Jovem brasileiro calculando custos de impostos e taxas para comprar imóvel próprio

janeiro 28, 2026

Ludwig M

Estado cria o problema dos imóveis caros e mídia culpa ‘capitalismo’

A mídia descobriu que os jovens brasileiros não conseguem comprar casa. Que revelação! O preço dos imóveis subiu 7,73% em 2024, a maior alta em mais de uma década, enquanto 62% dos jovens acreditam que está mais difícil conquistar a casa própria que as gerações anteriores. Mas ninguém quer apontar para o verdadeiro culpado: o Estado brasileiro e sua máquina de burocratizar, taxar e inflacionar tudo.

Nota editorial: Este artigo tem caráter analítico e opinativo, baseado em informações públicas e reportagens jornalísticas (com links para as fontes). Não imputa crimes, ilegalidades ou intenções a pessoas ou instituições. Limita-se à análise crítica de decisões e seus efeitos no debate público, sob perspectiva editorial libertária.

O Estado cria o problema

Quer entender por que casa própria ficou cara? Vamos aos números. Os impostos e taxas na compra de um imóvel podem chegar entre 4% e 8% do valor total. Só o ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis) varia entre 2% e 4% sobre o valor do imóvel, chegando a 3% em São Paulo. A escritura custa entre 2% e 3% do preço da propriedade.

Mas isso é só o começo. Para construir, você enfrenta uma montanha de impostos: IPTU, ISS sobre serviços de arquitetura e engenharia, ICMS sobre materiais de construção, INSS da obra, além de taxas que variam conforme o município e tipo de obra para obter alvarás e licenças.

E tem mais: registro do imóvel no cartório, pagamento dos impostos relativos ao imóvel, solicitação do alvará de construção – tudo isso com custos que podem facilmente consumir 10% do valor total do seu investimento antes mesmo de você colocar o primeiro tijolo.

O Estado brasileiro criou um sistema onde as taxas e impostos podem chegar até 15% do valor negociado. É como se você comprasse um carro e pagasse outro pela metade só de burocracia. E depois fingem não entender por que tudo fica caro.

A narrativa conveniente da mídia

Agora a mídia quer que você acredite que é “problema do capitalismo”. A inflação imobiliária foi de 7,7% em 2024, acima da geral e da média global de 2,6%. Mas por que será que o Brasil supera a média mundial? Seria coincidência que temos uma das cargas tributárias mais altas do planeta?

O timing dessa narrativa é suspeito. O Brasil ainda apresenta números mais otimistas que o cenário global, onde 70% dos jovens não têm perspectivas de comprar imóvel. Aqui, 97% dos jovens de 16 a 34 anos ainda sonham com a casa própria. Isso é “crise habitacional” ou oportunidade para mais Estado?

A estratégia é sempre a mesma: o Estado quebra as pernas do cidadão com impostos e burocracia, depois se apresenta como salvador. “Jovens não conseguem comprar casa! Precisamos de mais programas sociais!” Programas como o Minha Casa, Minha Vida são apresentados como solução, quando na verdade são remendo para problema que o próprio Estado criou.

Quem ganha com essa narrativa

Primeiro: o governo socialista-democrático. Enquanto os preços explodem por suas políticas, Brasília se vende como solução. Programas habitacionais oferecem subsídios e condições favoráveis, mas a demanda ainda supera a oferta, e muitos aguardam por oportunidades. É o Estado criando dependência artificial: quebra o mercado, oferece esmola.

Segundo: o setor bancário. Com a Selic alcançando 14,5% ao ano em março de 2024, os bancos faturam horrores com juros estratosféricos. Se você não tiver grande soma para entrada, pagará duas ou três vezes o valor do imóvel. E quem financia campanhas políticas no Brasil?

Terceiro: a indústria imobiliária capturada pelo Estado. Com oferta artificialmente restrita pela burocracia e demanda inflada por crédito subsidiado, Balneário Camboriú tem o metro quadrado mais caro (R$ 13.911), seguido por Vitória (R$ 12.287) entre as capitais. Escassez artificial é o sonho de quem consegue navegar pela máquina estatal.

A mídia apresenta isso como “contexto econômico complexo”. Na verdade, é triangulação funcionando enquanto o contribuinte paga a conta de todos os lados.

Os interesses por trás dos números

69% dos brasileiros notaram aumento nos preços dos imóveis no último ano, mas poucos conectam isso às políticas estatais. A nova burocracia só piora: o código CIB será obrigatório na emissão de documentos fiscais de construção civil, locação e venda, criando mais uma camada de controle estatal.

Por que empurram tanto essa narrativa agora? Para justificar mais Estado, desviar atenção da inflação e criar demanda por regulação. 52% dos brasileiros apoiam construção de novas moradias governamentais. É exatamente o que querem ouvir em Brasília.

A velha mídia omite que 87% dos brasileiros sonham com imóvel próprio, sendo 91% entre jovens de 21-24 anos. Isso não é “geração perdida” – é mercado funcionando apesar do Estado. O problema não é falta de demanda, é excesso de intervenção.

A realidade que escondem

Enquanto choram pelos jovens, escondem que 65% dos brasileiros já possuem casa própria, com apenas 29% pagando aluguel – fatia que decresce com a idade. Isso mostra evolução natural, não colapso sistêmico.

Os jovens estão sendo mais inteligentes. Falta “musculatura emocional” para enfrentar responsabilidades financeiras, segundo especialistas. Traduzindo: eles não querem virar escravos de financiamento de 30 anos para pagar três vezes o preço por causa dos juros estatais.

76% dos inquilinos têm interesse em comprar imóvel, mas 36% acreditam que não conseguirão pelos altos custos. Não é problema geracional – é problema de Estado voraz que devora 40% da riqueza nacional em impostos.

A solução que Brasília não quer

Quer resolver o problema da moradia no Brasil? É simples: eliminar 90% dos impostos sobre construção civil. Acabar com cartórios obrigatórios que drenam fortunas. Vale tentar negociar taxas de cartórios, já que normalmente variam – mas por que essa indústria parasitária sequer deveria existir?

Privatizar toda infraestrutura urbana para que expansão não dependa de políticos. Acabar com zoneamento que artificialmente restringe oferta. Planos diretores municipais direcionam áreas centrais para habitação social, mas isso é planejamento central, não mercado livre.

Liberar totalmente o mercado de terras. Permitir construção sem licença estatal. Deixar que quem tem dinheiro construa onde quiser, como quiser. O Estado não deveria ter palavra sobre onde você constrói sua casa no seu terreno.

Mas isso não gera votos nem lobby. O Estado prefere criar o problema e vender a solução. A mídia prefere culpar “especulação” que admitir que somos sugados por uma máquina tributária sem limites.

O socialismo de iPhone em ação

O jovem que reclama do apartamento de 40m² custar meio milhão provavelmente vota em políticos que prometem “mais direitos sociais” – tradução: mais Estado, mais impostos, mais regulação. Depois fica surpreso que tudo encarece.

É o famoso socialismo de iPhone: quer todas as benesses do livre mercado, mas apoia quem promete destruí-lo. Permanência por mais tempo na casa da família virou estratégia de sobrevivência, não escolha. E ainda culpam o “capitalismo malvado”.

Entre um país onde o Estado controla tudo e os preços explodem, e outro onde as pessoas constroem livremente, a escolha é óbvia. Mas enquanto houver eleitor acreditando que “desta vez vai ser diferente”, a máquina continuará funcionando.

Este artigo pode ser atualizado caso surjam novos fatos ou manifestações dos citados.

Versão: 28/01/2026 09:53

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