Míssil hipersônico russo Zircon sendo testado em combate contra forças ucranianas em janeiro de 2026

janeiro 20, 2026

Ludwig M

Rússia testa míssil hipersônico pela primeira vez em terra enquanto Trump força ‘Conselho da Paz’ de US$ 1 bilhão

A Rússia lançou 372 objetos entre drones e mísseis contra a Ucrânia na madrugada de 20 de janeiro de 2026. Entre as armas utilizadas estava o míssil hipersônico 3M22 Zircon, usado pela primeira vez em combate terrestre após ser adaptado de seu design naval original. Enquanto isso, Trump pressiona líderes mundiais para participar de um polêmico “Conselho da Paz” que custa US$ 1 bilhão por assento permanente.

Nota editorial: Este artigo tem caráter analítico e opinativo, baseado em informações públicas e reportagens jornalísticas (com links para as fontes). Não imputa crimes, ilegalidades ou intenções a pessoas ou instituições. Limita-se à análise crítica de decisões e seus efeitos no debate público, sob perspectiva editorial libertária.

Arsenal russo mostra sinais de experimentação

Dos 372 objetos lançados pela Rússia, a defesa antiaérea ucraniana conseguiu interceptar a grande maioria. Observadores militares interpretam que Moscou tem experimentado diferentes combinações em seus ataques, possivelmente testando como a rede de defesa aérea de Kiev lida com mísseis hipersônicos.

O que chama atenção não é apenas a eficácia da defesa ucraniana, mas a variedade incomum de armamentos testados pelos russos. Segundo análises militares, o uso deste míssil hipersônico não era primariamente para atacar alvos ucranianos, mas uma forma indireta de testar a arma em condições de combate real. Foram utilizados também mísseis Iskander-M e S-300 modificados, além de uma versão naval do Zircon adaptada para uso terrestre.

Críticos militares interpretam essa experimentação como evidência de que os russos estão enfrentando dificuldades logísticas crescentes. A necessidade de adaptar armas navais para uso terrestre e testar equipamentos não comprovados sugere limitações no arsenal convencional. O inverno rigoroso de 2026 afeta tanto a Rússia quanto a Ucrânia, mas o território russo maior exige proteção de área muito mais extensa.

As novas armas micro-ondas ucranianas podem explicar o alto índice de interceptação dos drones. Esses equipamentos emitiriam radiação eletromagnética concentrada, comprometendo os circuitos eletrônicos dos drones em voo. Se confirmado, representa avanço tecnológico significativo na guerra eletrônica.

Blackouts chegam aos arredores de Moscou

A guerra de infraestrutura energética está se intensificando dos dois lados. Oditsovo, distrito considerado nobre nos arredores de Moscou, ficou sem energia elétrica. Os blackouts que antes afetavam apenas cidades ucranianas agora se aproximam da capital russa. Em Kursk, uma usina termoelétrica pegou fogo após possível ataque ucraniano, deixando cem mil pessoas sem eletricidade e água.

O paradoxo russo fica evidente: enquanto bombardeia a infraestrutura ucraniana, vê sua própria rede energética sendo atingida. Dados oficiais mostram que a Rússia havia destruído 60% da produção de gás da Ucrânia antes do inverno de 2025-2026, e o consumo geral de eletricidade ucraniana caiu cerca de 30% desde o início da invasão. Agora, a estratégia ucraniana de contra-ataques à infraestrutura russa mostra resultados.

A diferença está na capacidade de resposta. Enquanto a Ucrânia recebe constantemente munições antiaéreas dos aliados ocidentais, a Rússia precisa proteger território muito maior com recursos cada vez mais escassos. O tamanho territorial russo, antes vantagem estratégica, torna-se fragilidade logística.

O submarino russo supostamente “não atingido” em Novorossiysk permanece imóvel há 35 dias. Todos os outros submarinos foram retirados do pier, mas este continua no mesmo local. A evidência sugere que foi atingido e está sendo mantido à tona com correntes, contradizendo as negativas oficiais russas.

Ucrânia anuncia ofensiva para 2026

O comandante das forças ucranianas Sirsky anunciou ofensiva para 2026, gerando especulações sobre possível substituição no comando militar. A destruição sistemática das defesas antiaéreas russas pode indicar preparação para operação estilo ocidental: primeiro conquistar superioridade aérea, depois avançar por terra com apoio dos caças F-16.

A atividade intensa no aeroporto de Rzeszow, na Polônia, sugere grande movimento de armamentos para a Ucrânia. Aviões militares de vários países da OTAN têm pousado constantemente no principal hub de fornecimento de armas ucranianas. Analistas observam que isso acontece enquanto se fala em ofensiva ucraniana.

Há debate entre especialistas sobre a eficácia da estratégia de drones ucraniana. Alguns argumentam que a Ucrânia vence taticamente mas perde estrategicamente por não definir controle em profundidade contra os russos. A crítica é que os drones ucranianos são otimizados para atrito de infantaria, criando bons vídeos de propaganda mas resultados limitados no geral.

Os russos estariam otimizando para poucos ataques mas mais colapso estrutural, usando Shahid e outros drones para atingir retaguarda ucraniana. A questão é se a profundidade operacional – capacidade de impedir movimentação de combustível, munição e reparos a 10-40 km da linha de frente – será decisiva para determinar o vencedor.

Trump força “Conselho da Paz” de US$ 1 bilhão em Davos

Trump planeja cerimônia formal para constituir seu “Conselho da Paz” já na quinta-feira durante o Fórum Econômico Mundial em Davos. O custo de participação permanente é US$ 1 bilhão por país, valor que teoricamente seria destinado à reconstrução de Gaza.

O projeto enfrenta resistência europeia crescente. Críticos europeus veem claramente uma tentativa de Trump de estabelecer rival ou substituto para as Nações Unidas, organização da qual ele tem sido crítico há muito tempo. A França, por exemplo, declinou rapidamente a oferta, com Emmanuel Macron dizendo que o estatuto do conselho parece contradizer os princípios da ONU.

O presidente russo Vladimir Putin foi convidado para participar do “Conselho da Paz” destinado a resolver conflitos globalmente e supervisionar governança e reconstrução em Gaza. A inclusão de Putin num conselho supostamente de paz, enquanto mantém guerra na Ucrânia, evidencia a natureza contraditória da proposta.

O modelo de cobrança por participação transforma diplomacia multilateral em negócio lucrativo. A resposta europeia ao “Conselho da Paz” revela divisões internas sobre como lidar com Trump. A Hungria, aliada próxima de Trump, é o único país europeu a aceitar o convite. Outros hesitam entre resistir às pressões ou ceder para evitar retaliações comerciais.

Europa dividida entre resistência e chantagem comercial

Washington ameaçou aumento de 10% nas tarifas para países que se oponham aos planos de Trump, incluindo Reino Unido, Noruega e seis nações da UE como França e Alemanha. A chantagem comercial explícita força países aliados a escolherem entre princípios e economia.

Em mensagens privadas compartilhadas por Trump no Truth Social, Macron sugeriu encontro do G7 em Paris na quinta-feira, após o Fórum Econômico de Davos. A publicação de correspondência diplomática privada quebra protocolos básicos e constrange aliados.

A estratégia de Trump parece clara: isolar a Ucrânia do apoio europeu através de distrações como Groenlândia e Gaza. Ao forçar a Europa a se posicionar sobre questões periféricas, desvia atenção da guerra que realmente importa. É geopolítica de distração em grande escala.

Alguns líderes europeus ponderam não participar do conselho, arriscando a ira de Trump durante período instável de conflito global escalado. O cálculo político é complexo: resistir pode significar perder apoio americano para a Ucrânia.

Tecnologia versus burocracia estatal

O episódio ilustra como estruturas estatais tradicionais perdem relevância diante da evolução tecnológica e econômica. A Rússia desenvolve armas hipersônicas que “permitem superar qualquer defesa inimiga”, segundo executivos russos, mas especialistas ocidentais contestam essa invulnerabilidade. A tecnologia militar avança mais rápido que a capacidade estatal de controlá-la efetivamente.

Trump tenta criar instituições paralelas às existentes, cobrando pela participação como se diplomacia fosse produto comercial. O modelo revela como o poder estatal tradicional – baseado em legitimidade e consenso – cede espaço para relações puramente transacionais. Países pagam para ter voz, não por direito ou representatividade.

A guerra na Ucrânia mostra os limites do poder estatal concentrado. A Rússia, com todo seu arsenal nuclear e militar, não consegue derrotar um país menor mas tecnologicamente mais ágil. A Ucrânia, usando drones comerciais e armas improvisadas, causa danos estratégicos ao gigante russo.

Enquanto isso, redes descentralizadas de fornecimento de armas (via Polônia), sistemas de defesa adaptativos (micro-ondas antidrone) e coordenação internacional flexível (apoio ocidental) mostram-se mais eficazes que estruturas hierárquicas tradicionais. A burocracia estatal russa não consegue competir com a agilidade ucraniana.

A nova ordem das alianças pragmáticas

A geopolítica de 2026 revela um mundo onde legitimidade se constrói através da eficiência, não da autoridade. Estados que entregam resultados mantêm relevância; os que apenas demonstram força perdem credibilidade. A Ucrânia ganha apoio por resistir eficazmente. A Rússia perde influência por falhar em seus objetivos. Trump força participação por chantagem comercial, não por liderança moral.

Na perspectiva libertária, este cenário representa tanto oportunidade quanto ameaça. Por um lado, estruturas estatais rígidas perdem força diante da inovação tecnológica e coordenação voluntária. Por outro, novos modelos de coerção emergem através da chantagem econômica e controle de recursos estratégicos.

Este é o futuro da ordem internacional: menos baseada em instituições permanentes e mais em coalizões temporárias de interesse. Países se alinham por resultado, não por ideologia. A era dos blocos ideológicos definitivos terminou. Começou a era das alianças pragmáticas e transitórias.

Neste cenário, a questão central permanece: quem tem mais liberdade de escolha? O cidadão ucraniano que resiste à invasão russa através da inovação tecnológica ou o europeu que se submete à chantagem comercial americana? A resposta revela qual modelo de organização social tem futuro: o que expande ou o que limita a capacidade individual de escolha.

Este artigo pode ser atualizado caso surjam novos fatos ou manifestações dos citados.

Versão: 20/01/2026 11:32

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