
Donald Trump acaba de retirar Alexandre de Moraes da lista de sanções da Lei Magnitsky. A decisão oficial do governo americano, divulgada em 12 de dezembro de 2025, libera as contas bancárias do ministro do STF, de sua esposa Viviane Barci de Moraes e do escritório de advocacia da família. Depois de quase seis meses sob uma das legislações mais restritivas dos Estados Unidos, o grupo volta ao sistema financeiro internacional.
Mas por que Trump tomou essa decisão agora? A resposta não está nos comunicados oficiais. Não há justificativa pública para a mudança. O motivo real parece estar nas negociações de bastidores entre Brasil e Estados Unidos. E o que está em jogo não é democracia ou direitos humanos. É muito mais estratégico e lucrativo.
Terras raras. Esse é o verdadeiro centro da negociação que poucos estão vendo.
O tesouro brasileiro que Trump quer para si
O Brasil possui as segundas maiores reservas de terras raras do mundo: 21 milhões de toneladas. À frente, apenas a China, com 44 milhões de toneladas. Os Estados Unidos têm menos de 2 milhões de toneladas – menos de 10% das reservas brasileiras.
Esses 17 minerais são fundamentais para a nova economia. Chips, semicondutores, baterias de carros elétricos, tecnologia militar, inteligência artificial, satélites, mineração de Bitcoin, indústria aeroespacial. Tudo depende desses materiais. Quem controla as terras raras controla o futuro tecnológico.
A China não apenas possui as maiores reservas. Ela domina toda a cadeia: extração, refino e logística. O Brasil, que deveria ser protagonista, tem exportado cada vez mais terras raras para a China. Os Estados Unidos estão perdendo essa guerra dos materiais críticos. Trump sabe disso.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, confirmou as negociações: “Vamos discutir sobre os minerais críticos, quais as convergências dos interesses entre o que nós temos de potencialidade mineral e o capital americano para explorar esses minerais”.
Lula admite: terras raras na mesa de negociação
O próprio presidente brasileiro confirmou a estratégia. Em evento na Indonésia, Lula disse: “Podemos discutir qualquer coisa de Gaza, a Ucrânia, Rússia, Venezuela, minerais críticos, terras raras”. A carta estava na mesa desde o início.
Segundo informações que circularam em dezembro de 2025, os Estados Unidos já avaliavam revogar a Lei Magnitsky contra Moraes. O acordo envolveria a concessão de terras raras brasileiras para exploração norte-americana. Não é coincidência que a decisão saiu dias depois dessas informações.
A negociação teria outros elementos: fim da censura contra redes sociais, cancelamento de impostos contra as Big Techs, colaboração no combate ao crime organizado e término da cooperação Brasil-China no setor de satélites. A Starlink de Elon Musk se beneficiaria diretamente.
Fontes do governo americano confirmaram que o pedido de revogação chegou à Casa Branca. As sanções foram canceladas mediante acordo entre Lula e Trump. O Brasil entrega seus recursos estratégicos. Trump livra Moraes das sanções.
Os irmãos Batista como intermediários do acordo
Quem intermediou as negociações? Os irmãos Joesley e Wesley Batista, controladores da JBS. Eles viajaram diversas vezes aos Estados Unidos nos últimos meses para encontros com Trump. A partir desses contatos, intermediaram a conversa entre os presidentes na Malásia.
A JBS não é empresa qualquer nos Estados Unidos. É a maior produtora de carne bovina do país, com mais de 25% do mercado. A empresa possui mais de 40 bilhões em ativos globais, boa parte em território americano. Foi a maior doadora da cerimônia de posse do segundo mandato de Trump, contribuindo com mais de 5 milhões de dólares.
Esse é o jogo real da geopolítica. Não são princípios ou valores que movem as decisões. São interesses econômicos concretos. A JBS precisa manter seus negócios nos Estados Unidos. Os Batista intermediam. Trump ganha acesso às terras raras. Lula livra seu ministro das sanções.
Todo mundo ganha. Exceto o Brasil, que mais uma vez entrega suas riquezas de mão beijada.
Brasil repete erro histórico na negociação de ativos
O país nunca soube negociar seus recursos estratégicos. Historicamente, sacrificamos a indústria nacional em acordos internacionais. O setor automotivo é exemplo atual: carros chineses importados chegam prontos ao mercado brasileiro, acabando com empresas que produzem aqui dentro.
Empresas nacionais que geram emprego, pagam impostos e arcam com os custos do Brasil não conseguem competir com importações subsidiadas. O resultado é desindustrialização e dependência externa. Agora o mesmo padrão se repete com as terras raras.
O Brasil poderia construir indústrias de beneficiamento. Poderia investir em tecnologia para explorar, refinar e entregar produtos acabados. Poderia desenvolver uma cadeia produtiva nacional que gerasse empregos qualificados e agregasse valor aos recursos.
Em vez disso, entrega a matéria-prima bruta para outros países desenvolverem suas indústrias. É a velha lógica colonial: exportamos commodities, importamos produtos industrializados. Continuamos sendo colônia, agora do século XXI.
A retirada de Moraes não muda os abusos internos
A saída da Lei Magnitsky não altera em nada o comportamento de Alexandre de Moraes no Brasil. Ele continua com os mesmos poderes. Continua tomando as mesmas decisões controversas. Provavelmente intensificará suas ações, já que 2026 é ano eleitoral.
Trump não está preocupado com democracia brasileira ou direitos individuais. Sua lógica é simples: “Make America Great Again”. América em primeiro lugar. O Brasil é apenas fornecedor de recursos que os Estados Unidos precisam para competir com a China.
Quem acreditava que Trump seria salvador da pátria brasileira se enganou completamente. Ele negocia exclusivamente pelos interesses americanos. Se livrar Moraes das sanções facilitar o acesso às terras raras, ele faz sem hesitar. Se fosse o contrário, manteria as sanções indefinidamente.
O acordo pode incluir promessas sobre fim da censura e colaboração contra o crime organizado. Mas essas são concessões secundárias. O objetivo principal são os minerais estratégicos para a economia americana do futuro.
China versus Estados Unidos: Brasil no meio da guerra
As terras raras são campo de batalha na disputa tecnológica entre China e Estados Unidos. A China domina completamente o setor. Os americanos dependem de fornecedores chineses para suas indústrias mais estratégicas. Isso é vulnerabilidade inaceitável para uma superpotência.
O Brasil surge como alternativa para reduzir essa dependência. Com 21 milhões de toneladas de reservas, pode substituir parcialmente a China no fornecimento americano. Trump precisa dessa diversificação para não ficar refém de Xi Jinping em setores críticos.
A jogada é clara: usar o Brasil para quebrar o monopólio chinês, mas sem permitir que o país desenvolva capacidade industrial própria. Os americanos querem a matéria-prima, não um novo concorrente tecnológico. O acordo mantém o Brasil na posição de fornecedor subordinado.
É a mesma lógica aplicada mundialmente pelos Estados Unidos. Países podem fornecer recursos, mas não podem competir em indústrias de alto valor agregado. O desenvolvimento deve ser controlado e limitado aos interesses americanos.
As consequências para a soberania nacional
Entregar o controle das terras raras significa hipotecar o futuro tecnológico brasileiro. Esses minerais serão ainda mais valiosos nas próximas décadas. A transição energética, a inteligência artificial e a exploração espacial dependem deles.
O Brasil perde a oportunidade histórica de se tornar potência na nova economia. Em vez de desenvolver tecnologia própria, vira fornecedor de matéria-prima para outros países construírem suas indústrias. É a perpetuação do subdesenvolvimento por acordo diplomático.
Países que controlam recursos estratégicos podem negociar de posição de força. Podem exigir transferência de tecnologia, investimentos em pesquisa e desenvolvimento de capacidade industrial local. O Brasil escolhe a posição mais fraca: fornecedor dependente.
A decisão compromete gerações futuras de brasileiros. Quando percebermos o valor real desses recursos, eles já estarão comprometidos com contratos de longo prazo. A soberania não se recupera facilmente uma vez perdida.
A retirada de Alexandre de Moraes da Lei Magnitsky é apenas a ponta do iceberg. Por trás da decisão está uma negociação que pode definir o papel do Brasil na economia global das próximas décadas. Trump conseguiu o que queria: acesso privilegiado aos recursos brasileiros. Lula livrou seu ministro das sanções americanas.
Mais uma vez, o Brasil escolhe o caminho da dependência externa. Entrega seus ativos estratégicos em troca de benefícios políticos de curto prazo. É a continuação da lógica colonial sob nova roupagem geopolítica.
E você, acha que vale a pena entregar nossas terras raras para livrar Alexandre de Moraes das sanções americanas?


