
A decisão contraditória que expõe a perseguição política
Alexandre de Moraes tomou uma decisão que expõe toda a crueldade do sistema judicial brasileiro. Autorizou a cirurgia de emergência que Bolsonaro precisa fazer, mas negou a prisão domiciliar para o período de recuperação. É como dar água para alguém que está morrendo de sede, mas mantê-lo no deserto.
A cirurgia acontece na véspera do Natal, dia 24 de dezembro de 2025. Os advogados do ex-presidente pediram a autorização há várias semanas. Exames de ultrassom modernos já mostravam a necessidade urgente do procedimento. Mas Moraes insistiu numa perícia da Polícia Federal que apenas confirmou o óbvio.
O problema médico é sério: uma hérnia abdominal que se projeta para fora da parede durante a manobra de Valsalva. Além disso, Bolsonaro sofre com soluços constantes que precisam de bloqueio anestésico do nervo frênico. Tudo consequência direta da facada que levou em 2018.
A decisão de Moraes revela o que muitos já sabiam: não se trata de Justiça, mas de perseguição política calculada. No sistema prisional brasileiro, quando um médico atesta necessidade de cirurgia, a autorização é automática. Nenhum juiz quer assumir a responsabilidade de negar tratamento médico e depois explicar uma morte na cadeia.
O padrão cruel de perseguição que não funciona
A estratégia contra Bolsonaro seguiu um crescente de crueldade que fracassou em todos os níveis. Primeiro tentaram interferir na eleição de 2022. Quando isso não matou Bolsonaro politicamente, partiram para a inelegibilidade baseada numa reunião com embaixadores.
Quando a inelegibilidade também não funcionou, inventaram acusações sobre joias, cartão de vacina e outras questões menores. O objetivo era sempre o mesmo: destruir o apoio popular ao ex-presidente. Mas os brasileiros não são tolos.
Por fim, criaram o teatro do suposto golpe e prenderam Bolsonaro no dia 22 de novembro. A cada etapa, Alexandre de Moraes acreditava que finalmente conseguiria o que queria: matar politicamente o maior líder da direita brasileira.
O resultado? Bolsonaro mantém o mesmo apoio de sempre. Suas redes sociais foram suspensas, mas o silêncio forçado não representa o povo brasileiro. Flávio Bolsonaro assumiu o papel de porta-voz, pedindo aos seguidores que acompanhem as atualizações por seu perfil.
A farsa médica que engana apenas os ingênuos
Médicos já detalharam que Bolsonaro precisa ficar internado após a cirurgia. Qualquer pessoa com conhecimento básico sabe que procedimentos abdominais exigem repouso e acompanhamento médico constante. Principalmente quando o paciente já sofreu múltiplas complicações de uma facada no intestino.
Moraes sabe disso. Qualquer juiz minimamente competente entenderia que forçar um paciente pós-operatório a voltar para uma cela na Polícia Federal é desumano. Mas a desumanidade é o ponto central da estratégia.
O ex-presidente está preso na sede da PF desde novembro, numa situação que não oferece condições adequadas para recuperação pós-operatória. Não se trata de conforto ou privilégio. É questão de saúde básica que qualquer detento comum receberia.
A própria Polícia Federal confirmou a necessidade da cirurgia através de perícia. Mesmo assim, Moraes criou empecilhos desnecessários, atrasando o procedimento até a véspera do Natal. É maldade pura, sem justificativa jurídica ou médica.
Tarcísio e o apelo humanitário que expõe o sistema
O governador Tarcísio de Freitas mantém pressão constante para que o STF conceda prisão domiciliar a Bolsonaro. Não por questões políticas, mas pelo caráter humanitário da situação. Mesmo opositores reconhecem que manter um paciente pós-cirúrgico numa cela é absurdo.
A prisão domiciliar não mudaria nada do ponto de vista político. Bolsonaro continuaria com guardas na porta, exatamente como estava antes da prisão. A diferença seria apenas o conforto básico de se recuperar em casa, com condições adequadas de higiene e descanso.
Fernando Collor de Mello teve o mesmo tratamento quando foi preso. Ficou um período na cadeia para satisfazer o teatro político, depois foi transferido para casa. É o padrão normal para ex-presidentes, mas Bolsonaro recebe tratamento diferenciado.
Analistas políticos como Edilene Lopes acreditam que a convalescença pós-operatória pode ser o primeiro passo para a prisão domiciliar. Moraes já conseguiu o que queria: o gesto político de poder dizer que tratou Bolsonaro igual a Lula.
A comunicação proibida que não silencia milhões
Flávio Bolsonaro publicou uma mensagem esclarecedora sobre a situação do pai. As redes sociais de Bolsonaro estão suspensas, impedindo qualquer comunicação direta com seus apoiadores. É uma tentativa desesperada de criar um vazio, um silêncio que não representa o povo brasileiro.
“Existirão covardias, injustiças, tentativas de nos calar”, escreveu Flávio. “Mas o povo brasileiro nunca desistiu da verdade, da liberdade, da família, de Deus. Ninguém vai silenciar milhões de brasileiros.” A mensagem resume bem o momento que o país vive.
O filho do ex-presidente assumiu o papel de porta-voz, prometendo atualizar, informar e prestar contas de tudo que acontece. Não para substituir ninguém, mas para manter viva a voz de quem sempre acreditou no Brasil.
É a prova de que a perseguição não funcionou. Silenciar uma pessoa não silencia uma ideia. Prender um líder não destrói um movimento. O apoio a Bolsonaro continua o mesmo, independentemente de onde ele esteja cumprindo pena.
O desespero de quem fracassou em todos os objetivos
Alexandre de Moraes está vivendo o pesadelo de qualquer ditador: descobrir que o poder tem limites. Ele atingiu todos os objetivos táticos que queria, mas fracassou completamente no objetivo estratégico de destruir Bolsonaro politicamente.
A perseguição judicial não diminuiu o apoio popular. A prisão não mudou a opinião dos brasileiros. O silêncio forçado nas redes sociais não apagou as ideias. Pelo contrário: muitos começaram a enxergar a perseguição pelo que realmente é.
Moraes se encontra num beco sem saída. Que mais pode fazer contra Bolsonaro? Não tem mais cartas para jogar, exceto aumentar ainda mais a crueldade. Mas cada ato de maldade apenas confirma para o povo brasileiro que não se trata de Justiça.
O Brasil assiste a um espetáculo deprimente: um ministro do Supremo Tribunal Federal perseguindo um adversário político com requintes de crueldade medieval. E descobrindo que a crueldade não funciona contra quem tem o apoio genuíno do povo.
O que este caso revela sobre o Brasil de 2025
A situação de Bolsonaro expõe a verdadeira face do sistema judicial brasileiro. Não existe igualdade perante a lei quando se trata de perseguição política. As regras mudam conforme a conveniência de quem detém o poder.
Qualquer detento comum teria direito automático à cirurgia e à recuperação adequada. Qualquer ex-presidente receberia prisão domiciliar por questões humanitárias básicas. Mas Bolsonaro é tratado como inimigo do Estado, não como cidadão com direitos.
A véspera do Natal de 2025 ficará marcada como um símbolo da perseguição política no Brasil. Um homem de 70 anos, vítima de tentativa de assassinato, sendo forçado a fazer cirurgia de emergência porque um ministro do STF quis demonstrar poder.
Mas também ficará marcada como prova de que a perseguição tem limites. O apoio popular não se destrói com prisão, censura ou crueldade. O povo brasileiro sabe distinguir entre Justiça e vingança política.
No final das contas, Moraes conseguiu apenas uma coisa: mostrar ao mundo inteiro que o Brasil vive sob um regime que persegue opositores políticos com métodos dignos de uma ditadura. E que mesmo assim, não consegue quebrar o espírito de resistência do povo.
Resta saber até quando o Brasil tolerará esse teatro de horrores travestido de Justiça. E se os brasileiros estão dispostos a aceitar que seus líderes sejam tratados como inimigos do Estado apenas por discordarem do poder estabelecido.


