dezembro 22, 2025

Ludwig M

Direita varre região esquerdista na Espanha: outro aliado de Lula em queda

Direita varre região esquerdista na Espanha: outro aliado de Lula em queda

A esquerda acaba de sofrer uma derrota histórica na Espanha, e mais um aliado próximo de Lula da Silva está com os dias contados. Na região de Extremadura, considerada um bastião esquerdista desde o retorno da democracia espanhola, o Partido Socialista (PSOE) – equivalente ao PT brasileiro – desabou nas urnas, perdendo 18 cadeiras e caindo de 28 para apenas 18 deputados regionais.

O resultado representa uma mudança completa no cenário político da região, que durante todo o período democrático sempre elegeu governos de esquerda. Agora, pela primeira vez, a direita conquistou maioria absoluta através do Partido Popular (PP), que subiu de 28 para 33 cadeiras, garantindo governabilidade sem necessidade de coalizões.

Pedro Sánchez, primeiro-ministro espanhol e participante da recente cúpula de líderes esquerdistas organizada por Lula no Chile, vê seu projeto político enfrentar mais uma grave crise. A derrota em Extremadura não é apenas numérica – é simbólica, acontecendo justamente numa região que sempre foi sua base eleitoral mais sólida.

O Vox, partido de direita classificado como ‘extrema-direita’ pela mídia tradicional, foi outro grande vencedor da eleição. Saltou de 5 para 11 cadeiras, mais que dobrando sua representação e confirmando o crescimento constante das forças conservadoras na Europa.

Os números que explicam o colapso esquerdista

A matemática eleitoral revela a dimensão da catástrofe socialista em Extremadura. O PSOE perdeu 25% de seus votos, uma queda que representa o desmoronamento de décadas de hegemonia política regional. Seu candidato, Miguel Ángel Gallardo, não conseguiu manter nem mesmo o patamar mínimo para uma oposição respeitável.

Enquanto isso, a extrema-esquerda (Podemos e Izquierda Unida) conseguiu crescer de 4 para 7 cadeiras, subindo para 10% dos votos. Mas esse crescimento marginal não foi suficiente para compensar o sangramento massivo dos socialistas. A conta não fechou para o campo progressista.

O resultado anterior mostrava um empate técnico entre esquerda e direita, com 28 cadeiras para cada lado. Agora, a nova composição revela 44 cadeiras para a direita (33 do PP + 11 do Vox) contra apenas 25 para a esquerda (18 do PSOE + 7 da extrema-esquerda).

Geograficamente, o mapa eleitoral mudou de cor. A maior parte dos municípios extremenhos, antes dominados pelo vermelho socialista, agora aparece em azul conservador. O Vox conquistou diversas cidades que jamais haviam votado à direita no período democrático.

Essa transformação acontece numa região estratégica, localizada na fronteira com Portugal e tradicionalmente dependente de políticas assistenciais estatais. Se até mesmo ali a esquerda está perdendo terreno, o recado para Sánchez é claro: seu modelo político está obsoleto.

A cúpula dos derrotados no Chile

A derrota em Extremadura ganha relevância especial quando lembramos da recente reunião promovida por Lula no Chile. O presidente brasileiro reuniu os principais líderes esquerdistas da região para discutir estratégias contra o que chamam de ‘avanço da extrema-direita’.

Além de Pedro Sánchez, participaram do encontro Gabriel Boric (Chile), Gustavo Petro (Colômbia) e Yamandu Orsi (Uruguai). O problema é que todos enfrentam crises políticas graves em seus respectivos países. Boric já foi superado nas pesquisas pelo conservador José Antonio Kast para as próximas eleições chilenas.

Gustavo Petro, por sua vez, enfrenta pedidos de impeachment na Colômbia e tem baixíssima popularidade a poucos meses das eleições de março de 2026. Sua permanência no cargo até o fim do mandato é questionável, dada a pressão política que enfrenta.

A estratégia discutida na cúpula chilena claramente não está funcionando. Enquanto eles se reuniam para falar sobre ‘defesa da democracia’ e ‘combate à desinformação’, seus eleitores já estavam migrando para alternativas políticas.

O encontro, que deveria demonstrar força e união da esquerda latino-americana, agora parece mais uma reunião de líderes em declínio tentando se agarrar ao poder. A realidade das urnas está desmentindo o discurso de vitimização que adotaram.

Por que a informação descentralizada derruba a esquerda

O colapso esquerdista na Espanha e em outros países não é coincidência. Pela primeira vez na história, as pessoas têm acesso a informações descentralizadas que não passam pelo filtro da mídia tradicional ou dos aparelhos partidários.

A esquerda sempre se baseou em ‘palavras de ordem’ simples e chavões repetitivos para conquistar votos. Funcionava quando o controle da informação estava concentrado em poucos veículos de comunicação. Agora, com a internet e redes sociais, os argumentos podem ser confrontados em tempo real.

Quando alguém promete que o Estado vai resolver seus problemas, qualquer pessoa pode verificar rapidamente como funcionam os serviços públicos na prática. A comparação entre promessas eleitorais e realidade fica mais evidente.

Além disso, as soluções descentralizadas e tecnológicas resolvem problemas do dia a dia muito mais rapidamente que a burocracia estatal. As pessoas percebem que aplicativos privados funcionam melhor que repartições públicas.

Esse processo reduz o que os economistas chamam de ‘custo de transação’. Fica mais barato e eficiente resolver questões sem passar pelo Estado. Quando isso acontece, o discurso estatista perde credibilidade naturalmente.

O Estado desesperado por relevância

Diante da perda de importância, governos de esquerda tentam recuperar poder através da força. No Brasil, vemos isso com a expansão das obrigações fiscais para trabalhadores autônomos, como pedreiros e diaristas, que agora terão que emitir nota fiscal.

É uma tentativa desesperada de manter controle sobre atividades econômicas que funcionam perfeitamente sem interferência estatal. O resultado será o oposto: mais pessoas descobrindo que é melhor ignorar completamente essas exigências.

Alexandre de Moraes representa outro exemplo dessa estratégia. Usa a violência institucional para tentar manter poder que já não existe na prática. Censura, multas e prisões são os últimos recursos de quem perdeu a batalha das ideias.

Mas governar pela força tem prazo de validade. Funciona por algum tempo, mas gera resistência crescente. As pessoas começam a perceber que o Estado se tornou mais prejudicial que útil em suas vidas.

Na Venezuela e Nicarágua, vemos o estágio final desse processo: ditaduras abertas como única forma de manter esquerdistas no poder. É o destino natural de quem prefere a coerção ao convencimento.

Lula e seus aliados pagando a conta

A estratégia de Lula de reunir líderes esquerdistas em crise não vai reverter essa tendência global. Pedro Sánchez, Gabriel Boric, Gustavo Petro – todos enfrentam o mesmo problema: seus modelos políticos se tornaram obsoletos.

As próximas eleições na Colômbia, Chile e Espanha podem consolidar uma mudança de ciclo histórica na política ocidental. O que vimos em Extremadura é apenas uma amostra do que está por vir.

No Brasil, muitos ainda acreditam que Lula tem chances reais em 2026. Mas as coisas mudaram desde suas vitórias anteriores. A informação não está mais centralizada, e as pessoas têm acesso a análises que desmentem as promessas governamentais.

Alexandre de Moraes pode até conseguir censurar algumas vozes por algum tempo. Mas não conseguirá impedir que a realidade econômica e social desmonte o discurso esquerdista na prática.

A conta vai chegar. Talvez não seja imediata, mas vai chegar. Quem aposta na força contra a liberdade sempre perde no longo prazo, porque a verdade não precisa de decreto para existir.

O que vem pela frente

A derrota em Extremadura marca mais um capítulo de uma transformação política global. A direita não está ganhando apenas por rejeição à esquerda, mas porque oferece soluções que funcionam melhor na prática.

Menos Estado, mais liberdade individual, economia de mercado e informação descentralizada são tendências que vieram para ficar. Os eleitores estão descobrindo que podem viver melhor com menos interferência governamental.

Pedro Sánchez terá que explicar aos espanhóis por que perdeu até mesmo suas bases eleitorais mais sólidas. Suas reuniões com Lula e outros líderes esquerdistas em declínio não oferecerão as respostas que precisa.

O mundo está mudando, e quem insiste em modelos políticos do século passado será varrido pelas urnas. A informação livre e a liberdade econômica são forças mais poderosas que qualquer maquinário eleitoral ou aparato de censura.

O futuro pertence a quem confia nas pessoas, não no Estado. Extremadura acabou de provar isso mais uma vez.

E você, acredita que essa onda conservadora chegará também ao Brasil com a mesma força? O debate está apenas começando.

Fontes

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