dezembro 15, 2025

Ludwig M

Série Pluribus: Série da Apple TV revela a face do socialismo – EP 01 e 02

Série Pluribus: Série da Apple TV revela a face do socialismo – EP 01 e 02

O vírus intergalático que transformou o mundo em paraíso comunista

A nova série Pluribus, da Apple TV, criada por Vince Gilligan (Breaking Bad), apresenta uma premissa perturbadora. Um vírus extraterrestre infecta praticamente toda a humanidade, criando uma sociedade onde todos são felizes, têm suas necessidades atendidas e trabalham pelo bem comum. O problema? Apenas 12 pessoas no mundo inteiro mantiveram o livre arbítrio.

A série não mostra o socialismo como conhecemos na prática. Ela apresenta o sonho socialista, aquela utopia que seduz multidões. Neste mundo infectado, não falta comida para ninguém, não há competição predatória, não existe guerra. Todo mundo sabe o que todo mundo está pensando, eliminando conflitos por má comunicação.

Carol, a protagonista interpretada por Rhea Seehorn, é uma escritora alcoólatra e mal-humorada que se tornou uma das poucas pessoas imunes ao vírus. Enquanto o mundo inteiro vive em harmonia coletiva, ela permanece presa à sua individualidade problemática e infeliz.

O dilema central é devastador: é melhor ser feliz sem livre arbítrio ou manter a autonomia individual mesmo sendo miserável? A série força essa reflexão de forma brutal, mostrando como o apelo do coletivismo pode ser irresistível.

Quando a utopia cobra seu preço em vidas

A implantação do paraíso socialista custou caro. Aproximadamente 800 milhões de pessoas morreram durante o processo de infecção global. Quando alguém é infectado pelo vírus, treme violentamente por alguns segundos antes de se integrar à mente coletiva.

O problema é que essa transformação aconteceu simultaneamente no mundo inteiro. Pessoas dirigindo carros, pilotando aviões ou operando máquinas simplesmente perderam o controle por alguns instantes. O resultado foi catastrófico: quase um oitavo da população mundial morreu para que o comunismo pudesse ser implantado.

A esposa de Carol, Helen, exemplifica essa tragédia. Ela foi infectada, caiu para trás, bateu a cabeça no chão e morreu por traumatismo craniano. Mas antes de morrer, sorriu para Carol – estava feliz, mesmo morrendo. Esse sorriso representa a sedução fatal do coletivismo: a promessa de felicidade a qualquer custo.

A série não romantiza essa violência. Mostra claramente que toda revolução socialista começa com uma montanha de cadáveres. A diferença é que, neste caso, os sobreviventes realmente parecem felizes com o resultado.

O bug na matriz que liberta alguns escravos

Carol descobre algo perturbador: quando ela se irrita e empurra Zosia (uma das infectadas), toda a mente coletiva mundial entra em estado catatônico. Todos os infectados do planeta param de responder simultaneamente por alguns minutos.

Essas “panes” no sistema têm consequências mortais. O último episódio catatônico matou 11 milhões de pessoas – infectados que estavam dirigindo, trabalhando em locais perigosos ou dependendo de cuidados médicos. Mas também parece ter um efeito colateral inesperado.

No primeiro dia, existiam 11 pessoas imunes além de Carol. Após o primeiro colapso do sistema, esse número subiu para 12. Alguém conseguiu escapar da matriz socialista. A hipótese é que esses “bugs” no sistema conseguem libertar algumas pessoas da mente coletiva.

Isso cria um dilema moral devastador: vale a pena matar milhões de pessoas supostamente felizes para libertar uma única pessoa? É o mesmo problema que enfrentamos na vida real – quantas vidas o estado socialista pode sacrificar em nome do “bem comum”?

Os úteis idiotas e os aproveitadores do sistema

Quando Carol se encontra com as outras pessoas imunes, descobre algo desalentador. A maioria não quer “salvar” o mundo. Seus familiares infectados continuam por perto, aparentemente felizes, atendendo às suas necessidades.

Uma das imunes chega a dizer que quer ser infectada também. Vê as pessoas felizes “do outro lado” e não consegue ser feliz mantendo sua individualidade. É exatamente como no filme Matrix – há quem prefira voltar para a ilusão confortável.

Mas o personagem mais revelador é Diabaté, que manteve o livre arbítrio mas decidiu se aproveitar do sistema. Ele pede o Air Force One, traz mulheres bonitas para servi-lo, exige os melhores almoços. O Pluribus atende todos os seus caprichos porque quer mantê-lo satisfeito.

Diabaté representa o político que surfa no socialismo. Ele será o futuro líder dessa sociedade coletivista. Afinal, uma mente única precisa de alguém com livre arbítrio para tomar decisões sobre o futuro. O socialismo sempre funciona muito bem para os socialistas que controlam o sistema.

A sedução irresistível do paternalismo estatal

A série expõe uma verdade desconfortável: a maioria das pessoas ama o Estado. Quando Carol tenta convencer os outros imunes a lutar contra o sistema, eles perguntam por quê. Todo mundo está feliz, ninguém está reclamando, suas necessidades são atendidas.

É a mesma lógica que vemos no mundo real. As pessoas abrem mão da liberdade em troca de segurança, conforto e a promessa de que alguém resolverá seus problemas. O vírus do Pluribus apenas torna essa troca mais explícita e irreversível.

O infectado não pode mais reclamar porque não tem livre arbítrio. Como saber se realmente está feliz? É a velha piada do americano e do russo: “Eu também não posso reclamar” – “Por quê, está tudo bem?” – “Não, não posso reclamar porque não deixam reclamar.”

Carol enfrenta o mesmo dilema que todo libertário: como convencer pessoas que preferem a segurança da escravidão à incerteza da liberdade? Como argumentar contra um sistema que promete atender todas as necessidades em troca apenas do livre arbítrio?

A série mostra que essa não é uma batalha fácil. Na verdade, pode ser uma batalha perdida desde o início, quando a maioria escolhe voluntariamente abdicar de sua humanidade essencial.

Entre veganos felizes e individualistas miseráveis

Os infectados se tornaram veganos – não matam nenhum animal. Encontram carne nos supermercados, mas quando acabar o estoque, será só vegetais. É mais uma característica que torna o sistema aparentemente virtuoso e moralmente superior.

Todo mundo trabalha junto para limpar os destroços da transição, apagar incêndios, remover corpos. Não há preguiça, não há conflito, não há egoísmo. É exatamente o mundo que os socialistas prometem: cooperação total em benefício do coletivo.

Enquanto isso, Carol continua sendo uma pessoa problemática. Bebe demais, trata mal os fãs, despreza o próprio trabalho, é ranzinza e difícil de conviver. Sua liberdade individual se manifesta principalmente através de vícios e atitudes destrutivas.

A série força uma reflexão incômoda: se a liberdade individual produz pessoas como Carol, e o coletivismo produz pessoas aparentemente virtuosas e felizes, qual sistema é realmente superior? A resposta libertária é clara – liberdade com responsabilidade é sempre melhor que felicidade sem autonomia.

O futuro sombrio da resistência individual

No final do segundo episódio, Carol está isolada. Diabaté levou Zosia consigo, provavelmente para formar seu harém pessoal de poder. Os outros imunes voltaram para suas vidas acomodadas com familiares infectados. O sistema não vê Carol como ameaça – são apenas 12 pessoas contra 8 bilhões.

Mas se a hipótese estiver correta, Carol pode ser a chave para despertar mais pessoas da matriz socialista. Cada vez que ela provoca um colapso no sistema, algumas pessoas podem recuperar o livre arbítrio. O problema é que milhões morrem no processo.

A série sugere que a luta contra o totalitarismo sempre cobra um preço terrível. Tanto para implantar quanto para destruir um sistema coletivista, pessoas inocentes morrem. A diferença é que, em um caso, as mortes servem para escravizar; no outro, para libertar.

Pluribus apresenta o socialismo em sua forma mais sedutora e honesta. Não há corrupção, não há privilégios para a nomenclatura, não há mentiras sobre igualdade. Realmente funciona como prometido – desde que você aceite abrir mão de sua humanidade individual.

A escolha final que define nossa civilização

Vince Gilligan construiu uma alegoria perfeita sobre o maior dilema político de nosso tempo. A série não é anti-socialista por preconceito ideológico, mas porque entende que o livre arbítrio é a essência da condição humana.

Sem a possibilidade de escolher, de errar, de ser infeliz, de tomar decisões ruins, deixamos de ser humanos. Viramos algoritmos biológicos programados para o bem comum. Pode ser eficiente, pode até ser mais feliz, mas não é mais vida humana no sentido pleno.

Carol representa todos nós que preferimos a incerteza da liberdade à certeza da escravidão dourada. Ela é desagradável, tem vícios, comete erros, machuca pessoas. Mas mantém sua capacidade de decidir, de mudar, de crescer ou de se destruir.

A série ainda tem muito a desenvolver, mas já estabeleceu as bases para uma crítica profunda ao apelo eterno do coletivismo. Mostra por que tantas pessoas ao longo da história escolheram voluntariamente entregar sua liberdade em troca de promessas de segurança e felicidade.

O vírus do Pluribus pode ser ficção científica, mas o vírus do socialismo infecta mentes reais todos os dias. A diferença é que, no mundo real, ainda podemos escolher resistir. A pergunta é: por quanto tempo?

Você conseguiria resistir a um sistema que promete resolver todos os seus problemas em troca apenas de sua liberdade de escolha? A resposta pode definir o futuro da civilização humana.

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