A captura de Nicolás Maduro pelo governo americano em 3 de janeiro de 2026 foi confirmada pela CNN e desencadeou especulações sobre descobertas que vão além de uma operação militar. Relatórios de inteligência citados pela Whale Hunting sugerem que a Venezuela pode ter acumulado uma reserva oculta de até 600.000 bitcoins, avaliada em mais de 60 bilhões de dólares. Se confirmado, o número colocaria o país sul-americano entre os maiores detentores de Bitcoin do mundo, rivalizando com empresas como MicroStrategy e fundos como o ETF IBIT da BlackRock.
Nota editorial: Este conteúdo tem caráter analítico e opinativo, baseado em informações públicas e reportagens amplamente divulgadas (com links para as fontes). Não afirma como fatos comprovados a prática de crimes ou ilícitos, nem substitui decisões judiciais. Seu objetivo é promover reflexão crítica sob uma perspectiva editorial libertária.
A verdadeira disputa pode não ser pelo petróleo, mas pela moeda digital
Enquanto a mídia tradicional foca nas reservas de petróleo venezuelanas, analistas argumentam que o Bitcoin é a variável negligenciada. A Venezuela possui as maiores reservas petrolíferas do mundo, mas esse ativo já estava no radar americano há décadas. O que teria mudado, segundo essas fontes, é a possível descoberta de que o regime Maduro pode ter construído uma massiva reserva de BTC durante o auge das sanções americanas.
A estratégia teria começado em 2018, quando a Venezuela começou a acumular ativos digitais em resposta às sanções. Com o sistema bancário tradicional bloqueado, o país teria liquidado aproximadamente 2 bilhões de dólares em ouro a um preço médio de 5.000 dólares por bitcoin. Se mantidos, esses bitcoins hoje valeriam mais de 35 bilhões de dólares, segundo os cálculos.
O processo não teria parado por aí. Entre 2023 e 2025, há reportes de que a Venezuela obteve entre 10 e 15 bilhões de dólares em ativos digitais via comércio de petróleo, exigindo pagamentos em USDT e depois convertendo para Bitcoin para evitar congelamentos, segundo fontes de inteligência. É, se verdadeiro, uma masterclass em como contornar sanções usando criptomoedas como ferramenta de soberania financeira.
A ironia é clara: enquanto os Estados Unidos bloqueavam a Venezuela do sistema financeiro tradicional, podem ter forçado inadvertidamente o país a adotar Bitcoin. O resultado seria uma reserva que pode rivalizar com as maiores holdings corporativas do mundo.
600.000 bitcoins: um tesouro maior que qualquer empresa
Se as projeções estiverem corretas, as holdings venezuelanas se aproximariam da escala da MicroStrategy e ficariam significativamente à frente dos Estados Unidos. Para ter noção da magnitude, a venda de apenas 50.000 bitcoins pela Alemanha em 2024 causou uma correção de 15-20% no mercado. A reserva venezuelana seria 12 vezes maior, segundo as estimativas.
Os Estados Unidos já possuem uma reserva significativa de bitcoins. Se conseguissem acesso aos bitcoins venezuelanos, teriam controle sobre quase 3% do suprimento circulante de Bitcoin. Isso os colocaria próximos de 1 milhão de bitcoins, tornando-os praticamente o maior holder individual do mundo.
O timing não parece ser coincidência. A postura de Donald Trump, que abraçou publicamente as reservas de Bitcoin, reforça essa narrativa. Os Estados Unidos não têm autorização para comprar Bitcoin diretamente. Precisam de uma forma de aumentar suas reservas estratégicas sem custo para o contribuinte americano. A Venezuela pode ter entregado essa solução de bandeja.
A captura dos bitcoins venezuelanos resolveria o problema da reserva estratégica americana de forma instantânea. Se confiscados, o resultado mais provável envolveria ativos congelados ou mantidos em longo prazo, o que poderia apertar materialmente o suprimento líquido do Bitcoin.
Alex Saab: o homem que pode controlar as chaves de 60 bilhões
Alex Saab é apontado como figura-chave na operação, um associado de longa data de Maduro amplamente considerado o arquiteto da rede de finanças cripto da Venezuela. Saab supostamente gerenciava a infraestrutura de carteiras e tinha acesso às chaves privadas. Sem essas chaves, os bitcoins são inacessíveis, mesmo com controle físico dos servidores.
Embora tenha sido extraditado para os EUA em 2021, Saab foi posteriormente libertado em uma troca de prisioneiros em 2023. A questão que permanece é se ele ou outros leais ao regime ainda mantêm acesso aos ativos. Fontes estimam que Saab pode ser a única pessoa na Terra que sabe como acessar até 60 bilhões de dólares em Bitcoin.
A operação de acumulação era sistemática. Fontes familiares com a operação descrevem um esforço sistemático para converter receitas de ouro em criptomoedas através de intermediários turcos e emiradenses. Os ativos eram então movidos através de mixers e carteiras frias, além do alcance das autoridades ocidentais, segundo esses relatórios.
É um caso fascinante de como regimes autoritários podem usar Bitcoin para escapar do controle financeiro global. A descentralização da rede Bitcoin funcionou exatamente como planejada: permitiu que um governo isolado mantivesse soberania financeira. O problema é que agora esse governo foi removido do poder.
O impacto no mercado: squeeze de oferta histórico
O Bitcoin já respondeu às notícias. O preço subiu além dos 93.000 dólares na segunda-feira, com alta de 2,53%. Mas o movimento real pode estar apenas começando. Uma reserva travada de aproximadamente 600.000 BTC representaria quase 3% do suprimento circulante total, criando um aperto estrutural de oferta em vez de um risco de venda.
A dinâmica é única na história do Bitcoin. Para o mercado Bitcoin, isso é efetivamente um sinal altista: mecanicamente remove um bloco massivo de oferta da circulação. Diferente de uma venda tradicional, os bitcoins ficariam travados em batalhas legais que podem durar décadas.
As obrigações de dívida externa da Venezuela são massivas, com credores que vão desde detentores de títulos inadimplentes até corporações como ConocoPhillips que ganharam prêmios de arbitragem. Esses credores quase certamente entrarão com liminares imediatas contra qualquer Bitcoin confiscado, e esse litígio pode se arrastar por uma década ou mais.
Ironicamente, quanto mais tempo os bitcoins ficarem travados, melhor para o preço. É como se 3% do suprimento global simplesmente desaparecesse do mercado. Política e estrategicamente, descarregar uma quantidade tão grande de Bitcoin destruiria a estabilidade e a narrativa mais ampla de “reserva de Bitcoin”.
Baleias e insiders: quem sabia antes de todo mundo
O mercado já mostrava sinais de movimento antes da captura de Maduro. Relatórios circulando no X afirmam que a Venezuela construiu uma grande reserva não declarada de bitcoin via trocas de ouro e comércio de petróleo. Mas os dados on-chain revelam que grandes players já estavam se posicionando.
Contas com mais de 1.000 bitcoins – baleias e corretoras – mostraram um aumento significativo de compras nos últimos 30 dias. Historicamente, essas contas mantinham volumes estáveis. De repente, surgiu uma onda gigantesca de acumulação. O que essas baleias sabiam que o mercado não sabia?
A família Trump também estava se posicionando. A American Bitcoin, empresa da família Trump, comprou 329 bitcoins e agora possui 5.427 bitcoins. A MicroStrategy continuou sua estratégia usual de compras semanais, mas o movimento coordenado de múltiplas baleias sugere informação privilegiada circulando em círculos específicos.
É o clássico padrão de mercado: insiders compram antes da notícia pública, depois o mercado reage aos fatos. A diferença é que desta vez falamos de uma operação militar que mudou o equilíbrio geopolítico e pode afetar 3% do suprimento de Bitcoin.
Venezuela: o caso de uso perfeito para Bitcoin
A história venezuelana é uma demonstração poderosa do valor do Bitcoin como ferramenta de liberdade financeira. A Venezuela foi forçada a usar Bitcoin porque foi cortada do sistema financeiro tradicional. Não foi ideologia, foi necessidade de sobrevivência.
Quando um país não pode usar o sistema Swift, quando suas transações bancárias são bloqueadas, quando suas reservas de ouro são confiscadas, Bitcoin oferece uma alternativa. É exatamente para isso que foi criado: uma moeda que não depende de governos ou bancos centrais para funcionar.
A Venezuela minerava Bitcoin desde 2017, usando receitas de petróleo para adquirir Tether, depois convertendo para BTC. Mesmo um regime autoritário reconheceu que Bitcoin oferece soberania financeira que nenhuma moeda fiduciária pode garantir. Se você tem Bitcoin, você tem liberdade – independente de quem está no poder.
É por isso que Bitcoin tem valor real. Não é especulação, é utilidade prática para escapar de controles financeiros. A Venezuela comprar Bitcoin prova isso. Os Estados Unidos fazerem reserva estratégica de Bitcoin prova isso. É uma ferramenta que funciona para qualquer um – ditadores, democracias, empresas, indivíduos.
O plano americano: reserva estratégica sem custo
Os Estados Unidos não podem comprar Bitcoin diretamente. O Congresso não aprovou orçamento para isso. Mas precisam de uma reserva estratégica de cerca de 1 milhão de bitcoins para competir com outras potências. Com orçamento neutro, sem aumentar custos para o contribuinte, como fazer isso?
A resposta pode estar na Venezuela. Confiscar 600.000 bitcoins de uma vez só resolve o problema da reserva estratégica instantaneamente. É mais eficiente que confiscar pequenas quantidades de “sardinhas” do mercado ao longo de anos. Uma operação, múltiplas soluções.
A estratégia não é pagar a dívida americana de 35 trilhões com Bitcoin – 1 milhão de bitcoins não chega nem perto disso. Mas eles conseguem com o contínuo aumento de preço do Bitcoin equilibrar o crescimento da dívida, e conforme Bitcoin valoriza, gerar saldo positivo. É uma forma de reduzir o crescimento da dívida pela primeira vez na história americana.
Trump deixou claro sua posição pró-Bitcoin durante a campanha. Sob um cenário de “pivô de reserva estratégica”, a administração Trump poderia intervir para prevenir liquidação dos ativos, direcionando o Tesouro a manter o Bitcoin como ativo soberano permanente. É exatamente o que prometeu fazer.
A janela de oportunidade está fechando
Grandes mudanças estão acontecendo no cenário global. A inteligência artificial vai tornar impossível competir com inovações tradicionais nos próximos anos. As coisas vão mudar tão rapidamente que empreender se tornará inviável para indivíduos sem proteção adequada.
A melhor estratégia é reduzir custos ao máximo. Para brasileiros, o maior custo sempre serão impostos – mais da metade do que você produz vai para o governo. Se consegue eliminar essa linha de custos, você consegue progredir e realmente enriquecer.
A melhor estratégia é ir para um país onde a tributação sobre criptomoedas é zero. Uruguai, Portugal, alguns outros países oferecem 0% de imposto sobre Bitcoin. Você declara seus bitcoins, paga zero, continua com tudo na sua carteira. Não muda nada, exceto que para de financiar um Estado perdulário.
É questão de sobrevivência financeira. Com a concentração de poder acelerando, com IA mudando tudo, com governos ficando mais autoritários, quem não se proteger vai ficar para trás. Bitcoin é a ferramenta mais poderosa de proteção individual que existe.
O que aconteceu na Venezuela pode acontecer em qualquer lugar. Um dia você tem um país, no outro dia grandes potências decidem que querem seus recursos. Se seus ativos estão em Bitcoin, pelo menos tem alguma proteção. Se estão no sistema bancário tradicional, são apenas números numa tela que podem desaparecer com um decreto.
A captura de Maduro e a descoberta dos possíveis 600.000 bitcoins venezuelanos não são apenas notícias geopolíticas. São um lembrete de que vivemos tempos extraordinários, onde moedas digitais se tornaram armas de guerra econômica. Quem entender isso primeiro leva vantagem. Quem ignorar paga o preço.



