dezembro 22, 2025

Ludwig M

Orçamento 2026 revela: Lula abandona metas e dívida vai explodir

Orçamento 2026 revela: Lula abandona metas e dívida vai explodir

O orçamento de 2026 aprovado pelo Congresso confirma o que economistas alertavam: o governo Lula abandonou completamente qualquer pretensão de responsabilidade fiscal. A dívida pública brasileira vai saltar de 71,7% para mais de 80% do PIB. Parlamentares aprovaram exceções bilionárias aos limites fiscais e criaram maneiras de adicionar até 11,5 bilhões em emendas parlamentares.

O que deveria ser um ano de superávit fiscal se transformou numa bomba-relógio para 2027. Segundo análise da Folha de São Paulo, o país caminha para um retrocesso fiscal sem precedentes no terceiro governo Lula. Os números não mentem: mesmo com arrecadação recorde, o governo continua gastando mais do que arrecada.

A estratégia é clara. Se Lula perder a eleição, o próximo presidente enfrentará uma economia quebrada em 2027. Se ganhar, terá quatro anos para aprofundar ainda mais o rombo nas contas públicas. O resultado é uma tragédia anunciada que os brasileiros pagarão por décadas.

Por que nenhuma meta fiscal foi cumprida

O governo Lula começou em 2023 aprovando a PEC das Bondades, quebrando o teto de gastos de forma absurda. Desde então, não conseguiu atingir uma única meta de déficit proposta. Quando afirma ter atingido, usa artifícios contábeis: despesas por fora, margem de erro e reclassificações que distorcem a realidade fiscal.

O problema não é técnico. É ideológico. Lula não acredita que o governo deve gastar menos do que arrecada. Está imbuído da mesma ideia dos militares dos anos 1970: que é o governo quem faz o país crescer. Essa visão estatista ignora que quando você coloca o governo à frente da sociedade, o resultado inevitável é corrupção, desperdício e ineficiência econômica.

O ministro Fernando Haddad, que muitos no mercado financeiro viam como moderador, já demonstrou que se preocupa mais com a reeleição do chefe do que com a economia. A farsa do “Haddad técnico” caiu por terra. Ele virou político como qualquer outro, priorizando a sobrevivência no cargo.

Enquanto isso, todos os impostos aumentaram absurdamente. Mesmo com arrecadação recorde, o governo mantém a política de gastar mais do que arrecada. Não é incompetência. É projeto de poder que usa o dinheiro público como ferramenta eleitoral.

Como o Congresso virou cúmplice da irresponsabilidade

Na votação do orçamento de 2026, realizada em 19 de dezembro, os parlamentares trataram exclusivamente de seus interesses eleitorais. Criaram mecanismos para adicionar entre 10 e 11,5 bilhões às emendas parlamentares, que devem totalizar mais de 60 bilhões no próximo ano.

Para acomodar essa conta extra, promoveram “cortes” de 6,2 bilhões em benefícios previdenciários. As aspas são necessárias porque aposentadorias e pensões são pagamentos obrigatórios que não podem ser cortados. O que houve foi uma reestimativa dos gastos, usando critérios duvidosos para fazer os números fecharem no papel.

Esse truque é comum: mexer nos numerozinhos das estimativas para melhorar artificialmente o resultado fiscal. Como o orçamento é feito com base em projeções de gastos e receitas, basta alterar essas projeções para criar uma falsa impressão de equilíbrio. É um absurdo contábil, mas os deputados fizeram assim mesmo.

O Congresso também aprovou diversas exceções aos limites do arcabouço fiscal: 10 bilhões para os Correios, 5 bilhões para as Forças Armadas, entre outros. Na prática, retiraram tudo do controle fiscal. O arcabouço virou letra morta, servindo apenas para inglês ver.

O custo real da farra dos gastos públicos

Não existe almoço grátis. Toda essa irresponsabilidade fiscal tem consequências diretas para o cidadão comum. A primeira é a inflação, que corrói o poder de compra e impede qualquer planejamento financeiro de longo prazo. Quem conviveu com a inflação dos anos 1980 sabe que é uma tragédia.

Você não consegue planejar nada quando os preços sobem constantemente. O dinheiro perde valor na sua mão. Os mais pobres, que não têm como proteger suas poupanças, são os mais prejudicados. É o imposto mais cruel que existe: rouba de quem menos tem para financiar a farra do governo.

O Banco Central, que hoje tem autonomia (conquista do governo Bolsonaro), carrega sozinho nas costas a responsabilidade pela política econômica. Para conter a inflação gerada pelo descontrole fiscal, precisa manter os juros em 15% ao ano. Esse nível pune investimentos produtivos e encarece o crédito para empresários e consumidores.

A combinação é explosiva: governo gastando demais, Banco Central subindo juros para conter inflação, e economia travada por juros altos. O cidadão paga duas vezes: pela inflação que corrói seu dinheiro e pelos juros altos que impedem crescimento econômico sustentável.

INSS: o exemplo perfeito de como funciona a máquina pública

O Instituto Nacional do Seguro Social exemplifica como incompetência e corrupção se retroalimentam no setor público. Segundo análise da Folha de São Paulo, o órgão mostra claramente como essas pragas se alimentam mutuamente, criando um ciclo vicioso de desperdício.

Quando o governo gasta muito, fica mais fácil roubar. Se você tem um orçamento enxuto, qualquer desvio aparece. Mas se o governo é naturalmente ineficiente e desperdiça bilhões, que diferença fazem alguns milhões desviados? É exatamente essa lógica perversa que permite a perpetuação da corrupção.

O governo Lula jogou fora bilhões na refinaria do Maranhão, que não serve para nada. Gastou fortunas em obras superfaturadas e programas ineficientes. Nesse contexto, desvios “menores” passam despercebidos. A ineficiência sistêmica camufla a corrupção pontual.

O custo da corrupção não é apenas o dinheiro desviado. É a ineficiência econômica que ela gera. O governo acaba comprando coisas que não precisa, gastando com eventos desnecessários, inventando gastos sem sentido. Tudo para criar oportunidades de corrupção ou para pagar por ela.

A estratégia eleitoral por trás do caos fiscal

Lula não é ingênuo. Ele sabe exatamente o que está fazendo. A estratégia é simples: usar 2026 como ano eleitoral, gastando sem limites para garantir votos, e deixar a conta para 2027. Se perder a eleição, o próximo presidente assumirá uma economia quebrada. Se ganhar, terá quatro anos para aprofundar ainda mais o modelo.

É uma aposta cínica no curto prazo. Usa o dinheiro público como instrumento de campanha, sabendo que as consequências só aparecerão depois da eleição. Os eleitores que serão beneficiados em 2026 com gastos eleitoreiros pagarão a conta em 2027 com inflação e recessão.

O Congresso embarca nessa estratégia porque também tem seus interesses eleitorais. Deputados e senadores querem se reeleger. Para isso, precisam das emendas parlamentares que financiam obras e programas em suas bases. Não importa se isso quebrará o país em médio prazo.

Essa miopia política é o câncer da democracia brasileira. Políticos pensam apenas no próximo pleito, nunca nas gerações futuras que pagarão pelas irresponsabilidades de hoje. É um sistema perverso que socializa prejuízos e privatiza benefícios eleitorais.

O que esperar dos próximos anos

O cenário para 2027 é devastador. Com a dívida pública explodindo acima de 80% do PIB e gastos descontrolados, o país caminhará para uma crise fiscal sem precedentes. Não será pior que os tempos de Dilma apenas porque o Banco Central tem autonomia e pode subir juros para conter a inflação.

Mas essa proteção tem custo altíssimo. Juros de 15% ao ano inviabilizam investimentos produtivos e travam o crescimento econômico. O Brasil ficará preso numa armadilha: não pode baixar juros porque a inflação explode, não pode crescer porque os juros estão altos.

Para quebrar esse ciclo, seria necessário um choque de responsabilidade fiscal que esse governo não tem disposição para fazer. Lula e o Congresso já demonstraram que preferem a irresponsabilidade eleitoralmente rentável à responsabilidade economicamente necessária.

Os brasileiros pagarão por essa escolha durante muitas décadas. Não é exagero. A história econômica do país mostra que crises fiscais deixam cicatrizes profundas que demoram gerações para cicatrizar. O preço da irresponsabilidade de hoje será cobrado dos filhos e netos dos eleitores de 2026.

O governo abandonou qualquer pretensão de equilíbrio fiscal. O Congresso virou cúmplice da farra dos gastos públicos. O resultado é uma bomba-relógio fiscal que explodirá em 2027, independentemente de quem estiver no poder.

Informação é a melhor defesa que o cidadão tem contra os desmandos do Estado. Quanto mais pessoas entenderem a gravidade da situação, maior a chance de pressionar por mudanças antes que seja tarde demais.

Você acredita que ainda há tempo para reverter esse cenário, ou o Brasil já embarcou definitivamente no trem da irresponsabilidade fiscal?

Fontes

Compartilhe:

Deixe um comentário