
O presidente Lula acaba de cobrar das redes sociais que proíbam conteúdos que, segundo ele, incitam violência contra as mulheres. O Senado aprovou projeto que equipara misoginia ao racismo, criando crime imprescritível. E o movimento Red Pill está na mira do governo. A pergunta é: por que o Estado tem tanto medo de homens que simplesmente decidem se afastar de relacionamentos?
A resposta está no mecanismo político que deixou de funcionar. O governo descobriu que prometer proteção às mulheres já não garante mais votos. Pior: criou o efeito contrário. Quanto mais leis “protetivas”, mais homens se afastam. E isso incomoda profundamente o poder.
Não se trata de defender agressão ou violência contra mulheres. Isso é inaceitável e as plataformas já removem esse tipo de conteúdo. O que está em jogo é diferente: o direito de criticar políticas públicas e escolher como viver sua própria vida.
O ciclo vicioso das leis “protetivas”
O governo funciona como uma máquina de criar problemas para depois vender soluções. Com as mulheres, seguiu a mesma receita. Criou a Lei do Feminicídio, criminalizou interromper mulheres falando, transformou qualquer contrariedade em possível crime. A promessa era simples: mais proteção, mais segurança.
O resultado foi o oposto do esperado. Como explica a análise econômica, quando você aumenta artificialmente os custos de uma transação, as pessoas procuram alternativas. É exatamente o que acontece com o Código de Defesa do Consumidor e a CLT: criam custos que são repassados para quem deveria ser protegido.
No caso das relações entre homens e mulheres, o custo aumentou dramaticamente. Um relacionamento hoje envolve riscos jurídicos reais. Uma acusação falsa pode destruir uma vida inteira. Mesmo que 99% das mulheres sejam honestas e jamais fariam isso, o risco existe.
A reação foi natural e previsível: homens começaram a se afastar. Não por ódio ou misoginia, mas por autopreservação. É a mesma lógica de empresários que deixam de contratar por causa da CLT ou de consumidores que pagam mais caro por causa das leis consumeristas.
O movimento Red Pill como sintoma, não causa
Os canais Red Pill e os movimentos MGTOW (Men Going Their Own Way) são consequência, não causa do problema. Eles simplesmente verbalizam o que muitos homens já pensavam: é arriscado demais se envolver em relacionamentos no atual ambiente jurídico.
A mensagem é clara: “Siga sua vida sem ter contato com mulher, que é a melhor coisa que você faz. Relacionamento é muito arriscado. Hoje em dia as leis todas protegem as mulheres. É melhor você como homem ficar do seu lado quieto aí, sem fazer nada.”
Essa não é misoginia. É análise de custo-benefício. Quando o Estado cria assimetrias jurídicas, as pessoas se adaptam. É economia básica aplicada às relações humanas.
O governo criou o problema e agora quer censurar quem aponta a solução. É como um médico que prescreve remédio errado e depois proíbe o paciente de reclamar dos efeitos colaterais.
A nova lei: misoginia equiparada ao racismo
O Senado aprovou projeto que altera a Lei 7.716, equiparando misoginia ao crime de racismo. O texto é claro: “Considera-se misoginia a conduta que manifeste ódio ou aversão às mulheres.” A pena é pesada e o crime é imprescritível.
Traduzindo: você não pode mais dizer que não gosta de mulheres ou que não quer relacionamento com elas. “Aversão à mulher” é crime. Mas desde quando é obrigatório gostar de alguém ou querer se relacionar?
A lei criminaliza ainda “induzir ou incitar a discriminação” por misoginia. Na prática, qualquer conteúdo que possa ser interpretado como incentivo a evitar relacionamentos vira crime. É censura travestida de proteção.
Uma frase que você falar hoje pode ser usada contra você daqui a 20 anos. O crime não prescreve. É uma espada de Dâmocles sobre a cabeça de qualquer homem que ouse questionar as políticas governamentais.
O caso do “Calvo do Campari” e a pressão crescente
Recentemente, o youtuber conhecido como “Calvo do Campari” foi preso por suposta agressão contra a companheira. Ele nega e fala em “agressões mútuas”. Obteve liberdade provisória e se defende do caso.
Independente da culpa ou inocência específica, o caso ilustra a pressão crescente sobre criadores de conteúdo que questionam as narrativas oficiais. Como observou o jornalista Ricardo Feltrin, que acompanha casos similares, existe uma “repressão contra canais que falem contra esse tipo de situação.”
A mensagem é clara: quem ousar criticar as políticas “protetivas” do governo será perseguido. Não importa se a crítica é fundamentada ou se os dados comprovam o fracasso dessas políticas.
É o mesmo padrão de sempre: o Estado cria o problema, fracassa na solução e culpa quem aponta o fracasso.
Por que as leis não resolvem problemas sociais
Lei não resolve problema social. Nunca resolveu, nunca vai resolver. Lei pode definir agressões claras como assassinato e roubo. Mas regular comportamentos complexos e subjetivos é receita para o desastre.
O governo não consegue nem resolver problemas básicos como educação, saúde e segurança. Como vai resolver as complexas dinâmicas entre homens e mulheres com canetadas e prisões?
Problemas sociais se resolvem com educação, conscientização, diálogo. Não com censura e criminalização. Quando você proíbe o debate, o problema não some – apenas fica subterrâneo.
O resultado é sempre o mesmo: a lei do governo piora a situação que deveria melhorar. É física social: toda ação gera reação igual e contrária.
A verdadeira motivação: medo de perder controle
O governo está perdendo o apoio das mulheres porque elas perceberam que essas leis não as protegem – pelo contrário, as prejudicam. Quando os homens se afastam, quem sofre são elas também.
A estratégia de ganhar votos prometendo proteção às mulheres parou de funcionar. E o Estado não aceita perder essa ferramenta de controle social.
Por isso a tentativa desesperada de censurar os canais Red Pill. Não porque eles incitem violência, mas porque mostram as consequências reais das políticas governamentais.
É a mesma lógica de sempre: quando a realidade contraria a narrativa oficial, o problema não é a política – é quem fala sobre a realidade.
O futuro da liberdade de expressão no Brasil
Desde a decisão do STF sobre moderação de conteúdo, o risco para canais que questionam narrativas oficiais aumentou drasticamente. Lula agora cobra das plataformas que implementem essa censura de forma mais rigorosa.
Mas censurar não vai resolver o problema fundamental. Os canais Red Pill existem no mundo inteiro. As ideias continuam circulando em outras plataformas. A internet é maior que qualquer governo.
Além disso, censurar apenas confirma que os argumentos são válidos. Se as ideias fossem realmente absurdas, bastaria refutá-las com fatos e lógica. Quando você precisa de prisão e censura, está admitindo que perdeu no campo das ideias.
O que vamos ver é o mesmo padrão da luta contra as drogas ou contra a pirataria: quanto mais repressão, mais as atividades se espalham e se diversificam.
A pergunta central continua sem resposta: por que é crime um homem decidir viver sozinho? Por que é obrigatório querer relacionamento? E desde quando o Estado pode determinar com quem você deve ou não se relacionar?
Quando a liberdade individual se torna crime, o problema não está nos cidadãos. Está no sistema que os governa.


