Como Lula transformou lucro recorde dos Correios em rombo bilionário que desvia verba da saúde

janeiro 30, 2026

Ludwig M

Como Lula transformou lucro recorde dos Correios em rombo bilionário que desvia verba da saúde

O Banco Central divulgou que as estatais federais tiveram déficit de R$ 6,3 bilhões em 2025, o pior resultado em 23 anos de série histórica. Entre as principais culpadas está uma empresa que, há poucos anos, era motivo de orgulho pela eficiência: os Correios.

O que a velha mídia não está contando é que essa mesma empresa saiu de um lucro recorde de R$ 3,7 bilhões em 2021 — o maior da história da estatal — para um rombo que pode chegar a R$ 10 bilhões em 2025. Uma destruição de valor da ordem de R$ 13,7 bilhões em apenas quatro anos.

Nota editorial: Este artigo tem caráter analítico e opinativo, baseado em informações públicas e reportagens jornalísticas. Não imputa crimes ou ilegalidades a pessoas ou instituições. Limita-se à análise crítica sob perspectiva editorial libertária.

A Narrativa Oficial

Governo e velha mídia construíram uma narrativa reconfortante sobre o rombo das estatais: tudo seria “herança de Bolsonaro” e resultado de “sucateamento” das empresas públicas. Segundo essa versão, o governo atual está fazendo “investimentos necessários” para recuperar empresas que foram “deliberadamente enfraquecidas” pela gestão anterior.

Nessa história, Lula é o mocinho que tenta salvar o patrimônio público, enquanto Bolsonaro é o vilão que “sucateou” as estatais com o objetivo de privatizar. A emoção que querem despertar é compreensão pelas dificuldades “herdadas”.

O Que Não Estão Contando: A Verdade Sobre os Números

A realidade é brutalmente diferente. Os Correios tiveram cinco anos seguidos de lucro durante os governos Temer e Bolsonaro (2017-2021), acumulando quase R$ 4 bilhões em resultados positivos. O ápice foi 2021, com lucro de R$ 3,7 bilhões — o melhor da década.

Como uma empresa “sucateada” consegue lucro recorde? Simples: não estava sucateada. A destruição aconteceu após 2023, quando Lula nomeou para presidente dos Correios o advogado Fabiano Silva dos Santos.

Santos é integrante do grupo Prerrogativas — coletivo de advogados alinhados ao PT — e conhecido nos bastidores como “churrasqueiro de Lula” por preparar as carnes nos churrascos íntimos do presidente.

Sob sua gestão, os Correios acumularam R$ 7,5 bilhões de prejuízo entre janeiro de 2023 e julho de 2025 — a pior sequência negativa em 362 anos de história da empresa.

Dois Pesos, Duas Medidas

Imagine se fosse Bolsonaro transformando uma empresa com lucro recorde em uma bomba de R$ 10 bilhões de prejuízo. A cobertura seria implacável: “MAIOR ROMBO DA HISTÓRIA”, “INCOMPETÊNCIA ADMINISTRATIVA”, “APARELHAMENTO CRIMINOSO”. Teríamos CPIs, reportagens especiais e manifestações pedindo impeachment.

Com Lula, a mesma velha mídia fala mansamente em “herança de gestões anteriores” e “investimentos necessários para modernização”. Quando os Correios gastaram R$ 38,4 milhões em patrocínios — incluindo R$ 6 milhões para o Lollapalooza e R$ 4 milhões para a turnê de Gilberto Gil — em plena crise financeira, o tratamento é complacente.

Se fosse o outro lado, seria escândalo nacional. Com Lula, vira “diversificação de receitas” e “fortalecimento da marca”.

O Jogo Por Trás: Quem Realmente Manda

A estratégia é clara: usar as estatais como cabides de emprego e moeda de troca política, mesmo que isso custe bilhões aos contribuintes. O grupo Prerrogativas, que tem pelo menos 30 membros em cargos de primeira linha no governo Lula, transformou o aparelho estatal em extensão de seus negócios políticos.

O verdadeiro poder não está com quem paga a conta — o contribuinte — mas com quem distribui os cargos. Santos saiu da presidência dos Correios em julho de 2025, após pressão política, mas levou uma “quarentena dourada” de R$ 300 mil pagos em seis meses.

Enquanto isso, o governo teve que bloquear R$ 3 bilhões do orçamento por causa do rombo das estatais — dinheiro que sairia de áreas como saúde e educação para cobrir a má gestão petista.

Perspectiva Libertária: O Estado Como Problema

Na visão editorial libertária, esse caso ilustra perfeitamente por que estatais são estruturalmente problemáticas. Quando dão lucro, como os Correios em 2021, é apesar do Estado, não por causa dele. Quando dão prejuízo, como agora, é exatamente porque seguem lógica política em vez de econômica.

O contribuinte brasileiro está pagando R$ 6,3 bilhões para sustentar a ineficiência estatal, dinheiro que poderia estar investido em hospitais, escolas ou simplesmente no bolso de quem o produziu. O déficit das estatais pressiona diretamente as metas fiscais, forçando o governo a cortar gastos em outras áreas ou aumentar impostos.

É o socialismo na prática: privatizam os lucros (que vão para os aparelhados) e socializam os prejuízos (que recaem sobre todos nós). Uma empresa privada quebraria com essa gestão. Uma estatal simplesmente pede mais dinheiro do contribuinte e continua operando.

Quanto tempo mais vamos aceitar pagar pela festa dos outros? A resposta deveria ser privatização imediata, mas essa opção foi descartada no primeiro dia de governo por quem prefere ter controle político a resultados econômicos.

Este artigo pode ser atualizado caso surjam novos fatos.

Versão: 30/01/2026 11:02

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