Um estranho fenômeno luminoso cortou o céu de Melitopol após ataque ucraniano deixar 213.000 casas sem energia elétrica em territórios ocupados pela Rússia, segundo autoridades instaladas por Moscou. Enquanto isso, o presidente Trump escala pressões diplomáticas contra aliados europeus com ameaças tarifárias relacionadas à Groenlândia.
Nota editorial: Este artigo tem caráter analítico e opinativo, baseado em informações públicas e reportagens jornalísticas (com links para as fontes). Não imputa crimes, ilegalidades ou intenções a pessoas ou instituições. Limita-se à análise crítica de decisões e seus efeitos no debate público, sob perspectiva editorial libertária.
O Clarão Que Trouxe Chernobyl à Memória
O que chamou atenção não foi apenas a falta de energia em centenas de milhares de casas. Foi o estranho facho de luz que se ergueu sobre Melitopol — uma coluna luminosa que subia direto para o céu, criando um fenômeno visual perturbador. Para quem assistiu à série Chernobyl, a imagem trouxe memórias imediatas do desastre nuclear de 1986.
Felizmente, não há usinas nucleares na região. O fenômeno sugere que uma subestação elétrica de grande porte foi atingida. Quando instalações de alta voltagem sofrem danos severos, podem gerar exatamente esse tipo de descarga elétrica intensa que cria clarões no céu.
Este ataque representa parte da estratégia ucraniana de atingir infraestrutura energética nas regiões ocupadas. Trata-se de uma guerra dentro da guerra, onde ambos os lados tentam quebrar o fornecimento de energia do adversário.
A Escalada Russa: 1.300 Drones em Uma Semana
A Rússia intensificou drasticamente seus ataques contra a Ucrânia. Segundo o Euronews, mais de 1.300 drones de ataque, 1.050 bombas aéreas guiadas e 29 mísseis de vários tipos foram usados pela Rússia esta semana. Os números mostram a dimensão do bombardeio diário que o país sofre.
O ataque mais recente envolveu mais de 200 drones lançados contra território ucraniano. Críticos militares apontam que a defesa antiaérea ucraniana conseguiu derrubar 167 dos 211 drones, mas mesmo assim houve vítimas.
Analistas descrevem essa tática como o que chamam de “instrumentalização do inverno” — uma estratégia de forçar a população ucraniana à submissão através da privação de serviços essenciais durante o rigoroso inverno.
Quem Paga a Conta da Guerra Elétrica?
Enquanto os ucranianos atacam subestações nas regiões ocupadas, os russos bombardeiam massivamente a infraestrutura energética ucraniana. O presidente Zelensky admitiu que o sistema energético danificado consegue suprir apenas 60% da demanda de eletricidade do país.
Essa guerra elétrica tem consequências dramáticas para a população civil. Centenas de milhares de pessoas ficam sem energia em temperaturas abaixo de zero. A questão central é: quem realmente paga o preço dessa estratégia?
A resposta é simples: a população civil. Enquanto autoridades militares e políticas têm geradores e bunkers aquecidos, são os cidadãos comuns que ficam no escuro e no frio.
Na perspectiva libertária, essa tática de atacar infraestrutura civil representa um dos piores aspectos da guerra moderna. Estados usam a população como refém, privando-a de necessidades básicas para forçar decisões políticas. É sempre o cidadão comum que paga o preço das ambições geopolíticas dos governos.
A Farsa das Sanções: Tecnologia Ocidental em Drones Russos
Os ucranianos desenvolveram uma estratégia reveladora para combater os ataques: fazer engenharia reversa dos drones Shahed capturados. Através dessa análise, identificaram componentes ocidentais em praticamente todas as armas russas.
A descoberta expõe contradições alarmantes. Motores fabricados na China, bombas de combustível da empresa alemã BOS, chips americanos — tudo encontrado nos drones que bombardeiam território ucraniano. Algumas peças foram produzidas em junho de 2024, bem depois do início das sanções.
Isso revela, segundo críticos da política externa ocidental, a ineficácia das sanções governamentais quando há incentivos econômicos para burlá-las. O mercado sempre encontra um caminho. A única diferença é que agora esse caminho é mais caro e obscuro, mas continua funcionando.
Trump Escala Pressão Tarifária Contra a Europa
Enquanto pressiona por um acordo rápido na Ucrânia, Trump simultaneamente abriu uma nova frente diplomática com os aliados europeus. Anunciou tarifas de 10% contra oito países europeus a partir de fevereiro, subindo para 25% em junho, até que aceitem negociar a “compra” da Groenlândia.
Os países afetados — Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia — enviaram tropas para a Groenlândia em exercícios militares. Trump interpretou isso como uma “situação muito perigosa para a segurança e sobrevivência do planeta”.
A ironia é grotesca. Enquanto Trump pressiona a Ucrânia a fazer paz com a Rússia, ele simultaneamente ameaça território de aliados da OTAN. Observadores internacionais apontam que Putin deve estar comemorando: conseguiu dividir os aliados sem disparar um tiro.
Manifestações Massivas na Groenlândia
A resposta dos groenlandeses foi imediata. Milhares de pessoas marcharam em Nuuk contra as ameaças americanas, portando cartazes com mensagens como “Groenlândia não está à venda” e “Forjamos nosso futuro”.
Alguns manifestantes usavam bonés com os dizeres “Make America Go Away” — uma referência direta ao slogan de Trump “Make America Great Again”. Segundo pesquisas, 85% dos groenlandeses se opõem à incorporação aos Estados Unidos.
A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, alertou que “a China e a Rússia se beneficiarão das divisões entre os EUA e a Europa”. Para defensores do multilateralismo, essa fragmentação do Ocidente ocorre exatamente quando deveria estar unido contra ameaças autoritárias.
O Fim da OTAN Tradicional?
A combinação da pressão sobre a Groenlândia com as divisões sobre a Ucrânia está acelerando transformações na OTAN. A União Europeia convocou reunião de emergência para discutir resposta coordenada às ameaças tarifárias de Trump.
Na prática, isso pode ser positivo para a Europa, segundo alguns analistas. Uma OTAN puramente europeia teria mais liberdade para tomar medidas efetivas contra a Rússia — como implementar um bloqueio total da região de Kaliningrado, algo que Trump nunca permitiria.
O problema é que isso fragmenta o Ocidente no momento em que deveria estar mais coeso. Para críticos da política externa americana, Trump está entregando vitórias estratégicas para Putin em bandeja de prata.
Vazamentos no Pentágono: A Peneira Americana
Uma revelação preocupante emergiu sobre a segurança das informações americanas. Serviços de inteligência ucranianos descobriram que qualquer informação compartilhada com o Pentágono acabava chegando aos russos.
O teste foi simples: os ucranianos passaram informações falsas para os americanos e observaram essas mesmas mentiras sendo usadas pelas forças russas. Isso provou vazamentos sistemáticos no Pentágono.
Esse problema não é novo e não começou com Trump. Já existia durante o governo Biden. A consequência prática foi devastadora: a ofensiva ucraniana de 2023 fracassou parcialmente porque os russos sabiam exatamente o que seria feito.
A Pressão Interna na Rússia
Enquanto Putin celebra as divisões ocidentais, sinais alarmantes emergem dentro do próprio aparelho estatal russo. Há relatos de que ativos de inteligência russos começaram a eliminar oficiais de alta patente em Moscou e no Chipre.
Alexei Scer, ex-chefe do Ministério do Trabalho, foi encontrado morto. Um empresário do setor de fertilizantes também foi morto no Chipre. Um oficial de inteligência do GRU foi encontrado morto na embaixada russa no Chipre.
Para analistas de regimes autoritários, esses eventos indicam que o sistema Putin está começando a devorar a si mesmo. Quando regimes se sentem ameaçados, invariavelmente recorrem a purgas internas — sinal clássico de um poder em declínio.
O Preço Real da Geopolítica
No final das contas, essa guerra está custando caro para todos os envolvidos. São os contribuintes americanos e europeus que financiam a ajuda militar. São os ucranianos que morrem sob bombardeios. São os russos que veem sua economia desmoronar. São as famílias que ficam sem luz e aquecimento.
Enquanto isso, a elite política de todos os países envolvidos continua vivendo confortavelmente. Políticos americanos aprovam mais bilhões em gastos militares. Autoridades russas protegem fortunas em paraísos fiscais. Líderes europeus fazem discursos grandiosos sobre valores democráticos.
Na visão libertária, essa dinâmica é revoltante. Estados usam recursos arrancados à força dos cidadãos para financiar suas ambições geopolíticas. O povo paga, os políticos ganham.
A verdadeira tragédia é que soluções pacíficas sempre existem, mas exigem que os governos abdiquem de parte de seu poder. E isso é algo que Estados raramente fazem voluntariamente.
Aliás, você consegue enxergar alguma saída para esse emaranhado de interesses conflitantes que não passe pela conta do contribuinte comum?
Este artigo pode ser atualizado caso surjam novos fatos ou manifestações dos citados.
Versão: 18/01/2026 11:33
Fontes
- ISTOÉ – Ataque em região da Ucrânia ocupada pela Rússia deixa 200.000 casas sem energia
- Euronews – Russia launches major attack on Ukraine, targeting power grid
- CNN Español – Trump amenaza con nuevos aranceles a Europa por Groenlandia
- La Jornada – Trump cobrará aranceles del 10% a ocho países de Europa
- Pravda PT – Sistema energético da Ucrânia consegue suprir apenas 60% da procura



