
O FBI descobriu um esquema de fraude de US$ 250 milhões que desviou auxílio alimentar federal destinado a crianças durante a pandemia. Mas isso é apenas o começo. Quando as investigações dos programas estaduais de Minnesota estiverem completas, a fraude pode exceder US$ 1 bilhão. A conta quem paga é você, contribuinte americano.
Nota editorial: Este conteúdo tem caráter analítico e opinativo, baseado em debates públicos e fontes abertas. Não afirma como fatos comprovados condutas ilegais ou ilícitas. Seu objetivo é promover reflexão crítica sobre temas de interesse público.
A Descoberta que Surpreendeu os Estados Unidos
Um jornalista independente chamado Nick Shirley fez o que as grandes redes de televisão não conseguiram fazer. Shirley e seu guia “David” percorreram Minneapolis perguntando a proprietários de creches somalis como matricular alguém nos serviços. O que encontraram foi assustador.
Um YouTuber confrontou uma creche de Minnesota que não consegue escrever “learning” corretamente, mas supostamente recebeu US$ 4 milhões em fundos do contribuinte. A placa da “Quality Learing Center” [sic] estava errada. Mas o problema real não era a ortografia.
Esta é uma das centenas de “creches” recebendo milhões de dólares do governo. Esta creche recebeu US$ 1,9 milhão em financiamento isento de impostos do CCAP em 2025. E não havia uma única criança dentro do prédio.
Em um único dia, eles descobriram mais de US$ 110 milhões em fraude. Imaginem o que uma investigação completa revelaria.
O Sistema que Tornou a Fraude Possível
Como funciona esse esquema? É mais simples do que você imagina. A Quality Learning Center em South Minneapolis estava licenciada para 99 crianças e recebeu cerca de US$ 4 milhões em financiamento estadual. Quando o jornalista chegou num dia de semana, não havia crianças visíveis.
O estado de Minnesota criou um programa de auxílio para creches que atendem filhos de imigrantes. Mais crianças matriculadas significa mais dinheiro do governo. O problema? A polícia chegou e pediu para Nick sair ao invés de investigar o que estava acontecendo dentro desses centros de creche suspeitos sem crianças.
Centenas de creches foram abertas seguindo o mesmo padrão. O Centro de Cuidados Infantis de Minnesota afirma cuidar de 102 crianças, porém a instalação está vazia. Não é incompetência. É projeto.
O mais revoltante é que citando registros do Minnesota DHS, a Quality Learning Center acumulou 95 violações da agência estadual entre 2019 e 2023, incluindo “falha em manter itens perigosos longe das crianças” e “sem registros para 16 crianças”. E mesmo assim continuou recebendo milhões.
Como Minnesota se Tornou o Centro da Operação
Minnesota não se tornou um centro de refugiados somalis por acaso. Tudo começou nos anos 90 quando algumas pessoas da Somália foram trabalhar numa fábrica de processamento de carne. Ganharam bem, trouxeram família e amigos. O fenômeno cresceu exponencialmente.
É como o que aconteceu com Governador Valadares e os Estados Unidos. Um dá certo, chama os outros, e logo você tem uma comunidade inteira. Os somalis são o maior grupo de imigrantes de Minnesota.
Essa comunidade elegeu Ilhan Omar como deputada. E claramente desenvolveu expertise em identificar brechas no sistema americano de benefícios sociais. 78% dos imigrantes somalis que estão nos Estados Unidos há mais de 10 anos recebem assistência social.
O que deveria ser um programa de ajuda se transformou numa operação industrial de desvio de recursos públicos. E funcionou porque ninguém verificava nada.
Malas de Dinheiro Saindo do País
A investigação revelou algo ainda mais preocupante. O FBI estava ciente dos relatórios recentes da mídia social em Minnesota. No entanto, mesmo antes da conversa pública se intensificar online, o FBI havia enviado pessoal e recursos investigativos para Minnesota para desmantelar esquemas de fraude em grande escala.
Descobriram que pessoas estavam saindo do aeroporto de Minneapolis com malas cheias de dinheiro vivo. Um centro que nem conseguia escrever “learning” corretamente em sua placa havia recebido US$ 1,9 milhão em financiamento isento de impostos do Programa de Assistência para Cuidados Infantis de Minnesota somente em 2025.
O dinheiro não ficava nos Estados Unidos. Era enviado para o Oriente Médio, Dubai e, segundo autoridades, para a Somália. Nos últimos cinco anos, segundo autoridades policiais, vários esquemas de fraude proliferaram em partes da comunidade somali de Minnesota. Vários indivíduos supostamente criaram empresas que faturaram agências estaduais por milhões de dólares em serviços sociais que nunca foram entregues.
Para onde vai esse dinheiro na Somália? Essa é a pergunta que ninguém quer fazer. Uma parte supostamente terminou nas mãos do grupo terrorista somali Al-Shabab.
A Resposta do FBI: Deportação em Massa
O Diretor do FBI Kash Patel ameaçou criminosos somalis condenados supostamente envolvidos numa fraude multimilionária descoberta em Minnesota. E não foi uma ameaça vazia.
Além disso, muitos também estão sendo encaminhados para autoridades de imigração para possíveis procedimentos adicionais de desnaturalização e deportação onde elegível. Ou seja, não é apenas prisão. É perda da cidadania americana e deportação.
O caso já resultou em 78 indiciamentos e 57 condenações, com promotores também acusando réus em um plano separado para subornar um jurado com US$ 120 mil em dinheiro. Tentaram corromper o sistema judicial também.
“O FBI acredita que isso é apenas a ponta de um iceberg muito grande. Continuaremos a seguir o dinheiro e proteger as crianças, e esta investigação continua muito ativa”, disse Patel. É a maior operação contra fraude em benefícios sociais da história americana.
O Silêncio Proposital da Grande Mídia
Aqui está o mais revelador de tudo: O número de grandes veículos de comunicação fazendo jornalismo investigativo no local em Minnesota para descobrir a escala da fraude somali é zero. Zero.
Por quê? A história envolve a comunidade somali de Minnesota e liberais na mídia estão aterrorizados de serem chamados de racistas. Preferiram ignorar um esquema bilionário de roubo do contribuinte americano.
Nem uma única menção da fraude consumindo nosso estado. É assim que a fraude conseguiu crescer até o que é hoje. A grande mídia serviu como cúmplice silenciosa.
Um jovem jornalista independente com um celular fez o trabalho que CNN, MSNBC e mesmo Fox News não fizeram. Nick Shirley – um dos jornalistas independentes mais jovens do país – fez o que CNN, MSNBC e Fox combinadas falharam em fazer. Ele apareceu, fez as perguntas, seguiu o dinheiro e quebrou a história no X – sem redação, orçamento ou proteção institucional.
O Que Isso Significa Para Você
Este caso expõe algo fundamental sobre como o Estado opera. Cria programas “para ajudar”, mas não verifica se realmente ajudam. O dinheiro simplesmente desaparece, e quem paga a conta é o contribuinte que trabalha honestamente.
Thompson disse que embora apenas centenas de milhões de dólares de fraude tenham sido descobertos até agora, a verdadeira quantidade de fraude pode chegar aos bilhões. E isso é apenas um estado.
Thompson disse que é inteiramente possível que dos US$ 18 bilhões gastos em programas Medicaid altamente vulneráveis em Minnesota desde 2018, mais da metade dos fundos poderiam ter sido fraudulentos. Metade. De 18 bilhões de dólares.
Imaginem isso replicado em todos os estados americanos. Imaginem quantos trilhões de dólares do contribuinte americano simplesmente desaparecem todos os anos através desses “programas sociais”. O governo não gasta o dinheiro dele. Gasta o seu.
Lições Para o Brasil
Este caso deveria servir de alerta para o Brasil. Nossos programas sociais têm os mesmos problemas: falta de fiscalização, excesso de confiança na boa-fé dos beneficiários, e um Estado que prefere distribuir dinheiro a resolver problemas de verdade.
Quando o Estado promete ajudar, alguém paga a conta. E geralmente não são os políticos que criaram o programa. São os trabalhadores que pagam impostos e acreditam que seu dinheiro está sendo bem usado.
A diferença é que nos Estados Unidos pelo menos existe um sistema judicial que funciona e um FBI que investiga. No Brasil, quantos esquemas similares existem sem que ninguém saiba? Quantos bilhões de reais do contribuinte brasileiro desaparecem através de ONGs, programas sociais e “parcerias” que ninguém fiscaliza?
A Verdadeira Lição
O mais impressionante desta história não é a fraude em si. É como ela foi descoberta. Não foi por uma investigação oficial. Não foi pela grande mídia. Foi por um jovem jornalista independente com um celular e coragem para fazer perguntas simples.
Informação é a melhor defesa contra o Estado. Quando cidadãos comuns podem investigar, filmar e divulgar, o sistema de poder não consegue esconder seus fracassos e corrupções.
Este caso mostra o poder da informação descentralizada. Um indivíduo motivado conseguiu expor o que bilhões de dólares em aparato estatal não conseguiram impedir. A verdade não precisa de decreto. Precisa de liberdade.
A pergunta que fica é: quantas outras “Quality Learing Centers” existem espalhadas pelo mundo, sugando recursos públicos enquanto políticos fazem discursos sobre ajudar os necessitados? E quantos Nick Shirleys serão necessários para expor todos eles?


