Gráfico mostrando queda do Bitcoin versus valorização do ouro em 2025, com análise técnica de bear market

janeiro 21, 2026

Ludwig M

Bitcoin despenca 50% contra ouro e confirma padrão clássico de bear market

O Bitcoin registrou uma queda brutal de 50% contra o ouro em 2025, repetindo o padrão histórico que marca o início dos bear markets anteriores. A criptomoeda, que chegou aos 98 mil dólares testando a média de 50 semanas, desabou até os 87.260 dólares, confirmando o movimento técnico que analistas vêm alertando há meses.

Nota editorial: Este artigo tem caráter analítico e opinativo, baseado em informações públicas e reportagens jornalísticas (com links para as fontes). Não imputa crimes, ilegalidades ou intenções a pessoas ou instituições. Limita-se à análise crítica de decisões e seus efeitos no debate público, sob perspectiva editorial libertária.

O teste decisivo na média de 50 semanas

A análise técnica mostra que o Bitcoin seguiu à risca o roteiro dos bear markets anteriores. Especialistas observam que a média móvel de 50 semanas continua sendo o principal nível técnico a ser monitorado pelos investidores.

Após atingir máximas históricas, a criptomoeda sempre desaba até encontrar a média de 100 semanas. Na sequência, volta a testar a região da média de 50 semanas antes de confirmar definitivamente o bear market. É exatamente isso que estamos vendo agora — e quem acompanha os ciclos há anos não se surpreende.

A diferença crítica desta vez foi a proximidade do teste. O Bitcoin chegou aos 98 mil dólares, ficando apenas 2 mil dólares distante da linha verde que marca a média de 50 semanas, posicionada em 100 mil dólares. Tecnicamente, analistas consideram que essa distância pode ser interpretada como um reteste válido.

O movimento posterior confirma o padrão: uma queda vertical até a linha branca da média de 100 semanas, posicionada exatamente em 87.200 dólares. A mínima registrada foi de 87.260 dólares — uma precisão quase cirúrgica que demonstra a força dessas médias móveis como suportes e resistências.

Comparação histórica revela padrão consistente

O estudo dos ciclos anteriores mostra a consistência assustadora desse comportamento. No ciclo de 2021, após a alta histórica, o Bitcoin desabou até a linha branca da média de 100 semanas. Em seguida, buscou a linha verde da média de 50, não conseguiu rompê-la e afundou verticalmente até a linha vermelha da média de 200.

O ciclo de 2017-2018 repetiu o mesmo padrão com precisão impressionante. Topo em dezembro de 2017 na casa dos 20 mil dólares, desaba, perde a linha verde, mas volta a testá-la antes de afundar definitivamente até encontrar a média de 200 semanas.

Essa repetição não é coincidência. Reflete a psicologia de mercado e o comportamento dos grandes players que operam com base nessas referências técnicas. Os investidores institucionais usam essas médias como níveis de entrada e saída, criando pisos e tetos previsíveis.

O padrão sugere que estamos no momento crítico. Se o Bitcoin fechar a semana abaixo da linha branca da média de 100 semanas, a probabilidade de confirmação do bear market aumenta consideravelmente. A pressão vendedora pode se intensificar, levando o preço até a região de 50 a 60 mil dólares. Para muitos investidores, isso seria um massacre financeiro.

Bitcoin versus ouro: a grande divergência de 2025

Enquanto o Bitcoin enfrentava essa correção técnica brutal, o ouro viveu um ano extraordinário. O metal valorizou 167% nos últimos cinco anos e mais de 50% apenas em 2025, acumulando 45 recordes no ano. Essa performance colocou o ouro em uma posição única na história recente dos mercados.

A comparação Bitcoin versus ouro revela uma divergência histórica. O Bitcoin perdeu mais de 50% do seu valor em relação ao ouro durante 2025 — não contra moedas fiduciárias inflacionárias, mas contra outro ativo escasso e reconhecido como reserva de valor há milênios.

Essa queda de 50% contra o ouro representa o pior desempenho relativo do Bitcoin desde sua criação. Historicamente, quando essa comparação atinge extremos, sinaliza pontos de inflexão importantes. Pode indicar tanto uma oportunidade de compra excepcional quanto uma mudança estrutural nos fluxos de capital.

A análise mostra que o Bitcoin chegou a dois padrões abaixo do que seria considerado valor justo na relação com o ouro. Esse nível extremo nunca havia sido atingido antes, sugerindo que estamos em território inexplorado. Para investidores contrários, pode representar o melhor momento de compra da história — ou a confirmação de que algo fundamental mudou.

A corrida silenciosa dos bancos centrais pelo ouro

Por trás da força do ouro está um movimento coordenado dos bancos centrais mundiais que poucos investidores individuais percebem. Os bancos centrais adicionaram 634 toneladas às suas reservas no acumulado do ano, números significativamente acima das médias históricas.

O movimento não é apenas quantitativo, mas também geográfico e estratégico. A Polônia lidera com 67,1 toneladas adquiridas, planejando elevar a participação do ouro de 20% para 30% nas reservas, enquanto a China adquiriu 24 toneladas em 2025. Países como Brasil, Turquia e Guatemala também participam dessa corrida.

A motivação é cristalina: reduzir a dependência do dólar americano. Os bancos centrais perceberam que manter reservas concentradas na moeda americana os deixa vulneráveis a decisões políticas unilaterais, como as sanções impostas à Rússia após o conflito na Ucrânia.

Essa estratégia de diversificação não é temporária. Os bancos centrais agora detêm mais ouro do que títulos do Tesouro dos EUA, com o metal representando 24% das reservas internacionais contra 23% dos Treasuries. É a primeira vez que isso acontece desde 1996, marcando uma mudança estrutural no sistema monetário global.

Formação técnica perigosa: a bandeira de baixa

Do ponto de vista gráfico, o Bitcoin desenvolveu uma formação conhecida como bandeira de baixa — uma das mais confiáveis para prever continuidade de movimentos descendentes. A criptomoeda está operando dentro de um canal descendente que, se rompido, pode acelerar dramaticamente a queda.

O falso rompimento para cima confirma a força da formação. Quando o preço subiu até 98 mil dólares, rompendo temporariamente o canal vermelho, muitos interpretaram como sinal de reversão. Porém, no dia seguinte, o Bitcoin voltou para dentro do canal, caracterizando o clássico falso rompimento — uma armadilha cruel para os otimistas.

A regra técnica é implacável: após um falso rompimento, o preço não apenas volta para dentro da formação, mas tende a buscar o fundo da mesma. Foi exatamente o que aconteceu, com o Bitcoin mergulhando até a região dos 87 mil dólares, próximo ao suporte inferior do canal.

O próximo movimento crítico será o teste definitivo desse suporte. Caso o Bitcoin perca o suporte na região de 80.000 a 73.800 dólares, a pressão vendedora pode intensificar, testando níveis de 66.700 a 54.580 dólares. Nesse cenário, o alvo técnico seria calculado projetando toda a altura do mastro da bandeira para baixo.

Contexto geopolítico: tarifas de Trump e instabilidade global

O cenário macroeconômico não favorece ativos de risco como o Bitcoin. A política de tarifas comerciais proposta por Donald Trump para tentar obter a Groenlândia gerou incertezas que se refletem brutalmente nos mercados financeiros. Essa postura agressiva levanta questionamentos sobre a estabilidade das relações comerciais globais.

A situação coloca outros países em posição defensiva. Qualquer governante minimamente sensato se pergunta: vale a pena manter reservas em dólar de um país que pode impor tarifas ou bloquear acessos financeiros unilateralmente? A resposta está no movimento coordenado de compra de ouro pelos bancos centrais — eles já votaram com os pés.

O precedente da Rússia deixou claro os riscos de dependência excessiva do sistema financeiro americano. Quando o país foi cortado do SWIFT e teve ativos congelados, outros governos perceberam sua vulnerabilidade exposta. O ouro, ao contrário de reservas digitais, não pode ser bloqueado ou confiscado remotamente — uma lição que não será esquecida.

Essa dinâmica geopolítica favorece ativos que não dependem da boa vontade de terceiros. O ouro historicamente cumpre esse papel, enquanto o Bitcoin, apesar de sua natureza descentralizada, ainda é visto como ativo especulativo em momentos de crise real. A diferença é cruel na prática.

Oportunidade ou armadilha: o dilema dos investidores

Para investidores de longo prazo, o momento atual apresenta um dilema clássico. Os cenários técnicos mais pessimistas apontam para testes de níveis entre 50 e 60 mil dólares — um cenário que quebraria muitos investidores que compraram no topo.

Por outro lado, a comparação histórica com o ouro sugere que o Bitcoin pode estar nos níveis mais atrativos de sua história. Nunca antes a criptomoeda havia chegado a dois padrões abaixo da média justa contra o metal precioso. Para compradores contrários com estômago forte, pode ser a oportunidade da década.

A estratégia mais prudente envolve gestão de risco escalonada. Vender parcialmente nas resistências (como foi sugerido na região de 98 a 100 mil dólares) e recomprar gradualmente nos suportes históricos. O momento atual exige cautela extrema, pois estamos em teste de suporte crítico — um erro aqui pode custar caro.

O conselho técnico é aguardar o fechamento semanal. Se o Bitcoin conseguir se manter acima da média de 100 semanas no domingo, há chances de recuperação. Caso contrário, a probabilidade do bear market aumenta significativamente, e posições defensivas se tornam necessárias para a sobrevivência.

A revolução silenciosa das reservas monetárias

Enquanto investidores individuais debatem Bitcoin versus ouro, uma revolução silenciosa acontece nas reservas dos bancos centrais. Desde 2022, os bancos centrais compram ouro em volumes inéditos: mais de mil toneladas por ano, três vezes seguidas, comparado à média anterior de 480 toneladas anuais entre 2010 e 2020.

Essa mudança não é apenas quantitativa, mas filosófica. Representa a perda de confiança no sistema monetário baseado no dólar. A dívida pública dos Estados Unidos ultrapassou 35 trilhões de dólares, com gastos de juros astronômicos que elevam a dívida de 30% do PIB em 1980 para mais de 130% em 2025.

Os números são insustentáveis no longo prazo — qualquer economista honesto admite isso em conversas privadas. Qualquer banco central minimamente competente enxerga esses dados e conclui que diversificar reservas é questão de sobrevivência. O ouro oferece essa proteção, enquanto Bitcoin ainda precisa provar sua capacidade de ser reserva de valor em crises reais.

A ironia é brutal: Bitcoin foi criado como alternativa ao sistema financeiro tradicional, mas quem realmente está abandonando esse sistema são os próprios bancos centrais, escolhendo o ouro milenar em vez da inovação digital. Isso revela algo importante sobre a natureza humana em momentos de incerteza: preferimos o conhecido ao revolucionário quando o dinheiro está em jogo.

Perspectiva libertária: controle estatal versus liberdade monetária

Na visão libertária, a atual disputa entre Bitcoin e ouro representa mais do que uma questão de investimento — é uma batalha filosófica sobre a natureza do dinheiro e do poder estatal. Críticos do sistema atual argumentam que tanto o Bitcoin quanto o ouro oferecem alternativas ao controle monetário centralizado, cada um com suas vantagens e limitações.

Defensores da liberdade individual observam que o movimento dos bancos centrais em direção ao ouro ironicamente valida as críticas libertárias ao sistema fiduciário. Se até mesmo as instituições que controlam o sistema atual estão buscando alternativas, isso sugere problemas estruturais profundos que afetam diretamente a liberdade econômica dos cidadãos.

Para libertários, a questão central não é qual ativo performará melhor, mas qual oferece maior proteção contra a manipulação estatal da moeda e a erosão do poder de compra. A resposta pode estar na diversificação entre ambos os ativos, reconhecendo que cada um serve propósitos diferentes na luta pela independência financeira.

Conclusão: momento de definição histórica

Estamos em um ponto de inflexão histórico tanto para Bitcoin quanto para o sistema monetário global. A criptomoeda enfrenta seu teste técnico mais importante, repetindo padrões que nos últimos ciclos resultaram em bear markets prolongados. A comparação com o ouro mostra seu pior desempenho histórico, sinalizando possível oportunidade excepcional ou mudança estrutural definitiva.

Simultaneamente, os bancos centrais executam a maior reestruturação de reservas desde o fim de Bretton Woods. O ouro retoma seu papel milenar de reserva de valor, enquanto o dólar perde gradualmente sua hegemonia incontestável. Essa transição pode durar décadas, mas já está em curso — e os sinais são inegáveis.

Para o investidor individual, o momento exige prudência extrema e visão de longo prazo. As próximas semanas serão decisivas para confirmar ou negar o bear market do Bitcoin. Enquanto isso, o ouro consolida sua posição como ativo de proteção preferido pelas maiores instituições financeiras do planeta.

A pergunta que fica é perturbadora: estamos presenciando apenas mais um ciclo do Bitcoin ou uma mudança permanente na preferência por reservas de valor tradicionais versus digitais? A resposta pode definir os próximos anos dos mercados financeiros globais.

Este artigo pode ser atualizado caso surjam novos fatos ou manifestações dos citados.

Versão: 21/01/2026 19:32

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