
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou publicamente que vai “dar uma surra na direita” nas eleições de 2026. Mas essa bravata esconde uma realidade bem diferente nos bastidores do governo. Segundo especialistas e análises recentes, o comitê eleitoral petista não demonstra a mesma tranquilidade que o discurso oficial sugere.
A estratégia é clara: quebrar completamente o governo brasileiro em 2025, gastando dinheiro como se não houvesse amanhã. O objetivo é comprar votos e criar uma falsa sensação de que está tudo bem na economia. Se quebrar o país e perder a eleição, o problema será do próximo presidente. Se quebrar e ganhar, terá mais quatro anos para “dar um jeito” e culpar Bolsonaro pelos estragos.
Essa não é incompetência. É projeto político calculado.
O cenário, porém, não é tão favorável quanto Lula imagina. A campanha de Flávio Bolsonaro está apenas começando, e poucos brasileiros conhecem suas propostas e articulações políticas. Enquanto isso, o centrão já demonstra sinais de abandono ao governo petista, antecipando uma possível derrota eleitoral.
A fragmentação da oposição não significa vitória garantida
Durante evento em São Paulo, Lula associou seus adversários ao negacionismo e à “extrema direita”. Essa estratégia, contudo, pode não funcionar com Flávio Bolsonaro. Diferentemente do pai, Flávio se vaccinou na primeira onda de imunização contra a COVID-19, quebrando o discurso negacionista que a esquerda pretende usar.
O cientista político Gabriel Amarral explica que a declaração de Lula deve ser interpretada como estratégia política, não como análise objetiva do cenário. “Traduzindo: o Lula quer cantar de galo”, afirma. O presidente busca convencer aliados de que a vitória é certa, tentando manter o apoio do centrão.
As pesquisas mostram dispersão de nomes conservadores no primeiro turno. Podem aparecer Caiado, Zema e outros candidatos. Mas no segundo turno, a tendência é de união da direita em torno do nome escolhido pelos Bolsonaro. Essa dinâmica torna a disputa mais equilibrada do que o discurso petista sugere.
A polarização política brasileira impõe limites claros. Não haverá candidato de centro viável nos próximos anos. A disputa será entre esquerda e direita, como em 2022. Só que dessa vez, Lula está no lado mais vulnerável da equação.
O fator Cássio Nunes e o fim do dedão na balança
Uma mudança fundamental favorece a oposição em 2026: o ministro Cássio Nunes será o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Diferentemente de 2022, quando houve clara interferência judicial na campanha, Nunes não conseguirá ajudar Flávio Bolsonaro, mas também impedirá mecanismos para prejudicá-lo.
O “dedão na balança” que marcou a eleição de 2022 não se repetirá. A proibição de propaganda da direita, as censuras sistemáticas e as decisões enviesadas do TSE encontrarão resistência institucional. Isso equilibra o jogo eleitoral de forma significativa.
O desgaste natural de quem está no poder também pesa contra Lula. Os altos índices de rejeição presidencial indicam que o resultado será apertado. Dessa vez, porém, o petista não conta com o aparato judicial que garantiu sua vitória anterior.
“Quando o Estado promete ajudar, alguém paga a conta”. E em 2026, será Lula quem pagará pela devastação econômica que está promovendo.
Mídia tradicional tenta salvar o governo com cortina de fumaça
Folha de São Paulo e O Globo publicaram, no mesmo dia, matérias idênticas sobre operação da Polícia Federal contra bolsonaristas. A coincidência não é casual. Trata-se de tentativa coordenada de desviar atenção dos escândalos que envolvem o governo.
A apreensão de dinheiro na casa de parlamentares da oposição é incomparável aos 129 milhões encontrados nas contas da mulher de Alexandre de Moraes. Ou às viagens internacionais bancadas por fundos de pensão no caso do filho de Lula. Mas a grande mídia insiste em equiparar situações completamente distintas.
O bolsonarismo tem dezenas de lideranças qualificadas. Se necessário, substitui nomes sem prejuízo ao movimento. A esquerda, ao contrário, depende exclusivamente de Lula. Não há sucessor à altura no campo progressista, o que torna o petista refém de sua própria importância.
Essa dependência excessiva revela a fragilidade estrutural da esquerda brasileira. Sem Lula, o projeto de poder desmorona completamente.
STF: o próximo Senado pode morder, não apenas latir
O Brasil Journal, veículo alinhado à extrema esquerda, fez um alerta que deveria preocupar ministros do Supremo Tribunal Federal. O Senado que tomará posse em 2027 deve ter entre 50 e 60 parlamentares críticos ao STF. Com essa composição, impeachment de ministros torna-se não apenas possível, mas provável.
Cinquenta votos no Senado são suficientes para destituir qualquer ministro. Se necessário, primeiro se remove o Procurador-Geral da República e nomeia-se alguém favorável aos processos de impeachment. Depois, parte-se para a remoção dos ministros mais controversos.
O STF cometeu erro estratégico fatal. Ao agir politicamente contra a direita, destruiu sua própria legitimidade técnica. Cada decisão enviesada contra Bolsonaro fortalece a oposição ao tribunal. A sociedade percebe claramente que as decisões são políticas, não jurídicas.
“Onde há concentração de poder, há abuso de poder.” O STF concentrou poder demais e abusou além da conta. Em 2027, pode pagar o preço dessa arrogância institucional.
A economia quebrada como arma eleitoral
A estratégia econômica de Lula para 2026 é irresponsável e calculada. Gastará sem limites em 2025, criando um boom artificial de consumo às vésperas da eleição. O objetivo é simples: comprar votos com dinheiro público e transferir os custos para o próximo governo.
Se perder a eleição, deixa uma bomba fiscal para o sucessor resolver. Se ganhar, terá quatro anos para culpar gestões anteriores pelos problemas criados por ele mesmo. É a aplicação prática da máxima: “privatiza os lucros, socializa os prejuízos”.
O brasileiro trabalhador pagará a conta dessa irresponsabilidade fiscal. Inflação, desemprego e estagnação econômica serão as consequências inevitáveis. Mas para Lula, o importante é manter-se no poder, independentemente dos custos sociais.
“O governo não gasta o dinheiro dele. Gasta o seu.” Cada real desperdiçado em 2025 sairá do bolso do contribuinte, seja através de impostos diretos ou da inflação que corrói o poder de compra das famílias.
Flávio Bolsonaro: a carta que a esquerda subestima
A escolha de Flávio Bolsonaro como candidato da direita gerou comemorações na esquerda. Muitos acreditaram que isso facilitaria a vitória de Lula. Essa avaliação pode ser precipitada e equivocada.
É verdade que Tarcísio de Freitas teria maior facilidade para atrair o centro político. Mas Flávio possui vantagens significativas que a oposição ignora. Carrega o nome Bolsonaro, que mobiliza milhões de eleitores. Tem personalidade política própria e capacidade de comunicação eficiente.
A campanha de Flávio está apenas começando. Poucos brasileiros conhecem suas propostas, equipe econômica ou articulações políticas. Há tempo suficiente para construir uma candidatura competitiva e surpreender os adversários.
O histórico de vacinação de Flávio também neutraliza ataques sobre negacionismo. Diferentemente do pai, ele se vaccinou imediatamente na primeira onda. Isso desmorona a principal linha de ataque que Lula pretendia usar contra ele.
Por que o desespero petista é sintoma de fraqueza
A declaração de Lula sobre “dar uma surra na direita” não é demonstração de força. É sintoma de desespero político. Líderes confiantes na vitória não precisam fazer bravatas públicas para convencer aliados.
O centrão está abandonando o governo porque sente o vento da mudança. Políticos profissionais têm instinto apurado para detectar governos em declínio. A debandada já começou e deve acelerar conforme a eleição se aproxima.
A assimetria nas pesquisas favorece Lula hoje, mas reflete principalmente a desorganização temporária da oposição. Com a campanha oficializada e a máquina eleitoral funcionando, essa vantagem tende a diminuir rapidamente.
“Liberdade econômica não é privilégio. É direito.” O projeto de poder petista representa o oposto disso: mais Estado, mais impostos, mais controle sobre a vida das pessoas.
O discurso triunfalista de Lula esconde a realidade de um governo em deterioração. A economia destroçada, os escândalos de corrupção e o desgaste natural do poder criam condições favoráveis para a alternância política. A eleição de 2026 será muito mais disputada do que o presidente imagina.
Diante de tudo isso, uma pergunta permanece: será que a sociedade brasileira está preparada para escolher entre mais quatro anos de autoritarismo petista ou a renovação democrática que a direita propõe?


