obteve apenas 16% dos votos, perdendo no primeiro turno para João Doria, que venceu com 53%, escancarando a rejeição ao petismo na capital.
Dois anos depois, em 2018, perdeu para Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial, conquistando 44,87% dos votos válidos contra 55,13% do adversário. Em 2022, voltou a perder, agora para Tarcísio no governo de São Paulo, ficando em segundo lugar no primeiro turno com 35,46% contra 42,59% do atual governador.
O mais revelador é que a própria Gazeta do Povo reconhece que “a falta de disposição de Haddad se explica não apenas pelo desgaste acumulado à frente da Fazenda, mas por uma longa sequência de derrotas eleitorais”. Mesmo assim, o PT não tem alternativa senão forçar uma quarta derrota consecutiva.
PT admite derrota antecipada: “perder por pouco já é bom”
O mais constrangedor na matéria do Metrópoles foi a confissão pública de um analista próximo ao PT: “se o Haddad perder por pouco, né, se perder pro Tarcísio, né, mas conseguir fazer o mesmo resultado eleitoral, já tá muito bom para o PT”.
Traduzindo: o partido já admite que vai perder, e torce apenas para que a derrota não seja humilhante. Isso não é estratégia política – é desespero puro. Quando você entra numa disputa já esperando perder “por pouco”, você perdeu antes mesmo de começar a campanha.
A situação fica ainda mais patética quando o mesmo analista admite que “o PT não tem outra alternativa, não tem plano B, plano C, plano D” no estado de São Paulo. Para um partido que governou o país por 13 anos, não ter sequer um nome competitivo no maior colégio eleitoral do Brasil é um atestado de falência política.
Tebet foge de São Paulo: até aliados abandonam o barco
A recusa de Simone Tebet em mudar domicílio eleitoral para São Paulo revela outro aspecto do desespero petista. A ministra, que tem capital político próprio, simplesmente não quer queimar seu nome numa disputa perdida de antemão.
Ao dizer que “São Paulo tem dois nomes de peso” – Haddad e Alckmin -, Tebet demonstra que nem ela acredita numa vitória contra Tarcísio. É mais fácil ficar no Senado Federal do que enfrentar um governador que tem gestão aprovada por 60% dos eleitores segundo o Real Time Big Data e onde 55% da população acredita que merece ser reeleito.
A fuga de Tebet expõe uma realidade: quando até os aliados evitam uma disputa, é porque sabem que se trata de um suicídio político anunciado.
Na perspectiva libertária: o Estado em pânico quando perde controle
Do ponto de vista libertário, assistir ao desespero do PT em São Paulo é revelador de como funciona a mentalidade estatista. Durante décadas, o partido se acostumou a usar a máquina pública federal para influenciar eleições estaduais – seja com recursos, seja com promessas de investimentos.
Agora, diante de um governador que se sai bem na atração de empresas, com 49% dos paulistas avaliando positivamente a gestão nesse quesito, o PT descobriu que sua velha receita não funciona mais. São Paulo não precisa mendigar recursos em Brasília quando tem um governo estadual competente.
A insistência em “sacrificar” Haddad mais uma vez mostra como partidos estatistas tratam seus quadros: como peças descartáveis num jogo maior de poder. Para o PT, não importa destruir a carreira política de Haddad – importa apenas manter as aparências de que ainda é competitivo eleitoralmente.
O cidadão comum, que paga impostos para sustentar essa máquina política, deve se perguntar: por que um partido que se diz “do povo” não consegue apresentar sequer um nome que desperte esperança em São Paulo?
2026: o ano em que o PT pode descobrir sua real dimensão
Se Haddad realmente aceitar ser candidato ao governo de São Paulo em 2026, o PT terá uma oportunidade única de medir sua força real no maior colégio eleitoral do país. Com Tarcísio mantendo desaprovação baixa de apenas 34,4% e aprovação acima de 60%, a tendência é que o resultado seja ainda mais expressivo que em 2022.
A pergunta que fica é: depois de forçar Haddad a uma quarta derrota consecutiva, o PT finalmente entenderá que seu tempo passou, ou continuará forçando “sacrifícios” de seus quadros para manter a ilusão de que ainda é relevante?
Este artigo pode ser atualizado caso surjam novos fatos ou manifestações dos citados.
Versão: 30/01/2026 14:48
Fontes
- Gazeta do Povo – Tarcísio tem 60,5% de aprovação popular no governo de São Paulo
- Exame – Tarcísio mantém alta aprovação entre eleitores de São Paulo
- Jovem Pan – Tarcísio tem aprovação de 66,8% dos paulistas
- CNN Brasil – Derrotado em SP, Haddad soma terceiro revés seguido
- Gazeta do Povo – Haddad deixa Fazenda e pode voltar às urnas
- TSE – Resultados oficiais eleição São Paulo 2022
- CNN Brasil – Gestão Tarcísio aprovada por 60% em SP



