dezembro 21, 2025

Ludwig M

CPMI expõe blindagem de Lula para proteger filho e irmão

CPMI expõe blindagem de Lula para proteger filho e irmão

O governo Lula blindou cinco alvos da CPMI do INSS na nova fase da operação “Sem Desconto”, segundo denúncia do senador Rogério Marinho. Entre os protegidos estão o filho do presidente, Lulinha, e o irmão de Lula. A bancada governista barrou mais de 60 requerimentos para impedir convocações e quebras de sigilo que poderiam expor o envolvimento de pessoas próximas ao PT no esquema de fraudes contra aposentados.

O contraste entre o discurso público e a prática política revela o desespero do Palácio do Planalto. Enquanto Lula afirmava que “se tiver que investigar meu filho, que investigue”, seus aliados trabalhavam nos bastidores para impedir exatamente isso. A estratégia de blindagem confirma que o governo tem muito a esconder no maior esquema de roubo contra aposentados da história do país.

Os números são assustadores. Segundo investigações da Polícia Federal, descontos indevidos existiam em pequena escala até 2022, mas explodiram a partir de 2023, primeiro ano do terceiro mandato de Lula. O gráfico destroça a narrativa governista de que o problema foi herdado do governo anterior. Na verdade, foi exatamente o oposto que aconteceu.

A operação da PF revelou que Edson Claro, conhecido como “careca do INSS”, pagava mesadas de R$ 300 mil ao “filho do rapaz” – expressão interpretada como referência ao primogênito presidencial. Esses valores não eram doações caridosas. Eram investimentos para ter acesso ao Ministério da Saúde e participar das licitações bilionárias do SUS.

O império da corrupção começou com Lula

A tentativa de jogar a culpa no governo Bolsonaro falhou completamente quando os fatos vieram à tona. O sistema de descontos diretos na folha de aposentados foi criação do primeiro governo Lula, não uma herança recebida. Antes disso, aposentados faziam empréstimos normais, pagando quando podiam e queriam.

Foi Lula quem criou o modelo do empréstimo consignado com desconto automático. A medida foi vendida como facilitação para aposentados, mas na prática virou porta de entrada para o maior esquema de roubo da Previdência Social. Depois vieram as associações fantasmas que descontam por serviços inexistentes.

O modus operandi é simples e cruel. Aproveitam-se da vulnerabilidade de idosos para forçar adesões a serviços que não existem. Quando o aposentado percebe o golpe e tenta cancelar, encontra burocracias infindáveis e atendimentos que “não funcionam”. É roubo institucionalizado com proteção estatal.

Segundo Rogério Marinho, líder da oposição no Congresso, o governo atua de forma coordenada para proteger os envolvidos. Mais de 60 requerimentos foram barrados pela base aliada. Cada voto contrário representa mais uma prova de que sabem exatamente o que estão escondendo.

SUS: a máquina de fazer licitações fraudulentas

As investigações revelaram que os tentáculos da corrupção se estendem muito além do INSS. O objetivo final era ter acesso às licitações do Ministério da Saúde. O SUS, vendido como política pública de saúde, funciona na prática como máquina de gerar contratos superfaturados para aliados do governo.

A lógica é perversa mas eficiente. Licitações com dispensa de concorrência, remédios que “só podem ser de uma marca”, equipamentos com especificações que favorecem fornecedores pré-selecionados. O dinheiro que deveria salvar vidas é desviado para enriquecer a rede de corrupção governista.

Edson Claro sabia disso quando investiu R$ 300 mil mensais no “filho do rapaz”. Não estava comprando acesso social. Estava comprando participação nos bilhões movimentados pelas licitações da Saúde. Um investimento que se pagaria rapidamente se o esquema não fosse descoberto.

O cliente do SUS não é o paciente que morre na fila. É o político que autoriza os contratos. Quem paga decide o que o sistema produz. E o que o SUS produz, além de mortes evitáveis, são licitações milionárias para sustentar a máquina de poder da esquerda brasileira.

A rede de proteção dos corruptos

Os nomes blindados pela CPMI revelam a extensão da rede de proteção. Roberta Luxinger, ex-publicitária de campanhas petistas e sócia do “careca do INSS” em Portugal, recebeu apenas tornozeleira eletrônica. Tratamento VIP para quem deveria estar presa preventivamente.

O irmão de Lula também foi impedido de prestar depoimento, assim como empresários ligados à CONTAG e à CUT. Não é coincidência. É estratégia coordenada para proteger os pilares do esquema de corrupção que sustenta a esquerda brasileira há décadas.

Daniela Miranda Fonteles, outra peça importante do quebra-cabeças, também foi protegida da convocação. O número dois do Ministério da Previdência, Gustavo Marques Gaspa, igualmente blindado. Cada nome protegido é uma confissão de culpa coletiva.

A empresa de turismo ligada à CONTAG teve seu sigilo protegido pela bancada governista. Não quiseram que a investigação descobrisse como o dinheiro roubado dos aposentados circulava pela central sindical. A CUT, braço financeiro do PT, também ficou de fora das investigações oficiais.

Lula repete o roteiro de Gustavo Petro

O discurso de Lula sobre investigar o próprio filho lembra muito o presidente colombiano Gustavo Petro. Petro também disse que não interferiria se o filho estivesse envolvido em corrupção. Resultado: o filho está preso por receber dinheiro de narcotraficantes para a campanha presidencial.

A diferença é que na Colômbia a Justiça funcionou. No Brasil, a blindagem governista impede que a verdade venha completamente à tona. Mas os fatos são teimosos e as investigações policiais continuam, independentemente dos bloqueios políticos da CPMI.

Lulinha não vendia influência própria. Vendia a influência do pai. Não recebia dinheiro para si mesmo. Recebia para entregar acesso ao poder presidencial. É impossível separar as ações do filho das responsabilidades do pai quando o produto vendido é exatamente essa relação familiar.

O paralelo com a Colômbia é assustador também pelos valores envolvidos. Lá foram narcotraficantes financiando campanhas. Aqui é dinheiro roubado de aposentados financiando a máquina governista. Em ambos os casos, familiares servem como operadores financeiros dos esquemas.

STF: o último obstáculo dos corruptos

A esquerda celebrou quando o STF concentrou poderes nas mãos de Alexandre de Moraes. Decisões monocráticas sem controle, prisões sem due process, censura prévia disfarçada de combate a fake news. Tudo parecia perfeito quando as vítimas eram bolsonaristas.

Agora a realidade bate à porta. O mesmo STF que deu poderes extraordinários a Moraes pode usar esses poderes contra a corrupção petista. André Mendonça, ministro indicado por Bolsonaro, tem nas mãos instrumentos poderosos para investigar o esquema governista.

Diferentemente da CPMI, que pode ser controlada pela maioria governista, o STF não depende de votos parlamentares para investigar. Uma decisão monocrática pode quebrar todos os sigilos que o governo tenta proteger. O feitiço pode virar contra o feiticeiro a qualquer momento.

A PF já demonstrou que tem informações suficientes para avançar nas investigações. Os nomes estão todos mapeados, as conexões estabelecidas, os valores quantificados. Falta apenas vontade política para transformar evidências em denúncias e denúncias em condenações.

O desespero presidencial se intensifica

Não é coincidência que Lula ande visivelmente nervoso nas últimas semanas. O presidente sabe exatamente o que está por vir e conhece a profundidade do esquema que pode ser revelado. Cada nova fase da operação aproxima as investigações do núcleo duro do poder.

A CPMI já protocolou requerimento para prorrogação após o recesso parlamentar. Em fevereiro de 2025, as investigações voltam com força total. A pressão sobre o governo tende a aumentar, especialmente se novas evidências emergirem nas próximas operações da PF.

Rogério Marinho confirma que a CPMI teve papel decisivo para romper a seletividade das investigações. Mesmo com todas as blindagens, conseguiu-se expor a extensão da rede de corrupção e trazer o tema para o debate público. A imprensa agora acompanha cada movimento.

O recesso parlamentar não significa pausa nas investigações policiais. Muito pelo contrário. Sem o holofote do Congresso, a PF pode trabalhar com mais tranquilidade para costurar as provas que transformarão suspeitas em certezas jurídicas.

A corrupção sistêmica que assola a Previdência Social brasileira não é acidente burocrático. É projeto político deliberado para transformar direitos dos trabalhadores em fonte de financiamento para a máquina partidária. O dinheiro que deveria garantir dignidade na velhice vai parar nos cofres dos mesmos políticos que prometeram proteger os aposentados.

A blindagem desesperada do governo Lula para proteger familiares e aliados confirma que temos aqui o maior escândalo de corrupção da história da Previdência. Resta saber se as instituições brasileiras terão coragem de enfrentar o núcleo do poder ou se mais uma vez a impunidade prevalecerá sobre a Justiça.

Até quando o povo brasileiro vai aceitar que seus aposentados sejam tratados como fonte de renda para políticos corruptos?

Fontes

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