
Terroristas abrem fogo contra famílias em celebração religiosa
Dois atiradores abriram fogo contra mais de mil pessoas que celebravam o Chanuká na praia de Bondi, em Sydney, Austrália. O resultado foi devastador: 11 mortos e 29 feridos graves hospitalizados, incluindo crianças. As famílias apenas comemoravam uma festa religiosa judaica quando foram surpreendidas pelo ataque.
O evento aconteceu no dia 14 de dezembro às 17h, organizado pelo Rabado de Bondi. Era uma celebração pacífica que incluía música ao vivo, atividades tradicionais do Chanuká, jogos e brincadeiras para todas as idades. Havia também uma grande menorá, o castiçal tradicional judaico usado na celebração.
A praia de Bondi fica em Sydney, próxima à famosa Ópera House. É um dos locais mais conhecidos da maior cidade australiana. O ataque aconteceu em área elevada próxima à praia, de onde os terroristas tinham visão ampla do evento.
Um civil desarmado mostrou coragem extraordinária ao desarmar um dos atiradores. Esse ato heroico impediu que mais mortes acontecessem. O segundo atirador continuou disparando até ser detido pela polícia. Vídeos de 10 minutos mostram todo o ataque, revelando a brutalidade do ato.
O que revela esse ataque sobre o antissemitismo moderno
Este ataque expõe uma realidade preocupante: o crescimento do antissemitismo disfarçado de “antissionismo”. Muitos escondem seu ódio aos judeus atrás da crítica ao Estado de Israel. Mas as máscaras caem quando fazem piadas sobre câmaras de gás e referências ao Holocausto.
O evento atacado não tinha nenhuma conotação política. Era uma simples celebração religiosa, similar ao Natal cristão. Famílias levaram suas crianças para participar de atividades tradicionais. Não havia propaganda política, manifestações ou provocações de qualquer tipo.
A diferença entre crítica política legítima e antissemitismo fica clara nestes momentos. Quem realmente se opõe apenas a políticas de Israel não ataca civis inocentes celebrando sua fé. Quem faz isso revela seu verdadeiro alvo: os judeus como povo.
O antissemitismo moderno se alimenta da antiga teoria conspiratória de que judeus controlam o mundo. Essa mesma mentira alimentou perseguições históricas e o Holocausto nazista. Infelizmente, tanto extrema-esquerda quanto extrema-direita abraçam essas teorias.
A farsa do “antissionismo” como disfarce do ódio
Muitos militantes de esquerda alegam ser apenas “antissionistas”, não antissemitas. Dizem se opor ao Estado de Israel, não aos judeus. Mas suas ações revelam a verdade por trás dessa retórica conveniente.
Se alguém realmente se opõe apenas a políticas israelenses, por que faz piadas sobre câmaras de gás? Por que ataca judeus que não têm conexão com Israel? Por que alveja celebrações religiosas pacíficas como esta em Sydney?
A resposta é simples: o “antissionismo” virou disfarce socialmente aceitável para o antissemitismo clássico. Permite que pessoas expressem ódio ancestral contra judeus sem se assumirem como herdeiras do nazismo.
Esta estratégia não é nova. A propaganda soviética dos anos 70 já promovia o “antissionismo” como forma de atacar judeus sem parecer nazista. A extrema-esquerda ocidental importou essa tática e a usa até hoje.
O erro de culpar coletivos por ações individuais
Existem judeus poderosos que podem ser criticados por suas ações específicas. Como existem católicos, protestantes, budistas e ateus poderosos que merecem críticas. O poder corrompe independente da religião ou origem étnica.
Mas atacar todos os judeus por ações de alguns é o mesmo que atacar todos os cristãos por crimes de cristãos específicos. Ou culpar todos os muçulmanos pelo terrorismo islâmico. É uma lógica coletivista que não faz sentido moral.
As famílias atacadas em Bondi não controlam Hollywood, bancos ou governos. Eram pessoas comuns celebrando sua fé com as crianças. Que culpa tinham pelos problemas que os terroristas imaginavam existir?
Quem realmente se preocupa com concentração de poder deveria focar nos poderosos, não em grupos étnicos ou religiosos inteiros. O problema não é “os judeus” ou “os cristãos”. São indivíduos específicos que abusam do poder que têm.
Quem realmente iniciou a escalada de violência
Muitos justificam ataques contra judeus citando a situação em Gaza. Alegam que Israel comete “genocídio” e que isso justifica violência contra judeus em qualquer lugar. Essa narrativa inverte completamente a realidade dos fatos.
Quem iniciou a agressão no dia 7 de outubro de 2023 foi o Hamas, grupo terrorista que controla Gaza. Eles atacaram civis israelenses primeiro. Israel respondeu contra o grupo armado que o atacou, não contra civis palestinos.
Em qualquer conflito, a responsabilidade moral recai sobre quem inicia a agressão. Israel fez esforços para evitar baixas civis palestinas, mesmo durante operações militares legítimas. Infelizmente, em guerras acontecem efeitos colaterais trágicos.
Mas usar o conflito Israel-Palestina para justificar ataques contra judeus australianos celebrando Chanuká é absurdo moral. Essas pessoas não tinham conexão alguma com políticas do Oriente Médio.
O heroísmo civil diante do terror
Em meio à tragédia, surgiu um exemplo inspirador de coragem individual. Um civil desarmado enfrentou um dos terroristas e conseguiu desarmá-lo, salvando vidas. Esse ato heroico mostra como pessoas comuns podem fazer diferença decisiva.
Enquanto governos gastam bilhões em segurança e intelligence, foi um cidadão comum que efetivamente parou metade do ataque. Não esperou por autoridades, não pediu permissão. Viu o perigo e agiu.
Isso deveria nos fazer refletir sobre autodefesa e responsabilidade individual. Em situações extremas, cada pessoa pode ser a diferença entre vida e morte. O Estado não consegue proteger todos, o tempo todo.
O heroísmo deste civil contrasta com a covardia dos terroristas. Eles atacaram famílias desarmadas celebrando pacificamente. Ele arriscou a própria vida para proteger inocentes que nem conhecia.
As lições que não podemos ignorar
Este ataque revela verdades desconfortáveis sobre nossa sociedade atual. O antissemitismo não morreu com o nazismo. Apenas mudou de roupagem e encontrou novos porta-vozes.
A liberdade religiosa significa poder celebrar sua fé sem medo de violência. Quando grupos são atacados por suas crenças, todos perdemos um pouco de liberdade. Hoje foram judeus, amanhã podem ser cristãos, muçulmanos ou ateus.
A responsabilidade de combater o ódio não é apenas do governo. Cada pessoa que espalha teorias conspiratórias sobre “controle judaico mundial” contribui para o clima que torna ataques como este possíveis.
Informação é a melhor defesa contra o ódio irracional. Quando conhecemos pessoas de diferentes grupos, fica mais difícil acreditar em estereótipos maliciosos sobre eles.
O que aconteceu em Bondi não foi apenas crime contra judeus. Foi ataque contra os valores de uma sociedade livre, onde pessoas podem praticar sua fé em paz. Todos temos interesse em que os responsáveis sejam punidos e que este tipo de ódio não se espalhe.
Diante de tanta violência motivada por preconceito, vale perguntar: que tipo de sociedade queremos construir? Uma onde diferenças religiosas justifiquem assassinatos, ou uma onde a diversidade seja respeitada?


