CEO Brian Armstrong da Coinbase anunciando retirada de apoio ao projeto de regulação de criptomoedas nos Estados Unidos

janeiro 17, 2026

Ludwig M

Coinbase abandona regulação cripto: bancos armaram cilada contra sua liberdade financeira

A maior exchange de criptomoedas dos Estados Unidos acaba de expor uma manobra que pode mudar para sempre seu relacionamento com o dinheiro. Brian Armstrong, CEO da Coinbase, retirou o apoio da empresa ao Clarity Act, o projeto de lei que regulamenta o mercado cripto norte-americano. O motivo? Segundo Armstrong, as alterações introduzidas no texto quebram partes essenciais da estrutura do mercado.

Nota editorial: Este artigo tem caráter analítico e opinativo, baseado em informações públicas e reportagens jornalísticas (com links para as fontes). Não imputa crimes, ilegalidades ou intenções a pessoas ou instituições. Limita-se à análise crítica de decisões e seus efeitos no debate público, sob perspectiva editorial libertária.

A estratégia que observadores chamam de “abraçar para sufocar”

O movimento não aconteceu por acaso. Durante meses, as instituições financeiras tradicionais se aproximaram da regulamentação cripto com discurso favorável. Pareciam genuinamente interessados em colaborar com o crescimento do setor.

Mas a realidade, segundo críticos do mercado, revelou-se bem diferente. Na visão desses observadores, tratava-se de uma estratégia para infiltrar e moldar as regras do jogo. Armstrong descobriu isso da pior forma. O CEO afirmou que “a indústria prefere não ter lei nenhuma a ter uma lei ruim”.

Especialistas em regulação financeira apontam que essa é uma estratégia conhecida no mundo corporativo: quando não consegue combater um competidor diretamente, abraça-o para depois sufocá-lo. Os bancos sabem que não podem combater frontalmente as criptomoedas, que oferecem rendimentos superiores aos produtos tradicionais.

O resultado seria devastador para quem busca alternativas financeiras. O projeto incluía proibições que efetivamente impediriam exchanges de oferecer recompensas em stablecoins — justamente os instrumentos que permitem ao cidadão comum fugir dos baixos rendimentos bancários.

Os quatro pontos que expuseram a armadilha

Armstrong identificou quatro problemas fundamentais no texto que revelaram as verdadeiras intenções por trás do projeto. Cada um deles ataca diretamente os principais benefícios das criptomoedas para pessoas comuns.

Primeiro: proibição de ações tokenizadas. Isso significa que você não poderia usar a tecnologia blockchain para investir em ações de forma mais simples e barata. Críticos do setor financeiro interpretam isso como uma forma de manter o monopólio das corretoras tradicionais, com suas taxas elevadas e burocracias desnecessárias.

Segundo: limitações às finanças descentralizadas (DeFi). Esse ponto é considerado o mais revelador pelos defensores da liberdade financeira. Através do DeFi, qualquer pessoa pode obter rendimentos significativamente superiores aos oferecidos pelos bancos convencionais.

Terceiro: restrições aos stablecoins. Essas moedas digitais atreladas ao dólar oferecem estabilidade sem a necessidade de intermediários bancários. Na visão libertária, são uma concorrência direta aos serviços bancários tradicionais — e por isso precisavam ser limitadas.

Quarto: expansão do acesso governamental aos dados financeiros. Armstrong expressou preocupação sobre como a legislação expandiria o acesso do governo a dados de transações. Críticos da vigilância estatal veem isso como mais um passo em direção ao controle total sobre as finanças pessoais dos cidadãos.

O mercado reagiu: Bitcoin oscila enquanto o futuro se define

A reação do mercado foi imediata. O Bitcoin está sendo negociado hoje a US$ 95.070, oscilando em uma faixa que reflete a incerteza regulatória. Analistas interpretam essa volatilidade como reflexo direto da indefinição sobre o futuro regulatório nos Estados Unidos.

O timing não é coincidência. Observadores do mercado financeiro notam que, sem uma regulação favorável à inovação, as criptomoedas enfrentarão mais obstáculos para crescer no maior mercado do mundo. E quem se beneficia com essa indefinição? As instituições financeiras tradicionais, que mantêm seus clientes presos em produtos com rendimentos que mal acompanham a inflação real.

Especialistas em mercados financeiros apontam que essa é a velha estratégia dos oligopólios: quando não conseguem vencer pela qualidade dos serviços, usam o poder político para eliminar a concorrência. É uma forma sofisticada de proteger lucros às custas da liberdade de escolha dos consumidores.

Bitcoin versus sistema bancário: a disputa pelo seu dinheiro

O conflito vai muito além da regulação. É uma guerra pelo controle dos recursos financeiros dos cidadãos. Analistas projetam que o Bitcoin pode atingir entre US$ 120.000 e US$ 170.000 em 2026, números que expõem a diferença gritante entre as oportunidades oferecidas pelas criptomoedas e pelo sistema bancário tradicional.

Compare esses números com o que as instituições financeiras convencionais oferecem. No Brasil, mesmo com a Selic elevada, os rendimentos da poupança mal conseguem preservar o poder de compra quando consideramos a inflação real dos produtos que você compra no supermercado.

Com Bitcoin e outras criptomoedas, a dinâmica é completamente diferente. Você não depende de intermediários que cobram taxas por cada operação. Pode movimentar seus recursos 24 horas por dia, todos os dias da semana. E ainda tem potencial de valorização real no médio e longo prazo.

Por isso as instituições tradicionais estão preocupadas. Quando você descobr e que pode fazer tudo que um banco faz, só que melhor e mais barato, a pergunta natural surge: para que ainda precisaria de um banco?

A narrativa da proteção que esconde controle

O argumento é sempre o mesmo: “queremos proteger o investidor”. “Precisamos evitar fraudes”. É a velha falácia do “quem não deve não teme” aplicada ao mundo financeiro.

Recentemente, autoridades brasileiras chegaram a deboc har de cidadãos preocupados com privacidade financeira. A mensagem é clara: se você não é criminoso, não deveria se importar com monitoramento. É uma visão que ignora direitos fundamentais e normaliza a vigilância como algo desejável.

Privacidade financeira não é privilégio de quem tem algo a esconder. É direito básico em uma sociedade livre. Da mesma forma que você não aceita câmeras no seu quarto só porque não faz nada errado, não deveria aceitar monitoramento total das suas transações financeiras.

Na prática, essas ferramentas de controle permitem que o Estado calcule exatamente quanto pode extrair de cada cidadão via impostos. É uma forma sofisticada de maximizar a arrecadação que transforma cada transação em dados para o planejamento tributário.

O futuro da liberdade financeira em 2026

Apesar dos obstáculos, o cenário para as criptomoedas continua promissor para quem entende as tendências de longo prazo. A diferença é que agora fica mais claro quem são os verdadeiros opositores da inovação financeira.

Há motivos para otimismo. Especialistas destacam que um dos argumentos mais fortes para uma previsão otimista está no crescimento da participação institucional. Diferentemente de ciclos anteriores dominados por especulação de varejo, o mercado atual conta com fundos de pensão, gestores de ativos e até entidades soberanas.

Essa base institucional mais sólida reduz a probabilidade de colapsos abruptos e aumenta as chances de valorização sustentada. Mesmo enfrentando tentativas de controle regulatório, as criptomoedas continuam crescendo porque oferecem valor real que as instituições tradicionais não conseguem replicar.

O que você pode fazer para proteger sua liberdade financeira

Conhecimento é sua melhor defesa contra tentativas de controle financeiro. Entender como funcionam as criptomoedas, o DeFi e os stablecoins se torna essencial para quem quer preservar alternativas ao sistema bancário tradicional.

Não espere que governos ou bancos facilitem seu acesso à liberdade financeira. Na perspectiva libertária, essas instituições têm todos os incentivos para mantê-lo dependente de serviços caros e ineficientes. Cada real que você diversifica para fora do sistema bancário tradicional é um pequeno passo em direção à independência financeira.

Eduque-se sobre as alternativas disponíveis. Aprenda a usar exchanges descentralizadas. Entenda como funcionam as carteiras digitais. Esse conhecimento é um investimento na sua liberdade futura.

A transformação do sistema financeiro não acontecerá do dia para a noite. Mas cada pessoa que compreende as opções disponíveis se torna menos vulnerável aos caprichos e limitações impostos pelas instituições tradicionais. Em um mundo onde a liberdade financeira está sob constante pressão, ter alternativas se torna não apenas conveniente, mas necessário.

Este artigo pode ser atualizado caso surjam novos fatos ou manifestações dos citados.

Versão: 16/01/2026 22:02

Fontes

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