
O ex-presidente Jair Bolsonaro passou por cirurgia na manhã desta quinta-feira, 25 de dezembro de 2025, Dia de Natal. O procedimento, que teve início às 9 horas da manhã, durou cerca de 4 horas. Duas hérnias do lado direito e esquerdo do abdômen foram o alvo da intervenção médica. Mas o que deveria ser apenas uma questão de saúde se transformou em mais um capítulo da perseguição sistemática orquestrada pelo ministro Alexandre de Moraes.
Os médicos confirmaram que Bolsonaro estava apto para o procedimento após realizar todos os exames pré-operatórios no dia 24. A avaliação cardiológica e o risco cirúrgico foram considerados adequados para a herniografia inguinal bilateral. O procedimento é considerado de baixa complexidade, mas a idade do paciente e as sequelas da facada de 2018 aumentaram os cuidados médicos.
O que mais impressiona não são os aspectos médicos da cirurgia. É a crueldade desnecessária imposta por Moraes a um homem que precisa de cuidados médicos. Transformar um procedimento cirúrgico em espetáculo de perseguição política revela o caráter autoritário do sistema que hoje governa o país.
A cirurgia: detalhes técnicos e riscos envolvidos
O procedimento cirúrgico foi realizado através de incisões na região da virilha, uma de cada lado. As hérnias inguinais bilaterais de Bolsonaro são consequência direta das múltiplas cirurgias realizadas após o atentado de setembro de 2018. O músculo da cavidade abdominal, enfraquecido pelas sucessivas intervenções, permite que partes do intestino se desloquem para fora da cavidade abdominal.
Durante a operação, os cirurgiões reposicionaram as alças intestinais na cavidade abdominal e implantaram telas de polipropileno para reforçar a região. Esse material sintético serve como suporte adicional para evitar novas hérnias. A técnica utilizada foi a cirurgia aberta, mais invasiva que a laparoscopia, mas necessária devido às aderências e inflamações decorrentes das cirurgias anteriores.
Os médicos explicaram que o caso de Bolsonaro é mais complexo que o habitual. Normalmente, esse tipo de procedimento dura cerca de uma hora e meia para cada lado. No caso do ex-presidente, foram necessárias 4 horas completas. A idade avançada do paciente e suas comorbidades exigiram cuidados redobrados durante todo o procedimento.
Além da cirurgia das hérnias, há um segundo problema médico em pauta. Bolsonaro sofre de soluços crônicos, apresentando entre 30 e 40 episódios por minuto, segundo laudo da Polícia Federal. Os médicos planejam realizar um procedimento de anestesia do diafragma para tratar essa condição, provavelmente no início da próxima semana.
A previsão médica é que Bolsonaro permaneça internado por 7 dias. O pós-operatório inclui cuidados específicos com a ferida cirúrgica, sessões de fisioterapia e prevenção de trombose. Esses cuidados são essenciais após qualquer cirurgia abdominal de grande porte.
Moraes transforma tratamento médico em perseguição
O que deveria ser um procedimento médico rotineiro se transformou em mais um episódio da perseguição política sistemática. Alexandre de Moraes exigiu que toda uma área do hospital fosse isolada exclusivamente para Bolsonaro. Nenhum outro paciente poderia ter acesso àquela região durante a internação do ex-presidente.
A transferência da sede da Polícia Federal para o hospital aconteceu com um comboio gigantesco de viaturas. Bolsonaro foi escoltado como se fosse um criminoso de alta periculosidade. Dezenas de policiais federais acompanharam o traslado de um homem que ia passar por uma cirurgia médica no Dia de Natal.
Mas a crueldade de Moraes não parou por aí. O ministro do STF proibiu que os filhos de Bolsonaro acompanhassem o pai durante a internação hospitalar. A justificativa oficial foi que isso poderia ser usado pelo ex-presidente para “passar o Natal com a família”. Imaginem só: que crime terrível seria um pai hospitalizado querer estar perto dos filhos no Natal.
Carlos Bolsonaro foi impedido de visitar o pai no hospital. Chegou até a unidade médica e foi barrado pelos agentes da Polícia Federal. A ordem expressa de Moraes era clara: nenhuma visita familiar seria permitida durante a internação. O próprio filho relatou a situação nas redes sociais, demonstrando a indignação com a medida.
Flávio Bolsonaro conseguiu posteriormente uma autorização para uma breve visita ao pai. Relatou que ficou feliz por poder dar um abraço e desejar Feliz Natal pessoalmente. Michelle Bolsonaro e Carlos também conseguiram permissão para estar presentes na véspera da cirurgia, mas sob rígido controle e tempo limitado.
O custo político da crueldade excessiva
Moraes está cavando sua própria cova política com esses excessos autoritários. Cada ato de crueldade desnecessária contra Bolsonaro gera mais indignação popular e fortalece a imagem de perseguição política. O ministro do STF não conseguiu destruir o sentimento popular pelo ex-presidente – pelo contrário, tem fortalecido essa ligação.
A estratégia de Moraes era clara desde o início: destruir o bolsonarismo através da perseguição sistemática ao líder. Prender aliados, condenar apoiadores, criar um clima de terror generalizado. O objetivo era fazer o povo brasileiro abandonar Bolsonaro por medo das consequências. Essa estratégia fracassou completamente.
O que se vê hoje é um Moraes desesperado, escalando cada vez mais a perseguição porque percebe que perdeu a batalha principal. Não conseguiu destruir a popularidade de Bolsonaro. Não conseguiu fazer o povo esquecer ou abandonar o ex-presidente. Transformou-se apenas em um símbolo da arbitrariedade estatal.
Os próprios aliados de Moraes começam a se distanciar discretamente. Sabem que a opinião pública está virando contra os excessos autoritários. Sabem que essa estratégia de perseguição tem data de validade e que os responsáveis por ela vão prestar contas no futuro. A história brasileira está repleta de exemplos de autoritários que se julgavam intocáveis.
Michelle Bolsonaro, em pronunciamento de Natal, falou sobre “renascimentos” e novos ciclos. Suas palavras carregam um simbolismo evidente: um ciclo de perseguição política está chegando ao fim. Um novo momento da política brasileira está nascendo, e Moraes não fará parte dele.
As sequelas políticas da facada de 2018
É impossível falar da saúde de Bolsonaro sem lembrar do atentado de setembro de 2018, em Juiz de Fora. Aquela facada não apenas quase tirou a vida do então candidato à presidência – ela mudou completamente os rumos da política brasileira. As consequências médicas daquele ataque ainda se fazem sentir hoje, sete anos depois.
Bolsonaro passou por múltiplas cirurgias para reparar os danos causados pela lâmina. O intestino foi perfurado, órgãos internos foram lesionados, músculos abdominais foram cortados e recosturados várias vezes. Cada nova intervenção cirúrgica enfraqueceu ainda mais a parede abdominal, criando as condições para as hérnias que agora precisaram ser operadas.
O atentado também gerou uma onda de simpatia popular que catapultou Bolsonaro à presidência. O povo brasileiro viu um homem comum, caminhando em meio à multidão, ser covardemente atacado por suas ideias políticas. Aquela imagem do candidato ensanguentado sendo carregado pelos apoiadores marcou para sempre a memória nacional.
É uma ironia cruel que as consequências médicas daquele atentado ainda atormentem Bolsonaro hoje. Sete anos depois, ele continua pagando o preço físico por ter tido a coragem de estar perto do povo. E agora, quando precisa de cuidados médicos, é tratado como criminoso pelo mesmo sistema que deveria protegê-lo.
O simbolismo de operar no Natal
Não é coincidência que a cirurgia tenha acontecido justamente no Dia de Natal. O simbolismo é evidente: enquanto as famílias brasileiras se reuniam para celebrar o nascimento de Cristo, Bolsonaro passava por uma cirurgia de 4 horas, longe dos seus entes queridos por ordem de Moraes.
O Natal é tradicionalmente um momento de paz, reconciliação e união familiar. Para os cristãos, representa o nascimento da esperança e da redenção. Michelle Bolsonaro captou esse simbolismo em seu pronunciamento, falando sobre “renascimentos” e novos começos. Suas palavras ecoam a esperança de que esse período sombrio da política brasileira está chegando ao fim.
A crueldade de impedir um pai hospitalizado de estar com os filhos no Natal revela muito sobre o caráter dos que hoje detêm o poder. Mostra que não há limite para a perseguição política quando o sistema se sente ameaçado. Mostra que a humanidade básica é sacrificada em nome da vingança política.
Mas também mostra que o sistema está desesperado. Pessoas seguras de seu poder não precisam ser cruéis com adversários hospitalizados. A crueldade excessiva é sempre sinal de fraqueza, não de força. É o último recurso de quem sabe que está perdendo a batalha política.
O povo brasileiro observa tudo isso. Vê a desproporção entre o “crime” e o “castigo”. Vê um homem de idade avançada sendo tratado como terrorista internacional por querer passar o Natal com os filhos. Essa imagem não se apaga da memória coletiva.
O futuro além da perseguição
Bolsonaro deve receber alta hospitalar em cerca de uma semana, segundo a previsão médica. Depois disso, provavelmente retornará à sede da Polícia Federal para cumprir o restante das medidas impostas por Moraes. Mas algo fundamental mudou na equação política brasileira durante esse período de perseguição.
O que era para enfraquecer Bolsonaro acabou fortalecendo-o. O que era para destruir o bolsonarismo acabou consolidando-o. A perseguição sistemática criou uma narrativa de resistência que ressoa profundamente no coração do povo brasileiro. Moraes transformou Bolsonaro em símbolo da luta contra o autoritarismo estatal.
Os próximos meses serão decisivos. A opinião pública está claramente se voltando contra os excessos do sistema judiciário. A própria mídia tradicional, antes entusiasta da perseguição, começa a questionar discretamente alguns métodos. O vento político está mudando de direção.
Moraes vai pagar por cada ato de crueldade desnecessária. Não da forma autoritária que ele usa contra seus adversários, mas através do devido processo legal. A diferença é fundamental: enquanto Moraes atropela garantias constitucionais, seus opositores respeitarão a lei quando chegarem ao poder.
A cirurgia de Natal de Bolsonaro pode se tornar um marco simbólico. O momento em que o povo brasileiro disse “basta” aos excessos autoritários. O momento em que a crueldade sistemática contra um adversário político foi longe demais. O momento em que nasceu a reação democrática que varreria o autoritarismo do poder.
A batalha não terminou. Na verdade, pode estar apenas começando. Mas uma coisa é certa: quem planta crueldade colhe indignação. E a indignação do povo brasileiro, quando desperta, é uma força política impossível de conter.
O que você pensa sobre essa demonstração de crueldade desnecessária contra um homem hospitalizado no Dia de Natal? Será que o povo brasileiro vai continuar aceitando esses excessos autoritários em nome da “democracia”?


