dezembro 20, 2025

Ludwig M

Fazenda de R$ 15 milhões: a cortina de fumaça do INSS

Fazenda de R$ 15 milhões: a cortina de fumaça do INSS

R$ 15 milhões. Esse é o valor da fazenda comprada pelo senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo Lula. O imóvel no Maranhão tem casa-sede, pista de pouso asfaltada e um igarapé. Só de imposto para transferir uma parte da propriedade, Weverton pagou R$ 140 mil. Para muita gente, esse valor compraria um imóvel inteiro.

Mas a fazenda é só a ponta do iceberg. Segundo reportagens do Metrópoles e outros veículos, Weverton está no centro de um esquema bilionário no INSS. A questão não é se ele é culpado – isso parece óbvio. A questão é: por que a mídia de esquerda, que antes o protegia, agora quer sua cabeça?

A resposta está numa informação que poucos notaram: Lulinha, filho do presidente, viajou em jatinho de luxo para a Europa com o “Careca do INSS”, personagem central do esquema. De repente, Weverton virou o vilão perfeito para desviar o foco do verdadeiro problema.

O império construído com dinheiro de aposentado

A fazenda de Weverton em Matões do Norte não é um investimento qualquer. O valor declarado nas eleições de 2022 era três vezes menor que o preço real da propriedade. Segundo dados obtidos pela imprensa, apenas uma parte da fazenda custou R$ 7 milhões – e foi sobre essa quantia que incidiu o imposto de R$ 140 mil.

O senador justifica dizendo que tudo é legítimo, que ganhou muito dinheiro. Como ironizou um comentarista, ele seria “o Ronaldinho Gaúcho da compra de fazendas”. A referência é à época em que Lula disse que seu filho era “o Ronaldinho Gaúcho dos programas de computador”, para explicar como Lulinha saiu de auxiliar de zoológico a empresário milionário.

As imagens da propriedade mostram o padrão de vida que o dinheiro público proporciona. Pista de pouso asfaltada, casas amplas, igarapé preservado. Tudo bancado, segundo as investigações, com recursos desviados da Previdência Social. O mesmo INSS que nega benefícios a trabalhadores que contribuíram a vida toda.

Documentos mostram que Weverton compartilhava jatinhos com Antônio Vieira, o “Careca do INSS”, personagem central do esquema. As viagens aconteceram em fevereiro e julho de 2024, sempre na rota São Paulo-São Luís. Não era táxi aéreo – era sociedade criminosa em ação.

A rede de cumplicidade que roubava aposentados

O braço-direito de Weverton, Gustavo Marques Gaspar, assinou procuração dando poderes a Rubens Oliveira Costa. Este último foi identificado pela Polícia Federal como “carregador de mala” – responsável por transportar propinas para autoridades envolvidas no esquema do INSS.

Registros do Ministério da Previdência mostram que o Careca do INSS e Gustavo Gaspar estiveram juntos no gabinete de Aldo Portal, então secretário da pasta. Os dois entraram no prédio às 10h40 e saíram às 11h07. Vinte e cinco minutos para acertar mais uma jogada contra os aposentados brasileiros.

O esquema era sofisticado. Gustavo Gaspar tinha um Passat preto em seu nome, mas quem colocou o veículo à venda foi o Careca do INSS. Carros emprestados, jatinhos compartilhados, procurações cruzadas. Uma verdadeira organização criminosa funcionando dentro do governo federal.

O “presente” de R$ 40 mil que o Careca mandou para o ex-assessor de Weverton é outro exemplo da proximidade entre eles. Não eram favores entre amigos – era divisão de lucros de uma operação criminosa que sugava recursos da Previdência Social.

STF e PGR: os guardiões seletivos da lei

Até dezembro de 2025, STF e PGR negavam pedidos da Polícia Federal para prender Weverton Rocha. “Não pode tocar no senador”, era a ordem implícita. “Ele é dos nossos”, como proteção típica do sistema que se protege.

Weverton não era qualquer político. É vice-líder do governo Lula, amigo de Flávio Dino e peça importante no esquema de poder do Maranhão. Enquanto outros investigados eram presos preventivamente, ele seguia livre para comprar fazendas e viajar em jatinhos.

A mudança de postura só aconteceu quando ficou impossível esconder o envolvimento de Lulinha no escândalo. De uma hora para outra, até veículos de extrema esquerda como Brasil 247 e O Cafezinho passaram a criticar Weverton. A proteção acabou quando ele se tornou um problema maior que um ativo.

Essa seletividade do sistema de Justiça brasileira mostra como funciona o condomínio do poder. Enquanto serve aos interesses do grupo, qualquer crime é relevado. Quando vira risco, o próprio sistema se encarrega de jogá-lo debaixo do trem.

Lulinha: o elo que ninguém quer investigar

A informação mais explosiva do caso passou quase despercebida: Lulinha viajou com o Careca do INSS em voo de luxo para a Europa. O filho do presidente estava diretamente conectado ao operador do maior esquema de corrupção da Previdência Social da história do país.

Lulinha não é empresário por talento próprio. Como ironicamente foi observado, antes de Lula chegar à presidência, ele “limpava fezes de elefante no zoológico”. De repente, virou expert em desenvolvimento de jogos eletrônicos e fechou contratos milionários com estatais.

O padrão se repete no caso do INSS. Lulinha aparece viajando com o operador do esquema, mas a investigação foca em Weverton. É a mesma estratégia de sempre: criar bodes expiatórios para proteger a família presidencial.

Por isso a mídia de esquerda mudou o discurso sobre Weverton. Não foi consciência jornalística – foi ordem de serviço. Sacrificar um senador para salvar o filho do presidente é negócio que compensa no cálculo político do PT.

A máquina de roubar aposentados funcionava a todo vapor

O esquema do INSS não era improvisação. Era uma operação industrial de desvio de recursos públicos. Cada reunião no ministério, cada procuração assinada, cada viagem de jatinho fazia parte de um sistema organizado para sugar dinheiro da Previdência Social.

Enquanto aposentados fazem filas quilométricas para receber benefícios negados por burocracia artificial, a turma do esquema voava em jatinhos e comprava fazendas milionárias. O contraste é revoltante, mas previsível. No Brasil, quem rouba pouco vai preso. Quem rouba muito vira senador.

Os valores envolvidos no caso Weverton são astronômicos para a realidade brasileira. Uma fazenda de R$ 15 milhões equivale ao benefício de aposentadoria de milhares de trabalhadores durante décadas. Cada real desviado é trabalho roubado, suor transformado em luxo privado.

O pior é saber que Weverton é apenas um peão no tabuleiro. O esquema envolvia ministérios, secretarias, empresários e políticos de vários níveis. A fazenda milionária é só o que conseguimos ver – a parte visível de um iceberg de corrupção sistemática.

Por que proteger Lula vale qualquer sacrifício

A operação para queimar Weverton e salvar Lulinha mostra como funciona a estratégia de proteção do clã presidencial. Não importa quantos aliados sejam sacrificados, desde que a família Lula saia ilesa das investigações.

Lulinha certamente é laranja do pai. Ninguém vira empresário milionário por talento próprio depois dos 40 anos, partindo do zero. Os contratos milionários, as viagens em jatinhos, as conexões com operadores de esquemas – tudo aponta para um padrão conhecido.

O PT aperfeiçoou a arte de criar cortinas de fumaça. Sempre que um escândalo ameaça chegar perto de Lula, surge um bode expiatório para desviar a atenção. Mensalão teve Roberto Jefferson, Petrolão teve Nestor Cerveró, agora o INSS tem Weverton Rocha.

A estratégia funciona porque a grande mídia embarca na narrativa. Em vez de investigar as conexões reais do poder, prefere focar nos personagens secundários. É mais seguro atacar um senador do Maranhão que enfrentar o sistema que protege a família presidencial.

O que você pode fazer diante dessa farsa

A primeira defesa contra esse tipo de manipulação é a informação. Quando a mídia foca obsessivamente em um personagem, desconfie. Pergunte-se: quem está sendo protegido por essa cortina de fumaça?

No caso do INSS, Weverton é culpado sim. Mas ele não é o chefe da organização criminosa. É apenas o rosto que escolheram para queimar. Enquanto isso, os verdadeiros mandantes seguem intocáveis, planejando o próximo golpe contra o dinheiro público.

A segunda lição é entender como funciona o sistema de proteção mútua entre Poderes. STF, PGR e governo federal formam uma rede de interesses que protege uns e sacrifica outros conforme a conveniência política. Não é Justiça – é máfia em togas.

Por fim, lembre-se sempre: quando políticos ficam ricos sem explicação convincente, o dinheiro saiu do seu bolso. Cada fazenda milionária comprada por senador é menos dinheiro para saúde, educação e infraestrutura. É menos aposentadoria para quem trabalhou a vida toda.

O caso Weverton é mais um capítulo da crônica de uma roubalheira anunciada. Enquanto a sociedade não cobrar punição real para corruptos de todos os níveis, continuaremos pagando a conta dos jatinhos, fazendas e mordomias de quem deveria nos servir.

Diante de mais esse escândalo que revelará meios-culpados para proteger culpados integrais, resta uma pergunta: até quando vamos aceitar ser tratados como otários que bancam a festa dos poderosos?

Fontes

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