dezembro 13, 2025

Ludwig M

Trump livra Moraes das sanções em troca das terras raras

Trump livra Moraes das sanções em troca das terras raras

Donald Trump acaba de retirar Alexandre de Moraes da lista de sanções da Lei Magnitsky. A decisão oficial do governo americano, divulgada em 12 de dezembro de 2025, libera as contas bancárias do ministro do STF, de sua esposa Viviane Barci de Moraes e do escritório de advocacia da família. Depois de quase seis meses sob uma das legislações mais restritivas dos Estados Unidos, o grupo volta ao sistema financeiro internacional.

Mas por que Trump tomou essa decisão agora? A resposta não está nos comunicados oficiais. Não há justificativa pública para a mudança. O motivo real parece estar nas negociações de bastidores entre Brasil e Estados Unidos. E o que está em jogo não é democracia ou direitos humanos. É muito mais estratégico e lucrativo.

Terras raras. Esse é o verdadeiro centro da negociação que poucos estão vendo.

O tesouro brasileiro que Trump quer para si

O Brasil possui as segundas maiores reservas de terras raras do mundo: 21 milhões de toneladas. À frente, apenas a China, com 44 milhões de toneladas. Os Estados Unidos têm menos de 2 milhões de toneladas – menos de 10% das reservas brasileiras.

Esses 17 minerais são fundamentais para a nova economia. Chips, semicondutores, baterias de carros elétricos, tecnologia militar, inteligência artificial, satélites, mineração de Bitcoin, indústria aeroespacial. Tudo depende desses materiais. Quem controla as terras raras controla o futuro tecnológico.

A China não apenas possui as maiores reservas. Ela domina toda a cadeia: extração, refino e logística. O Brasil, que deveria ser protagonista, tem exportado cada vez mais terras raras para a China. Os Estados Unidos estão perdendo essa guerra dos materiais críticos. Trump sabe disso.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, confirmou as negociações: “Vamos discutir sobre os minerais críticos, quais as convergências dos interesses entre o que nós temos de potencialidade mineral e o capital americano para explorar esses minerais”.

Lula admite: terras raras na mesa de negociação

O próprio presidente brasileiro confirmou a estratégia. Em evento na Indonésia, Lula disse: “Podemos discutir qualquer coisa de Gaza, a Ucrânia, Rússia, Venezuela, minerais críticos, terras raras”. A carta estava na mesa desde o início.

Segundo informações que circularam em dezembro de 2025, os Estados Unidos já avaliavam revogar a Lei Magnitsky contra Moraes. O acordo envolveria a concessão de terras raras brasileiras para exploração norte-americana. Não é coincidência que a decisão saiu dias depois dessas informações.

A negociação teria outros elementos: fim da censura contra redes sociais, cancelamento de impostos contra as Big Techs, colaboração no combate ao crime organizado e término da cooperação Brasil-China no setor de satélites. A Starlink de Elon Musk se beneficiaria diretamente.

Fontes do governo americano confirmaram que o pedido de revogação chegou à Casa Branca. As sanções foram canceladas mediante acordo entre Lula e Trump. O Brasil entrega seus recursos estratégicos. Trump livra Moraes das sanções.

Os irmãos Batista como intermediários do acordo

Quem intermediou as negociações? Os irmãos Joesley e Wesley Batista, controladores da JBS. Eles viajaram diversas vezes aos Estados Unidos nos últimos meses para encontros com Trump. A partir desses contatos, intermediaram a conversa entre os presidentes na Malásia.

A JBS não é empresa qualquer nos Estados Unidos. É a maior produtora de carne bovina do país, com mais de 25% do mercado. A empresa possui mais de 40 bilhões em ativos globais, boa parte em território americano. Foi a maior doadora da cerimônia de posse do segundo mandato de Trump, contribuindo com mais de 5 milhões de dólares.

Esse é o jogo real da geopolítica. Não são princípios ou valores que movem as decisões. São interesses econômicos concretos. A JBS precisa manter seus negócios nos Estados Unidos. Os Batista intermediam. Trump ganha acesso às terras raras. Lula livra seu ministro das sanções.

Todo mundo ganha. Exceto o Brasil, que mais uma vez entrega suas riquezas de mão beijada.

Brasil repete erro histórico na negociação de ativos

O país nunca soube negociar seus recursos estratégicos. Historicamente, sacrificamos a indústria nacional em acordos internacionais. O setor automotivo é exemplo atual: carros chineses importados chegam prontos ao mercado brasileiro, acabando com empresas que produzem aqui dentro.

Empresas nacionais que geram emprego, pagam impostos e arcam com os custos do Brasil não conseguem competir com importações subsidiadas. O resultado é desindustrialização e dependência externa. Agora o mesmo padrão se repete com as terras raras.

O Brasil poderia construir indústrias de beneficiamento. Poderia investir em tecnologia para explorar, refinar e entregar produtos acabados. Poderia desenvolver uma cadeia produtiva nacional que gerasse empregos qualificados e agregasse valor aos recursos.

Em vez disso, entrega a matéria-prima bruta para outros países desenvolverem suas indústrias. É a velha lógica colonial: exportamos commodities, importamos produtos industrializados. Continuamos sendo colônia, agora do século XXI.

A retirada de Moraes não muda os abusos internos

A saída da Lei Magnitsky não altera em nada o comportamento de Alexandre de Moraes no Brasil. Ele continua com os mesmos poderes. Continua tomando as mesmas decisões controversas. Provavelmente intensificará suas ações, já que 2026 é ano eleitoral.

Trump não está preocupado com democracia brasileira ou direitos individuais. Sua lógica é simples: “Make America Great Again”. América em primeiro lugar. O Brasil é apenas fornecedor de recursos que os Estados Unidos precisam para competir com a China.

Quem acreditava que Trump seria salvador da pátria brasileira se enganou completamente. Ele negocia exclusivamente pelos interesses americanos. Se livrar Moraes das sanções facilitar o acesso às terras raras, ele faz sem hesitar. Se fosse o contrário, manteria as sanções indefinidamente.

O acordo pode incluir promessas sobre fim da censura e colaboração contra o crime organizado. Mas essas são concessões secundárias. O objetivo principal são os minerais estratégicos para a economia americana do futuro.

China versus Estados Unidos: Brasil no meio da guerra

As terras raras são campo de batalha na disputa tecnológica entre China e Estados Unidos. A China domina completamente o setor. Os americanos dependem de fornecedores chineses para suas indústrias mais estratégicas. Isso é vulnerabilidade inaceitável para uma superpotência.

O Brasil surge como alternativa para reduzir essa dependência. Com 21 milhões de toneladas de reservas, pode substituir parcialmente a China no fornecimento americano. Trump precisa dessa diversificação para não ficar refém de Xi Jinping em setores críticos.

A jogada é clara: usar o Brasil para quebrar o monopólio chinês, mas sem permitir que o país desenvolva capacidade industrial própria. Os americanos querem a matéria-prima, não um novo concorrente tecnológico. O acordo mantém o Brasil na posição de fornecedor subordinado.

É a mesma lógica aplicada mundialmente pelos Estados Unidos. Países podem fornecer recursos, mas não podem competir em indústrias de alto valor agregado. O desenvolvimento deve ser controlado e limitado aos interesses americanos.

As consequências para a soberania nacional

Entregar o controle das terras raras significa hipotecar o futuro tecnológico brasileiro. Esses minerais serão ainda mais valiosos nas próximas décadas. A transição energética, a inteligência artificial e a exploração espacial dependem deles.

O Brasil perde a oportunidade histórica de se tornar potência na nova economia. Em vez de desenvolver tecnologia própria, vira fornecedor de matéria-prima para outros países construírem suas indústrias. É a perpetuação do subdesenvolvimento por acordo diplomático.

Países que controlam recursos estratégicos podem negociar de posição de força. Podem exigir transferência de tecnologia, investimentos em pesquisa e desenvolvimento de capacidade industrial local. O Brasil escolhe a posição mais fraca: fornecedor dependente.

A decisão compromete gerações futuras de brasileiros. Quando percebermos o valor real desses recursos, eles já estarão comprometidos com contratos de longo prazo. A soberania não se recupera facilmente uma vez perdida.

A retirada de Alexandre de Moraes da Lei Magnitsky é apenas a ponta do iceberg. Por trás da decisão está uma negociação que pode definir o papel do Brasil na economia global das próximas décadas. Trump conseguiu o que queria: acesso privilegiado aos recursos brasileiros. Lula livrou seu ministro das sanções americanas.

Mais uma vez, o Brasil escolhe o caminho da dependência externa. Entrega seus ativos estratégicos em troca de benefícios políticos de curto prazo. É a continuação da lógica colonial sob nova roupagem geopolítica.

E você, acha que vale a pena entregar nossas terras raras para livrar Alexandre de Moraes das sanções americanas?

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