Dados divulgados pelo jornal britânico The Times revelam uma realidade que observadores militares classificam como devastadora para Moscou. Em Kupiansk, as perdas russas nas batalhas recentes excederam as perdas ucranianas em 27 vezes, segundo informações da inteligência britânica. O dado mostra como críticos militares interpretam que a estratégia de atrito ucraniana está sendo efetiva contra as tropas de Vladimir Putin.
Nota editorial: Este artigo tem caráter analítico e opinativo, baseado em informações públicas e reportagens jornalísticas (com links para as fontes). Não imputa crimes, ilegalidades ou intenções a pessoas ou instituições. Limita-se à análise crítica de decisões e seus efeitos no debate público, sob perspectiva editorial libertária.
Quando os números contradizem a propaganda
O Ministério da Defesa Russo insiste em afirmar que controla Kupiansk, mas até bloggers militares russos reconhecem que as forças russas estão sendo expulsas da cidade no norte da região de Kharkiv. Analistas militares apontam que a propaganda oficial não consegue mais mascarar a realidade no terreno. Quando você perde 27 soldados para cada inimigo abatido, críticos militares argumentam que não está conquistando território — está sendo dizimado.
A população russa é apenas três vezes maior que a ucraniana. Nesse ritmo de mortes, observadores estratégicos questionam se a suposta vantagem demográfica de Moscou desaparece rapidamente. Putin havia prometido uma “operação militar especial” de poucos dias. Estamos em janeiro de 2026, e relatórios de campo indicam que seus soldados morrem aos milhares por metro quadrado de território.
Fontes militares identificam um problema clássico de todo regime autoritário: relatórios falsos para agradar superiores. Devido a relatórios imprecisos sobre a situação para autoridades superiores, reservas que “não eram necessárias” para a captura de Kupiansk foram reposicionadas para outras áreas, segundo análises militares. O resultado? Tropas russas ficaram expostas e foram massacradas.
A guerra moderna não perdoa mentiras institucionais. Você pode enganar Moscou, mas não pode enganar drones ucranianos armados com explosivos. A diferença entre propaganda e realidade se mede em corpos empilhados nas trincheiras de Kupiansk.
Ataques ucranianos chegam aos subúrbios de Moscou
Enquanto Putin finge controlar cidades ucranianas, os ataques de drones chegaram até Serpukhov e Voskresensk, regiões próximas à capital russa. Uma subestação elétrica pegou fogo em temperaturas de -29°C, deixando milhares sem energia elétrica. Uma fábrica química que produz componentes para explosivos militares também foi atingida.
A guerra elétrica mostra uma realidade que especialistas consideram inconveniente para o Kremlin. A Ucrânia, país teoricamente mais fraco, consegue atacar infraestrutura estratégica próxima ao centro de poder russo. Enquanto isso, Putin gasta fortunas tentando destruir a rede elétrica ucraniana — que sempre volta a funcionar.
De ontem para hoje, os russos lançaram 115 drones contra a Ucrânia. A defesa antiaérea ucraniana derrubou 96. É uma taxa de sucesso de mais de 80%. Kiev já restabeleceu o aquecimento em todas as residências após os últimos ataques russos. A resiliência ucraniana contrasta com a vulnerabilidade russa.
O Ocidente enviou um “pacote sério” de mísseis para reforçar a defesa antiaérea ucraniana, segundo Volodymyr Zelensky. A base americana de Ramstein, na Alemanha, registrou movimentação frenética de aeronaves cargueiras. Parte dos equipamentos segue para a Ucrânia, parte vai para o Oriente Médio. O apoio militar não parou — apenas mudou de ritmo.
O mistério por trás da Síndrome de Havana
Segundo relatos do jornalista investigativo Christo Grozev, os Estados Unidos podem ter comprado um dispositivo russo que causa a “Síndrome de Havana” da Inteligência de Defesa da Ucrânia. O equipamento, adquirido através de uma operação secreta, está sendo testado pelo Pentágono há mais de um ano.
O dispositivo é portátil, do tamanho de uma mochila, contém componentes de origem russa e emite energia de radiofrequência pulsada. A Síndrome de Havana afeta diplomatas e espiões americanos desde 2016, causando sintomas similares a traumatismo craniano: vertigem, vômito, perda de visão e audição.
A parceria entre Ucrânia e Estados Unidos não é apenas unidirecional. Enquanto Washington fornece armas e dinheiro, Kiev entrega inteligência valiosa sobre tecnologia militar russa. Fontes relatam que um membro sênior do GUR se vangloriou de comprar a arma de um russo, e a organização ucraniana tentou negociar o dispositivo com os Estados Unidos em troca de apoio financeiro para o esforço de guerra.
O timing da negociação revela a realidade financeira da guerra. O Congresso americano havia cortado parte do financiamento devido à oposição republicana. O GUR “precisava de dinheiro para operações”, segundo Grozev. É assim que funciona a guerra moderna: inteligência por dólares, tecnologia por apoio militar.
Sucessão sangrenta na Chechênia
Adam Kadyrov, filho de 18 anos do líder checheno Ramzan Kadyrov, foi hospitalizado em estado grave após um acidente de carro, permanecendo inconsciente em cuidados intensivos. O “acidente” aconteceu quando seu comboio trafegava em alta velocidade pelas ruas de Grozny.
A coincidência é suspeita. Fontes da inteligência militar ucraniana confirmaram que Ramzan Kadyrov sofreu insuficiência renal e discussões sobre seu potencial sucessor estão em andamento. Adam era um dos candidatos naturais à sucessão, junto com o irmão mais velho Akhmat e outros nomes do clã.
Na Chechênia, sucessões políticas não seguem constituições ou regulamentos. Seguem a lei da sobrevivência. Adam, apesar dos 18 anos, já acumulava poder: secretário do Conselho de Segurança checheno e supervisor do Ministério do Interior regional. Era jovem demais para governar, mas velho demais para não representar ameaça.
O comboio se chocou “subitamente contra um obstáculo”, segundo fontes locais. O canal de oposição NIYSO afirmou que o comboio de Adam Kadyrov viajava em alta velocidade quando ocorreu uma colisão entre vários veículos, e que o jovem estava passando por ressuscitação para transporte emergencial para Moscou. Acidentes convenientes são comuns quando o poder está em disputa.
A guerra que o Estado não quer que você entenda
Observe o padrão: informação oficial versus realidade no campo de batalha. O Ministério da Defesa Russo anuncia vitórias inexistentes. Bloggers militares contradizem a versão oficial. Soldados morrem por incompetência dos comandantes que mentem para Moscou. O ciclo se repete até que 27 russos morram para cada ucraniano.
Enquanto isso, a Ucrânia demonstra capacidade operacional impressionante. Drones atingem fábricas militares próximas a Moscou. O serviço secreto ucraniano obtém tecnologia militar russa e a vende para os americanos. Tropas ucranianas avançam em setores estratégicos, quebrando linhas russas.
O Estado russo funciona como qualquer burocracia ineficiente: produz relatórios para agradar superiores, desperdiça recursos em projetos inúteis e pune quem diz a verdade. A diferença é que, na guerra, a burocracia mata. Literalmente. Cada relatório falso custa vidas de soldados que poderiam estar vivos.
Putin construiu um sistema onde mentir para o chefe é mais seguro que dizer a verdade. O resultado são tropas russas cercadas em Kupiansk no Natal, bombardeadas pela aviação ucraniana porque ninguém em Moscou sabia onde elas estavam. A Ucrânia manteve Pokrovsk e Chasiv Yar, bloqueou a Rússia de Kostiantynivka e quase liberou completamente Kupiansk.
O preço real da guerra de Putin
Durante 2025, o exército russo conseguiu apenas ganhos territoriais mínimos, capturando 4.336 quilômetros quadrados de terra ucraniana, o que equivale a apenas 0,72% do território total da Ucrânia. Para conseguir essa fração insignificante, Putin gastou centenas de milhares de soldados.
A matemática é simples e brutal. A Rússia teve 1,1 milhão de baixas, segundo o ex-diretor da CIA William Burns em entrevista de janeiro de 2026. Em troca, conquistou menos de 1% do território ucraniano. Cada quilômetro quadrado custou mais de 250 soldados russos.
Compare com invasões históricas bem-sucedidas. Em março de 2022, no início da guerra, a Rússia chegou a controlar 120.000 quilômetros quadrados em cinco semanas. Hoje, três anos depois, controla menos território e perdeu mais de um milhão de homens. A ofensiva de Kupiansk avança mais devagar que as tropas aliadas na Batalha do Somme durante a Primeira Guerra Mundial.
O sistema econômico também sente o impacto. Putin limitou a carga de caminhões na ponte da Crimeia para 1,5 tonelada após os últimos ataques ucranianos. A infraestrutura de guerra russa está se deteriorando mais rápido que consegue ser reparada. Cada ataque ucraniano custa milhões de dólares em danos estruturais.
Quando a propaganda encontra a realidade
A diferença entre o que Putin promete e o que entrega fica evidente nos números. Ele prometeu “desnazificar” a Ucrânia em poucos dias. Quatro anos depois, soldados ucranianos atacam fábricas militares nos subúrbios de Moscou. Prometeu proteger russos étnicos no Donbas. Hoje, 27 russos morrem para cada ucraniano em Kupiansk.
O regime autoritário sempre enfrenta o mesmo dilema: como manter o controle quando a realidade contradiz a propaganda? Putin escolheu a solução clássica — mais propaganda, mais censura, mais mentiras. O problema é que drones ucranianos não leem jornais russos. Mísseis não respeitam decretos presidenciais.
A tecnologia militar moderna democratizou a guerra de forma que poucos analistas compreenderam. Um drone ucraniano de 2.000 dólares pode destruir um tanque russo de 3 milhões de dólares. Uma unidade de drones ucraniana, o Grupo Lazar, causou 12 bilhões de dólares em prejuízos às forças russas usando equipamentos produzidos com investimento privado.
Estados centralizados como a Rússia dependem de hierarquias rígidas e decisões de cima para baixo. Funciona bem para controlar populações domésticas. Funciona mal contra adversários que se adaptam rapidamente e usam tecnologia descentralizada. A Ucrânia provou que David ainda pode vencer Golias — desde que tenha os drones certos.
A parceria que fortalece a liberdade
A relação entre Ucrânia e Estados Unidos ilustra como países livres cooperam de forma mutuamente benéfica. Kiev não apenas recebe ajuda — fornece inteligência valiosa sobre capacidades militares russas. O dispositivo da Síndrome de Havana é apenas um exemplo dessa troca.
Na perspectiva libertária, essa cooperação demonstra como sociedades abertas se adaptam e inovam melhor que regimes fechados. Enquanto Donald Trump critica o “gasto” americano com a Ucrânia, ignora os benefícios estratégicos. Os Estados Unidos obtêm informações sobre tecnologia militar russa que custaria décadas para desenvolver internamente. Recebem dados sobre táticas russas testadas em combate real. Observam como suas próprias armas funcionam contra equipamentos russos.
A Ucrânia oferece algo que nenhum think tank americano consegue: laboratório real de guerra moderna. Cada batalha gera dados sobre eficácia de sistemas de defesa, vulnerabilidades de equipamentos russos e evolução tática. Esses dados valem bilhões em pesquisa e desenvolvimento militar.
Para defensores da liberdade individual, o investimento americano na Ucrânia não é caridade — é um dos melhores negócios estratégicos que Washington fez em décadas. Por uma fração do orçamento militar americano, os Estados Unidos assistem ao desmantelamento do principal rival militar sem perder um soldado americano sequer.
Diante desses números devastadores para Moscou, uma pergunta permanece: quanto tempo Putin conseguirá manter uma guerra que custa 27 soldados russos para cada ucraniano morto? A matemática da guerra é implacável, e os números não mentem como os relatórios do Kremlin.
Este artigo pode ser atualizado caso surjam novos fatos ou manifestações dos citados.
Versão: 17/01/2026 11:32



