dezembro 20, 2025

Ludwig M

PF confirma? Lulinha é o ‘filho do rapaz’ do escândalo

PF confirma? Lulinha é o ‘filho do rapaz’ do escândalo

Documentos sigilosos da Polícia Federal revelam que Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, é o “filho do rapaz” mencionado nas conversas entre o “Careca do INSS” e a lobista Roberta Luxinger. Segundo o Poder360, que teve acesso a arquivos não tornados públicos da investigação, as evidências conectam diretamente o filho do presidente aos pagamentos de R$ 300 mil mensais do esquema de fraudes na Previdência Social.

As provas que conectam Lulinha ao esquema

A operação da Polícia Federal tornou público que houve cinco pagamentos de R$ 300 mil feitos por Antônio Carlos Camilo Nunes, conhecido como “Careca do INSS”, para a lobista Roberta Luxinger. Essa quantia corresponde exatamente ao valor da “mesada” que o delator Edson Claro afirmou que Lulinha recebia mensalmente.

O esquema funcionava através de contratos fictícios de consultoria. A RL Consultoria Intermediações Limitada, empresa de Luxinger, recebia os valores por “projetos” com nomes fantasiosos: Projeto Energia, Projeto Esmagadoras e Projeto Hidrogênio. Cada projeto valia R$ 100 mil, totalizando os R$ 300 mil mensais.

Nas mensagens interceptadas, quando Milton Salvador perguntou ao Careca sobre o destinatário dos R$ 300 mil, a resposta foi clara: “é para o filho do rapaz”. O áudio comprova que o pagamento seguiu para a RL Consultoria, intermediária no repasse para Lulinha.

A proximidade entre Lulinha e Roberta Luxinger vai além dos negócios. Ambos viajaram juntos pelo menos seis vezes, incluindo uma viagem a Portugal. Essa intimidade facilitava a lavagem do dinheiro destinado ao filho do presidente.

A fuga estratégica para a Espanha

Quando o escândalo do INSS explodiu, Lulinha rapidamente viajou para a Espanha. A versão oficial fala em mestrado, mas o timing revela outra realidade. O filho do presidente percebeu que seria questão de tempo até as investigações chegarem a ele.

A diferença entre pai e filho nessa história é crucial. Lula não pode simplesmente fugir do país porque ocupa a Presidência da República. Está preso ao cargo enquanto as evidências se acumulam contra sua família.

Essa não é a primeira vez que Lulinha se envolve em polêmicas. Mas agora, aos 43 anos, ele enfrenta acusações criminais que podem resultar em prisão. O problema é que, diferentemente dos filhos de outros políticos, Lulinha não construiu carreira própria.

Sem o sobrenome do pai, Lulinha seria um empresário comum. Sua única fonte de influência e poder deriva diretamente da posição paterna. É essa influência que transforma os R$ 300 mil mensais em crime de corrupção e tráfico de influência.

O valor real do esquema: muito além de R$ 1,5 milhão

Embora os documentos públicos falem em R$ 1,5 milhão (cinco parcelas de R$ 300 mil), o presidente da CPI do INSS, Carlos Viena, revelou informações mais graves. Segundo o depoimento de Edson Claro, Lulinha teria recebido R$ 25 milhões para influenciar licitações no Ministério da Saúde.

O valor de R$ 1,5 milhão pode representar apenas a ponta do iceberg. As investigações indicam que o esquema incluía a criação de empresas em paraísos fiscais para participar de concorrências fraudadas. O objetivo era mascarar a origem e o destino real do dinheiro público desviado.

A testemunha Edson Claro, ex-funcionário do Careca do INSS, detalhou como funcionava o sistema. Os pagamentos a Lulinha eram justificados como “intermediação” para conseguir contratos no Ministério da Saúde, especialmente para fornecimento de medicamentos à base de cannabis.

Mesmo que apenas um pagamento de R$ 300 mil seja comprovado, já configura corrupção e tráfico de influência. A quantia não é casual – representa o poder de barganha que o sobrenome Lula da Silva carrega no aparelho estatal.

A rede de negócios ilícitos se expande

O Careca do INSS não limitava suas atividades à Previdência Social. Áudios revelam que ele e Roberta Luxinger articulavam contratos sem licitação no Ministério da Saúde para fornecer medicamentos à base de cannabis. A dupla defendia a “dispensa de licitação” usando a nova lei de licitações como pretexto.

Roberta Luxinger, ex-candidata a deputada estadual pelo PT, recebia os valores através de sua empresa de consultoria. Ela argumentava que, “devido ao cenário de emergência”, era possível criar documentos “robustos” para dispensar licitações. Uma interpretação conveniente da legislação para facilitar negócios escusos.

O ministro André Mendonça, relator do caso no STF, já determinou que a Anvisa preste informações sobre processos relacionados às empresas do grupo investigado. As ramificações do esquema atingem múltiplos órgãos federais, não apenas o INSS.

A Confederação Brasileira dos Pescadores Artesanais (CBPA), entidade controlada pelo Careca do INSS, arrecadou R$ 221 milhões. Esses recursos eram usados para financiar lobistas e intermediar favores no governo federal. Uma estrutura sofisticada para drenar recursos públicos.

Lula sabia de tudo?

O presidente Lula declarou publicamente que “ninguém ficará livre” e que, se algum filho seu estiver envolvido, “será investigado”. Discurso para as câmeras, mas a realidade nos bastidores é diferente. O governo tem tentado impedir que a CPI do INSS convoque Lulinha para depor.

A influência de Lulinha não surge do vácuo. Ninguém paga R$ 300 mil mensais para alguém sem poder real. O filho só consegue vender influência porque é filho de quem é. Automaticamente, isso conecta os esquemas ao presidente da República.

A menos que Lula também planeje viajar para a Espanha e fugir do país, não há como se livrar dessas acusações. Os crimes da Lava Jato prescreveram, mas estes são novos. Ainda restam 15 anos antes da prescrição, tempo suficiente para investigar e julgar os envolvidos.

Diferentemente da Lava Jato, onde Lula conseguiu anular os processos através de aliados no STF, este esquema está sendo descoberto e documentado em tempo real. As evidências se acumulam enquanto os investigados ainda acreditam estar protegidos pelo poder.

A operação para abafar o escândalo

A operação contra os deputados do PL Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordi foi uma tentativa desesperada de desviar atenção do caso Lulinha. O timing não é coincidência: quando as evidências contra o filho do presidente se tornaram incontornáveis, surgiu uma operação contra a oposição.

A decisão do ministro Flávio Dino autorizando busca e apreensão contra os deputados é tecnicamente confusa e juridicamente questionável. O texto mistura trechos de relatórios da PF sem deixar claro o que justifica a nova investigação. Uma decisão feita às pressas para criar cortina de fumaça.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, declarou que vai “atrás do filho do cara”. Agora tem respaldo legal: se o próprio Lula autorizou investigação dos filhos, por que a CPI do INSS não pode convocar Lulinha? A contradição do governo fica evidente.

Mesmo estando na Espanha, Lulinha poderia depor por videoconferência. Mas o governo federal tem impedido sistematicamente qualquer tentativa da CPI de ouvir o filho do presidente. A proteção é tão evidente quanto a culpa.

O padrão familiar de corrupção

Este não é caso isolado na família Lula da Silva. Os filhos do presidente sempre se beneficiaram da posição paterna para construir fortunas sem explicação convincente. A diferença agora é que as provas são documentais e os valores estão registrados em interceptações telefônicas.

Lulinha nunca construiu carreira independente como outros filhos de políticos. Sua única fonte de renda identificável deriva da influência paterna no aparelho estatal. Quando essa influência se transforma em dinheiro vivo, configura-se o crime de corrupção.

O advogado de Lulinha, Marco Aurélio Carvalho, anunciou que processará quem associar o nome do cliente às fraudes do INSS. Uma estratégia defensiva previsível, mas que esbarra nas evidências documentais já coletadas pela Polícia Federal.

O problema para a defesa é que não se trata mais de especulação jornalística. Os documentos da PF, segundo o Poder360, explicitam que as citações ao “filho do rapaz” se referem a Fábio Luiz Lula da Silva. Processar a imprensa não vai fazer as evidências desaparecerem.

O destino inevitável

Lula conseguiu escapar da Lava Jato colocando aliados no STF para anular seus processos. Mas os crimes antigos prescreveram, e os novos estão sendo cometidos agora. Ainda há tempo suficiente para investigação completa e julgamento definitivo.

O presidente que prometeu que “ninguém ficará livre” agora precisa explicar por que protege o próprio filho das investigações. A CPI do INSS tem autorização presidencial para convocar Lulinha. A recusa em cooperar revela consciência de culpa.

A fuga para a Espanha não resolve o problema de Lulinha. Apenas confirma que ele sabia da gravidade da situação. Quando as evidências se tornaram incontornáveis, a solução foi abandonar o país. Comportamento típico de quem tem muito a esconder.

O Brasil assistirá nos próximos meses ao desenrolar de um escândalo que pode derrubar outro presidente da República. A diferença é que desta vez as provas são contemporâneas, os valores estão documentados e as testemunhas estão vivas para contar a verdade.

Com tantas evidências se acumulando, uma pergunta permanece: até quando o sistema conseguirá proteger os corruptos apenas porque ocupam o poder?

Fontes

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